concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

exposição Brasil nativo/Brasil alienígena - Anna Bella Geiger - SP

MASP E SESC AVENIDA PAULISTA CORREALIZAM EXPOSIÇÃO SOBRE ANNA BELLA GEIGER
A maior exposição da artista carioca já realizada em São Paulo, reúne cerca de 180 obras e parte de seu trabalho mais icônico, “Brasil nativo/Brasil alienígena”, para apresentar sua produção



Ativa desde os anos 1950 como artista e desde os anos 1960 como professora no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Anna Bella Geiger participou das primeiras exposições de arte abstrata no Brasil e é um nome pioneiro na introdução do vídeo e das práticas conceituais no cenário artístico brasileiro.
A exposição Brasil nativo/Brasil alienígena, que abre para o público no dia 29 de novembro no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) e no dia 30 de novembro no Sesc Avenida Paulista, abrange um arco temporal extenso da artista, desde a década de 1960 até os anos 2000. 
A mostra toma emprestado o nome de uma de suas séries mais conhecidas, Brasil nativo/Brasil alienígena, para apresentar obras que discutem criticamente a história e a realidade social do país, como o passado colonial, a identidade nacional, a representação dos povos indígenas e questões ecológicas, ainda hoje tão atuais, atravessadas por uma perspectiva e narrativa autobiográficas.
A curadoria é de Tomás Toledo, curador-chefe do MASP, e de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu. No MASP, a exposição se insere no ciclo temático “Histórias das mulheres, histórias feministas”, que guia toda a programação da instituição em 2019. No Sesc, a exposição dá continuidade a um relacionamento com a artista que já expôs em diversos projetos da rede. Outro motivo de celebração para o Sesc é o fato de algumas obras de Anna Bella terem sido incorporadas ao Acervo Sesc de Arte Brasileira.
Geiger tem como marcas a experimentação, a prática artística como ferramenta questionadora de sistemas políticos, sociais e da própria arte, além do uso constante de autorreferências; os visitantes poderão observar que seus suportes e seus temas vêm e vão. 
Sua formação acadêmica teve forte influência em sua produção, assim como o regime militar no Brasil (em vigor no país de 1964 a 1985) e é a partir desse episódio que ela passa a refletir sobre o papel da arte frente a um Estado autoritário e violento, preocupação que transparece em diversos trabalhos presentes na exposição.
Aos 16 anos, teve aulas no ateliê de Fayga Ostrower (1920-1991), com a qual também estudaram Lygia Pape (1927-2004) e Décio Vieira (1922-1988).
Posteriormente, nos anos 1950, mudou-se para Nova Iorque onde frequentou o curso de Hanna Levy-Deinhard (1912-1984), na New York University. De volta ao Brasil, formou-se em Línguas Anglo-Saxônicas na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1957. Na década seguinte, iniciou seus trabalhos como professora no MAM Rio, envolvimento que cresceu ao longo dos anos, já que, de 1971 a 1973, foi membra do conselho administrativo da instituição. 
Nestes papéis, sempre defendeu o museu como um espaço experimental, de encontro e de debate entre artistas.
Aos 86 anos, continua produzindo e dando aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, onde vive, e no Higher Institute for Fine Arts (HISK), em Gent, na Bélgica. 
No MASP, a mostra está dividida em nove salas, no segundo subsolo do museu, configurando seis núcleos temáticos e não necessariamente cronológicos: Visceral, Macios e Noturnos, Autorretrato, Mapas, Sobre a arte e História do Brasil. No Sesc Avenida Paulista, são apresentados três trabalhos instalativos históricos (Circumambulatio, 1972; Mesa, friso e vídeo macios, 1981 e Indiferenciados, 2001) que cobrem momentos distintos da produção da artista e foram remontados especialmente para a exposição. Além das instalações, são exibidos três vídeos (Telefone sem fio, 1974, e Passagens I e II, 1974). As duas instituições possuem obras da artista em seus acervos e estão a 1.500 metros de distância uma da outra, reforçando a parceira entre ambas e o potencial cultural da Avenida Paulista.
No museu, a exposição tem início com a apresentação de gravuras da fase conhecida como Visceral (anos 1960), nas quais representa órgãos do corpo humano. Se, por um lado, a série aponta para um olhar mais intimista e introspectivo, voltado para as entranhas do corpo, por outro pode ser tomada também como um reflexo do exterior e metáfora das vísceras que regem as entranhas de um outro corpo, o corpo político. Também estão presentes na mostra as apropriações de elementos da cartografia, da geografia e da matemática no núcleo dedicado aos mapas em séries como Local da ação (anos 1970-1980), Polaridades (anos 1970), Equações (anos 1970-80), Variáveis (anos 1970) e Rolinhos (anos 1990-2000), além dos conjuntos de cadernos de artista com referências a materiais didáticos (anos 1970); diferentes obras da série Burocracia (anos 1970-2000); e um conjunto de trabalhos em pintura, da série Macios (anos 1980). 
Um grande eixo da mostra é dedicado aos mapas, tema recorrente na trajetória de Geiger. Com eles, no geral, a artista reflete sobre ideias aparentemente opostas entre si, como noções de polaridades, centro versus periferia, norte versus sul, a parte versus o todo, e questiona não só as próprias representações cartográficas, para além das coordenadas, mas também conceitos filosóficos politicamente orientados. A partir de um ponto de vista geopolítico, reflete sobre as hegemonias políticas e suas ideologias, sobre os ideais construídos pela sociedade moderna ocidental.  
Já em Brasil nativo/Brasil alienígena (1976-1977), trabalha com postais, que alcançaram grande circulação no século 20. Eram, à época, considerados uma das formas de conhecer determinado local ou povo e de adquirir conhecimento sobre diferentes culturas, e circulavam com frequência nas Exposições Universais que ocorriam na Europa. O “Brasil nativo” dos postais vendidos em bancas de jornal no Brasil e apropriados por Anna Bella mostrava os indígenas idealizados e exotizados, nus caçando com arco e flecha, em rituais ou socializando e realizando atividades cotidianas. Porém, essa visão simplificada e aparentemente aprazível ignorava a violência de estado que acometia os povos indígenas no país durante o regime militar. Complementando a apropriação dos postais, a artista criou novas imagens, imitando e reinterpretando as cenas das originais, lançando a pergunta sobre o que é nativo e o que alienígena, colando em jogo o seu próprio local de mulher branca, de classe média alta, de família estrangeira e origem judaica.  
O humor e a ironia também são recursos frequentes utilizados pela artista. Em uma das obras do núcleo de Autorretratos, por exemplo, ao questionar o lugar da arte e do artista, em clara referência à Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, marco do renascentismo europeu, coloca-se como modelo misteriosa com a favela carioca do Santo Amaro ao fundo. 
A comicidade repete-se em séries como Burocracia e Ideologia. A primeira consiste em pinturas, serigrafias e vídeos com os dizeres “Sobre a arte” e nos quais quatro figuras femininas pronunciam a palavra BU-RO-CRA-CIA, em uma imagem muito próxima àquela vista em uma propaganda da época de um creme íntimo para mulheres. Esse trabalho instaura questões como os modelos de feminilidade e a produção de imagens do feminino nas artes visuais e a burocracia e o sistema de funcionamento da arte em relação às mulheres, assim como do sistema burocrático das artes como um todo.  
Circumambulatio, um de seus trabalhos mais enigmáticos, estará no Sesc Avenida Paulista. A obra surge em suas aulas no MAM, quando junto aos seus alunos propõe-se realizar investigações sobre o conceito de centro nas diferentes sociedades e épocas. Disso surgem experiências realizadas fora do museu e longe dos agentes da censura, na então distante lagoa de Marapendi, no Rio de Janeiro, onde praticavam uma série de processos criativos, usando a terra como suporte principal.
Essas ações foram registradas, editadas e exibidas em formato de escritos, fotos e filme super-8 na primeira vez que a instalação foi montada, nos anos 1970. A cada montagem, no entanto, a obra se renova, já que a artista adiciona novas referências, como na última montagem em 2019, no MAM Rio. 
Outras duas instalações audiovisuais históricas da artista serão remontadas no Sesc Avenida Paulista: Friso, mesa e vídeos macios, apresentada uma única vez na 16ª Bienal de São Paulo (1981) e Indiferenciados, elaborado para uma grande mostra de Geiger no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em 2001. As instalações serão complementadas com uma sala de vídeo que irá exibir trabalhos de diferentes períodos da artista.
Friso, mesa e vídeos macios consiste em uma sala com uma mesa central na qual são impressas manchas que podem tanto ser mapas quanto camuflagens. E nas paredes desse espaço se repetem espécies de mapas do Brasil. Além disso, dois monitores de televisão reproduzem esses mesmos padrões sendo manuseados. Neste trabalho, ela investiga, por meio da visão, o tato. Brincando com os sentidos a artista explora também a visualidade como um todo.
Na sala de vídeo serão exibidos trabalhos como Telefone sem fio (1974) e Passagens I e II (1974). No primeiro, ela, Fernando Cocchiarale (crítico de arte, curador e professor) e outros amigos fazem, como o nome do trabalho sugere, a conhecida brincadeira do “telefone sem fio”. Mas, na ocasião, as frases que são ditas entre os participantes remetem ao universo da arte. E esses questionamentos, ao serem passadas de um ouvido ao outro, se perdem: tanto no sentido do receptor se enganar no que ouviu quanto do enunciador mudar o que está sendo dito. 
            Já Passagens I e II são vídeos curtos nos quais ela sobe uma escada. Reproduzidos em looping dão a impressão improvável de que ela está eternamente fazendo o mesmo movimento. Feitos nos anos 1970, evidenciam um interesse dela e de outros artistas contemporâneos pelo vídeo, que começava a ser explorado.

Catálogo
A publicação homônima será lançada na abertura da exposição no Sesc Avenida Paulista no sábado, dia 30, às 11h, e será vendida nas duas instituições. O catálogo, organizado pelos curadores e coeditado pelas Edições Sesc, inclui um texto conjunto de Adriano Pedrosa e Danilo Santos Miranda, além de ensaios inéditos de Tomás Toledo, Bernardo Mosqueira, Zanna Gilbert, Estrella de Diego, Philippe Van Cauteren, e uma entrevista de Geiger com Pedrosa. Todos os trabalhos da exposição serão reproduzidos no livro que conta com nota biográfica de Gabriela de Laurentiis.

SERVIÇO 
NO MASP 
Abertura: 28 de novembro de 2019, às 20h
De 29 de novembro de 2019 a 8 de março de 2020
Local: 2º subsolo
Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: quarta a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); Terça Grátis
Qualicorp: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)

Durante a exposição, credenciados Sesc pagam meia-entrada no MASP e têm 50% de desconto na aquisição do Amigo MASP.
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$ 20 (meia-entrada).
Menores de 11 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Acessível a pessoas com deficiência física, ar condicionado, classificação livre


NO SESC
Abertura: 30 de novembro de 2019, às 10h
De 30 de novembro de 2019 a 8 de março de 2020
Local: Arte II (5º andar)
Endereço: Avenida Paulista, 119, São Paulo, SP
Ingressos: Grátis – Acesso livre, sujeito à lotação do espaço
Telefone: (11) 3170-0800
Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:
Terça a sábado, das 10h às 22h.
Domingos e feriados, das 10h às 19h.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Exposição no MIS em parceria com a Aliança Francesa usa tecnologia para levar público a uma viagem de realidade aumentada pela França

Mucem@Edu Monteiro


Exposição no MIS em parceria com a Aliança Francesa usa tecnologia para levar público a uma viagem de realidade aumentada pela França

Mostra gratuita e interativa tem 35 obras produzidas por quatro fotógrafos internacionais,
onde o público utiliza um app para embarcar nessa viagem

Link de fotos: http://bit.ly/2VOm5UU (Crédito no arquivo de fotos)
Obras que ganham vida por meio da realidade aumentada e levam o espectador a descobrir toda a riqueza de importantes pontos culturais da França. Esse é o ponto de partida da exposição France eMotion, inciativa que marca a parceria entre o MIS, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, e a Aliança Francesa de São Paulo, propondo uma experiência artística inédita no encontro entre fotografia e animação digital.  A mostra fica em cartaz de 13 de novembro a 1º de dezembro. A curadoria é de Muriel Enjalran e o público pode fazer a visitação de terça a sábado, das 10h às 20h (com permanência até 22h); domingos e feriados, das 10h às 18h (com permanência até 20h). A entrada é gratuita.
O projeto é idealizado pela Atout France, agência de desenvolvimento turístico da França, em colaboração com o Institut Français, e produção paulistana da Aliança Francesa. Para a realização da exposição que tem 35 obras, quatro fotógrafos internacionais foram convocados, em colaboração estreita com Muriel Enjalran: o beninense Ishola Akpo, o brasileiro Edu Monteiro, o americano David Schalliol e a espanhola Lourdes Segade. Todos percorreram uma parte do território com suas câmeras na mão, propondo um olhar singular sobre a diversidade do patrimônio cultural e paisagístico da França.
Em seguida, para dar vida às imagens capturadas, os artistas franceses Julie Chheng e Thomas Pons imaginaram um personagem animado circulando e se transformando nas fotografias, graças a um aplicativo para celular de realidade aumentada, que é simples, gratuito e acessível a todos. “A animação vem para trazer uma dimensão lúdica e poética. Um personagem virtual circula pelas fotos e se transforma. O trabalho dos fotógrafos encontra-se com um projeto gráfico, misturando espaços reais e imaginários e criando um diálogo entre dois modos de expressão a fim de descobrir melhor os lugares visitados”, conta a curadora Muriel Enjalran.
O espectador é convidado a passear pelos caminhos com fortificações e parques de castelos, a atravessar museus e locais contemporâneos de exposições e admirar a arquitetura das abadias e os arcos de pontes. Para Muriel Enjalran, “os quadros criam um panorama de admiração e curiosidade, abrangendo todas as épocas desde a pré-história até os dias atuais. As similaridades e oposições se manifestam nas escolhas das cores, dos ângulos, dos enquadramentos. Sobre os passos dos visitantes, os olhos são atraídos pela multiplicidade de ambientes e locais. Todos ilustram uma história em movimento e em perpétua transformação até as arquiteturas futuristas recentes”.
A vitalidade da cena cultural francesa se traduz todos os anos pelas numerosas aberturas de museus, ambiciosos programas de renovação de monumentos e criação de festivais. Um dinamismo que joga fortemente em favor do turismo: o apetite dos visitantes internacionais pela oferta cultural francesa não cessa de aumentar.
O fotógrafo carioca Edu Monteiro, autor da obra Ucem, Marseille, dá um workshop dia 13 de novembro sobre o desenvolvimento de um olhar pessoal na fotografia com celulares. Além disso, haverá a exibição de Visages, villages, filme da cineasta Agnès Varda, dia 27/11 às 19h, gratuito. Mais informações sobre as atividades paralelas no site da Aliança Francesa.

Vídeos:
Vídeos por Réseaux Sociaux :
Le voyage animé – Making Of :
- Version française : https://youtu.be/k_Pn0jgWGd0
- Version anglaise : https://youtu.be/sCHZ884P9j4
- Version espagnole : https://youtu.be/9xBlv7FkSIU

Quatro capítulos em vídeos:
D’une arche à l’autre : https://youtu.be/xxCCYrXxIQU
O saisons, O châteaux : https://youtu.be/7jJugM9uVPU
L’imaginaire des musées : https://youtu.be/n7dJt1YsYHo
Métamorphoses : https://youtu.be/vPFFzErGM98

Making of produção vídeo de animação digital -  
Serviço:
Exposição FRANCE eMOTION
De 13 de novembro a 1º de dezembro
Museu da Imagem e do Som – MIS - | Local Foyer Térreo
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até 22h); domingos e feriados, das 10h às 18h (com permanência até 20h).
(11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Gratuito
Classificação indicativa Livre.
Estacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.
Informações APP
  • Baixe o aplicativo gratuito France eMotion, disponível para iOS e Android
  • Autorize o uso da câmera
  • Passe o celular sobre as obras e bon voyage animé!
  • #franceemotion #ExploreFrance #aliancafrancesa
Este projeto é possível graças a Lei de incentivo à cultura e conta com o patrocínio da Accor Hotels, Société Générale e BNP Paribas. Apoio: Ticket serviços, uma marca do grupo Edenred. Parceria: Institut français, TV5 Monde, Air France. Realização: Atout France, Museu da Imagem e do Som, Aliança Francesa de São Paulo, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Governo Federal.
Sobre a Aliança Francesa de São Paulo
Com a missão de divulgar a língua e a cultura francesas no exterior, a Aliança Francesa foi fundada em Paris no ano de 1883. Com mais de 80 anos em São Paulo, a instituição é a única na cidade reconhecida pelo Ministério da Educação Nacional na França a aplicar as provas para as certificações de proficiência. Com aulas interativas e uso de ferramentas como tablets e lousa eletrônica, o público pode vivenciar a diversidade da cultura francófona, além de ter acesso ao acervo da Biblioteca Multimídia Claudie Monteil. Como Centro Cultural, é reconhecida por atividades que envolvem música, debates e cinema, com projetos como o Cinéclub, junto à Reserva Cultural. O Teatro Aliança Francesa, desde sua abertura em 1964, mantém uma política de resistência no centro da cidade e já recebeu grandes nomes da dramaturgia francesa, como Eugène Ionesco, atores ilustres como Marília Pêra e Gianfrancesco Guarnieri, além de ter sido palco da residência artística do Grupo Tapa.
Sobre o MIS
O Museu da Imagem e do Som de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, foi inaugurado em 1970. Sua coleção possui mais de 200 mil itens, como fotografias, filmes, vídeos e cartazes. Hoje é um dos mais movimentados centros culturais da cidade de São Paulo. Além de grandes exposições nacionais e internacionais, como Stanley Kubrick, David Bowie, Castelo Rá-Tim-Bum, O mundo de Tim Burton, Renato Russo e Quadrinhos, oferece grande variedade de programas culturais, com eventos em todas as áreas e para todos os públicos: cinema, música, vídeo e fotografia estão presentes na vida diária do Museu.
Sobre a Atout France
Com 33 escritórios no mundo, a Atout France, Agência de Desenvolvimento Turístico da França, é responsável pela estruturação, qualificação e promoção do turismo francês nacional e internacionalmente. Sua expertise permite oferecer a seus 1.300 profissionais-parceiros ferramentas para entender a demanda (conjuntura por país e setor ou estudos de mercado) e realizar atividades de marketing e promoção em torno das marcas de destino. Mais de 2.800 eventos promocionais são organizados a cada ano em todo o mundo, direcionados aos profissionais (operadores turísticos internacionais, imprensa e influenciadores), bem como o público em geral. No coração deste dispositivo, uma poderosa mídia, France.fr (http://br.france.fr/), permite convidar internautas de
fonte:
Adriana Balsanelli

terça-feira, 5 de novembro de 2019

mostra Xilo: Corpo e Paisagem - SESC Pinheiros - SP

abertura da exposição - foto de Vitor Penteado



O Sesc Pinheiros recebe a mostra Xilo: Corpo e Paisagem, que reúne trabalhos de cerca de 33 artistas brasileiros na arte da xilogravura em diversos contextos das artes visuais recentes, em produções realizadas a partir da década de 1990 até os dias atuais. A curadoria é do pesquisador, artista e professor, Claudio Mubarac.
A exposição, que marcou a inauguração do Sesc Guarulhos, fica aberta para visitação no Sesc Pinheiros a partir do dia 31 de outubro de 2019 até 02 de fevereiro de 2020. De terça a sábado, das 10h30 às 21h30, e aos domingos, das 10h30 às 18h30.
Com cerca de 600 m², Xilo: Corpo e Paisagem traz trabalhos de importantes nomes das artes visuais contemporâneas, como Ana Calzavara, Augusto Sampaio, Beatriz Lira (Xiloceasa), Claudio Caropreso, Cleiri Cardoso, Danilo Juliano (Xiloceasa), Denis Araújo (Xiloceasa),Eduardo Ver, Ernesto Bonato, Fabrício Lopez, Fernando Melo (Xiloceasa), Fernando Vilela, Flavia Yue, Flavio Capi, Francisco Maringelli,Gabriel Balbino (Xiloceasa), Gilberto Tomé, Igor Romualdo (Xiloceasa), Luciana Bertalli, Luciano Ogura, Luisa Almeida, Luiz Lira (Xiloceasa), Marcio Elias, Mateus Costa (Xiloceasa), Otávio Zani, Paulo Penna, Pedro Pessoa, Ramon Santos (Xiloceasa), Revista Comando,Santídio Pereira, Simone Peixoto, Taís Melo (Xiloceasa) e Ulysses Boscolo.
O curador Claudio Mubarac comenta que a gravura na cidade de São Paulo tem história recente, se pensamos nas matrizes e prensas como prática desligada dos papéis cartoriais, da imprensa e dos negócios de Estado. “A gravura só teve presença no interior de estúdios particulares, como o de Lasar Segall, por exemplo, nas primeiras décadas do século XX. Mas eles não ofereceram formação para além daqueles que com eles convivessem. Algumas pequenas exposições foram realizadas, mas num circuito tímido e autorreferente”.
Mubarac ressalta ainda que anos 1990 houve o surgimento de coletivos, não mais ligados às escolas e instituições, mas talvez como fruto da atuação dessas nas décadas que os antecedem. “São ateliês, oficinas de encontro e trabalho, mas principalmente são lugares onde a reunião dos jovens artistas não ocorre somente por uma divisão de espaços e equipamentos, mas por um desejo do trabalho partilhado, discutido e colaborativo, como base para uma convivência com e através da cidade, em suas extensões, não atreladas diretamente aos circuitos oficiais das artes”. Segundo o curador, a gravura teve uma presença importante nesses coletivos e começou a se afigurar como equipamento de intervenção nos muros da cidade.
A mostra apresenta um amplo arco de idades, que vai de jovens de 17 anos até os mais experientes em torno dos 60 anos. “Realizamos um recorte de artistas e coletivos que deram início nos anos 90 a essa aventura gráfica, seguido de outros que nasceram nos mesmos anos e logo mais já respirariam nessa atmosfera, sendo que todos eles continuam ativos até hoje”, contextualiza o curador.

Programação integrada

Xilo Encontros - Com artistas da exposição
Artistas com obras na exposição realizam visitas mediadas e apresentam seu processo criativo para o público no ateliê educativo.
02/11/2019 a 01/02/2020. Sábados, das 15h às 18h
Exceto dias 21/12 e 28/12.

Local: Espaço expositivo (2º andar).
Livre. Grátis.

bate-papo | Mulheres Artistas na Xilogravura - Com Luise Weiss e artistas da exposição Xilo: corpo e paisagem
Artistas mulheres com trabalhos na exposição Xilo: Corpo e Paisagem convidam a gravadora, pintora, fotógrafa e professora Luise Weiss para um debate sobre as artistas mulheres que trabalham com a técnica da xilogravura e sobre o espaço das artistas visuais mulheres na atualidade.
22/11. Sexta, das 19h às 21h30

Local: Sala de Oficinas (2º andar).
Livre. Grátis

A Xilogravura no Contexto da Arte Contemporânea - Com Claudio Mubarac, Fabrício Lopez e Santídio Pereira
O artista e curador da exposição Xilo: Corpo e Paisagem , Claudio Mubarac e os artistas de diferentes gerações Fabrício Lopez e Santídio Pereira conduzem um bate-papo sobre o papel da xilogravura no contexto da arte contemporânea.

28/11. Quinta, das 19h às 21h30

Local: Sala de Oficinas (2º andar).
Livre. Grátis.
 

SERVIÇO
Exposição Xilo: corpo e paisagem
Abertura: 30/10/2019. Quarta-feira, às 20h
Visitação: De 31/10/2019 a 02/02/2020. Terças a Sábado, das 10h30 às 21h30. Domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Livre | Grátis
SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros

exposição O NOME DAS COISAS - SP

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Rua Capitão Macedo 370 - Vila Mariana – São Paulo - SP | (11) 2337 3015

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

40th Mini Print International of Cadaqués 2020

RULES 2020

Rules to participate in the 40th Mini Print International of Cadaqués 2020
Open to all artists, printing techniques and tendencies, TALLER GALERIA FORT and ADOGI announce, as every year, the MINI PRINT INTERNATIONAL OF CADAQUÉS.
  1. Each artist should submit four prints. It is preferable though not necessary that the works be of different images.
  2. The image must not be bigger than 10 x 10 cm (3.9 x 3.9 in). The paper must not be bigger than 18 x 18 cm (7.1 x 7.1 in).
  3. The signed works should be sent by registered air-mail as PRINTED MATTER in a simple packet, without glass, frame or passe-partout, declaring “NO COMMERCIAL VALUE”, before March 15th to:
    ADOGI
    Ap. de Correus 9319
    08080 Barcelona
    SPAIN
  4. With the Membership Form properly filled in, a “Curriculum Vitae” should accompany the works, including name, date and place of birth of the artist, as well as the corresponding fee.
    If you are not a resident in Spain, the fee is 95 USD or 80 EUR.
    If you are a resident in Spain, the fee is 40 EUR.
    Please make payment by PayPal,
    or by Bank Transfer to ADOGI’s account
    CCC: 2100-3447-76-2500015635
    IBAN: ES63 2100 3447 7625 0001 5635
    BIC/SWIFT CODE: CAIXESBBXXX
    (bank: “la Caixa”, address: Rda. General Mitre 227-229, 08023 Barcelona, Spain),
    or Cash.
    This fee gives the right to receive the catalogue of the corresponding edition
  5. A Jury will select the works to be exhibited. The names of the accepted artists will be published in our website www.miniprint.org in June.
  6. The exhibition in Cadaqués will last around 90 days and will be open to the public daily from 18.00 to 21.30 h, from end of June to September 30th continuously.
  7. Accepted works will also be exhibited in the Galerie L’Etangd’Art in Bages, France, and in other places still undetermined.
  8. A Jury of professionals in the field of printmaking will select 6 winning prints, all of the same category, which will be reproduced in full color and life-size in the catalogue. The winning artists will send 5 copies of their awarded work to the Taller Galeria Fort. One of these prints will be donated to the National Library of Catalonia and the other prints will remain as property of ADOGI for cultural purposes only.
  9. Each awarded artist will be invited to have a one-person show of his/her small format prints within the next Mini Print International in our gallery in Cadaqués, during the summer season.
  10. Once the itinerant exhibitions are over, which takes about one year or so, a catalogue illustrating all the exhibited prints in full color and full information will be sent to each artist, together with the unsold works and a cheque for any work sold.
  11. There will be a 33% commission for the Gallery on the sale of all work. 50 miniprints will be purchased by ADOGI. If artists are interested in selling, please set reasonable prices.
  12. ADOGI reserves the right to reproduce and exhibit any work accepted, for promotional or cultural purposes.
  13. Although all work will be handled with maximum care, ADOGI will assume no responsibility for any damage or loss that may occur. The works that do not adhere exactly to these rules will not be sent back.
  14. Participation in the exhibition implies the acceptance of the above conditions.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

exposição Atsuo Nakagawa - SP


Artista japonês Atsuo realiza primeira exposição individual e lançamento de peças da FITTO com artes novas
As peças são da Linha Meu Nome é e contam com estampas exclusivas feitas pelo artista para a FITTO
Neste sábado acontece em São Paulo a Expo Oni Wa Soto, primeira exposição individual do artista japonês Atsuo Nakagawa, com lançamento de peças da FITTO Design.
Nascido no Japão, em Quioto, e radicado no Brasil há 8 anos, o artista traz para a Galeria Alma da Rua uma incrível experiência com seus trabalhos baseados na mitologia de sua cidade natal. O nome da exposição, “Oni wa soto”, significa “diabo vá para fora” sugerido de um provérbio japonês. É um costume antigo do Japão, realizado em fevereiro, na véspera do início da primavera, onde as pessoas jogam feijões para fora da casa, desejando botar para fora o diabo que está dentro da casa, e jogam feijões dentro da casa desejando que a felicidade entre na casa. “Foi assim que nomeei esta exposição. E a imagem dos monstros foram pintados como um talismã para a casa”, comenta.
Atsuo é parceiro da FITTO e já desenvolveu uma estampa exclusiva para o Banco Benchi Onigawara, da linha Meu Nome É. Agora, juntamente com a exposição, lança novas colaborações com a marca. “O Atsuou abraçou a ideia com a FITTO e ficamos muito felizes! Ele é uma referência dentro da cultura japonesa e como temos peças inspiradas nessa cultura, inclusive o nome da marca, foi muito importante pra gente a collab. Admiramos demais o trabalho dele e o resultado ficou incrível!”, comenta Murilo Linhares, fundador da FITTO.
No local os visitantes poderão conferir e adquirir as peças da FITTO Design com estampas desenvolvidas pelo artista.
A exposição acontece neste sábado, das 14h às 20h, e fica aberta para visitação até o dia 16/11, das 11h às 17h. A entrada é gratuita!

Serviço:
Exposição Oni Wa Soto + Lançamento FITTO Design
Abertura: 19/10 - das 14h às 20h
Local: Galeria Alma da Rua
Endereço: Rua Gonçalo Afonso, 96 – Beco do Batman – São Paulo/SP

Exposição Retratos de Ema Klabin-SP


Arthur Kaufmann (Mülheim, Alemanha, 1888 – Nova Friburgo, RJ, 1971). Retrato
de Ema Klabin, 1949. Óleo sobre tela, 100 x 73 cm. Foto: Henrique Godinho.
Até o dia 15 de dezembro, de quarta à dOs retratos humanos sempre foram destaque na arte, seja na pintura, escultura ou na fotografia.  A exposição destaca três retratos da colecionadora

Curadoria Paulo Costaomingo, das 14h às 18h, a Casa-Museu Ema Klabin promove a exposição “Retratos de Ema Klabin”, com curadoria do arquiteto  Paulo Costa. Na exposição, o público poderá conferir em destaque, na entrada do espaço cultural,  obras que retratam a mecenas e colecionadora que deixou como legado o Museu que leva seu nome e é um dos grandes pontos turísticos de São Paulo.
Ao longo de sua vida, Ema Klabin  (1907 - 1994) encomendou apenas três retratos, todos entre o final dos anos 1940 e início dos anos 1950.  As obras foram produzidas em diferentes expressões artísticas, uma pintura à óleo de  Arthur Kaufmann (1949), uma  escultura de Bella Karawaewa Prado (1954) e uma série de fotografias de Gregori Warchavchik (1940).
De acordo com o curador Paulo Costa , os  três retratos de Ema Klabin foram produzidos em  um período marcado por importantes mudanças em sua vida pessoal e transformações no cenário econômico e cultural de São Paulo, que despertava para um momento de progresso e estabilidade propiciado pelo final da Segunda Guerra Mundial.
“ Após a morte de seu pai Hessel, em 1946, Ema Klabin deixou de ser a irmã do meio que cuidava do pai e, aos quarenta anos de idade, transformou-se em uma mulher independente, de personalidade e atitude. É justamente nesse momento que Ema começa a formular uma nova persona pública para si, que manteria até o final da vida: a empresária e mecenas, colecionadora e viajante incansável, de espírito livre e altivo ”, explica Paulo Costa.
Em comum nos retratos de Ema Klabin , Paulo Costa aponta a forma despojada em que a colecionadora  se apresenta, com roupas e penteado simples e sem qualquer joia ou adereço, trazendo a atenção para sua expressão facial e seu olhar, pensativo e distante.
O curador ainda salienta que outro denominador entre os artistas e a colecionadora– que possivelmente foi determinante na sua escolha – é o fato de todos fazerem parte dos movimentos migratórios que marcaram o início do século XX. Ema era filha de imigrantes lituanos (educada na Suíça e Alemanha), Kaufmann um judeu alemão, expulso pelo nazismo, que se estabeleceu nos Estados Unidos. Tanto Warchavchick quanto Bella eram naturais de Odessa (Ucrânia), ela chegou ao Brasil ainda criança e estudou com mestres do nosso modernismo, e ele formado em Arquitetura em Roma.
O período de realização dos retratos também é significativo pelo esforço conjunto empreendido por paulistanos de famílias tradicionais e imigrantes para a criação de instituições culturais que moldariam a identidade cultural de São Paulo. Entre eles:  a criação do MASP (1947), do MAM (1948), a realização da 1ª Bienal (1951), culminando com as grandes exposições do IV Centenário da cidade (1954), que inaugurou o Parque do Ibirapuera.
Serviço:
Exposição Retratos de Ema Klabin - Curadoria: Paulo de Freitas Costa
Data: Até 15 de dezembro
Visitas livres : De 4ª a domingo, das 14h às 18h, não é necessário inscrição
Entrada :  Sábados, domingos e feriados:  entrada franca. De  4ª a  6ª : R$10  - Sem agendamento
Local : Fundação Ema Klabin
Endereço: Rua Portugal, 43, Jardim Europa - São Paulo.  Tel: 11 3897-3232
Fotos nesse link : https://we.tl/t-RlfN4JMZo9
Obras Apresentadas:
  • Arthur Kaufmann (Mülheim, Alemanha, 1888 – Nova Friburgo, RJ, 1971). Retrato de Ema Klabin, 1949. Óleo sobre tela, 100 x 73 cm.
  • Bella Karawaewa Prado (Odessa, Ucrânia, 1925). Ema Gordon Klabin, 1954. Gesso, 41 x 23,5 x 26 cm
  • Gregori Warchavchik (Odessa, Ucrânia, 1896 – São Paulo, SP, 1972). Séries fotográficas de Ema Klabin (série I – anos 1940, série II – 1951).

Sobre Ema Klabin - Uma mulher à frente de seu tempo:
Ema Klabin (1907 - 1994)  foi educada na Europa, visitando frequentemente o Brasil. Sob tutela de professores particulares, tornou-se admiradora de artes plásticas, ópera e música.   Demonstrou  desde cedo apreço pelo colecionismo.
Em 1946, Hessel Klabin faleceu, legando às filhas Ema e Eva Klabin todos os seus bens e nomeando Ema como sua sucessora no conselho da empresa. Sem planos de constituir uma família, Ema passou a se dedicar à atividade empresarial e às atividades filantrópicas e culturais de São Paulo. Dedicou-se também a ampliar sua coleção de arte, principalmente com aquisições feitas em suas frequentes viagens.
Em 1948, Ema encomendou estudos arquitetônicos para a construção de uma nova residência no terreno que herdara do pai no Jardim Europa, onde hoje  funciona a Casa-Museu Ema Klabin. 
Ema teve uma ativa participação na vida cultural da cidade. Foi membro dos conselhos da Fundação Bienal de São Paulo, do MASP, do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Colaborou na criação do Museu Lasar Segall e da Fundação Magda Tagliaferro, foi sócia da Sociedade Cultura Artística e da Orquestra Filarmônica de São Paulo, entre outros. Sua casa converteu-se em um ativo ponto de encontro de importantes personalidades do mundo da política, dos negócios e das artes. E depois de sua morte, em uma Casa-Museu aberta para visitação.
Ponto turístico de SP, Casa-museu Ema Klabin conta com mais de 1500 obras de arte. Foto Henrique Luz. 
Casa-Museu  Ema Klabin abriga grandes nomes da arte: 
A Fundação Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, abriga um valioso acervo de mais de 1500 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário, peças arqueológicas e artes decorativas.
Projeto do engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker, a Casa-Museu Ema Klabin teve como inspiração o Palácio de Sanssouci, em Potsdam, perto de Berlim, frequentado por Ema em sua juventude. A mansão levou mais de dez anos para ficar pronta, desde os primeiros estudos (1950) até Ema mudar-se definitivamente (1961).
A coleção foi adquirida por Ema Klabin em galerias e antiquários do mundo inteiro. Uma das primeiras compras, em 1948, foi realizada por indicação de Pietro Maria Bardi, que então iniciava a formação do acervo do MASP.
O  Jardim da Casa, em formato sinuoso e com um deslumbrante lago com carpas, foi projetado por um dos mais importantes arquitetos paisagistas do século 20, Roberto Burle Marx.
Além do acervo permanente que pode ser visitado de quarta à domingo, das 14h às 18h, a Casa-Museu ainda promove diversas atividades culturais como: shows, concertos, exposições, palestras, cursos, oficinas de arte, bate-papo com artistas, entre outros.
fonte:
Mídia Brazil Comunicação Integrada