concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de junho de 2023

exposição coletiva ARTE NAIF ou ARTE POPULAR? Tanto faz, ARTE DO BRASIL ! - Galeria Jacques Ardies - SP

 

Francisco Severino_Luz na noite - 18x24 - 2021.jpg

Francisco Severino

 

A Galeria Jacques Ardies abre uma nova coletiva “ARTE NAIF ou ARTE POPULAR? Tanto faz, ARTE DO BRASIL !" com 32 pinturas assinadas por oito artistas que apresentam trabalhos os quais representam o Brasil isento de influências externas. A curadoria está a cargo de Jacques Ardies, ativo no segmento há mais de quatro décadas, com abertura prevista para o próximo dia 20 de junho, às 18hs.

A seleção dos pintores - Isabel de Jesus, Francisco Severino, Fefe Talavera, Dalva Magalhães, Gilvan, Ivan Moraes, Antônio de Olinda, José de Freitas – possibilita duas ações simultâneas e superlativas: resgata alguns artistas cujos trabalhos devem voltar ao foco público pela excelência das técnicas envolvidas e coloca, lado a lado, obras contemporâneas, recém finalizadas de criativos do mesmo padrão e que compõe a soma positiva característica das escolhas do curador.

A questão que intitula a exposição: Arte Naif ou Arte Popular – pode provocar críticas, comentários, desavenças e concordâncias mas não interfere no propósito maior: diminuir a polêmica sobre a utilização do termo Naif e mostrar a arte que é o mote principal. Naif tornou-se um termo pejorativo que se denomina uma arte menor, não relevante, sendo que é um termo utilizado internacionalmente como referência de um estilo.

“ARTE NAIF ou ARTE POPULAR? Tanto faz, ARTE DO BRASIL!" mostra o resgate de quatro artistas que deixaram um extenso e importante legado ao mesmo tempo em que apresenta trabalhos de artistas ativos na criação de suas obras atuais.

 

“Estou mostrando uma bela arte brasileira, que é o que importa. Arte a qual me dedico há anos e acho que existe muito ainda para mostrar!”        

Jacques Ardies

 

·         os artistas

Isabel de Jesus

Isabel de Jesus, até onde se saiba, não é uma médium. No entanto, ao estar mais conectada com a terra e com as divindades, ou seja, com a essência mais profunda de nossa existência, ela descobre espontaneamente, sem ter aprendido nada, um passado fascinante do nosso planeta. De alguma forma, surgem dessas descobertas sereias - pássaros, assim como meandros e murmúrios da floresta equatorial. Não se trata apenas de uma decoração com manchas aleatórias de luz ou escuridão. Essas criações são animadas por uma poderosa e profunda inspiração, representando o único mistério e o único segredo de uma criação ingênua e verdadeiramente autêntica.

Francisco Severino

O mérito notável de Francisco Severino reside na maneira como lida com a cor verde, explorando suas variações com a consciência de que a pintura é muito mais do que um tema em si, mas uma forma de desenvolver um pensamento por meio de cores e formas. O que impressiona em suas imagens é a harmonia entre o domínio técnico e a sensação paradisíaca de que o tempo se deteve para que cada cena, predominantemente rural, pudesse ser retratada. Seu trabalho é caracterizado por uma abordagem meticulosa, em que os detalhes desempenham um papel fundamental, resultando em composições visualmente perfeitas.

Fefe Talavera

Fernanda Talavera acumulou uma vasta experiência em exposições realizadas em museus e galerias de arte ao redor do mundo. Embora tenha sido inicialmente reconhecida como grafiteira, ela expandiu sua abordagem artística, explorando diferentes suportes para suas obras. Seu foco principal passou a ser a representação de animais imaginários provenientes de um universo subconsciente fantasmagórico que ela denomina "Bichos tipográficos aleatórios". Com essa temática, Fernanda busca incorporar elementos da cultura urbana ao seu universo artístico, estabelecendo novas categorias conceituais.

Dalva Magalhães

Dalva de Magalhães é nascida em São Paulo e, há quase cinco décadas, se dedica à sua arte, sustentando-se por meio dela. Sua técnica envolve o uso de diferentes materiais, como acrílico, guache e óleo, aplicados sobre tela ou madeira. A arte regional e folclórica exerce uma forte influência sobre seu trabalho. Além disso, Dalva é uma maratonista dedicada, residindo na região montanhosa da serra da Bocaina, onde concentra sua preocupação na preservação da natureza e se engaja fervorosamente na luta pelos direitos dos povos indígenas. Sua pintura é caracterizada pela criatividade e atenção aos detalhes, retratando um mundo intimista que reflete seu ambiente ecológico.

Gilvan

Paulo Gilvan Duarte Bezerril, um autodidata em pintura e música, deu início à sua carreira artística em 1964. Sua abordagem única envolvia o uso de uma técnica por ele mesmo inventada, utilizando tinta automotiva e acrílica sobre chapa de eucatex ou, ocasionalmente, chapa de madeira. A arte de Bezerril é caracteristicamente ingênua, transbordante de alegria, cores vibrantes e atmosferas tropicais. Ele evita fórmulas estereotipadas, retratando desde festas populares rurais até histórias em quadrinhos que narram a vida de Lampião e Maria Bonita.

Ivan Moraes

Capta com riqueza de detalhes as temáticas mais frequentes de sua obra, inspiradas pela representação dos cultos religiosos afro-brasileiros da Bahia, assim como pelas baianas vestidas com trajes brancos rendados. Sua pintura une a alegria das cores com o mistério da cenografia, onde os personagens são imersos no esplendor da natureza tropical, exibindo trajes festivos e expressões de felicidade. Em seu Dicionário de Pintores Brasileiros de 1997, Walmir Ayala descreveu essa fusão de elementos, destacando a forma como o artista retrata com precisão esses aspectos em sua obra.

Antônio de Olinda

Natural de Olinda, PE, cultivou seu amor pela arte desde a infância, sempre vivendo próximo ao mar na sua amada cidade natal. Sua jornada artística começou com o mamulengo, um popular teatro de bonecos regional. Em 1984, ele participou de sua primeira exposição coletiva, conquistando também uma premiação no "Salão dos Novos de Pernambuco" e o Primeiro Lugar no Projeto Lista Telefônica do Estado de Pernambuco, ambos no mesmo ano. Sua arte é marcada pelo uso de cores vibrantes, traços enérgicos e uma abordagem pouco convencional, que busca expressão e irreverência, sem se preocupar excessivamente com a perfeição estética. Essa autenticidade essencial permeia sua obra.

José de Freitas

Nascido na década de 1930 em Vitória de Santo Antão, PE, posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro durante a década de 50. Embora tenha dado seus primeiros passos como artista no teatro e na televisão, sua paixão pela pintura começou a se desenvolver paralelamente, ganhando maior atenção a partir de 1964. Desde o início, sua arte tem sido habitada por minúsculas figuras que preenchem toda a dimensão da tela. Seus temas variam desde ilustrações de peças teatrais até representações da Bíblia e do circo, sempre permeados de humor e sensibilidade

 


 

Exposição: " ARTE NAIF ou ARTE POPULAR ? Tanto faz, ARTE DO BRASIL !"

Artistas: Antônio de Olinda, Dalva Magalhães, Fefe Talavera, Francisco Severino, Gilvan, Isabel de Jesus, Ivan Moraes, José de Freitas.

Curadoria: Jacques Ardies

Abertura: 20 de junho – terça-feira - das 18 às 22hs

Período: 21 de junho a 08 de julho de 2023

Local: Galeria Jacques Ardies – www.ardies.com

Rua Morgado de Mateus, 579 – Vila Mariana - São Paulo, SP ||

Tel.: 11 5539-7500 || 11 96815-0887

Horário: Terça a quinta-feira, das 10 às 17h30 / Sábado, das 10 às 16h

Número de obras: 32

Técnica: Pintura

Preços: Sob consulta

 

Site: https://ardies.com/

Email: jacques@ardies.com

Instagram: https://www.instagram.com/galeriajacquesardies/

Facebook: https://pt-br.facebook.com/galerianaif/

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/galeria-jaques-ardies/?viewAsMember=true


fonte: Balady Comunicações

Jornada do Patrimônio 2023 - inscrições abertas

 


Até dia 28 de Junho estão abertas as chamadas para inscrição de roteiros,  conversas e cursos  da programação da Jornada do Patrimônio.


Com o tema “Se a cidade, se a cidade fosse minha”, a Jornada do Patrimônio tem como objetivo promover uma leitura da cidade em suas múltiplas identidades e vozes, expandindo-as para além do Centro.


O chamamento é voltado para pesquisadores, profissionais que trabalhem com patrimônio em suas diversas áreas, artistas, moradores antigos, associações de bairro, coletivos, entre outros que possuam conhecimentos que desejem  compartilhá-los.


Você pode acessar as informações no site da Jornada no link abaixo: 


https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/jornada_do_patrimonio/

Jornada do Patrimônio | Secretaria Municipal de Cultura | Prefeitura da Cidade de São Paulo

Jornada do Patrimônio de Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo

www.prefeitura.sp.gov.br



Sobre a Jornada do Patrimônio 2023:


A Jornada do Patrimônio é um evento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura através do Departamento do Patrimônio Histórico e da Coordenadoria de Programação Cultural, e é uma atividade educativa que tem como objetivo aproximar a população ao seu patrimônio histórico.  Realizada anualmente desde 2015, foi instituída pela Lei Municipal nº 16.546 de 21 de setembro de 2016.  O Dia Nacional do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto, marca a Jornada do Patrimônio, que  ocorre tradicionalmente no terceiro final de semana de agosto, com atividades no sábado e domingo.


Visando ser democrática e atingir um maior contingente populacional e regiões mais variadas da cidade, são abertos chamamentos públicos para atividades, organizadas dentro das três tradicionais linhas de propostas, que são a abertura de imóveis históricos, a realização de roteiros de memória, a realização de cursos e conversas. As atividades propostas são avaliadas pela equipe do DPH, tendo como critério básico a exigência de ser uma ação vinculada ao patrimônio da cidade de São Paulo, ou mesmo relacionada aos assuntos pertinentes para os debates sobre a preservação do patrimônio histórico. Ao longo dos anos de realização da Jornada do Patrimônio, as ações propostas demonstram uma grande gama de assuntos tratados, desde movimentos ligados à preservação e divulgação da memória negra ou indígena na cidade; a grupos que propõem roteiros históricos, com viés mais turístico; ou pesquisadores que apresentam trabalhos bastante específicos.


Nesse ano, a Jornada do Patrimônio ocorrerá nos dias 19 e 20/08 (sábado e domingo) e tem o tema "Se a cidade, se a cidade fosse minha", formalizando a existência de um projeto contínuo para a criação de debates necessários apoiados em questões como inclusão e pertencimento, atrelados à concepção dos patrimônios materiais, imateriais e à recuperação dos apagamentos.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

exposição Nebulosa - Andy Villela - NONADA ZS - RJ

Andy  Villela_Nebulosa  (2).jpg

Andy Villela

 

NONADA ZS abre a individual “Nebulosa” da artista Andy Villela, sob curadoria de Clarissa Diniz, com 11 pinturas onde a artista registra seu método de pesquisa e construção de sua arte e de si mesma como um artífice da criatividade plástica.

Andy Villela, em seu próprio tempo, gera trabalhos como um procedimento investigativo. Mesmo em um processo não indolor a que se submete, sua verve artística consegue reinventar-se e apresentar resultados intensos, porém suavizados pela inserção das cores, que lhe são caras. Cada uma de suas obras recentes é um laboratório de estratégias metodologias, materiais, formais e semânticas que não se limitam apenas à produção de suas próprias obras de arte, mas, acima de tudo, à criação de uma poética que considera a própria criação como uma questão e uma matéria para exploração. “A profusão técnica de suas pinturas recentes – que combinam acrílica, stencil, bastão oleoso, spray e fogo, dentre outros materiais – é apenas uma das camadas dessa pesquisa que, no encalço dos processos de formação e transmutação das coisas e dos corpos, toma a química e o tempo como territórios de experimentação”, explica a curadora.

Enquanto atravessa processos de hormonização e expressões performativas de gênero, Andy Villela direciona sua responsabilidade para a dimensão pública discursiva de sua obra, em vez de se concentrar exclusivamente na esfera privada e pessoal. Procura abordar socialmente o direito à constante recriação das formas, buscando ampliar os limites de suas predeterminações, além do período embrionário da vida, estendendo-o infinitamente.

Em cada pintura, a artista experimenta a morfogênese dos corpos em um espaço-tempo limitado. Ela reconhece que está realizando uma performance da própria expansão de seu próprio universo no plano pictórico. É a partir desse compromisso que evita, intencionalmente, "pintar imagens". Suas pinturas não são concebidas como produtos de sua própria criação artística, mas, ao contrário, são capazes de continuamente formar e dar à luz sua própria autora durante seu processo geracional de autocriação.

“Que abracemos a nebulosidade de nossas contínuas recriações é ao que nos convida a primeira exposição individual de Andy Villela na NONADA, cujas obras se formaram através de aventuras morfogênicas e, como tal, potencialmente nos mobilizarão percepções, reações, interpretações também instáveis, mutáveis e quiçá angustiantes.”   Clarissa Diniz

 

·                     artista - Andy Villela (1994 Rio de Janeiro, RJ)

Vive e trabalha no Rio de Janeiro. A artista toma em primeira instância a pintura como pilar de sua produção. Influenciada pela abstração, ela se comunica por meio de símbolos inconscientes, dando espaço para uma estimulação onde diferentes cores, formas e caminhos dão sentido à sua produção através de seu processo de elaboração. Seu trabalho parte do contato com os materiais e como eles desenham uma linguagem investigativa atrelada à experimentação pictórica, nesse processo propondo questões sobre a racionalidade social e as regras técnicas da pintura. Um resgate emancipatório para a criação de uma linguagem própria, a artista conduz com atenção especial ao contato corporal com seu próprio mundo e ferramentas, especialmente a superfície, a tinta e o pincel. Sua pintura mistura o figurativo e o abstrato, afastando a possibilidade de uma interpretação literal, criando uma tensão entre a escala humana e outras espacialidades. Neste sentido, a artista dá protagonismo ao seu processo gestual, vai explorando os seus sentidos e as suas emoções que decorrem dos seus movimentos, e é nesta camada que revela a poesia da sua pintura, uma pintura liberta da dependência figurativa uma pintura de processos subjetivos desencadeados por múltiplas relações com a tela. Construindo assim, uma narrativa não linear que, no entanto, não se envolve em puro acaso, mas que ainda vai além da imposição de uma produção anestesiada.

 

SERVIÇO

Exposição: Nebulosa

Artistas: Andy Villela

Curadoria: Clarissa Diniz

Abertura: 17 de junho – sábado – das 11 às 17hs

Período: de 20 de junho a 05 de agosto de 2023

Local: NONADA ZS - @nonada_nada

Endereço: Rua Aires Saldanha, 24 – Copacabana, RJ

Dias e Horários de funcionamento: terça a sexta-feira, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 15h

mostra coletiva IDENTIDADE: a pintura no acervo do MAS.SP

 


Anita Malfatti_IDENTIDADE_MAS.SP.jpg
Anita Malfatti

 

Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS.SP), instituição da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, inaugura a mostra coletiva IDENTIDADE: a pintura no acervo do MAS.SP com 30 obras que representam módulos temáticos divididos por representação, gênero e categoria definidas pelos conceitos estabelecidos na história da arte. A abertura ocorre no dia 17 de junho – sábado, às 11hs.

Um dos diferenciais da mostra é que a seleção das pinturas foi feita de forma coletiva pelos profissionais que compõem o departamento técnico do museu. Uma inovadora experiência de Curadoria Coletiva. O recorte proposto, do total de 215 telas constantes no acervo, inclui obras originárias de antigas coleções advindas do Museu da Cúria Metropolitana de São Paulo, do Museu do Presépio, dos trabalhos adquiridos pelo Governo do Estado e as doações ao MAS.SP durante seus 53 anos de existência.

A linha curatorial alvitrada, com retratos de bispos e doutores da Igreja, interpretações de passagens bíblicas e da vida de santos, representações da cena da Natividade, do ciclo Cristológico e paisagens da São Paulo colonial, oferece ao visitante um momento particular em que pode apreciar os trabalhos constantes no acervo da instituição, conhecendo e reconhecendo técnicas que possibilitaram o fazer artístico através do tempo, com destaque para os séculos XVIII, XIX e XX.

IDENTIDADE: a pintura no acervo do MAS.SP tem como mote primeiro apresentar e definir uma identidade para a coleção de pinturas do museu. Padre Jesuíno do Monte Carmelo, Jorge Vedras, Francisco Lobo, Almeida Junior, Benedito Calixto, Aldo Bonadei, Sanson Flexor, Anita Malfatti, entre muitos, são alguns dos artistas presentes.

 

“O fio condutor estabelecido foi a ordem temática em que ideias, mitos, personagens históricos, paisagens retratadas pictoricamente por artistas paulistanos, brasileiros e estrangeiros, reconhecidos, desconhecidos e consagrados no campo das artes visuais.”   Ramon Vieira

 

==============================

 

·         Museu de Arte Sacra de São Paulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição cultural localizada no centro da cidade de São Paulo, é considerado um dos mais importantes museus do gênero no país. Fundado em 1970, foi estabelecido por meio de um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Arquidiocese de São Paulo, ocupando parte do Térreo do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na Avenida Tiradentes. A edificação onde está instalado é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, um raro exemplar remanescente na cidade e última chácara conventual de São Paulo. O Mosteiro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1943 e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo em 1979. O acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo é composto por milhares de itens, que contam a história da arte sacra no Brasil e no mundo. O museu possui uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos XVI e XX, com destaque para as obras de importantes nomes como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, conhecido como “Aleijadinho”, e Benedito Calixto de Jesus, além de coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática. Parte do acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo é tombado pelo IPHAN desde 1969, sendo considerado um patrimônio inestimável que compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. Com suas exposições, o museu visa preservar e divulgar a riqueza da arte sacra, além de proporcionar aos visitantes um contato direto com a cultura e a história brasileira

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO – MAS/SP

Presidente do Conselho de Administração - José Roberto Marcellino dos Santos

Diretor Executivo - José Carlos Marçal de Barros

Diretor de Planejamento e Gestão - Luiz Henrique Marcon Neves

Museóloga – Beatriz Cruz

MAS sem bco.jpg

SERVIÇO

Exposição “IDENTIDADE ”

Abertura: 17 de junho, sábado, às 11hs

Período: de 18 de junho a 30 de julho de 2023

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: 11 3326-3336 – informações adicionais

Horários: De terça-feira a domingo, das 09 às 17h (entrada permitida até as 16h30)


fonte: BALADY

exposição Passos ao Passado - Luiz Martins - Galeria BASE - SP

 

Luiz Martins abre 'Passos ao Passado' na Galeria BASE

A BASE, de Daniel Maranhão, inaugura a exposição “Passos ao Passado”, do artista multimidia Luiz Martins, com texto crítico de Agnaldo Farias. A mostra é composta por 21 obras inéditas desenvolvidas nos últimos dez anos, em papel, tela e mármore, resultantes de sua pesquisa em sítios arqueológicos das regiões Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil. A abertura é no dia 17 de junho – sábado – às 12hs.

Luiz Martins volta a investigar os vestígios gráficos dos povos indígenas como fonte iconográfica primordial para sua série Ingá, oferecendo uma leitura visual livre sem tentar interpretar suas significações. Nas pinturas, utiliza tinta acrílica em combinações de tons e cores clássicas como corpo principal, sobrepondo-se a massas aquareladas circulares. A dinâmica do grafismo está presente, mas não determinante, fazendo com que formas se apresentem durante a construção das cores estabelecida por uma tradição plástica, conforme explica o artista. Para ele, esse encontro é uma sucessão de desencontros na elaboração estética e formal de cada obra com liberdade de transformação.

O trabalho de Luiz Martins desafia o espectador com enigmas visuais e conceituais. Suas esculturas de discos de mármore claro e granito escuro, perfurados e sustentados por hastes circulares de madeira, despertam curiosidade. Esses discos não apenas ficam em pé, mas também sugerem a possibilidade de rolar sobre seu eixo, deixando sulcos em um chão macio. “Que escultura/engrenagem é essa, proposta pelo artista? Seria aparentada com uma mó, com o mostrador de um relógio?”, acrescenta Agnaldo Farias.

Para Daniel Maranhão, “o uso do mármore pelo artista é um desdobramento da imensa escultura executada em 2022, oportunidade na qual Luiz Martins instalou uma obra em uma praça pública, em Portugal (uma encomenda do Governo Português, para homenagear os 500 anos do descobrimento do Brasil). Para tanto, Martins fez uso de um monobloco de mármore com cerca de 4 toneladas. Na mostra a ser inaugurada, o mármore e granito voltam à sua pesquisa.”.

Além das esculturas circulares, a mostra exibe pinturas e colagens explorando formas irregulares, achatadas e fragmentadas, evocando objetos antigos como lemes de barcos, foices e enxadas. Algumas obras apresentam esses feitios isolados em grande escala, enquanto outras compõem uma coleção de formas, assemelhando-se a um catálogo de maravilhas inventadas. Destaca-se uma grande pintura azul, com um horizonte suspenso atravessado por retículas, totens e monolitos, provocando questionamentos sobre seu propósito e significado. A dualidade também está presente nas pinturas com círculos desenhados à mão, criando uma ilusão de geometria em estágio embrionário, desafiando a percepção e as noções de ordem e forma. A arte enigmática e intrigante de Luiz Martins convida a explorar os mistérios do desconhecido, refletindo sobre as complexidades da existência e da criação.

Segundo Daniel Maranhão, responsável pela expografia e curadoria das obras, “a mostra ocupa os dois pavimentos da BASE. Além da série ‘Ingá’, prevalescente na exposição, somam-se dois conjuntos inéditos da série ‘Carolina Maria de Jesus’ que são trabalhos expansíveis que permitem diversas montagens e um grande políptico de 46 partes, da já consagrada série ‘Não está no Dicionário’”.

“As obras de Luiz Martins levam a pensar que o nascimento da linguagem implica no nascimento do mundo, tanto na representação das coisas existentes quanto na prefiguração das inexistentes, daquelas a serem inventadas ou aperfeiçoadas.”   Agnaldo Farias


Exposição: “Passos ao Passado "

Artista: Luiz Martins

Texto Crítico: Agnaldo Farias

Coordenação Artística: Daniel Maranhão

Montagem: Harpia Design e Produções

Abertura: 17 de junho – sábado – as 12hs

Período: de 20 de junho a 05 de agosto de 2023

Horário: de terça a sexta-feira, das 11hs às 19hs; sábado, das 11hs às 15hs.

Local: Galeria BASE

Endereço: Al Franca 1030, Jardim Paulista || 01422-002 | São Paulo, SP

Telefone: (11) 3062 6230 || WhatsApp (11) 98327 9775

E-mail: contato@galeriabase.com.br

Site: http://www.galeriabase.com

Instagram: https://www.instagram.com/galeriabase/


Balady Comunicação

segunda-feira, 12 de junho de 2023

ArteSesc recebe inscrições até dia 26 de junho

 

ArteSesc recebe inscrições até dia 26 de junho

Artistas de todo o Brasil têm até o dia 26 de junho para se inscrever na seleção de obras de artes visuais. Pelo edital serão selecionadas até 20 obras de artes visuais para mostras coletivas nos painéis expositivos da plataforma da Unidade Sesc Estação Saudade, em Ponta Grossa (PR).

Podem ser inscritos trabalhos de pintura, desenho, gravura, ilustração, fotografia, colagem e que possam ser impressas pelo Sesc PR, conforme o detalhamento técnico do espaço expositivo que consta no edital. Cada proponente pode inscrever até três obras e ser selecionado com até três obras. Para cada obra selecionada será paga remuneração.

Uma comissão de seleção avaliará os trabalhos recebidos de acordo com a criação e a relevância artística e o currículo do artista ou do coletivo.

De acordo com os organizadores do ArteSesc, com este projeto, o Sesc PR pretende difundir as artes visuais e os artistas visuais em todo o estado do Paraná. “Além de promover o intercâmbio cultural, o projeto ArteSesc também cria meios de difusão da produção artística que se contrapõe aos modelos já consolidados e difundidos nas mídias de massa”, defendem.

A divulgação do edital de resultado está prevista para ocorrer no dia 10 de agosto, no site do Sesc PR e o período expositivo tem início a partir de setembro de 2023.

O edital completo está disponível no site do Sesc PR. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos.culturais@sescpr.com.br.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Exposições "Afetos Dissidentes" e "Queer Angola" - Casarão Franco de Mello - SP

 

Exposições "Afetos Dissidentes" e "Queer Angola" abrem as portas de palacete da Paulista para a comunidade

Entidades se unem para apresentar a maior exibição internacional de arte contemporânea LGBT+ realizada até hoje em São Paulo

O Palacete Franco de Mello, construído em 1905, na primeira fase residencial da Avenida Paulista, vai abrigar, neste Mês do Orgulho LGBT+ duas exposições alusivas ao período: “Afetos Dissidentes” e “Queer Angola”, numa iniciativa conjunta de quatro entidades, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, o The Queer Museum, a Diversa Arte e Cultura, e a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), trazendo artistas dos 5 continentes com suas visões do universo LGBT+ em seus países.

O Projeto

A partir deste ano, o Palacete Franco de Mello vai abrigar o projeto de um centro internacional para promover a cultura e a diversidade, numa iniciativa que partiu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo em sua nova gestão.

Após anos fechado e com sua integridade ameaçada, o palacete, joia rara arquitetônica da avenida mais importante da cidade, finalmente abrirá suas portas ao público.
Esse centro internacional será integrado ao circuito artístico, turístico e cultural da Paulista, que já conta com museus e galerias reconhecidos mundialmente, com essa ação assinalando também o começo dos trabalhos de restauração do referido casarão centenário.

As obras de recuperação do palacete devem estar concluídas em 2024, contribuindo para a preservação do patrimônio arquitetônico, proporcionando visibilidade às diversas minorias, gerando empregos e se tornando um ponto de referência internacional para a arte, cultura e respeito à diversidade.

A entrada e visita são gratuitas, tendo ainda a possibilidade de visitas guiadas por monitores especializados pelo interior da casa perante agendamento.

As Exposições

Um espaço temporário será montado anexo ao palacete, exibindo as exposições "Afetos Dissidentes: a diversidade sexual na arte contemporânea” e “Queer Angola”, contando com a participação de 11 artistas de países como Angola, Brasil, Espanha, México, Polônia, Reino Unido, Tailândia, entre outros, e mostrando um panorama do trabalho e da situação atual dos artistas LGBT+ ao redor do globo.

Em várias partes do mundo, especialmente em continentes e países totalitários e teocracias, a arte se tornou uma ferramenta de protesto que confronta instituições e indivíduos tradicionalistas, nos quais a dissidência muitas vezes não encontra espaços nem visibilidade. A arte desempenha um papel fundamental como meio de expressão para a humanidade.

Foram os dissidentes sexuais que desenvolveram códigos e camuflagens, que conferiram complexidade e profundidade às expressões artísticas, para transmitir emoções que não podiam ser expressas de forma direta, e que também não podiam ser reprimidas. De Leonardo da Vinci até Andy Warhol, podemos observar como a expressão da dissidência sexual abriu caminho, mesmo em sociedades mais conservadoras.

Com apoio da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, a exposição ficará no entorno do Casarão Franco de Mello, do dia 11 de junho, dia da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, até o dia 28 de junho, Dia Mundial do Orgulho LGBT+.

"Afetos Dissidentes: a diversidade sexual na arte contemporânea"

Esse é o espírito de "Afetos Dissidentes: a diversidade sexual na arte contemporânea": exibir expressões artísticas que reivindicam as diversas sexualidades existentes no mundo, propondo a exibição expressões artísticas que representam as diversas sexualidades e identidades. As imagens criam um panorama da arte produzida pela nossa comunidade neste momento específico, compartilhando com o público os diálogos e códigos da arte contemporânea presentes no mundo.

O curador, Cheo González, nasceu durante a ditadura de Pinochet no Chile, onde a mídia era controlada por militares e figuras religiosas, este artista explora o confronto entre a comunicação oficial e a intervenção popular. Buscando recriar esse diálogo, ele exibe imagens em espaços públicos, para posteriormente recuperá-las, restaurá-las e modificá-las em seu estúdio. Em seguida, ele as coloca de volta nas ruas, com o objetivo de iniciar uma conversa com o coletivo anônimo.

“Queer Angola”

Já a exposição fotográfica “Queer Angola” retrata pessoas da comunidade LGBT+ do país, com imagens da campanha “Veja além do seu preconceito”, da Associação Íris Angola. São 12 fotografias de lésbicas, gays e pessoas trans angolanas em contextos e atitudes de empoderamento da comunidade no país.
As fotos, concebidas e coordenadas por Carlos Fernandes da Associação Íris Angola, traduzem a cultura angolana, nas roupas, nos tecidos, nas estampas, nas cores e nas pinturas faciais e corporais, e na atitude das pessoas fotografadas, que expressam sua coragem, num continente ainda marcado por muita censura, discriminação, violências e punições públicas.

Os Artistas

Anuwat Apimukmongkon: nascido em 1995, Trang, vive e trabalha no extremo sul da Tailândia. Ele se formou como Bacharel em Belas Artes pela Universidade Prince of Songkla, campus de Pattani no mesmo país. Através de colagens, mistura diversas técnicas descortinando a cultura tailandesa.

Carlos Fernandes: diretor executivo da Associação Íris Angola, criou e executou a campanha “Veja além do seu preconceito” que, como resultado, gerou a exposição Queer Angola, que já circulou no país de origem e no Brasil, passando por diversas cidades em ambos.

Daniel Torrent: espanhol, bacharel em História da Arte, Direção de Cinema e Belas Artes. Obteve os prêmios Junceda, Fundação Fita, Manuel António da Mota e CJBooks. Já expôs em Espanha, Itália, França, México e Nova Iorque. Sua obra transita entre uma masculinidade robusta e cenas de profunda afetividade.

David Jester: graduou-se como Bacharel em Belas Artes pela Virginia Commonwealth University e completou seus estudos de pós-graduação na Rutgers University, New Brunswick, NJ em 1996. Com cores vivas e vibrantes, suas imagens exalam sensualidade e vida.

Doug Blanchard: pós-graduado em pintura e história da arte, mora no Brooklyn, tem seu estúdio no Lower East Side de Manhattan e ensina arte no Bronx Community College/CUNY (EUA). Sempre em tons de cinza, traz Jesus para a realidade do mundo atual.

Fe Maidel: artista brasileira, psicóloga e ex-gestora do Programa Transcidadania, trabalha junto entidades públicas, privadas e sociedade civil, com foco no resgate e no apoio à comunidade LGBT+. Com desenhos e pinturas que registram os aspectos afetivos de sua transição, propõe ao público uma reflexão sobre o quanto a aceitação e o pertencimento são importantes para nossa comunidade.

Grzegorz Pieniak: nascido em 1994, estudou pintura na Academia de Belas Artes de Varsóvia. Ele é cofundador e membro da Otwarta Pracownia Eksperymentu e da Galeria Kaplica, ao lado de artistas como Piotr Wesołowski, Agata Słowak e Szawł Płóciennik.

Juliusz Lewandowski: nascido em 1977 em Varsóvia, é pintor autodidata e um dos poucos criadores de arte erótica na Polónia. Estreou-se como ilustrador das “Canções de Maldoror” de Lautréamont e das obras do Marquês de Sade. Uma parte importante de sua pintura são os fios autobiográficos que se tornam um pretexto para mostrar problemas universais da natureza humana.

Stuart Sandford: é um artista multidisciplinar baseado entre Londres (Inglaterra), Los Angeles (EUA) e Cidade do México (México) que trabalha com diferentes mídias, incluindo fotografia, escultura, pintura, imagem em movimento e instalação. Nessa mostra usa a Polaroid como principal ferramenta.

Zaida González: fotógrafa transfeminista e uma das autoras mais proeminentes da cena latino-americana contemporânea. Formou-se em Fotografia e é fundadora do coletivo Macrodosis. Vencedora do Prêmio Rodrigo Rojas de Negri e "Melhor Jovem Artista Estrangeiro" na Lituânia. É autora dos livros "Las novias de Antonio", "Recuérdame al morir con mi último latido" e "Zaida González de Guarda".

SERVIÇO
Exposições: “Afetos Dissidentes: a diversidade sexual na arte contemporânea” e “Queer Angola”.
Local: Casarão Franco de Mello – Av. Paulista, 1.919 – São Paulo (SP).
Data: de 11 a 28 de junho de 2023.
Entrada: gratuita.
Organização: Diversa Arte & Cultura.
Curadores: Cheo González, Franco Reinaudo, Leonardo Arouca e Stevan Lekitsch.
Diagramação: Alexander Yoo.
Artistas: Anuwat Apimukmongkon (Tailândia), Cheo González (Chile), Daniel Torrent (Espanha), David Jester (EUA), Doug Blanchard (EUA), Fe Maidel (Brasil), Grzegorz Pieniak (Polônia), Juliusz Lewandowski (Polônia), Stuart Sandford (Reino Unido), Zaida González (Chile).
Apoio: Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) e Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Possibilidade de visitas guiadas por monitores perante agendamento.
Informações: dac.org.br@gmail.com
Links: https://thequeermuseum.art - http://dac.org.br - https://paradasp.org.br

PS: ambas as exposições também estarão no dia 8 de junho, a partir das 10h na 22ª Feira Cultural da Diversidade LGBT no Memorial da América Latina em São Paulo (SP).