|
|
|
|
|
|
Na exposição "Tipografia Paulistana: Os Primeiros 100 Anos de Impressão na Cidade de São Paulo", o público poderá conhecer desde catálogos de tipos móveis até materiais didáticos e instrumentos de trabalho, proporcionando uma imersão na história da impressão em São Paulo
Inaugurada há uma semana, no dia 8 de agosto, a exposição “Tipografia Paulistana: Os Primeiros 100 Anos de Impressão na Cidade de São Paulo” apresenta uma coleção de artefatos gráficos que narra a história da tipografia na maior metrópole do país. A mostra proporciona uma visão aprofundada das práticas e técnicas tipográficas empregadas na capital paulista desde 1827, destacando a evolução do design e da produção gráfica ao longo do período de impressão com tipos móveis dos séculos 19 e 20. Definida como a arte e a técnica de criar e aplicar caracteres, estilos e arranjos visuais das palavras, a tipografia engloba desde o design de fontes até o layout e a estética de textos, sejam eles físicos ou digitais.
Abertura da exposição em 8 de agosto. Crédito: Jade Piaia
Em exibição na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM USP), no campus da Universidade de São Paulo, o evento também se destina a preservar a memória tipográfica material em meio à crescente digitalização do cotidiano contemporâneo, e quer atrair o interesse de pesquisadores, historiadores e entusiastas da cultura gráfica pela conservação do patrimônio e da história da tipografia paulistana, documentada através dessas peças. Os alunos de graduação também são um público-alvo significativo, já que muitas das pesquisas que resultaram na exposição vêm de projetos de iniciação científica. A mostra oferece uma oportunidade para os públicos mais jovens conhecerem a produção mecânica anterior às tecnologias digitais, enquanto os visitantes mais experientes podem reviver memórias associadas a impressos que marcaram suas infâncias.
A exposição foi inspirada por colaborações em pesquisas realizadas entre as professoras Jade Samara Piaia, atual docente do Departamento de Design e do Programa de Pós-Graduação em Design sediados na Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (Faac) da Unesp, e Priscila Lena Farias, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. No seu pós-doutorado, iniciado em 2019, sob supervisão de Priscila Farias, Jade Piaia investigou, com bolsa Fapesp, “O repertório tipográfico da Tipografia Hennies: contribuições para a memória gráfica paulistana”, o que convergiu nas balizas da atual exposição.
O tema central da exposição segue o eixo de um projeto de pesquisa liderado pela professora Priscila Farias, que se concentrou na produção das oficinas tipográficas de São Paulo entre 1827 e 1927. Os resultados desses estudos, que incluem pesquisas de iniciação científica, doutorado e pós-doutorado, revelam um valioso repertório tipográfico. Segundo Jade Piaia e Priscila Farias, que são coordenadoras e também curadoras da mostra, a exposição foi concebida como uma maneira de conectar esses resultados acadêmicos aos materiais impressos que inspiraram e sustentaram essas investigações.
A curadoria, também assinada por Fabio Pereira e Marcos Mello, foi organizada a partir do acervo da BBM, com a colaboração de instituições como o Museu Paulista, o Museu Republicano de Itu, o Arquivo Geral da USP, o Arquivo Público do Estado de São Paulo, a Oficina Tipográfica São Paulo e itens de coleções particulares.
A seleção das peças destaca obras raras, originais e fac-símiles, com enfoque em impressores e empresas pioneiras em São Paulo ativas entre 1827 e 1927, como Jorge Seckler, Viúva Sobral, Typographia Hennies Irmãos, Typographia Imparcial de Marques & Irmão e a Typographia d’O Farol Paulistano. Algumas obras que extrapolam o período destacado foram incluídas pela sua relevância, como trabalhos de Elvino Pocai e exemplares do jornal O Clarim da Alvorada. Além dos artefatos principais, os visitantes têm a oportunidade de conhecer peças raras utilizadas por tipógrafos da época, como catálogos de tipos móveis, materiais didáticos de tipografia e ferramentas de trabalho.
Entre as principais obras em exibição, a professora Jade Samara Piaia destaca os três exemplares originais do Farol Paulistano, o primeiro jornal impresso em São Paulo em 1827 como especialmente significativo para a história da tipografia paulistana. Esses exemplares são notáveis por apresentarem diferentes configurações do cabeçalho do jornal e por incluírem a assinatura da oficina tipográfica responsável. Outro destaque é o Almanaque de Jorge Seckler, cedido à exibição pelo Museu Republicano de Itu devido ao seu valor histórico. Aberta no último dia 8, a exposição contou com a presença de Waldemar Hennies, de 87 anos, o último dos proprietários da Typographia Hennies Irmãos, cujas atividades foram encerradas em 1992.
“Foi gratificante contar com a presença do senhor Waldemar Hennies, que pertence à terceira geração dos donos da Typographia Hennies, na abertura da exposição. A participação dos materiais da Typographia Hennies Irmãos é especialmente significativa para mim, pois foi o foco da minha pesquisa de pós-doutorado”, diz a docente da Unesp. A mostra ainda inclui a revista Íris, a revista Álbum Imperial, livros de poesia do século 19 e catálogos de tipos da Typographia Hennies. A exposição foi organizada para permitir aos visitantes uma visão das obras originais e da memória das oficinas tipográficas. Inclui, por exemplo, etiquetas gráficas e papéis timbrados das oficinas, extraídos do Arquivo Público do Estado de São Paulo, que mostram como essas empresas se identificavam e comercializavam seus produtos.
“A exposição vai além da simples ampliação da circulação de informações pela tipografia. As pesquisas revelam um rico repertório visual que circulava em São Paulo. Não só em livros, mas também em impressos efêmeros como revistas e anúncios comerciais. Esses elementos mostram características culturais e gráficas que se refletiam até mesmo em letreiros, preservados em fotografias antigas. O estudo das oficinas tipográficas, de seus proprietários e funcionários proporciona uma visão sobre o crescimento e a diversificação da cidade, especialmente com a imigração europeia em alta no final do século 19”, analisa a professora Jade Piaia.
Disponível até 9 de outubro, a exibição apresenta produções tipográficas notáveis por seu pioneirismo e contribuição para o campo. Após o término na Cidade Universitária da USP, está previsto que uma versão reduzida e fac-similar da mostra seja exibida na biblioteca do campus de Bauru da Unesp. Por meio de um projeto de extensão, os estudantes de design da Unesp se engajaram no desenvolvimento e na divulgação da mostra, participando de forma efetiva da construção da identidade visual do evento e acompanhando a abertura da exposição na capital paulista. Durante o projeto de extensão, além de discutirem os conceitos e as teorias envolvidos na mostra, eles viajaram de Bauru a São Paulo para visitar a Oficina Tipográfica São Paulo.
O site oficial da exposição também lançará uma versão virtual permanente, assegurando que parte do acervo continue acessível de modo online após o encerramento da exposição física em São Paulo. A plataforma Tipografia Paulistana fornece detalhes sobre as oficinas, seus serviços, as pessoas envolvidas e o repertório tipográfico.
Tipografia Paulistana: os primeiros 100 anos de impressão na cidade de São Paulo
Data: até 9 de outubro de 2024
Local: Sala Multiuso, no subsolo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Rua da Biblioteca, 21 – Cidade Universitária, São Paulo-SP
Dias e horários: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 18h30
Ingresso: Entrada gratuita e sem necessidade de agendamento prévio
Coordenação: Jade Samara Piaia (Faac-Unesp) e Priscila Lena Farias (FAU-USP)
Curadoria: Jade Samara Piaia, Priscila Lena Farias, Fabio Mariano Cruz Pereira e Marcos Mello
Mais informações: site https://tipografia-paulistana.
| Acesse nossos canais | Rua Quirino de Andrade, 215 - 4º andar Centro - São Paulo/SP - CEP 01049-010 |
|
|
Exposição "POÉTICAS EM CRUZAMENTO" - coletiva do Grupo de Pesquisas e Projetos Gráficos: entre livros de artista, gravuras e memórias - Instituto de Artes UNICAMP:
Cleber Alexander, Del Pilar Sallum, Ana Paula Melo, Carmen Betiol, Danilo Perillo, Hélio de Lima, Flávia Fábio, Lívia Diniz, Luise Weiss, Ligia Minami, Luciane Kunde, Norma Mobilon, Vinicius Almeida, Rafaela Jemmene, Walkiria Pompermayer
Orientação: Profa. Dra. Luise Weiss
Curadoria: Norma Mobilon
ABERTURA: 15 de junho, às 13 horas.
Visitação: de 15 de junho a 06 de julho de 2024.
Quarta a sábado, das 13h às 17h.
GRAPHIAS - CASA DA GRAVURA
Rua Joaquim Távora, 1605. Vila Mariana - São Paulo.
Fone: (11) 94150-2555. @graphias@graphias.com.br
@graphiasgravura www.graphias.com.br
|
|
|
São Paulo, xx de maio de 2024 – A Faculdade Santa Marcelina realizará a Exposição Meridianos com entrada gratuita. A mostra deseja impactar o público de maneira única, ela pertuba enquanto enternece, instiga e ao mesmo tempo intriga. A abertura acontece no dia 04 de junho, às 18h30, e ficará disponível até o dia 26/06, na Galeria Eugenie Villén, na unidade de Perdizes.
A exposição evidência a importância da expansão dos estudos sobre materialidade, os suportes para pintura, os conceitos e sua expansão em outras mídias físicas e digitais como, por exemplo, a digital art. E será composta por produções dos alunos do 4º semestre a disciplina de Pintura, do curso de Artes Visuais.
Crédito:
Curadoria: Maurício Adinolfi | professor de Pintura
Identidade Visual: B. Martins e Victoria Andrade
Montagem: Juscelito Soares e Thiago Grisanti
Coordenação do curso: Mariane Abakerli
Organização: MKT Eventos
Serviço
Evento: Exposição Meridianos
Abertura: 04 de junho, das 18h30 às 20h
Data: De 05 a 26 de junho (Segundas-feiras e terças-feiras)
Horário: 08h às 22h
Unidade Perdizes: R. Dr. Emílio Ribas, 89 - Perdizes
Sobre a Faculdade Santa Marcelina
A Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Psicologia, Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética. Além disso, há também a opção de cursos na modalidade de ensino a distância, que incluem Administração, Gestão Comercial, Gestão Hospitalar e Gestão de Recursos Humanos.
Hendu Porã’rã é apresenta a cosmologia do povo Guarani, um dos habitantes da Mata Atlântica.
Foto: acervo MCI
Público pode sentir a atmosfera da Mata Atlântica de terça a domingo, das 9h às 18h, e às quintas, das 9h às 20h. Ingressos podem ser adquiridos no site: https://
São Paulo, maio de 2024 – As exposições em cartaz no Museu das Culturas Indígenas (MCI) convidam o público a conhecer e sentir a atmosfera da Mata Atlântica. São três instalações que apresentam o bioma a partir de elementos que estimulam os sentidos e sugerem uma vivência sensorial. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.
A Mata Atlântica é o lar de 72% dos brasileiros, segundo dados reunidos pela Fundação SOS Mata Atlântica. O povo Guarani é uma das populações indígenas que mais estão presente no bioma e o seu modo de viver e sua cultura são apresentadas na exposição Hendu Porã’rã, escutar com o corpo.
O percurso da mostra convida o público a conhecer cantos, rezas e rituais milenares realizados nas comunidades e evidencia as perspectivas do povo Guarani sobre os alimentos, a dança, a luta, os sonhos, a compreensão do tempo e o sentido filosófico da língua nativa.
Hendu Porã’rã perpassa pelo sentir com o corpo e o escutar pelo diálogo, um chamado para quem deseja ouvir e caminhar dentro do território para conhecer os caminhos dos Guarani. “Essa experiência pretende mostrar ao público nossa forma de estar no mundo”, afirma Sandra Benites, que integra a curadoria da exposição ao lado de Márcio Vera Mirim, Sônia Ara Mirim e Tamikuã Txihi.
Conhecer para respeitar
A conscientização da proteção da Mata Atlântica e restauração das florestas são medidas fundamentais para preservação das espécies. São ações contínuas que trazem bons resultados, como a redução de 27% do desmatamento do bioma registrada pela Fundação SOS Mata Atlântica. É por meio da educação e do conhecer que a exposição Nhe'ẽ ry - onde os espíritos se banham mostra a importância do bioma para o planeta.
"Caverna dos Sonhos" convida o público a vivenciar o amanhecer e o anoitecer dentro da Mata.
Foto: acervo MCI
Sons, imagens, vegetação e vídeos transmitem para o público a atmosfera da Mata Atlântica. Há também dados fornecidos pela Fundação SOS Mata Atlântica sobre os povos que habitam o território, a flora e fauna, a legislação de proteção e outras informações relevantes a respeito do bioma e ações de preservação.
A expressão “Nhe'ẽ ry”, usada pelo povo Guarani para denominar a Mata Atlântica, também pode ser traduzida como “lugar onde os espíritos se banham”. Sonia Ara Mirim, curadora da exposição ao lado de Cris Takuá, Carlos Papá e Sandra Benites, explica: “cada elemento da mata tem seu espírito e seu modo de vida, então quando nós, indígenas, falamos dos ‘espíritos da mata’, estamos considerando toda a vida nela presente: floresta, animais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíritos”.
Impacto humano sobre as espécies
Segundo dados do Ibama, dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, 383 vivem na Mata Atlântica. O impacto humano sobre a existência das espécies é tema da exposição Mymba’i – pedindo licença aos espíritos. A partir de intervenção artística, concebida e conduzida por Tamikuã Txihi Pataxó, cinco artistas indígenas mesclam a destruição do bioma e os animais que mais sofrem com o desmatamento em diversas colagens que compõem o percurso da exposição.
O impacto humano nas espécies que vivem na Mata Atlântica. Foto: acervo MCI
Mymba’i é um convite para reflexão sobre os impactos das ações humanas na natureza: “usamos o fazer artístico como ato político coletivo, para contribuir na conscientização, educação, preservação e luta pela vida da Mata Atlântica (e demais biomas), bem como recuperação e fortalecimento de nossas memórias ancestrais”, afirma Tamikuã Txihi Pataxó.
EXPOSIÇÕES
Hendu Porã’rã, escutar com o corpo
Nhe'ẽ ry – onde os espíritos se banham
Mymba’i – pedindo licença aos espíritos
Endereço: Museu das Culturas Indígenas - Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h, às quintas até às 20h
Ingressos disponíveis no site: www.museudasculturasindigenas.
Sobre o MCI
Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.
Museu das Culturas Indígenas
Telefone: (11) 3873-1541
E-mail: contato@
Site: www.museudasculturasindigenas.
Redes sociais
Instagram (@museudasculturasindigenas)
Facebook (/museudasculturasindigenas)
Twitter (@mcindigenas)
YouTube (@museudasculturasindigenas)
Ifonte:
AGÊNCIA GALO