concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

sábado, 19 de outubro de 2013

Umberto Boccioni (19 October 1882 – 17 August 1916)

 
October 19, 1882.- Umberto Boccioni (19 October 1882 – 17 August 1916) was an Italian painter and sculptor. Like other Futurists, his work centered on the portrayal of movement (dynamism), speed, and technology. He was born in Reggio Calabria, Italy. In this image: Francesca Rossi, curator in charge of the Sforzesco Castle drawings collection, looks at a work by Umberto Boccioni, in the same room where sketches by mannerist painter Simone Peterzano are preserved, in Milan, Friday, July 6, 2012.

desenhos, gravuras em metal e xilogravuras - Feres Khouty e Luise Weiss - Graphias - SamPa - SP

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desenhos, gravuras em metal e xilogravuras

Período: De: 5/10/2013 a 30/11/2013

Artistas: Feres Khoury e Luise Weiss

Feres Khoury e Luise Weiss mostram novos desenhos, gravuras em metal e xilogravuras, além de pequenas publicações de livro de artista e livro objeto.


LUISE WEISS


É artista plástica e professora. Leciona disciplinas na linguagem gráfica - desenho, gravura e fotografia - na graduação e pós-graduação da Universidade de Campinas (UNICAMP) e na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Coordena o Grupo de Estudos Livros de artista, livros objetos: entre vestígios e apagamentos na Fundação Ema Klabin. É livre docente em Poéticas Visuais pela Universidade de Campinas (UNICAMP) com a tese Saga: uma trajetória... Já participou de diversas exposições no Brasil e no exterior. Sua última exposição individual foi no MASP em 2010.

http://lattes.cnpq.br/2487237766025926

FERES LOURENÇO KHOURY


Nasceu em Urupês, Estado de São Paulo, a 28 de maio de 1951. Formou-se em arquitetura. É professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e Artista Plástico. Mestrado e Doutorado em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Freqüentou os ateliês de Luís Dotto, Renina Katz Pedreira, Sérgio Fingermann e Rubens Matuck.

http://lattes.cnpq.br/2487237766025926



Serviços
Os artistas estarão presentes na abertura;
Abertura: sábado dia 05 de outubro às 14 horas;
Período da exposição: de 05/10 a 30/11/2013.;
Visitação: terça a sexta das 13 h às 18h. sábado das 11h às 15h;
Outros horários com agendamento.
Graphias Casa da Gravura
rua Joaquim Távora, 1605
São Paulo - SP
CEP: 04015-003
fone:11 5906 0128 - cel 94150 2555

Seminario PHotoEspaña, Emmanuelle Hascoët

Seminario PHotoEspaña, Emmanuelle Hascoët
Madrid, España. 13 y 14 de diciembre de 2013.
Seminario de especialización: “Crear un proyecto expositivo”
Emmanuelle Hascoët
Magnum Photos, París
PHotoEspaña
Consultas:pic.a@phe.es.

http://phe.es
InscripcIones abiertas para “Crear un proyecto expositivo”
Seminario de especialización: “Crear un proyecto expositivo” con Emmanuelle Hascoët, Magnum Photos, París
La Escuela Internacional Alcobendas PHotoEspaña PIC.A ofrece el seminario Crear un proyecto expositivo impartido por Emmanuelle Hascoët, Gerente de exposiciones y proyectos culturales, Magnum Photos en París.
Este programa está diseñado para artistas y gestores culturales que quieren conocer las pautas para realizar un proyecto expositivo con éxito, desde su planteamiento conceptual hasta su puesta en sala. Emmanuelle Hascoët compartirá sus experiencias en el desarrollo de exposiciones y trabajará con cada participante para analizar, mejorar y encaminar sus propuestas expositivas. Al final de las dos jornadas, cada participante habrá preparado un dossier de exposición, un presupuesto y una estrategia para comenzar a realizar su exposición de fotografía.
Fechas: viernes 13 y sábado 14 de diciembre de 2013.
Horario: 10.00 a 14.00 y de 16.00 a 18.00 horas
Sede: Centro de Arte Alcobendas (Mariano Sebastián Izuel, 9, Alcobendas, Madrid)
Matrícula: 270 euros
Durante las dos jornadas, los participantes analizarán:
- El marco teórico de un proyecto expositivo
- La estructura museográfica
- La elaboración del presupuesto
- Cómo presentar la propuesta a una sede
- Algunas estrategias para buscar financiación
- El plan de comunicación
Emmanuelle Hascoët es Gerente de exposiciones y proyectos culturales, Magnum Photos, París. En 2005 empezó a trabajar para Magnum Photos como coordinadora de exposiciones, responsable de más de 100 muestras en la colección. Desde 2010 desarrolla proyectos culturales para Magnum Photos en Francia, el sur de Europa y Brasil. Su actividad profesional reciente incluye la organización de la exposición de Sergio Larrain en Les Rencontres d’Arles 2013 que itinerará por Europa y América Latina, así como la muestra Raymond Depardon que inaugurará en el Grand Palais de París en noviembre de 2013. Colaboró entre 2003 y 2005 en la producción de los festivales de cine y fotografía CITA Biarritz, Festival des 3 Continents en Nantes, Filmar en América Latina en Genova, y Images au Centre en París. Tras una larga estancia en América Central en 2002, su investigación sobre la historia cinematográfica y fotográfica de la región se realizó con una muestra retrospectiva. Inscripción e información
Reserva tu plaza en el taller a través de la Oficina del Servicio de Atención Ciudadana del Ayuntamiento de Alcobendas en el +34 914 843 199, lunes a viernes de 8.30 a 14.30 y de 16.00 a 19.00 horas y los sábados de 10.00 a 15.00 horas. Si tienes alguna consulta con respecto al curso o si quieres recibir información sobre los próximos programas profesionales organizado por PIC.A Escuela Internacional Alcobendas PHotoEspaña, por favor escriba un email a pic.a@phe.es.
+ info http://phe.es
Fonte: Hipermedula.com

iluminação para exposições - Museu Oscar Niemeyer - PR


Sesc e New Museum realizam a conferência internacional Ideas City: São Paulo

Sesc e New Museum realizam a conferência internacional Ideas City: São Paulo 

O Sesc Pompeia em parceria com o New Museum de Nova York realizam entre 25/10/13 e 27/10/13, a conferência internacional “Ideas City: São Paulo”, evento bienal que propõe realizar uma plataforma de discussões entre para artistas, arquitetos, designers, urbanistas, sociólogos e líderes comunitários para levantar soluções para a cidade, com influências da arte e da cultura. Sob o tema “Capital Inexplorado”, o evento conta com mesas, conversas e workshops e ocorre em paralelo a 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. Um dos destaques é o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o único brasileiro a receber os prêmios Mies van der Rohe Award (2000) e o Pritzker de Arquitetura (2006) e cujas contribuições mudaram a paisagem urbana do país. Os interessados podem retirar os ingressos em 25/10/13, com 1h de antecedência, e 26/10/13, a partir das 09h. Confira a programação:
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25/10/13, às 19h - Abertura com Paulo Mendes da Rocha.
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26/10/13, das 10h às 11h - Conversa “Canalizando a Resistência: a Raiva como Capital Inexplorado”, com Teddy Cruz , professor de cultura pública e urbanismo na Universidade da Califórnia, e Adam Greenfield, professor, escritor, urbanista, fundador e diretor da Urbanscale.

Das 11h30 às 13h30 - Painel “De quem é o Centro? Colonização, Conceituação, Capitalização”, com Yaşar A. Adanali, Ana Paula Cohen, Suketu Mehta, e Charles Renfro. Mediação de Guilherme Wisnik.
Das 15h às 15h25 - Entreato, com Eva Franch i Gilabert.

Das 15h30 às 17h30 - Painel “Fazendo a Ponte entre Divisores: Gente, Tecnologia, Redes”, com a artista Giselle Beiguelman, o arquiteto, urbanista Carlos Leite e a diretora da Fundação Electronic Frontier, Jillian C. York. Mediação de Ronaldo Lemos.
Das 18h às 19h - Conversa “Adotando a Provocação: as Artes e a Criação da Identidade”, com os artistas Jac Leirner, Jonathas de Andrade e Lucia Koch.
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27/10/13, das 13h às15h30 e das 16h30 às 19h - World Café Workshops, com Fernanda Brenner, artista fundadora e diretora do Pivô, Martin Corullon, arquiteto e fundador da Metro Arquitetos, Renato Cymbalista, professor de História Urbana da FAU-USP, Daniel Lima, artista e ativista, Ligia Nobre, historiadora e co-curadora da X Bienal de Arquitetura de São Paulo e Benjamin Seroussi, curador e membro do Conselho Consultivo da Casa do Povo. Inscrições: icsp@ideas-city.org.
Mais informações:
SESC Pompeia
Pompéia: r. Clélia, 93, tel. (11) 3871 - 7700.
www.sescsp.org.br
Fonte: Mapa das Artes

Conversas com curadores - Inti Guerrero - Rio de Janeiro - RJ

Encontros no MAR: Conversas com curadores - Inti Guerrero
24 de outubro
O Museu de Arte do Rio promove uma conversa com o curador colombiano Inti Guerrero, responsável pela curadoria da exposição Le Corbusier e Josephine Baker, que o MAR receberá em 2014. 
Inti Guerrero é um curador e critico de arte. Ele estudou História e Teoria da Arte e da Arquitetura na Universidade de Los Andes, Colômbia e na Universidade de São Paulo, Brasil. Atualmente é diretor artístico associado e curador da TEOR/éTica em San José, Costa Rica. Como curador independente já realizou as seguintes exposições:  A Journal of the Plague Year. Fear, ghosts, rebels. SARS, Leslie and the Hong Kong story (com co curadoria de Cosmin Costinaş), Para Site, em Hong Kong, Men Amongst the Ruins, TEOR/éTica, Kadist. Pathways into a collection no Museu Minsheng em Shanghai; Man Up, Tate Film, Tate modern, Londres; The City of the Naked Man, Museu de Arte Moderna de São Paulo; Flying Down to Earth, MARCO, Vigo and FRAC Lorraine, Metz; and Duet for Cannibals, Instituto  Royal Tropical, Amsterdã, 2010. Seus textos podem ser encontrados nas publicações: Afterall, Manifesta Journal, Ramona, ArtNexus, Metropolis M e Nero.
Ele mora em Hong Kong e trabalha periodicamente em San José, na Costa Rica.
Encontros no MAR: Conversas com curadores
Com Inti Guerrero
14h às 16h30
Sala 3.4 da Escola do Olhar
Distribuição de senhas na bilheteria com uma hora de antecedência. 

Fonte: Museu de Arte do Rio

mam - contatos com a arte - VITOR CESAR - SP

FORMATO ACESSÍVEL
 
CONTATOS COM A ARTE
ENCONTRO COM O ARTISTA VITOR CESAR
26 OUT 14H-18H

Gratuito

O artista Vitor Cesar apresentará a sua produção artística, a partir da obra Relevo e aderência, presente no 33º Panorama da Arte Brasileira – P33: Formas únicas da continuidade no espaço.

Os participantes serão convidados a refletir e discutir coletivamente sobre temáticas relacionadas ao percurso do artista no contexto da arte contemporânea, como a dimensão política, a relação com o cotidiano e sua institucionalização.

Vagas limitadas.
Informações 5085-1313 ou educativo@mam.org.br

Lei de Incentivo à Cultura

Apoio
Proac Programa de ação cultural do Estado de São Paulo
Governo do Estado São Paulo Secretaria de Cultura
 
Realização
 
MAM
Ministério da Cultura Governo Federal Brasil País rico é um país sem pobreza

O MAM fica no 
Parque Ibirapuera, portão 3
+55 11 5085-1300

xilogravuras de Arnilson Montenegro - Campina Grande - PB

Exposição de Xilogravura - Arnilson Montenegro até dia 16 de novembro no Sesc Centro - Campina Grande. — em Sesc Centro - Cultura CG.

grupo Angatuba - SP


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Frieze London & Frieze Masters - a escolha de algumas galerias brasileiras

Participação brasileira

Frieze London & Frieze Masters


A Gentil Carioca , Galeria Berenice Arvani, Galeria Fortes Vilaça, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Luisa Strina, Galeria Millan, Galeria Nara Roesler, Galeria Vermelho, Luciana Brito Galeria e Mendes Wood
exposição_ 17/10/2013 a 20/10/2013 
O projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad (uma parceria entre a ABACT e a Apex-Brasil para a promoção internacional do setor), chega ao mês de outubro com um recorde no seu número de apoios. Somente no período que abarca os dias 17 e 28 de outubro, serão 21 participações de galerias brasileiras em feiras internacionais em dois continentes apoiadas pelo projeto.
segmento_ vídeo, pintura, objeto, fotografia, escultura, desenho
local_
Frieze Art Fair
Regent’s Park 
London / London / Reino Unido
44-20-3372-6111
info@frieze.com
http://www.frieze.com/
horários_
Quinta a sábado, 12-19h; domingo, 12-18h

Barbara London - palestra - SESC Pinheiros - SP

Palestra
Barbara London
MoMA: um lugar para as novas mídias - exposições e preservação
22 de outubro, terça-feira, 19h
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme 195 /2º, Pinheiros, São Paulo
Retirada de ingressos com uma hora de antecedência – 98 lugares
Curadora de mídia do MoMA, London é também fundadora do programa de exibição e coleção de vídeo do museu. Acompanhou de forma pioneira, desde 1970, o desenvolvimento da media art até sua atual posição de sofisticada forma de expressão. London realizou curadorias para mais de 120 exposições, incluindo individuais, como as de Nam June Paik, Bill Viola, Steina Vasulka, Joan Jonas, Gary Hill, Mako Idemitsu, Valie Export, and Laurie Anderson.

Pedro Varela - Zipper Galeria - SP

ZIPPER GALERIA

PEDRO VARELA

DE 19 DE OUTUBRO A 16 DE NOVEMBRO DE 2013.
Pedro Varela

EXPOSIÇÃO: PEDRO VARELA





http://www.zippergaleria.com.br/pt/#exposicao/pedro-varela/

Noemi Jaffe: De urubus e outros entortamentos - Folha de São Paulo

29/09/2013 - 03h00

Noemi Jaffe: De urubus e outros entortamentos

Com insistência, o poeta Ferreira Gullar vem reiterando em sua coluna naFolha que os "urubus presos em gaiolas", ou "o casal nu postado numa porta" não são obras de arte.
Seus principais argumentos seriam: 1) o fato de elas não terem sido produzidas por mãos humanas e o fato de que este seja, há mais de 5.000 anos, o critério para definir o que é arte; 2) o fato de elas não poderem ser consideradas belas; 3) o fato de não poderem ser criticadas, pois não haveria critério para avaliar algo que ninguém fez.
Em primeiro lugar, o argumento de que a arte tenha sido feita de uma certa maneira há muito tempo não define o que é arte. O ser humano trabalhou durante séculos como artesão dos produtos que consumia e, na atualidade, mal coloca a mão sobre esses produtos. Isso não muda o termo "trabalho" para ambas as intervenções: artesanal ou eletrônica.
Seguindo por esse raciocínio, os urubus de Nuno Ramos podem igualmente ser chamados de arte. E, mesmo assim, também neles houve intervenção humana: na concepção, na montagem, na relação espacial que se criou pelo contraste entre os urubus e o prédio de Niemeyer, no poema emitido pelas caixas de som e no estranhamento causado pela presença horrífica em um lugar em que se supõe encontrar somente o "belo".
Poemas de Carlos Drummond de Andrade se baseiam em bulas e verbetes de lista telefônica: onde está a mão humana? No efeito combinatório (o que não é pouco). O mesmo se aplica a Marcel Duchamp, a Marina Abramovic e tantos outros.
Gullar cita a ausência do "belo" para desqualificar os urubus. Ora, um dos méritos da arte moderna e contemporânea foi relativizar e ampliar a ideia de belo. Platão já questionava como era possível, para um escultor, esculpir belamente um homem feio. Seriam belas esculturas.
Por que não posso considerar que algo emocionante ou estranho também seja tido como arte? E por que não posso chamar de belo aquilo que me faz revisitar o conceito do que seja belo?
Afinal, Van Gogh foi considerado feio em seu tempo, assim como o próprio Picasso, citado por Gullar sob a rubrica de "cubistas".
Finalmente, não é verdade que não possa haver crítica de arte sobre o trabalho de Nuno Ramos, tanto que houve, assim como as há relativas a várias obras conceituais, minimalistas etc., que tampouco exigem o trabalho direto da mão humana.
Eu mesma escrevi sobre uma obra de Tatiana Blass: um carro semienterrado numa calçada de rua. Escrevi sobre o efeito de estranhamento, sobre a intervenção estético-crítica e sobre a "beleza" inesperada desse entortamento do banal.
Muito me estranha que alguém que tenha escrito sobre o apodrecimento e sobre a morte não entenda o papel do assim chamado "feio" na arte. É certo que foi o próprio poeta que produziu esses poemas. Mas que se pense no "Poema Tirado de uma Notícia de Jornal", de Manuel Bandeira. A arte existe justamente porque a vida não basta (como já dizia Fernando Pessoa) e essas obras não negam a arte, mas a reafirmam, problematizam e ampliam a dimensão da própria vida.
NOEMI JAFFE, 51, é escritora e doutora em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/09/1348998-noemi-jaffe-de-urubus-e-outros-entortamentos.shtml

Porque a vida não basta - Ferreira Gullar

22/09/2013 - 03h00

Porque a vida não basta

Embora tenha frequentemente criticado o que se chama de arte contemporânea, devo deixar claro que não pretendo negá-la como fato cultural. Seria, sem dúvida, infundado vê-la como fruto da irresponsabilidade de alguns pseudo-artistas, que visam apenas chocar o público.
Há isso também, é claro. Mas não justificaria reduzir a tais exemplos um fenômeno que já se estende por muitas décadas e encontra seguidores em quase todos os países.
Por isso, se com frequência escrevo sobre esse fenômeno cultural, faço-o porque estou sempre refletindo sobre ele. Devo admitir que ninguém me convenceria de que pôr urubus numa gaiola é fazer arte, não obstante, me pergunto por que alguém se dá ao trabalho de pensar e realizar semelhante coisa e, mais ainda, por que há instituições que a acolhem e consequentemente a avalizam.
O fato de negar o caráter estético de tais expressões obriga-me, por isso mesmo, a tentar explicar o fenômeno, a meu ver tão contrário a tudo o que, até bem pouco, era considerado obra de arte. Não resta dúvida de que alguma razão há para que esse tipo de manifestação antiarte (como a designava Marcel Duchamp, seu criador) se mantenha durante tantos anos.
Não vou aqui repetir as explicações que tenho dado a tais manifestações, as quais, em última análise, negam essencialmente o que se entende por arte. Devo admitir, porém, que a sobrevivência de tal tendência, durante tanto tempo, indica que alguma razão existe para que isso aconteça, e deve ser buscada, creio eu, em certas características da sociedade midiática de hoje. O fato de instituições de grande prestígio, como museus de arte e mostras internacionais de arte, acolherem tais manifestações é mais uma razão para que discutamos o assunto.
Uma observação que me ocorre com frequência, quando reflito sobre isso, é o fato de que obra de arte, ao longo de 20 mil anos, sempre foi produto do fazer humano, o resultado de uma aventura em que o acaso se torna necessidade graças à criatividade do artista e seu domínio sobre a linguagem da arte.
Das paredes das cavernas, no Paleolítico, aos afrescos dos conventos e igrejas medievais, às primeiras pinturas a óleo na Renascença e, atravessando cinco séculos, até a implosão cubista, no começo do século 20, todas as obras realizadas pelos artistas o foram graças à elaboração, invenção e reinvenção de uma linguagem que ganhou o apelido de pintura.
Isso não significa que toda beleza é produto do trabalho humano. Eu, por exemplo, tenho na minha estante uma pedra --um seixo rolado-- que achei numa praia de Lima, no Peru, em 1973, que é linda, mas não foi feita por nenhum artista. É linda, mas não é obra de arte, já que obra de arte é produto do trabalho humano.
Pense então: se esse seixo rolado, belo como é, não pode ser considerado obra de arte, imagine um casal de urubus postos numa gaiola, que de belo não tem nada nem mantém qualquer relação com o que, ao longo de milênios, é tido como arte. Não se trata, portanto, de que a coisa tenha ou não tenha qualidades estéticas --pois o seixo as tem-- e, sim, que arte é um produto do trabalho e da criatividade humana. Se é boa arte ou não, cabe à crítica avaliar.
E toca-se aqui em outro problema surgido com essa nova atitude em face da arte. É que, assim como o que não é fruto do trabalho humano não é arte, também não é possível exercer-se a crítica de arte acerca de uma coisa que ninguém fez.
O que pode o crítico dizer a respeito dos urubus mandados à Bienal de São Paulo? A respeito de um quadro, poderia ele dizer que está bem mal-executado, que a composição é pobre ou as cores inexpressivas, mas a respeito dos urubus, que diria ele? Que não seriam suficientemente negros ou que melhor seria três em vez de dois? Não o diria, pois nada disso teria cabimento. Não diria isso nem diria nada, porque não é possível exercer a crítica de arte sobre o que ninguém fez.
Desse modo --e inevitavelmente--, a chamada arte contemporânea acabou também com a crítica de arte. Isso tudo é, sem dúvida, a expressão da crise grave por que passam hoje as artes plásticas.
Costumo dizer que a arte existe porque a vida não basta. Negar a arte é como dizer que a vida se basta, não precisa de arte. Uma pobreza!
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos domingos na versão impressa de "Ilustrada".


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2013/09/1344990-porque-a-vida-nao-basta.shtml

(Imagem) Gráfica - Pinacoteca do Estado de São Paulo - SP

(Imagem) Gráfica


Adolf Kohler, Alex Cerveny, Alex Gama, Amaro Francisco Borges, Angelo Agostini, Antonio Henrique Amaral, Arnoldus Montanus, Arthur Luiz Piza, Athos Bulcão, Augusto de Campos & Julio Plaza, Beatriz Milhazes, Bernhard Kretzschmar, Carlos Scliar, Carmela Gross, Cildo Meireles, Claudio Caropreso, Cláudio Tozzi, Constantin Terechkovitch, Czesław Slania, Darel, Dionísio Del Santo, E. Azambre, Edu Simões, Emanoel Araújo, Ester Grinspum, Eusebio Sempere, Evandro Carlos Jardim, Fayga Ostrower, Feres Khoury, Fernando Vilela, Francisco Maringelli, G. Gomil, Gautier D’Agoty, Genilson Soares, Geraldo de Barros, Gerda Brentani, German Lorca, Gerty Saruê, Gilles Demarteau, Gilvan Samico, Hans Hartung, Henrique Oswald, Henry Chamberlain, Hércules Barsotti, Honoré Daumier, Hudinilson Júnior, Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, John Tandy, José Cruz, Julio Plaza, Julio Raison, Kikyto, Lasar Segall, León Ferrari, Lívio Abramo, Lucy Citti Ferreira, Lyonel Feininger, Maciej Babinski, Manoel Martins, Marcelo Grassmann, Marcio Perigo, Maria Bonomi, Maria Freire, Marília Rodrigues, Massuo Nakakubo, Max Pechstein, Maximilian Wied-Neuwied, Mestre Noza, Modesto Brocos, Oswaldo Goeldi, Paul Cesar Helleu, Pedro Seman, Percival Tirapeli, Phillippe Galle, Raphael Bordalo Pinheiro, Regina Silveira, Rembrandt Van Rijn, Renata Castello Branco, Renina Katz, Roberto Magalhães, Rosely Nakagawa, Rubem Grilo, Rubem Valentim, Rubens Gerchman, S. A. Sisson, Sérgio Fingermann, Thomas Ender, Vicente de Mello, Waldemar Moll, Willi Baumeister e Zehner

Curadoria de Claudio Mubarac, Carlos Martins
lançamento_ 19/10/2013, sábado, 11h
exposição_ 22/10/2013 a 25/10/2014 
A mostra apresenta cerca de 140 obras realizadas entre os anos 1647 e 2006: de ilustrações de livros e revistas a poster psicodélico, de papel moeda e selos postais a calendários, assim como obras de artistas. Esta é a primeira de uma série de exposições que apresentará ao visitante diferentes percursos que possam contribuir para um maior conhecimento do universo da imagem impressa. Na ocasião também acontece o lançamento do catálogo Rossini Perez: Um passante e duas margens e reimpressão da gravura 5823 de Fayga Ostrower, realizada em 1958.
segmento_ gravura
local_
Estação Pinacoteca - Gabinete de Gravura Guita e José Mindlin
Largo General Osório 66 - Luz
São Paulo / São Paulo / Brasil
55-11-3337-0185
www.pinacoteca.org.br
horários_
Terça a domingo, 10-18h

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SOBRE RIOS - ÀS MARGENS DE LAOS - Camila Thomé - SP

SOBRE RIOS - ÀS MARGENS DE LAOS Exposição Fotográfica Marina Thoméno Estúdio Lâmina (curador Luciano CortaRuas) - Avenida São João, 108 - Sala 41 (Vale do Anhangabaú) 
Abertura dia 19/out  (sábado) - das 14:00 as 20h 17h - Show "Canções Velhas para Embrulhar Peixes" - com participação de Alzira Elinks: www.marinathome.com.br   |  https://www.facebook.com/estudiolamina

HENRIQUE FUHRO/75 ANOS - MACRS - RS

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O Governo do Estado, a Secretaria da Cultura e o Museu de Arte 
Contemporânea do Rio Grande do Sul convidam para a exposição

HENRIQUE FUHRO/75 ANOS
Durante o período de sua prática artística, Henrique Fuhro foi 
considerado portador de alta e excepcional qualidade técnica 
em sua obra gráfica, desenvolvida através da xilogravura, 
litogravura e serigrafia. Além de gravador o artista foi pintor, 
ponto inicial de sua carreira. Parte desse conceito poderá ser visto 
nessa breve seleção panorâmica destacada para essa exposição. 
Caso estivesse entre nós, Henrique Fuhro completaria 75 anos. 
A presente exibição assinala essa passagem de tempo mostrando 
a atualidade da linguagem de Henrique Fuhro e seus modelos, 
uma iconografia muito particular no RS: instrumentos musicais, a 
figura mascarada (um ícone perturbador), a mulher como objeto 
vitrinado (matéria de propaganda e consumo), climas de tensão 
do mundo contemporâneo.
Renato Rosa
Curador
Abertura dia 22 de outubro de 2013, 
terça-feira às 18h.
Museu de Arte Contemporânea do RS 
Espaço Vasco Prado
Rua dos Andradas, 736 - 6º andar 
Casa de Cultura Mario Quintana 
Bairro Centro Histórico 
CEP 90020-004 
Porto Alegre - RS
Visitação de 23 de outubro a 24 de novembro de 2013.
Segundas, das 14h às 19h, 
terças a sextas, das 10h às 19h.
Sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h.
Informações e agendamento de turmas:
+55 51 32215900 - mac@sedac.rs.gov.br

XXII SABBART - Ribeirão Preto - SP


ProAC ICMS: R$ 5,5 milhões disponíveis para captação a partir de 16/10





A Secretaria de Estado da Cultura reabre nesta quarta-feira (16/10), às 11h, a captação de recursos para projetos já aprovados. Serão liberados R$ 5,5 milhões, oriundos do saldo restante do investimento previsto para o programa este ano.

Este saldo é resultado da diferença entre o total de boletos emitidos pelos patrocinadores até 12 de setembro e a apuração dos valores efetivamente pagos até seu vencimento, em 30 de setembro. Passado esse prazo, a Secretaria de Estado da Cultura solicitou à Secretaria da Fazenda o levantamento dos valores não utilizados. São estes recursos estão sendo novamente colocados à disposição dos proponentes.

Uma vez esgotado este saldo, a captação deste ano será interrompida. A reabertura ocorrerá no ano que vem, quando o Governo do Estado de São Paulo anunciar e publicar no Diário Oficial o valor a ser disponibilizado ao ProAC ICMS em 2014.

 
Fonte: Assessoria de imprensa - SEC - Governo do Estado de São Paulo

Bienal de São Paulo anula a história da arte e jornal é conivente com a questão

Bienal de São Paulo anula a história da arte e jornal é conivente com a questão

Matéria do jornalista e crítico de artes Fabio Cypriano, que destacou o ‘segregacionismo’ da Bienal de São Paulo (leia a matéria abaixo), sofre censura em jornal que omitiu cartas das manifestações da classe artística, de personalidades e também do Ministro Mercadante, em apoio à sua opinião, que denuncia sobre o formato da comemoração 30 X Bienal.
A Bienal São Paulo, desde que foi criada em 1951, teve quase 6.000 participações de nomes nacionais. O evento celebrado 30 X Bienal, com escolha do nome da comemoração, das obras e dos participantes de cunho pessoal, pelo curador Paulo Venâncio Filho, alarmou a sociedade artística que se manifestou contrária ao modelo que se impõe a arte nos dias de hoje. A seleção de 111 desses artistas ocupa o pavilhão da Bienal desde sua inauguração.

A incoerência recai sobre o curador porque oras diz "pensei no conjunto das obras, tentando respeitar equilíbrios”,  e em outra ocasião alterna numa tentativa de rever as relações entre eles e as correntes históricas que estiveram na mostra. Na publicidade do próprio evento e na mídia a informação segue a última versão. 

Paulo Venâncio Filho foi selecionado pela direção da Bienal como o único responsável pela mostra, que transformou a Bienal num símbolo de decadência e anulação da história da arte, para críticos, artistas de vários segmentos e historiadores. Muitos desses compreendem a boa relação que Venâncio mantém em troca de favores com galeristas e marchands, pois 70% das obras que estão na exposição da Bienal pertencem a dois colecionadores, apenas. Por  esta questão, as escolhas são acentuadas pelo favorecimento ilícito destas relações, segundo críticos. Várias obras nesta mostra nunca foram expostas em outras edições em bienais. O caso é muito sério.

O curador, favorecido por esta ilegalidade, segundo artistas e historiadores, seguiu critérios próprios e pessoais. Disse  "não queria deformar a seleção dando mais nomes de umas ou outras bienais". Venâncio escalou nomes da primeira até a última Bienal, mas desprezou a história da arte, na opinião de muitos historiadores,  de artistas que já tinham uma trajetória consolidada antes da criação da mostra, ou seja, descartou a geração da Semana de Arte de 1922. 

"Pensei no conjunto das obras, tentando respeitar equilíbrios", diz o curador. De fato, sua fala é antagônica, descarta os artistas modernos desde os anos 1950 que, na concepção dos críticos, formou a geração de um projeto artístico e estético nacional, com o início da abstração geométrica, que atinge de forma plena no concretismo paulista e logo depois no neoconcretismo dos cariocas.

O jornalista Fabio Cypriano revela em seu texto enxuto e direto o formato de uma bienal pasteurizada, sem formas porque quebra todo o conceito de arte, contrária aos padrões estéticos para qualquer historiador de arte. 

Cartas de apoio ao jornalista foram omitidas do site, de diversos artistas, personalidades, autoridades e cidadãos comuns, ou seja, censuradas. Uma delas, do Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, apontando o seu apoio à matéria do jornalista.

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Veja a matéria do jornalista Fabio Cypriano publicada na Folha de São Paulo
'30 x Bienal' traz recorte óbvio de sua história
Sem ousadia, exposição que remonta a trajetória da instituição não destaca sua importância para a arte brasileira
Fábio Cypriano - Crítico da Folha - Artes plásticas
"Diga conosco BU-RO-CRA-CIA." Esse texto - parte de uma obra sem título de Anna Bella Geiger de 1979 que critica o sistema da arte - é a melhor síntese da mostra "30 x Bienal - Transformações na Arte Brasileira da 1ª à 30ª Edição".
O trabalho de Geiger é um dos 220 de 111 artistas brasileiros selecionados pelo curador Paulo Venâncio Filho, que percorrem 30 edições da Bienal de São Paulo desde sua primeira edição, em 1951.
Contudo, longe de apontar a contribuição da Bienal ao cenário artístico brasileiro, a mostra se resume a uma seleção de artistas já consagrados na historiografia nacional. E, pior, a maioria das obras expostas sequer foi vista de fato na Bienal, além de pertencerem a poucos colecionadores.
Assim, "30 x Bienal" é superficial e desnecessária, já que se resume a um percurso óbvio da produção artística brasileira, que pode ser bastante didático, mas não traz nenhuma pesquisa de fôlego sobre a importância da instituição.
A história das exposições é uma nova área em desenvolvimento e tem sido objeto de muitos estudos. Ela serve para se compreender como os discursos das curadorias podem criar novas formas de percepção da produção artística e lançar debates que suscitem novos caminhos para essa produção.
Sem dúvida, em suas 30 edições, a Bienal foi essencial para o meio artístico brasileiro e motivou muitas transformações.
A 17ª edição, organizada por Walter Zanini em 1983, ressaltou a performance e as novas mídias, enquanto a 18ª edição, organizada por Sheila Leirner, polemizou o retorno da pintura --para ficar apenas em dois exemplos.
Pois os artistas dessas duas edições que participam de "30 x Bienal" não aparecem contextualizados, como se a instituição não tivesse introduzido um importante debate nesse período.
Mesmo uma das poucas obras de porte da mostra, "Ondas Paradas da Probabilidade", de Mira Schendel, é vista sem sua relação com o momento nacional. Ela tomou parte da 10ª edição, de 1969, a chamada Bienal do Boicote, por conta do recrudescimento da ditadura.
As poucas referências à história da Bienal são fotos ampliadas que mostram como algumas obras foram exibidas. É muito pouco para uma instituição tão essencial.
O modelo que Geiger criticava no sistema das artes nos anos 1970, burocratizado, sem pesquisa, sem ousadia, acabou sendo incorporado pela Fundação Bienal.
30 X BIENAL
QUANDO ter., qui., sáb. e dom., das 9h às 18h; qua. e sex., das 9h às 21h; até 8/12
ONDE Pavilhão da Bienal (pq. Ibirapuera, portão 3)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO livre
AVALIAÇÃO péssimo
Fontes: Blog Arte Inclusiva e Folha de S.Paulo