concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

exposição Sentido - Bob Nugent - DAN Contemporânea - SP


Valley of the Moon #5 Foto: Divulgação

 Exposição "Sentido" de Bob Nugent na DAN Contemporânea é prorrogada

Exposição reúne pinturas produzidas ao longo de duas décadas pelo artista norte-americano inspirado pela Bacia do Rio Amazonas, e outras regiões do Brasil, como Inhotim

 

O contraste e o conflito entre a beleza da Amazônia e sua permanente destruição foram traduzidos em tinta óleo e cores nas pinturas de Bob Nugent. Ao longo de mais de 20 anos, o artista norte-americano documentou a floresta e seus destinos por meio da arte. Prorrogada até 9 de março, a exposição “Sentido” reúne na DAN Galeria as obras que debatem o desmatamento e a mineração, e ainda trazem perspectivas sobre outras regiões do solo brasileiro, como Inhotim.

As telas trazem a memória associada aos objetos e sensações vivenciadas nas inúmeras visitas que o artista fez na Bacia do Rio Amazonas. Formas naturalistas semelhantes a colmeias, vértebras, casulos, formigueiros, formas de plantas e insetos estão dispersos na superfície das obras. A devastação vem representada por meio de tons profundos.

“O homem moderno vê a floresta como uma enorme riqueza – mas ao mesmo tempo testemunhamos seu esgotamento. Diferentemente dos grupos indígenas, que ali vivem em harmonia há gerações, nós ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio necessário que proteja esta riqueza para o futuro”, destaca Bob Nugent. O artista acredita que valorizar a beleza da Amazônia é um dos caminhos para alertar sobre a urgente necessidade de preservação.

Roberto Elisabetsky, autor do livro "Sentido" sobre a obra do artista plástico, analisa o trabalho como uma produção visual única. “Nugent traduz essa tênue delicadeza de forma única, como num alerta ao observador: desfrute do belo, mas saiba que a beleza é efêmera e passageira, não nos foi presenteada com nossa isenção de responsabilidade por ela. A obra de Bob Nugent, nas múltiplas formas e mistérios da natureza que retrata, é um convite ao desfrute do belo e à constatação de que a magnitude desse presente é finita e requer nossa cumplicidade para seguir existindo.”

O artista já esteve em aproximadamente 130 exposições individuais e mais de 650 coletivas nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América do Sul. No Brasil, seu trabalho esteve presente em mostras conjuntas no Mube (2018), no Museu Tomie Ohtake (2007) e no Masp (1998). Suas obras estão em importantes coleções brasileiras como a do Museu Tomie Ohtake, do Masp, Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

Sobre Bob Nugent

Nascido e criado na Califórnia, Bob concluiu mestrado em Belas Artes na área de Pintura pela Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, em 1971. Recebeu inúmeras bolsas de estudo e pesquisa, incluindo Bolsas Individuais da Fundação Tiffany e do National Endowment for the Arts, e Bolsas de Viagem da Fundação Fullbright e do Conselho de Artes da Califórnia, para seu trabalho no Brasil.

Bob passou mais de 23 anos visitando o Brasil. É um apaixonado da ampla paisagem, da flora e fauna, e do povo brasileiro. Bob visitou cada canto do país, da costa do norte do Amapá as Cataratas do Iguaçu, no sul. Viajou ao Pantanal diversas vezes, visitando tribos indígenas espalhadas pela região, particularmente no Estado de Mato Grosso. Sua ligação com o Rio Amazonas é genuína. Esteve várias vezes no rio e em sua bacia, viajando com frequência de Manaus, no Brasil, a Iquitos, no Peru, testemunhando também o encontro do rio com o Oceano Atlântico, em Belém.

 

Sobre a Dan Contemporânea 

A Dan Contemporânea surgiu como um departamento de Arte Contemporânea da Dan Galeria. Em 1985, Flávio Cohn, filho do casal fundador, juntou-se à Dan criando o Departamento de Arte Contemporânea, que ele dirige desde então. Assim, foi aberto espaço para muitos artistas contemporâneos tanto brasileiros, como internacionais, fortemente representativos de suas respectivas escolas. Posteriormente, Ulisses Cohn também se associa à galeria completando o quadro de direção dela.

Nos últimos vinte anos, a galeria exibiu: Macaparana, Sérgio Fingermann, Amélia Toledo, Ascânio MMM, Laura Miranda e artistas internacionais: Sol Lewitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, César Paternosto, José Manuel Ballester, Adolfo Estrada, Juan Asensio, Knopp Ferro e Ian Davenport. Mestres de concreto internacionais também fizeram parte da história da Dan, tais como: Max Bill, Joseph Albers e os britânicos Norman Dilworth, Anthony Hill, Kenneth Martin e Mary Martin.

A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua seleção, importantes artistas concretos: Francisco Sobrino, François Morellet e Getúlio Alviani, bem como os artistas geométricos abstratos históricos: Sandu Darié, Salvador Corratgé, Wilfredo Arcay e Dolores Soldevilla, só para mencionar alguns dos cubanos do grupo Los Once (The Eleven). Nestes últimos dois anos, os fotógrafos brasileiros Christian Cravo e Cristiano Mascaro; os artistas José Spaniol e Teodoro Dias (Brasil); os internacionais, Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (Bélgica) e Jong Oh (Coréia), se juntaram ao departamento de Arte Contemporânea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o início da década de 1920 até hoje. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras.

 

Serviço 

Exposição Sentido, de Bob Nugent

Período Expositivo: até 9 de março

Local: DAN Galeria Contemporânea - Rua Amauri 73, Jardim Europa, SP 

Horário: das 11h às 17h, de segunda a sexta; das 11h às 19h, aos sábados. 

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre 

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

E-mail: info@dangaleria.com.br

mostra A Casa e o Sopro - Cristina Canale - Instituto Ling - POA - RS

 


Sopro, 2023_foto Alexander Janetzko
Crédito da foto: Alexander Janetzko
Sopro, de 2023, em óleo, acrílica e colagem de tecido sobre linho, é a obra mais recente da mostra

Cristina Canale apresenta exposição inédita em Porto Alegre

Artista carioca estabelecida na Alemanha há mais de 30 anos mostra no Instituto Ling um conjunto de pinturas e desenhos de cores vibrantes, incluindo quatro trabalhos inéditos criados nos últimos três anos. A exibição, com curadoria de Daniela Labra, será aberta no dia 27 de fevereiro, às 19h, com entrada franca

Instituto Ling abre seu calendário de exposições em 2024 recebendo a mostra inédita A Casa e o Sopro, com 22 trabalhos de Cristina Canale, artista carioca estabelecida na Alemanha desde 1993. A exibição, com curadoria de Daniela Labra, reúne obras raramente vistas pelo público, sendo quatro delas inéditas, que revelam a marca autoral de Cristina, uma pintora madura, dona de uma linguagem visual própria e singular. A seleção conta com pinturas a óleo sobre linho ou tela, além de desenhos em aquarela e técnica mista, em composições de cores vibrantes com elementos antropomorfos e botânicos.

A inauguração será no dia 27 de fevereiroterça-feira, às 19h, com um bate-papo entre a artista e a curadora. Para participar, basta fazer a inscrição prévia e sem custo pelo site institutoling.org.br. A mostra é uma oportunidade para o público de Porto Alegre revisitar o trabalho de Cristina que, há mais de uma década, não tem uma exposição individual apresentada na cidade.

A pintura mais antiga exibida na galeria do centro cultural é Branco de Medo, de 1992, que abre a visita, com uma paleta de cor baixa e figuras de contornos difusos, que pertence a uma fase de investigação em modulação cromática da artista. A mais recente é a inédita Sopro, de 2023, que contém alguns antecedentes formais de sua obra, com composição e texturas.

O título da mostra remete à presença de elementos "sólidos" ou "gasosos" contrastantes. "Ele alude às mitologias do sopro que dá vida ao barro, ou mesmo ao vidro – material rígido translúcido resultante da transmutação de massa liquefeita soprada. Examinando a relação entre opacidade e transparência, a casa como signo de solidez contrasta com a imaterialidade do ar/sopro, cuja força pode tanto destruir como servir de alento, regeneração ou agente polinizador", explica Daniela em seu texto curatorial.

A exibição poderá ser conferida com entrada franca até o dia 1º de junhode segunda a sábado (exceto feriados), das 10h30 às 20h. Há também a possibilidade de agendamentos com mediação para grupos, sem custo, mediante inscrição pelo site www.institutoling.org.br/visite

A mostra tem realização do Instituto Ling e do Ministério da Cultura, com patrocínio da Crown Embalagens.

Mais sobre a artista
Cristina Canale nasceu em 1961, no Rio de Janeiro, e atualmente vive em Berlim, na Alemanha. Iniciou seus estudos na década de 1980, na Escola de Artes do Parque Lage, na capital carioca, onde participou da icônica exposição coletiva Como vai você Geração 80? em 1984. Naquele período, a tendência na pintura era o neoexpressionismo abstrato, mas Cristina interessava-se por figuras e paisagens. Desde então, explora o vocabulário da pintura investigando texturas rasas, formas blocadas, campos cromáticos, nuances, sutilezas e contrastes entre porções de áreas de cor densas-sólidas e outras líquidas-transparentes.

Após firmar-se na cena brasileira como parte da Geração 80, recebeu, em 1993, uma bolsa atelier-residência do Estado de Brandemburgo, na Alemanha, e outra bolsa de estudos do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) na Academia de Artes de Düsseldorf. Expôs na 21ª Bienal de São Paulo (1991) e na 6ª Bienal de Curitiba (2011). Entre as suas exposições recentes, estão Entremundos, Paço Imperial, RJ (2014); The Encounter, Galeria Nara Roesler, Nova York (2021); Memento Vivere, Galeria Nara Roesler, SP (2023); e as coletivas Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos, OCA, SP (2017), Xenia: Crossroads in Portrait Painting, Marianne Boesky Gallery, Nova York (2020); e Crônicas Cariocas, MAR, RJ (2021).
Sobre a curadora

Daniela Labra é curadora e professora e vive entre o Rio de Janeiro e Berlim. Doutora em História e Crítica da Arte pela Escola de Belas Artes da UFRJ, atua nos temas: arte brasileira, cultura visual latino-americana, performance, arte e política. Entre suas curadorias selecionadas estão Frestas – Trienal de Artes, SESC Sorocaba, SP (2017); museo de la democracia, nGbK, Berlim (2021); Ana Mendieta: Silhueta em Fogo, SESC Pompeia, SP (2023); Lygia Clark & Franz Ehrard Walther: Action as Sculpture, FEW Villa, Fulda, Alemanha (2024). Também colabora com organizações e instituições no Brasil e na Europa.


SERVIÇO
Exposição Cristina Canale - A Casa e o Sopro
Artista: Cristina Canale
Curadoria: Daniela Labra
Período de visitação: de 27 de fevereiro até 1º de junho
De segunda a sábado (exceto feriados), das 10h30 às 20h
Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – Porto Alegre/RS)

Entrada franca
Além das visitas livres, é possível agendar uma visita guiada pela equipe educativa do centro cultural, sem custo, pelo site www.institutoling.org.br/visite

CONVERSA DE ABERTURA
Dia 27 de fevereiro, às 19h
Bate-papo com a artista Cristina Canale e a curadora Daniela Labra
Gratuito, mediante inscrição prévia pelo site institutoling.org.br


Informações úteis
institutoling.org.br
www.facebook.com/InstitutoLing
www.instagram.com/Instituto.Ling
twitter.com/@InstitutoLing
www.youtube.com/c/InstitutoLingCultural
Fone: 51 3533-5700
Email: instituto.ling@institutoling.org.br

TOPOGRAMAS | Xilogravuras de Júlio Barreto - Graphias Casa da Gravura - SP