concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Exposição Xilo: Corpo e Paisagem - programação integrada de encontros e cursos

Exposição Xilo: Corpo e Paisagem

Com curadoria do pesquisador, artista e professor Claudio Mubarac,
a exposição reúne 130 obras de 33 artistas brasileiros xilogravadores

Programação integrada promove encontros
com os artistas para bate-papos e vivências no mês de dezembro


A mostra Xilo: Corpo e Paisagem reúne trabalhos de cerca de 33 artistas brasileiros na arte da xilogravura em diversos contextos das artes visuais recentes, em produções realizadas a partir da década de 1990 até os dias atuais. A curadoria é do pesquisador, artista e professor, Claudio Mubarac. A exposição fica disponível para visitação ate o dia 02 de fevereiro de 2020, no Espaço Expositivo (2º andar) do Sesc Pinheiros.
Com cerca de 600 m², Xilo: Corpo e Paisagem traz trabalhos de importantes nomes das artes visuais contemporâneas, como Ana CalzavaraAugusto SampaioBeatriz Lira (Xiloceasa), Claudio CaropresoCleiri CardosoDanilo Juliano (Xiloceasa)Denis Araújo (Xiloceasa), Eduardo Ver, Ernesto Bonato, Fabrício Lopez, Fernando Melo (Xiloceasa)Fernando Vilela, Flavia Yue, Flavio Capi, Francisco Maringelli, Gabriel Balbino (Xiloceasa)Gilberto Tomé, Igor Romualdo (Xiloceasa), Luciana Bertalli, Luciano Ogura, Luisa Almeida, Luiz Lira (Xiloceasa), Marcio Elias, Mateus Costa (Xiloceasa), Otávio Zani, Paulo Penna, Pedro Pessoa, Ramon Santos (Xiloceasa), Revista Comando, Santídio Pereira, Simone Peixoto, Taís Melo (Xiloceasa) e Ulysses Boscolo.
Para o curador Claudio Mubarac, a gravura na cidade de São Paulo tem história recente, se pensarmos nas matrizes e prensas como prática desligada dos papéis cartoriais, da imprensa e dos negócios de Estado. “A gravura só teve presença no interior de estúdios particulares, como o de Lasar Segall, por exemplo, nas primeiras décadas do século XX. Mas eles não ofereceram formação para além daqueles que com eles convivessem. Algumas pequenas exposições foram realizadas, mas num circuito tímido e autorreferente”, ressalta Mubarac.

Programação integrada
Intervenção | O Retrato Gravado
Com Otavio Zani
O retrato gravado é uma intervenção poética, cujo objetivo é fazer com que o público sinta-se parte da exposição. A partir de retratos feitos em xilogravura com imagens dos frequentadores do Sesc, a fixação das obras será realizada com a técnica lambe-lambe (tradicional modo de colar cartazes na rua).
A atividade, com o artista Otavio Zani, propõe o contato com todas as etapas de criação xilográfica, organizada em um parque gráfico do Sesc Pinheiros, estruturado com uma bancada para impressão, gravação e um varal para secagem das estampa.
De início, durante as tardes dos finais de semana, as pessoas serão convidadas a serem coautoras dessa técnica de reprodução de imagem. Com o aceite, elas terão seus retratos impressos em xilogravuras (tamanho A3), porém não será entregue a matriz.
Otavio Zani
Artista, formado em Ciências Sociais pela USP, é convidado do Sesc Pinheiros  para mediar “O Retrato Gravado”, integrado à Xilo: Corpo e Paisagem. Otavio dedica maior parte de seu tempo em projetos culturais, produzidos, atualmente, no Ateliê Fidalga.
Tem experiência com obras a partir da linguagem gráfica, gravura, desenho, monotipia e na realização de projetos artístico-pedagógicos, como a participação na equipe coordenadora da 30º Bienal do Livro de São Paulo.
Já participou de exposições nacionais e internacionais, como Travesía na Casa Simon Bolívar, em Cuba, e Superposer no Atelier Press Papier, Canadá.
01/12/2019 a 08/12/2019. Domingos, das 14h às 18h.
Local: Térreo.
Livre. Grátis.
Xilo Encontros | Visita Mediada e Demonstração Artística
 A oficina acontece aos sábados, com participação de artistas com obras na exposição, que por meio da visita mediada apresentam ao público seus processos de criação artística. A atividade acontece no ateliê educativo. 
Em dezembro são duas sessões, 07/12 com a presença do grupo Xiloceasa, e dia 14/12 com o artista Santidio Pereira.
07/12 e 14/12. Sábados, das 15 às 18h.
Exceto 21 e 28/12.
Local: Espaço Expositivo (2º andar).
Livre. Grátis.
Oficinas | Curso de Estamparia: Padronagens Africanas
Com Xilomóvel
O curso apresenta expressões gráficas contextualizadas do âmbito sociocultural de diversas regiões da África. A confecção é realizada em tecidos com estamparias criativas feitas com a técnica “block printing”, ou seja, utilização de blocos de madeira como carimbos.
Os participantes são convidados a usar a imaginação e criar sua própria arte com os procedimentos ensinados na oficina pelos artistas do projeto Xilomóvel, Luciana Bertarelli e Marcio Elias.
Xilomóvel, a arte sobre rodas
O projeto Xilomóvel foi criado em 2009 pelos artistas Marcio Elias e Luciana Bertarelli, com intuito de tornar-se uma ferramenta educacional de manifestação artística. O ateliê é transportado em um automóvel (Veraneio 1976), e já percorreu 56 cidades brasileiras, atendendo cerca de 3 mil pessoas. Com forte influência xilográfica, o ateliê sobre rodas é equipado com materiais necessários para prática da xilogravura.
05/12, 10/12 e 12/12. Terças e Quintas, das 18h às 21h.
Local: Espaço Expositivo (2º andar).
Classificação:  14 anos.
Ingressos: Credencial plena R$9,00
Meia: R$15,00
Usuário MIS:R$15,00
Inteira: R$30,00
Oficina |Carimbos
Com Cleiri Cardoso
Nesta oficina, conduzida pela artista visual Cleiri Cardoso, a ideia é que os participantes construam carimbos a partir de recortes em EVA, colados sobre superfícies de madeira. A exploração de texturas e a sensação de produzir imagens próprias proporcionam ao público a experiência de estimular o lado artístico e a criatividade, utilizando recortes, colagens e reprodução de estampas.
Além do mais, é possível ter noções básicas da criação de uma matriz para reprodução de uma imagem de fácil execução, ou se depender da vontade do participante, fazer imagens mais complexas.
Os carimbos podem ser impressos sobre papel, permitindo a composição de diversas cenas a partir da combinação dos carimbos produzidos.
Cleri Cardoso
Cleiri Cardoso é artista visual, vive e trabalha em São Paulo onde ministra oficinas e cursos, articula projetos coletivos e é arte-educadora. Com Licenciatura em Artes Visuais pela faculdade de Artes do Paraná e Mestrado em Poéticas Visuais pela ECA/USP, desenvolve trabalhos artísticos relacionados à imagem impressa e aos meios de reprodução de imagens.
11/12 e 13//12. Quarta e Sexta às 15h.
Local: Espaço Expositivo (2º andar).
Classificação: 10 anos. Grátis.
SERVIÇO
Exposição Xilo: corpo e paisagem
Abertura: 30/10/2019. Quarta-feira, às 20h
Visitação: De 31/10/2019 a 02/02/2020. Terças a Sábado, das 10h30 às 21h30. Domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Livre | Grátis
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

fonte: Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros

Instituto Cultural J. Safra resgata história e acervo do Museu de Artes e Ofícios em novo livro da coleção “Museus Brasileiros”

Instituto Cultural J. Safra resgata história e acervo do Museu de Artes e Ofícios em novo livro da coleção “Museus Brasileiros”
Lançado anualmente desde 1982, série de obras do instituto cultural tem como objetivo preservar a memória da arte e da cultura no país

O Instituto Cultural J. Safra lança nesta terça-feira (10/12) uma obra inteiramente dedicada à preservação da memória do Museu de Artes e Ofícios, que possui um dos mais importantes acervos culturais sobre a história do trabalho no país.
Produzido em parceria com o Instituto Cultural Flávio Gutierrez, o Serviço Social da Indústria (SESI - FIEMG) e a Secretaria Especial da Cultura, o livro reproduz algumas das obras mais icônicas do acervo, que é composto por um volume superior a 2.500 peças datadas dos séculos 18 ao 20.
A ordem de exposição do acervo no livro segue a mesma lógica apresentada no museu. Os corredores e salas que ocupam o edifício dão lugar a diferentes capítulos nas 340 páginas do livro. Separados por grandes temas, eles transitam entre ofícios do transporte, do comércio, da mineração, da cerâmica, da terra, entre outros. Todos os capítulos oferecem um olhar detalhado sobre setores tradicionais da indústria, que deram origem a muitas das profissões atuais.
O livro também resgata imagens e histórias sobre o local que abriga o acervo. Os dois prédios que compõem o museu foram, no passado, estações de trem prestigiadas na capital mineira. Com o declínio do transporte ferroviário no país, no entanto, caíram em desuso. As estações foram revitalizadas e unificadas em um único prédio para receber o museu, que abriu as portas em 2005. O prédio tornou-se novamente referência na capital mineira, estimulando mais uma vez o desenvolvimento da região central da cidade.
A coleção de livros do Instituto Cultural J. Safra teve início em 1982 para preservar a história de importantes museus ao redor do Brasil. Desde então, todos os anos contaram com o lançamento de uma nova obra. Hoje, a série é referência e fonte permanente de consulta e pesquisa para todos os estudiosos e interessados em arte.
Na coleção, estão ícones do cenário cultural brasileiro, como o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), a Pinacoteca, o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu Nacional, entre muitos outros.
A edição de 2019 da coleção será lançada no próprio Museu de Artes e Ofícios. Para a solenidade, foram convidados representantes do Banco Safra, do museu e de seus parceiros.

Serviço
Evento de lançamento do livro “Museu de Artes e Ofícios”
Data: 10 de dezembro de 2019
Horário: 19h
Local: Praça Rui Barbosa, 600 – Centro, Belo Horizonte, MG



fonte: 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

exposição Muirapiranga - SP


A exposição “Muirapiranga”, abrigada desde outubro na Funarte, chama a atenção do publico com suas esculturas de grandes proporções feitas em aço cortem. Trata-se de um convite à experiência visual e tátil que emula elementos da natureza pouco presentes na vida das sociedades urbanas modernas. A atmosfera criada pela artista Elizabeth Titton para a mostra também atraiu o coletivo Urban Sketchers Brasil, que se reúne para criar releituras gráficas das mais importantes estruturas urbanas da cidade de São Paulo, e que fará visita à exposição no dia 8/12, entre 10h e 13h, para sessão especial de seu trabalho de ilustrações.   
“Muirapiranga” debruça sobre a questão do olhar, com influência do filósofo Maurice Merleau-Ponty, e oferece ao publico uma coleção de portais e obeliscos de até quatro metros de altura. Neste sentido, estar localizada no coração da maior cidade do país é uma questão estratégica para potencialização do envolvimento do público, que é colocado, diariamente, em situação desafiadora quanto a sua capacidade de percepção do mundo ao seu redor, visto que vivemos em tempos de saturação da informação visual e da forte concorrência exercida pelos elementos virtuais no cotidiano.
A exposição ainda oferece estrutura especial para deficientes visuais, que podem contar com piso tátil, guia em braile e acesso a QR codes com audiodescrição de cada obra. A artista ainda disponibiliza sete de suas criações em miniatura, de forma a ofertá-los uma experiência mais completa. 
Entre os dias 3 e 7/12, Eliabeth Titton, criadora da exposição, também oferece oficina de desenho com base em metodologia de Betty Edwards chamada ‘Desenhando com o Lado Direito do Cérebro’, que se propõe a fazer do desenho algo tão acessível a todos quanto a escrita. Este método é composto de exercícios práticos que levam os participantes a verem o objeto a ser desenhado sob um novo ponto de vista, com a peça sendo observada a partir de um padrão de ‘observação limpa’ - olhar sem pensamento.

SERVIÇO
Muirapiranga
Horário de visitação: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 14h às 21h
Ingresso: gratuito
Até 20 de janeiro de 2020

Visita do coletivo  Urban Sketchers Brasil
Dia 8/12, das 10h às 13h, na sede da Funarte-SP

fonte: Baobá Comunicação


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

exposição A PALAVRA E A IMAGEM - Homenagem a Darcy Ribeiro - SP

exposição O JARDIM - RJ


exposição Sustentabilidade, Arte e Design - SP

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exposição Antonio Bandeira - mam - SP

MAM Abertura Antonio Bandeira

Exposição Coletiva Fotografia 2019 - SP

Panamericana apresenta Exposição Coletiva de Fotografia 2019
Mostra reúne seleção de aproximadamente 28 obras produzidas pelos alunos em ano de formação
São Paulo, novembro de 2019 - A Panamericana Escola de Arte e Design abre no dia 26 de novembro (terça-feira) a Exposição Coletiva de Fotografia 2019. A mostra, que conta com patrocínio da Digipix, reúne produções dos alunos em ano de formação, do Curso de Fotografia, sob a direção de Alex Lipszyc e Márcio Lupinacci. Os trabalhos tiveram coordenação de Elcio Ohnuma e curadoria de Cassiano Mendes, Ivan Padovani e Sylvia Sanchez.
Para Elcio Ohnuma, a exposição reflete um trabalho de muita dedicação. “Produzir uma imagem significa pensar sobre ela, provocar, ressignificar e materializar conceitos interiores sob critérios estéticos. Surge, assim, a inquietação em cada um, que resulta nas obras que podem ser conferidos nesta bela exposição”, diz ele. Ohnuma completa que a mostra é fruto de uma abordagem reflexiva, com exercícios de percepção para o desenvolvimento da capacidade criativa, acrescidos de instrução técnica altamente qualificada. “Sinto muito orgulho em ver os resultados, afinal, a maior riqueza desta escola está no reconhecimento do acervo interno”, acredita o coordenador.
Alex Lipszyc, diretor de ensino da Panamericana e responsável pela exibição, revela que a mostra traz o que há de melhor na produção artística dos alunos. “São trabalhos de alta qualidade criativa, resultado de externalização dos conteúdos e ideias de cada um deles. Estamos muito orgulhosos destas obras”.
A visitação à Exposição Coletiva de Fotografia 2019 é gratuita e permanece aberta até o dia 31 de janeiro de 2020, na Unidade Angélica (Avenida Angélica 1900).
Os trabalhos selecionados para a mostra são de: Ana Marcondes, Antonella Ippolito, Bia Mascarenhas, Carolina Serrano, Caroline Richieri, Catarina Lay, Christiane Milcken, Daniela Maximo, Diana Marquina, Erica Vitor V. Otsuji, Felipe Rios Hohagen, Isabel Simonsen, Jackeline Bernardo, Kanga, Lucas Keiti, Marcela Cavalcante, Márcia Jabur, Maria Fernanda Leal, Maria Tonetti, Mariana Biojone, Mário Amaral, Mário Neces, Matheus Novaes Pinheiro, Paulo Massunaga, Roberta Moura, Tatiana Frison, Thais Vieira e Thiago Alonso.
Sobre a Panamericana
A vontade de ser a mais importante e moderna Escola de Arte e Design foi o que motivou a Panamericana a abrir suas portas em 7 de abril de 1963. E, logo no início, mantendo sua vocação para o pioneirismo, nasceu aquela que seria considerada a primeira e única Escola de Criação Profissional do Brasil.
Para ser o que é hoje, a Panamericana foi buscar os melhores e mais modernos métodos pedagógicos de grandes centros artísticos do mundo, recebendo e formando, durante esses 55 anos de história, profissionais preparados para o mercado e que, por isso, se destacam nas áreas de Artes Plásticas, Fotografia, Design de Interiores, Publicidade e Criação, Design Gráfico, Design Digital, Design de Moda e Design de Animação e Games.
Atualmente, a Panamericana conta com a Unidade Angélica e a Unidade Groenlândia, que são verdadeiros marcos da arquitetura e design de São Paulo. E não é exagero nenhum dizer que, hoje, a história da Panamericana se confunde com a história do criador profissional brasileiro.
Serviço: Exposição Coletiva Fotografia 2019
Abertura: 26 de novembro de 2019
Período de visitação: de 26 de novembro a 31 de janeiro de 2020
Horário: Durante o funcionamento da Escola
Local: Sede Angélica: Avenida Angélica, 1900
Grátis – Aberta a todos os interessados

fonte:
D2 Comunicação

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

mostra Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau - SP


Sarah Bernhardt interpreta La Princesse Lointaine, pô
ster para a revista La Plume (1897)
 
Últimas semanas para conferir a mostra Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau
Exposição com obras do criador do estilo que eternizou a Belle Époque fica em cartaz até 15/12 no Centro Cultural Fiesp
São Paulo, novembro de 2019 – A exposição Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau, que homenageia o ícone máximo desse movimento, entra na reta final. Até 15 de dezembro, no Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313), com entrada gratuita, a mostra traz a maior coletânea do artista tcheco já exibida no Brasil. Nascido em Ivančice, atual República Tcheca, Alphonse Mucha (1860-1939) teve uma carreira de muitas façanhas. Pioneiro na arte publicitária, consagrou na Paris da Belle Époque um estilo marcado pela sutileza e pelo perfeccionismo que se tornaria símbolo da era de ouro da cultura francesa. Hoje, passados 80 anos de sua morte, continua a influenciar artistas no mundo todo e mantém sua herança viva em ilustrações contemporâneas, como observada no universo dos HQs e dos Mangás.
Na exposição, ao longo de quatro ambientes, mais de 100 obras cedidas pela Fundação Mucha desvendam o talento múltiplo e o legado do expoente da Art Nouveau. As peças estão divididas em seções. Em Mulheres: Ícones & Musas o público confere o ponto alto da trajetória do artista. O espaço reúne pôsteres dos memoráveis espetáculos de Sarah Bernhardt no Teatro Renaissance, anúncios de marcas de cerveja, cigarros, lança-perfumes, e outras dezenas de artigos igualmente referendados pelo toque de Mucha – como caixas de biscoito, embalagens de perfume e capas de livro.
Os núcleos O Estilo Mucha - Uma Linguagem Visual e Beleza – O Poder da Inspiração revelam um pouco das mensagens ocultas em sua obra. Criado em uma nação que lutava pela independência – na época, a República Tcheca vivia sob o domínio do Império Austro-Húngaro –, o artista, desde jovem, cultivou o desejo da libertação do povo eslavo. Analisando os seus desenhos, é possível observar a presença constante de elementos dessa cultura, como figurinos e artigos decorativos do folclore eslavo, formas geométricas, curvas, adereços e a quase ausência de profundidade que remetem à arte bizantina. Era evidente a intenção do artista em aproveitar a reputação conquistada no então centro cultural do mundo para divulgar a força da civilização eslava.
Essas gravuras são também um ensaio daquilo que geraria a obra-prima de Mucha: A Epopeia Eslava, série de 20 quadros gigantes produzida ao longo de quase duas décadas e que representam o ponto máximo dessa missão. Atualmente essas obras são muito frágeis para viajar, mas são exibidas por meio de uma instalação digital na exposição em São Paulo. Instaladas em um palácio localizado próximo à cidade natal do artista, essas obras não integram o catálogo da exposição.
Por fim, a seção O Legado do Estilo Mucha reúne alguns dos nomes representativos da influência do artista. Do Japão, destaques para Nanase Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi, fundadoras do grupo CLAMP e autoras de títulos conhecidos mundialmente, como Cardcaptor Sakura e as Guerreiras Mágicas de Rayearth. Da Coreia do Sul, a mostra traz desenhos de Ko Yasung, ilustrador das HQs Stigmata e The Innocent; Rhim Ju-yeon, conhecido pelos títulos President Dad Ciel: The Last Autumn Story, e de outros ilustradores contemporâneos.
Sucesso mundial
As obras da exposição Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau pertencem à Fundação Mucha, administrada pelos herdeiros do artista e localizada em Praga, na República Tcheca. Ao longo dos últimos anos, essas obras foram temas de mais de 40 exibições pelo mundo, atraindo mais de 4 milhões de visitantes.
Em 2018, sete cidades receberam a retrospectiva, incluindo Copenhague, Nova Iorque, Madrid e Paris. Na capital francesa, foi registrado o recorde de público em toda a sua história: mais de 340 mil pessoas foram ao Museu de Luxemburgo contemplar as obras de Mucha. A mostra também tem colhido sucesso da crítica por onde passa.

SERVIÇO
Exposição Alphonse Mucha: o legado da Art Nouveau
Período expositivo: de 18 de setembro a 15 de dezembro
Horários: de terça a sábado, das 10h às 22h e domingos, 10h às 20h
Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira César (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br
Entrada gratuita. Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br
fonte:
Agência Galo

Farol Santander inaugura exposição inédita Tarsila Para Crianças - SP

Farol Santander inaugura exposição inédita
Tarsila Para Crianças

  • Exposição utiliza tecnologia, interatividade e cenários imersivos para retratar o imaginário de seres, cores e formas de Tarsila do Amaral

  • São 7 estações temáticas divididas em dois andares, num total de 490m² de área expositiva

  • Sessão especial traz reprodução tátil dos quadros Abaporu e Floresta, criada especialmente para pessoas com deficiência visual



São Paulo, 22 de novembro de 2019 - O Farol Santander inaugura, em 26 de novembro, a inédita exposição “Tarsila para Crianças”, com a curadoria de Tarsila do Amaral (sobrinha neta da artista), Karina Israel e Patricia Engel Secco e produção da YDreams Global.

Aberta ao público até 02 de fevereiro de 2020, a mostra utiliza tecnologia sensorial, cenários imersivos e narrativas integradas para retratar o imaginário de seres, cores e formas da pintora modernista Tarsila do Amaral. Na exposição, é possível passear por cenários oníricos de grande beleza e até mesmo interagir com criações da artista, que apresentam e transmitem o significado de suas obras sob a ótica do universo infantil, a partir de sentidos e sensações.

“Esperamos que esta mostra possa incentivar o público infantil a conhecer melhor a arte brasileira, de forma divertida e lúdica”, afirma Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil. “ Ao mesmo tempo, queremos despertar o lado criança dos visitantes, a partir de uma experiência imersiva e envolvente com os trabalhos da artista.”

Os andares 20º e 19º do Farol Santander serão divididos em 7 estações temáticas, num total de 490m² de área expositiva que apresentam a criatividade da artista. Uma oportunidade única para crianças e adultos participarem de uma jornada entre diferentes dimensões do universo da pintora mais conhecida do Brasil.

“Como em uma viagem entre diferentes dimensões, é possível percorrer os ambientes inspirados em obras-primas desta espetacular artista, que, criada para ser uma mulher comum do início do século XX, apresentou ao mundo a cultura, as paisagens, o povo e a riqueza da flora e da fauna brasileiras. Criou obras repletas de vitalidade, quimeras e elementos fantásticos que, além de fascinar os adultos, conversam perfeitamente com o universo infantil em uma combinação única e cheia de personalidade”, afirma uma das curadoras da mostra, Tarsila do Amaral (Tarsilinha).

Logo na entrada da mostra, no 20º andar, teremos quatro estações: (1) Vila dos Sentidos (2) Toca da Cuca, (3) Universo Tarsila e (4) Floresta Negra.

1.Vila dos Sentidos - A exposição começa com um cenário bucólico que remete à infância de Tarsila na fazenda São Bernardo, onde cresceu brincando com seus mais de 40 gatos e fazendo bonecos de mato. Uma mini vila caipira será formada por quatro casinhas tridimensionais, rodeadas por cestos de frutas, com inspiração no quadro A Feira. Cada casinha apresentará uma característica marcante relacionada à infância da pintora, como o quarto com sua caixinha de música e bonecas de mato, a sala de estar com piano, foto de família e seus gatos de estimação, seu perfume favorito (Moment Supreme do Jean Patou), o sabonete (Pinot), objetos daquele tempo, e a cozinha com as frutas. Algumas casas têm janelas que remetem a vista da fazenda pintadas por Tarsila.

2.Toca da Cuca - Inspirado no quadro A Cuca, o público encontrará um espaço com uma projeção com os bichos divertidos inspirados nos seres imaginários presentes na obra de Tarsila do Amaral, que passarão em uma espécie de tapete imersivo, projetado dentro da Toca da Cuca cenográfica, com acesso pelo túnel da lagarta.

3.Universo Tarsila - Tendo como referência a obra Cartão Postal, os visitantes poderão colorir diferentes elementos encontrados em sua obra e os animais imaginários que habitam o extraordinário e colorido universo de Tarsila, que ganham vida em uma parede interativa instalada no andar.

4.Floresta Negra Com uma cenografia e ambientação sonora do que seria a floresta onírica do quadro Floresta, o público poderá se aconchegar no ninho de almofadas que simulam os famosos ovos rosa arroxeados de sua pintura. No mesmo local, baseado na obra Urutu, será possível encontrar um ovo onde os visitantes despertam a curiosidade, observando através de buraquinhos as possíveis criaturas que habitam dentro do ovo. A floresta ainda esconde um guardião, o touro preto (O Touro), que protege com seu mugido quem pensar em fazer mal à natureza. Os visitantes poderão tirar fotos no instapoint do touro. Uma reprodução tátil do quadro Floresta foi criada especialmente para que deficientes visuais conheçam a obra de Tarsila do Amaral.

A exposição continua no 19º andar do Farol, com mais 3 estações: (5) Jardim Afetivo, (6) As Cores de Tarsila, (7) Papo com Abaporu.

5.Jardim Afetivo - Os visitantes serão convidados a embarcar em uma viagem sensorial, com animações e sons, como por exemplo, os ruídos da estação de ferro, da caixinha de música, o coaxar do sapo, os grilos, que remetem diretamente a 4 quadros de Tarsila:
Quadro 1 – O Sapo – Um sapo sorridente e juvenil, tenta decidir entre a luz do Sol, ao fundo, e o frescor da terra úmida e da sombra, à sua frente. Acima, uma floresta de cactos compartilha involuntariamente da indecisão do pequeno anfíbio.
Quadro 2 - Estação de Ferro (E.F.C.B) - Em uma paisagem repleta de símbolos e sinais ferroviários, o morro com casas humildes e coloridas se mistura aos trilhos e vagões de uma das principais ferrovias do Brasil, a Estação de Ferro Central do Brasil, que no início do século XX interligava a então capital do Brasil, Rio de Janeiro, a São Paulo e Belo Horizonte, importantes capitais estaduais.
Quadro 3 – A Boneca - Em seu vestido rodado cor-de-rosa, a boneca parece descansar enquanto se prepara para mais uma dança no universo colorido de Tarsila, onde os tons de azul puríssimo convivem sem se encontrar, o branco traça caminhos, provendo apoio, emoldurando janelas possíveis e fazendo sonhar, sem deixar de conceder espaço para o verde cantante e outros tons de rosa, em um cenário de pura magia.
Quadro 4 – Paisagem com Touro I – Entre casarios de um Brasil rural que Tarsila conhecia tão bem, posto que passou sua infância em fazendas no interior do estado de São Paulo, um touro branco nos observa altivamente, como que se apresentando como o guardião do terreiro e da fazenda.

6. As Cores de Tarsila – Neste ambiente estarão expostos reproduções de diversos quadros impressos e as principais cores da paleta de Tarsila (Cores Caipiras: azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo e verde cantante) para a pintura brasileira e internacional. Ao centro, duas redes coloridas penduradas do teto até quase o chão, representando pinceis. Os visitantes serão convidados a se posicionar nas redes-pinceis, e percebem que no chão há uma projeção que repercute o movimento de cada pincel e vai misturando as cores e dando origem a uma infinidade de pinturas digitais aleatórias.

O público poderá responder a um quiz para adivinhar qual quadro está com a paleta de cores da artista.

7.Papo com o Abaporu - Com cactos cenográficos e flores holográficas, o espaço abrigará instalações inspiradas em três obras importantes, AbaporuSol Poente e A Lua.

Sol Poente - Com cenografia inspirada na obra, o espaço servirá de cenário para fotos, com um fundo cenográfico projetado com os círculos cor laranja concêntricos em movimento e pufes espalhados a frente que representam os animais da obra de Tarsila.

A Lua - Um balanço remetendo ao famoso quadro que acabou de ser adquirido pelo Moma. Um observador solitário aprecia a Lua formosa, pintada com a cor do Sol, que ilumina campos, colinas e um riacho em curva tão fechada e circular, que se opõe à própria Lua, sem saber se está minguando ou crescendo.

Papo com Abaporu - em frente a uma reprodução do quadro Abaporu, que se transformou na mais importante obra de arte do país, símbolo do modernismo brasileiro e do movimento antropofágico, haverá dois totens touchscreen com perguntas que serão respondidas pelo enigmático personagem de cabeça minúscula e um pé enorme, via inteligência artificial através dos serviços do Watson, da IBM, matando a curiosidade e o interesse de todos os presentes sobre antropofagia e seu contexto. Acessibilidade, outro tema de suma importância, terá uma reprodução tátil do quadro Abaporu, criado especialmente para que deficientes visuais conheçam a obra de Tarsila do Amaral.

A mostra é apresentada pelo Ministério da Cidadania, com patrocínio da Getnet.

Sobre o Farol Santander
O Farol Santander, um dos principais pontos turísticos de São Paulo, já recebeu mais de 800 mil pessoas e 13 exposições de arte rotativas em mais de um ano de funcionamento. As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício com 161 metros que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul.

Do 2º ao 5º andar os visitantes podem conhecer a história do prédio e da própria cidade, no espaço Memória que tem com mobiliários originais feitos pelo Liceu de Arte e Ofícios em salas de reuniões e presidência. No 4º andar, uma instalação permanente e exclusiva do Farol Santander: Vista, desenvolvida pelo renomado artista brasileiro Vik Muniz.

As visitas começam pelo hall do térreo e seguem até o mirante do 26º andar que, após a revitalização, ganhou uma unidade do Suplicy Cafés. Neste ano, o Farol Santander inaugurou o Bar do Cofre SubAstor, o Boteco do 28 e a Cozinha do 31, em andares dedicados à gastronomia.

Atualmente, estão no Farol Santander as exposições de arte Machado de Assims (Marcello Dantas), até 12 de dezembro de 2019. ETNOS – faces da diversidade (Marcello Dantas) e Contemporâneo, sempre – Coleção Santander Brasil (Agnaldo Farias e Ricardo Ribenboim), ambas até 05 de janeiro de 2020.

Serviço Farol Santander – Tarsila para Crianças
Quando: 26/11/2019 a 02/02/2020
Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)
Site Farol Santander: farolsantander.com.br
Funcionamento: terça a domingo
Horários: 09h às 20h (terça a domingo)
Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)
site e bilheteria física no local
Capacidade por andar: 60 pessoas
Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas
Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (4º andar, 8º andar, 21º andar, 22º andar, 23º andar, 24º andar e no 26º andar)
Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso
Saídas de emergência

Assessoria de Imprensa Farol Santander - Marra Comunicação

exposição Brasil nativo/Brasil alienígena - Anna Bella Geiger - SP

MASP E SESC AVENIDA PAULISTA CORREALIZAM EXPOSIÇÃO SOBRE ANNA BELLA GEIGER
A maior exposição da artista carioca já realizada em São Paulo, reúne cerca de 180 obras e parte de seu trabalho mais icônico, “Brasil nativo/Brasil alienígena”, para apresentar sua produção



Ativa desde os anos 1950 como artista e desde os anos 1960 como professora no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Anna Bella Geiger participou das primeiras exposições de arte abstrata no Brasil e é um nome pioneiro na introdução do vídeo e das práticas conceituais no cenário artístico brasileiro.
A exposição Brasil nativo/Brasil alienígena, que abre para o público no dia 29 de novembro no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) e no dia 30 de novembro no Sesc Avenida Paulista, abrange um arco temporal extenso da artista, desde a década de 1960 até os anos 2000. 
A mostra toma emprestado o nome de uma de suas séries mais conhecidas, Brasil nativo/Brasil alienígena, para apresentar obras que discutem criticamente a história e a realidade social do país, como o passado colonial, a identidade nacional, a representação dos povos indígenas e questões ecológicas, ainda hoje tão atuais, atravessadas por uma perspectiva e narrativa autobiográficas.
A curadoria é de Tomás Toledo, curador-chefe do MASP, e de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu. No MASP, a exposição se insere no ciclo temático “Histórias das mulheres, histórias feministas”, que guia toda a programação da instituição em 2019. No Sesc, a exposição dá continuidade a um relacionamento com a artista que já expôs em diversos projetos da rede. Outro motivo de celebração para o Sesc é o fato de algumas obras de Anna Bella terem sido incorporadas ao Acervo Sesc de Arte Brasileira.
Geiger tem como marcas a experimentação, a prática artística como ferramenta questionadora de sistemas políticos, sociais e da própria arte, além do uso constante de autorreferências; os visitantes poderão observar que seus suportes e seus temas vêm e vão. 
Sua formação acadêmica teve forte influência em sua produção, assim como o regime militar no Brasil (em vigor no país de 1964 a 1985) e é a partir desse episódio que ela passa a refletir sobre o papel da arte frente a um Estado autoritário e violento, preocupação que transparece em diversos trabalhos presentes na exposição.
Aos 16 anos, teve aulas no ateliê de Fayga Ostrower (1920-1991), com a qual também estudaram Lygia Pape (1927-2004) e Décio Vieira (1922-1988).
Posteriormente, nos anos 1950, mudou-se para Nova Iorque onde frequentou o curso de Hanna Levy-Deinhard (1912-1984), na New York University. De volta ao Brasil, formou-se em Línguas Anglo-Saxônicas na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1957. Na década seguinte, iniciou seus trabalhos como professora no MAM Rio, envolvimento que cresceu ao longo dos anos, já que, de 1971 a 1973, foi membra do conselho administrativo da instituição. 
Nestes papéis, sempre defendeu o museu como um espaço experimental, de encontro e de debate entre artistas.
Aos 86 anos, continua produzindo e dando aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, onde vive, e no Higher Institute for Fine Arts (HISK), em Gent, na Bélgica. 
No MASP, a mostra está dividida em nove salas, no segundo subsolo do museu, configurando seis núcleos temáticos e não necessariamente cronológicos: VisceralMacios e NoturnosAutorretratoMapasSobre a arte e História do Brasil. No Sesc Avenida Paulista, são apresentados três trabalhos instalativos históricos (Circumambulatio, 1972; Mesa, friso e vídeo macios, 1981 e Indiferenciados, 2001) que cobrem momentos distintos da produção da artista e foram remontados especialmente para a exposição. Além das instalações, são exibidos três vídeos (Telefone sem fio, 1974, e Passagens I II, 1974). As duas instituições possuem obras da artista em seus acervos e estão a 1.500 metros de distância uma da outra, reforçando a parceira entre ambas e o potencial cultural da Avenida Paulista.
No museu, a exposição tem início com a apresentação de gravuras da fase conhecida como Visceral (anos 1960), nas quais representa órgãos do corpo humano. Se, por um lado, a série aponta para um olhar mais intimista e introspectivo, voltado para as entranhas do corpo, por outro pode ser tomada também como um reflexo do exterior e metáfora das vísceras que regem as entranhas de um outro corpo, o corpo político. Também estão presentes na mostra as apropriações de elementos da cartografia, da geografia e da matemática no núcleo dedicado aos mapas em séries como Local da ação (anos 1970-1980), Polaridades (anos 1970), Equações (anos 1970-80), Variáveis (anos 1970) e Rolinhos (anos 1990-2000), além dos conjuntos de cadernos de artista com referências a materiais didáticos (anos 1970); diferentes obras da série Burocracia (anos 1970-2000); e um conjunto de trabalhos em pintura, da série Macios (anos 1980). 
Um grande eixo da mostra é dedicado aos mapas, tema recorrente na trajetória de Geiger. Com eles, no geral, a artista reflete sobre ideias aparentemente opostas entre si, como noções de polaridades, centro versus periferia, norte versus sul, a parte versus o todo, e questiona não só as próprias representações cartográficas, para além das coordenadas, mas também conceitos filosóficos politicamente orientados. A partir de um ponto de vista geopolítico, reflete sobre as hegemonias políticas e suas ideologias, sobre os ideais construídos pela sociedade moderna ocidental.  
Já em Brasil nativo/Brasil alienígena (1976-1977), trabalha com postais, que alcançaram grande circulação no século 20. Eram, à época, considerados uma das formas de conhecer determinado local ou povo e de adquirir conhecimento sobre diferentes culturas, e circulavam com frequência nas Exposições Universais que ocorriam na Europa. O “Brasil nativo” dos postais vendidos em bancas de jornal no Brasil e apropriados por Anna Bella mostrava os indígenas idealizados e exotizados, nus caçando com arco e flecha, em rituais ou socializando e realizando atividades cotidianas. Porém, essa visão simplificada e aparentemente aprazível ignorava a violência de estado que acometia os povos indígenas no país durante o regime militar. Complementando a apropriação dos postais, a artista criou novas imagens, imitando e reinterpretando as cenas das originais, lançando a pergunta sobre o que é nativo e o que alienígena, colando em jogo o seu próprio local de mulher branca, de classe média alta, de família estrangeira e origem judaica.  
O humor e a ironia também são recursos frequentes utilizados pela artista. Em uma das obras do núcleo de Autorretratos, por exemplo, ao questionar o lugar da arte e do artista, em clara referência à Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, marco do renascentismo europeu, coloca-se como modelo misteriosa com a favela carioca do Santo Amaro ao fundo. 
A comicidade repete-se em séries como Burocracia Ideologia. A primeira consiste em pinturas, serigrafias e vídeos com os dizeres “Sobre a arte” e nos quais quatro figuras femininas pronunciam a palavra BU-RO-CRA-CIA, em uma imagem muito próxima àquela vista em uma propaganda da época de um creme íntimo para mulheres. Esse trabalho instaura questões como os modelos de feminilidade e a produção de imagens do feminino nas artes visuais e a burocracia e o sistema de funcionamento da arte em relação às mulheres, assim como do sistema burocrático das artes como um todo.  
Circumambulatio, um de seus trabalhos mais enigmáticos, estará no Sesc Avenida Paulista. A obra surge em suas aulas no MAM, quando junto aos seus alunos propõe-se realizar investigações sobre o conceito de centro nas diferentes sociedades e épocas. Disso surgem experiências realizadas fora do museu e longe dos agentes da censura, na então distante lagoa de Marapendi, no Rio de Janeiro, onde praticavam uma série de processos criativos, usando a terra como suporte principal.
Essas ações foram registradas, editadas e exibidas em formato de escritos, fotos e filme super-8 na primeira vez que a instalação foi montada, nos anos 1970. A cada montagem, no entanto, a obra se renova, já que a artista adiciona novas referências, como na última montagem em 2019, no MAM Rio. 
Outras duas instalações audiovisuais históricas da artista serão remontadas no Sesc Avenida Paulista: Friso, mesa e vídeos macios, apresentada uma única vez na 16ª Bienal de São Paulo (1981) e Indiferenciados, elaborado para uma grande mostra de Geiger no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em 2001. As instalações serão complementadas com uma sala de vídeo que irá exibir trabalhos de diferentes períodos da artista.
Friso, mesa e vídeos macios consiste em uma sala com uma mesa central na qual são impressas manchas que podem tanto ser mapas quanto camuflagens. E nas paredes desse espaço se repetem espécies de mapas do Brasil. Além disso, dois monitores de televisão reproduzem esses mesmos padrões sendo manuseados. Neste trabalho, ela investiga, por meio da visão, o tato. Brincando com os sentidos a artista explora também a visualidade como um todo.
Na sala de vídeo serão exibidos trabalhos como Telefone sem fio (1974) e Passagens I e II (1974). No primeiro, ela, Fernando Cocchiarale (crítico de arte, curador e professor) e outros amigos fazem, como o nome do trabalho sugere, a conhecida brincadeira do “telefone sem fio”. Mas, na ocasião, as frases que são ditas entre os participantes remetem ao universo da arte. E esses questionamentos, ao serem passadas de um ouvido ao outro, se perdem: tanto no sentido do receptor se enganar no que ouviu quanto do enunciador mudar o que está sendo dito. 
            Já Passagens I e II são vídeos curtos nos quais ela sobe uma escada. Reproduzidos em looping dão a impressão improvável de que ela está eternamente fazendo o mesmo movimento. Feitos nos anos 1970, evidenciam um interesse dela e de outros artistas contemporâneos pelo vídeo, que começava a ser explorado.

Catálogo
A publicação homônima será lançada na abertura da exposição no Sesc Avenida Paulista no sábado, dia 30, às 11h, e será vendida nas duas instituições. O catálogo, organizado pelos curadores e coeditado pelas Edições Sesc, inclui um texto conjunto de Adriano Pedrosa e Danilo Santos Miranda, além de ensaios inéditos de Tomás Toledo, Bernardo Mosqueira, Zanna Gilbert, Estrella de Diego, Philippe Van Cauteren, e uma entrevista de Geiger com Pedrosa. Todos os trabalhos da exposição serão reproduzidos no livro que conta com nota biográfica de Gabriela de Laurentiis.

SERVIÇO 
NO MASP 
Abertura: 28 de novembro de 2019, às 20h
De 29 de novembro de 2019 a 8 de março de 2020
Local: 2º subsolo
Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); Terça Grátis
Qualicorp: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)

Durante a exposição, credenciados Sesc pagam meia-entrada no MASP e têm 50% de desconto na aquisição do Amigo MASP.
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$ 20 (meia-entrada).
Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Acessível a pessoas com deficiência física, ar condicionado, classificação livre


NO SESC
Abertura: 30 de novembro de 2019, às 10h
De 30 de novembro de 2019 a 8 de março de 2020
Local: Arte II (5º andar)
Endereço: Avenida Paulista, 119, São Paulo, SP
Ingressos: Grátis – Acesso livre, sujeito à lotação do espaço
Telefone: (11) 3170-0800
Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:
Terça a sábado, das 10h às 22h.
Domingos e feriados, das 10h às 19h.