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escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

MAM São Paulo anuncia programação com novos cursos para fevereiro e março

 
Obra de Andrey Bogush no Museu Finlandês de Fotografia em Helsinki

MAM São Paulo anuncia programação com novos cursos 

para fevereiro e março

Programação aborda assuntos como direito para o setor cultural, gestão de acervos museológicos, fotografia e técnicas fundamentais de cerâmica, dentre outros

Nos meses de fevereiro e março, o Museu de Arte Moderna de São Paulo oferece sete cursos ministrados por profissionais das áreas de história e crítica da arte, legislação, fotografia, urbanismo e artes visuais. Indicados para um público amplo, os cursos têm inscrições abertas no site do MAM (mam.org.br/curso/). Participantes do programa Amigo MAM têm 20% de desconto; estudantes, professores e aposentados têm 10%.

Apresentado em modelo híbrido pela professora Olívia Bonan, o curso Direito para o setor cultural oferece noções aprofundadas sobre temas jurídicos fundamentais ao setor cultural, tais como direitos autorais e direitos de personalidade. Durante os encontros, os participantes aprenderão por meio de casos cotidianos, decisões judiciais, oficinas práticas e dicas de leitura. O objetivo é habilitar os profissionais e demais interessados a lidar com questões jurídicas complexas relacionadas à cultura e arte.

Oficina de Fotoperformance, curso presencial com os educadores Ivan Padovani e Marcelo Amorim, explora propostas que abordam as intersecções entre fotografia, performance e arquitetura. Dividido em cinco encontros, o programa é permeado pelo compartilhamento de referências e textos, com o objetivo central de orientar a produção de um novo trabalho por cada participante. A oficina se destina a qualquer pessoa envolvida nas áreas de artes visuais e artes do corpo.

Na Oficina presencial de cerâmica: técnicas fundamentais, a professora Juliana Miyasaka convida aqueles que desejam explorar a cerâmica, independentemente da experiência anterior. Em sete aulas práticas, os alunos aprenderão os conceitos básicos e as técnicas fundamentais da modelagem manual em cerâmica para criar peças únicas e ricas em expressão pessoal.

Das opções de cursos 100% online, Arte Moderna e a Moda na Fotografia, do professor Brunno Almeida Maia, mergulha na fotografia de moda para uma compreensão da arte do vestir. Serão apresentados e analisados os diálogos — seus pontos de semelhança e diferença — entre as artes modernistas e contemporâneas e a história e linguagens dos principais fotógrafos de moda.

Em Gestão de Acervos Museológicos, a professora Juliana Monteiro traz como objetivo a introdução dos participantes ao funcionamento do ciclo básico da informação relacionada aos acervos museológicos. Em outras palavras, a proposta é discutir as duas principais áreas de processamento dos acervos museológicos: a documentação e o compartilhamento de dados online, através de catálogos digitais e projetos GLAM Wiki, iniciativas colaborativas entre instituições de memória e a comunidade que contribui para a Wikipédia e projetos relacionados.

Ministrado pela educadora Ana Paula Simioni, o curso Mulheres Artistas no Modernismo propõe uma reflexão sobre a presença e contribuição das artistas mulheres em algumas experiências modernistas internacionais, notadamente na França e no Brasil. Para participar do curso é necessário ter mais de 18 anos, mas não é exigido amplos conhecimentos em história da arte.

Encerra a programação do bimestre o curso  Arte Afro-Brasileira: Estéticas e Poéticas do Sagrado. Ministrado pelo professor Alexandre Bispo, o curso propõe uma exploração profunda da arte afro-brasileira, destacando sua conexão intrínseca com o universo religioso e estético africano. Sem seguir uma ordem cronológica, as aulas abordam temas como memória, corpo, ritos sociais, morte, alimentação e intolerância religiosa.

Confira a programação completa:

DIREITO PARA O SETOR CULTURAL, com Olívia Bonan
Curso híbrido (as três primeiras aulas serão online, por videoconferência; a quarta e última aula ocorrerá presencialmente, na sede do MAM São Paulo)
Contempla certificado no final
28 de fevereiro, 6, 13 e 20 de março, quartas-feiras, das 18h30 às 20h30
4 encontros | Investimento: R$ 320, 00
Público: interessados em geral

Programação
Encontro 1 | Direitos autorais

  1. O que é direito autoral e o que ele protege?
  2. Quem é considerado aut@r?
  3. Preciso registrar minha obra?
  4. Direitos patrimoniais e direitos morais
  5. Contratos – licença e cessão
  6. Quando posso utilizar uma obra sem autorização?
  7. Domínio público
  8. “Limitações e exceções” – acessibilidade, citação, “pequeno trecho”, obra em local público, usos educativos etc.
  9. E se não sei quem é o autor? – “obras órfãs” e busca diligente
  10. Boas práticas para:
  11. Digitalização de acervos
  12. Solicitações de acesso a obras e documentos
  13. Venda de produtos

Encontro 2 | Direitos de personalidade

  1. O que são os direitos de personalidade? – uso de imagem, voz e demais características pessoais
  2. Regras e escala de risco no uso não autorizado
  3. Casos judiciais
  4. Boas práticas no registro da imagem do público

Encontro 3 | Questões jurídicas em exposições

*participação de Renata Ferreira (BSA Advogados - atendimento ao MAM São Paulo). A professora e a convidada tratarão de aspectos práticos dos conceitos jurídicos apresentados nas duas primeiras aulas a partir de um caso fictício de exposição de artes visuais, abordando questões como:

  1. Quais são as diferenças entre autor, titular e proprietário/colecionador?
  2. Quais contratos são mais necessários?
  3. Como lidar com prestadores de serviços criativos? – curadores, fotógrafos, tradutores, designers etc. Como funciona o empréstimo de obras com instituições culturais e colecionadores?
  4. Como obter autorizações de direitos autorais? – artista, herdeiros, AUTVIS, coletivos, inventários.
  5. Como lidar com arte indígena?
  6. Como fazer a classificação indicativa?
  7. Como saber se preciso obter a autorização de uso de imagem de visitantes?
  8. Boas práticas para:
  9. Uso das obras em material de divulgação
  10. Alinhamento pré-abertura
  11. Registros fotográficos da exposição

Encontro 4 | Workshop de dúvidas

*participações de Mei Lian Jou (BSA Advogados - atendimento ao Instituto Tomie Ohtake) e Mariana Luvizutti (MASP).

As convidadas são advogadas atuantes no setor cultural e de museus e contarão à turma um pouco de sua experiência e situações interessantes vividas na profissão. A partir desse diálogo, haverá resolução de dúvidas, discussão de casos e conteúdos adicionais de acordo com as necessidades apresentadas pela turma, em formulário circulado durante o decorrer do curso.

Sobre a professora:
Olívia Bonan é graduada em Direito e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais, ambos pela USP. Especializou-se em direitos autorais por meio de experiências acadêmicas na Yale Law School (EUA), Peking University (China) e Universidade Nova de Lisboa (Portugal), tendo pesquisado na pós-graduação sobre direitos autorais e digitalização de acervos de museus. Advogada associada e coordenadora da equipe de Instituições e Projetos Culturais do Borges Sales e Alem Advogados. Pelo BSA, foi responsável pelo setor Jurídico do MAM São Paulo durante 5 anos. Antes disso, atuou na assessoria jurídica de organizações do entretenimento e da mídia, com passagem pelo setor Jurídico do Google Brasil. Coautora do Plano de Internet das Coisas (IoT) do governo brasileiro e do estudo “Building a National IoT Plan: Policy Recommendations and the Case of Brazil”, publicado pela Columbia University. Membro do International Council of Museums – ICOM.

OFICINA PRESENCIAL DE CERÂMICA: TÉCNICAS FUNDAMENTAIS, com Juliana Miyasaka
Curso presencial
Contempla certificado no final
20, 27 de fevereiro, 5, 12, 19 e 26 de março e 02 de abril, terças-feiras, das 18h30 às 21h30
7 encontros | Investimento: R$ 560,00
Público: interessados em geral

Materiais necessários
Cada participante deve providenciar um pacote de argila (10kg), adequada para queima a 1240°C. A argila pode ser adquirida diretamente com a professora ou em lojas específicas

Programação
Aula 1 – Fundamentos teóricos e confecção de peças na primeira técnica básica
Apresentação de alguns tipos de argila, preparação delas para uso, etapas da transformação da argila até que se torne cerâmica.

Confecção de peças usando a técnica japonesa chamada tebineri (ou pinch pot), que é a técnica básica e principal, a partir da qual é possível desenvolver peças utilitárias ou decorativas, em diversas formas e é ótima para sensibilização do tato e conhecimento da argila e seu potencial.

Aula 2 – Finalização das peças feitas na primeira aula e tipos de acabamento
Apresentação de tipos de acabamento, colagem de partes e decorações usando engobes (que são argilas coloridas, e como prepará-los) – mishimo, sgraffito e pintura simples – para finalização das peças feitas na primeira aula.

Aula 3 – Técnica de acordelado
Apresentação da técnica de cordelado e confecção de peça usando esta técnica.

Aula 4 – Técnica de placa
Apresentação da técnica de placa e confecção de peça usando esta técnica.

Aula 5 – Técnica de ocagem
Apresentação da técnica de ocagem e início de modelagem de peça para finalização usando esta técnica.

Aula 6 – Técnica de ocagem
Finalização da peça feita na aula anterior, através de técnica de ocagem.

Aula 7 – Esmaltação
Preparação das primeiras peças confeccionadas no curso, após estas terem passado já pela primeira queima (chamada de biscoito, a 1000°C).
Acabamento final, impermeabilização de áreas que não receberão esmalte e esmaltação para que passem pela última queima, a 1240°C.

Sobre a professora:
Juliana Miyasaka é formada em Marketing e Design, com MBA em Arte Educação. Ceramista desde 2007, ministra aulas e workshops de cerâmica desde 2012, para crianças e adultos. Atualmente, ministra aulas no Colégio Oshiman, no programa PIAPI e em seu atelier.

ARTE MODERNA E A MODA NA FOTOGRAFIA, com Brunno Almeida Maia
Curso on-line (ao vivo via plataforma de conferência e aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado)
Contempla certificado no final
22 e 29 de fevereiro, 7 e 14 de março, quintas-feiras, das 19h30 às 21h
4 encontros | Investimento: R$ 320,00
Público: interessados em geral

Programação
Aula 1 – Conceitos e noções da teoria da imagem de moda
- Breve história da fotografia
- As noções de imagem, imaginário e imaginação na tradição filosófica
- A moda como arte: imagens de desejo, sonho e utopia
- Entre o temporal e intemporal: a metafísica da moda nas imagens de Irving Penn

Aula 2 – A fotografia na moda
- A teatralidade das imagens de moda em Barão Adolf de Meyer
- A arte do retrato e a moda: Condessa Castiglione e Richard Avedon
- O modernismo e a depuração das formas em Hoyningen-Huene

Aula 3 – As vanguardas modernistas na fotografia de moda
- A moda cita a Grécia Clássica: as fotografias de Steichen e os trabalhos de Madeleine Vionnet e da bailarina Isadora Duncan
- O dadaísmo e o surrealismo em Man Ray, Horst P. Horst e Cecil Beaton
- A arte do movimento no futurismo e nas imagens de Moda de Martin Munkácsi

Aula 4 – Pós-modernismo e a fotografia de moda
- O fragmentário e o pós-modernismo em Guy Bourdin
- A pop art e op art na fotografia de moda
- O sex appeal do inorgânico de Walter Benjamin e o fetichismo freudiano em Helmut Newton
- “Problemas de gêneros”: as imagens de Deborah Turbeville, Bruce Weber e Herbs Ritts, e diálogos com Julia Kristeva e Judith Butler

Sobre o professor:
Brunno Almeida Maia é doutorando em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolvendo pesquisa sobre Moda e arquitetura. Possui mestrado em Filosofia, Ciências Humanas e Teoria de Moda pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Além disso, atuou como curador da exposição "Ema e a Moda no século XX: as roupas e a caligrafia dos gestos" na Casa Museu Ema Klabin e do Ciclo de Conferências "A atualidade de Marcel Proust (1871-1922)" no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP. Também é professor convidado em diversas instituições, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), o Istituto Europeo di Design (IED) e o Centro Universitário Belas Artes. Atualmente, está trabalhando em seu próximo livro intitulado "Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo", que será publicado pela Editora Cosmos (no prelo).

ARTE AFRO-BRASILEIRA: ESTÉTICAS E POÉTICAS DO SAGRADO, com Alexandre Bispo
Curso on-line (ao vivo via plataforma de conferência e aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado)
Contempla certificado no final
27 de março, 3, 10, 17, 24 de abril e 8 de maio, quartas-feiras, das 19h às 21h
6 encontros | Investimento: R$ 480,00
Público: interessados em geral

Programação
Aula 1 - O negro como tema
Esta aula destaca imagens de pessoas e grupos negros no Brasil desde o século XVII, explorando representações de mulheres, crianças, festas religiosas e objetos rituais. A análise desse repertório iconográfico visa proporcionar uma compreensão visual crucial para interpretar obras contemporâneas.

Aula 2 – Morte, mortos e morrer
Explorando obras que dialogam com o universo das religiões afro-brasileiras, esta aula destaca o artista Arthur Leandro e seu anúncio peculiar de morte. O enfoque inclui noções como axexê, mukondo, egun, vumbi, entre outras, e examina como artistas contemporâneos respondem criticamente a temas como chacinas, violência estatal e direito ao funeral.

Aula 3 - Belas Artes Negras
Estabelecendo a distinção entre a eficácia simbólica da arte, utilizada em rituais para alterar destinos ou curar, e o aspecto contemplativo da tradição ocidental, esta aula exibe imagens de obras rituais e práticas artísticas contemporâneas. A questão central é se o rito na arte contemporânea possui poder curativo.

Aula 4 - Mães negras: uma expressão do sagrado
Explorando a figura central da mãe negra ao longo da história brasileira, esta aula aborda o culto à mãe negra em São Paulo, surgido na república velha. Destaca também a presença da Mãe Preta na fotografia de Vincenzo Pastore e na obra de artistas contemporâneos como Rosana Paulino, Renata Felinto, Sidney Amaral, entre outros.

Aula 5 - Esculturas e escultores: uma longa tradição
Focando na importância da escultura negra em ritos de passagem, altares e assentamentos religiosos, esta aula destaca escultores como Rubem Valentim, Mestre Didi, Emanoel Araújo, Carybé, entre outros, que encontram inspiração no universo do candomblé.

Aula 6 – A arte e a religião: inspirações protestantes
Explorando a interseção entre repertórios sagrados afro-brasileiros e influências do cristianismo protestante, esta aula destaca artistas contemporâneos como Ventura Profana, Maxwell Alexandre e Priscila Rezende, analisando como suas obras transitam entre os domínios artístico e religioso, atualizando as discussões sobre o sagrado afro-brasileiro ao longo do tempo.

Sobre o professor
Alexandre Bispo é antropólogo, crítico e curador independente.

GESTÃO DE ACERVOS MUSEOLÓGICOS, com Juliana Monteiro
Curso on-line (ao vivo via plataforma de conferência e aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado)
Contempla certificado no final
5, 7, 12 e 14 de março, terças e quintas-feiras, das 10h às 12h
4 encontros | Investimento: R$ 320,00
Público: interessados em geral

Programação
Aula 1 – O que é documentação de acervos museológicos?
- Documentação: um termo, muitas interpretações
- A noção de acervo museológico
- A noção de objeto museológico como documento

Aula 2 – Política de gestão de acervo
- Funções de uma política de gestão de acervo
- Formatos possíveis de uma política de gestão de acervo
- Métodos possíveis para construção de uma política de gestão de acervo
- A questão do acesso no contexto da política de gestão de acervo

Aula 3 – Colocando a política em prática: normativas de documentação
- Normas de procedimentos – SPECTRUM 4.0
- Normas de estrutura de dados – Categorias de Informação do CIDOC
- Terminologia – exemplos diversos

Aula 4 – Colocando a política em prática: compartilhando acervos na web
- Catálogo online: formatos e possibilidades
- Licenças Creative Commons para acervos museológicos
- Projetos GLAM Wiki

Sobre a professora:
Juliana Monteiro é museóloga formada pela UFBA, especialista em gestão pública pela FESPSP e mestra em Ciência da Informação pela ECA-USP. Trabalhou em instituições como Museu da Energia de São Paulo, Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da então Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e Museu da Imigração. É professora do curso técnico de Museologia da ETEC Parque da Juventude desde 2010. Atualmente, é diretora no Brasil da empresa Sistemas do Futuro, especializada em desenvolvimento de bancos de dados para coleções culturais. Também presta consultorias independentes em projetos de documentação. Foi membra da diretoria do capítulo brasileiro do Creative Commons entre 2019 e 2021 e colaboradora em diferentes frentes da campanha Art+Feminism entre 2018 e 2023.

MULHERES ARTISTAS NO MODERNISMO, com Ana Paula Simioni
Curso on-line (ao vivo via plataforma de conferência e aulas gravadas disponibilizadas por tempo determinado)
Contempla certificado no final
11, 18, 25 de março e 1º de abril, segunda-feira, das 19h às 21h
4 encontros | Investimento: R$ 320,00
Público: interessados em geral

Programação
Aula 1 - Os gêneros do modernismo: mulheres impressionistas
A primeira aula discutirá o modo com que as imagens associadas aos artistas modernos (tais como o “gênio”, o “revolucionário”) são generificadas. Abordaremos em especial a figura do flâneur e o modo com que as artistas mulheres atuantes no último quartel do século 19 lidaram com tais questões.

Aula 2 - Nus: territórios da vanguarda
A segunda aula abordará o modo com que algumas mulheres artistas procuraram se inserir nas vanguardas francesas a partir de um tem caro à arte moderna: as representações dos nus. Trata-se de entender como elas passaram de objetos da representação a sujeitos dos mesmos.

Aula 3 - Mulheres artistas em outros centros: modernistas brasileiras
Nesta aula propõe-se uma reflexão sobre o caso particular do Brasil, em que duas figuras femininas lograram uma consagração ímpar: Anita Malfatti, vista como a introdutora do modernismo no país, e Tarsila do Amaral, figura central na década de 1920. Ambas assinalam modos de consagração generificados.

Aula 4 - Modernismos expandidos: mulheres e artes decorativas em tempos modernistas
A partir do caso de Regina Gomide Graz, introdutora das artes modernistas têxteis no Brasil, a quarta aula abordará o modo com que diversas artistas mulheres dedicaram-se às artes decorativas, em especial as artes têxteis, nos circuitos modernistas internacionais. Nesse sentido, elas promoveram uma crítica às hierarquias tradicionais da história da arte e ampliaram o próprio conceito de “articidade” em suas épocas.

Sobre a professora:
Ana Paula Cavalcanti Simioni é professora no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Desde 2000, dedica-se à pesquisa das relações entre arte e gênero, especialmente no contexto brasileiro. Destacam-se entre suas publicações: "Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras" (SP: EDUSP/FAPESP, 2019) e "Mulheres Modernistas: Estratégias de Consagração na Arte Brasileira" (SP: EDUSP/FAPESP, 2022). Foi curadora das exposições "Mulheres Artistas: As Pioneiras" na Pinacoteca Artística do Estado de São Paulo em 2015 e "Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte" no SESC Pinheiros em 2020-2021. Além disso, atuou como curadora associada da exposição "Tornar-se ORLAN" no SESC Paulista de setembro de 2023 a janeiro de 2024

OFICINA DE FOTOPERFORMANCE, com Ivan Padovani e Marcelo Amorim
Curso presencial
Contempla certificado no final
16, 23, 30 de março, 6 e 13 de abril, sábados, das 10h às 13h
5 encontros | Investimento: R$ 400,00
Público: interessados em geral

Programação
Aula 1 - Registro de performances históricas
- Dada a natureza efêmera da performance, discutiremos sua institucionalização, historização e comercialização e a relação com a fotografia.
- Exploração de referências históricas.
- Enfoque em artistas como Vito Acconci, Gina Pane e Joseph Beuys.

Aula 2 - Atualização e reperformance: crítica das reencenações de performances históricas em museus
Exercício: criar uma performance histórica fictícia.
- Discussão sobre a atualização da performance.
- Análise crítica de casos como "7 Easy Pieces" de Marina Abramovic e o conceito de "Reperformance".

Aula 3 - O potencial de uma fotoperformance
Exercício: planejamento de uma fotoperformance pessoal por meio de storyboards e apresentação das propostas e discussão em grupo.
- Identificação das características essenciais de uma fotoperformance.
- Elaboração e planejamento de uma fotoperformance pessoal, incluindo o desenvolvimento de produção com equipes, roteiros e estrutura.

Aula 4 - Criação de uma fotoperformance pessoal
Convidada: Celina Portella

Aula 5 - Apresentação dos resultados de fotoperformance pessoal

Sobre os professores:
Ivan Padovani é formado em Administração pela FAAP e Pós-Graduado em Fotografia pela mesma instituição e leciona na Escola Panamericana de Arte. Padovani recorre principalmente ao uso de fotografias, esculturas, vídeos e instalações para criar metáforas sobre a condição do indivíduo em meio ao ambiente contemporâneo, seja em seus aspectos físicos e arquitetônicos, seja em relação às dimensões mais íntimas e psicológicas. A construção do olhar, os processos mentais de apreensão, os mecanismos de defesa, a intersubjetividade e as relações espaciais e temporais ativadas pelo contexto em que vivemos são questões recorrentes em sua produção.

Marcelo Amorim é um artista e curador independente goiano radicado em São Paulo. Entre 2009 e 2016 dirigiu o Ateliê397 e, desde 2013, é diretor do Fonte, onde cria e organiza residências artísticas, exposições, debates e cursos relacionados à arte contemporânea. Paralelamente, também atua como orientador do grupo Hermes Artes Visuais. Amorim realizou exposições individuais no MARP, Ribeirão Preto (2019), Sem Título, Fortaleza (2018), Zipper Galeria, São Paulo (2016), Paço das Artes, São Paulo (2014); Galeria Jaqueline Martins, São Paulo (2012), Galeria Oscar Cruz, São Paulo (2010) e Centro Cultural São Paulo, São Paulo (2008).

Sobre o MAM São Paulo
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Serviço
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Cursos de fevereiro e março no MAM
Inscrições disponíveis pelo site https://mam.org.br/curso/

Quem integrar o programa de fidelidade Amigo MAM tem 20% de desconto. Estudantes, professores e aposentados têm 10%.

Dúvidas: cursos@mam.org.br | WhatsApp: 11 99774 3987


Telefone: (11) 5085-1300
Acesso para pessoas com deficiência
Restaurante/café
Ar-condicionado

www.mam.org.br/

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www.twitter.com/MAMoficial

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fonte: a4&holofote comunicação

exposição RIZOMA - Rodrigo Sassi - MAM SP projeto Parede


Detalhe das peças da obra “Rizoma” (2024), de Rodrigo Sassi. Foto: Ding Musa.

 MAM São Paulo apresenta obra inédita de Rodrigo Sassi no Projeto Parede

Em Rizoma, Rodrigo Sassi traz referências do muralismo modernista brasileiro, com desdobramentos de uma nova pesquisa que foge dos padrões já conhecidos do conjunto de sua obra

Em 29 de fevereiro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo abre a edição de 2024 do Projeto Parede com uma obra inédita do artista Rodrigo Sassi. O trabalho intitulado Rizoma ocupará o corredor que liga a recepção do museu à Sala Milú Villela - que na ocasião da abertura, estará com a exposição George Love: além do tempo em cartaz.

O Projeto Parede acontece há quase três décadas no MAM São Paulo, com artistas sendo convidados a criar obras que dialoguem com o espaço.

Rizoma é uma instalação a qual o artista se refere como um “não mural”. A obra, inspirada em murais modernistas, é composta por relevos de alvenaria fixados sobre a parede do museu e, conectados uns aos outros, atingem uma escala que conflita com o recuo disponível para sua visualização, de certa forma indo contra propósitos e características de sua própria referência.

Para isso, Rodrigo Sassi idealizou uma nova pesquisa, propondo-se a realizar um trabalho diferente do que já é conhecido de sua produção, pensando nas especificidades do espaço onde ele será montado. “Esta é uma proposta que foge dos padrões do meu trabalho, que deixa um caminho em aberto para novos desdobramentos, inclusive”, ele comenta.

A obra é composta por peças de alvenaria extraídas de fôrmas feitas com madeiras reaproveitadas do descarte da construção civil. Em decorrência da utilização de moldes para a tiragem das peças, conforme o visitante for andando pelo corredor, irá perceber um padrão que se repete em sua composição, ditando um ritmo que é constantemente quebrado ao longo do percurso. Aos olhares mais atentos, são percebidas características de sua manufatura e processo artesanal, vestígios do uso das fôrmas, pequenas diferenças de cores entre as peças, rastros de processo como riscos e marcações deixados pelo próprio artista durante seu fazer.

Para esta instalação, Rodrigo Sassi agrega referências arquitetônicas muralistas à sua poética e prática de trabalho. O artista traz a ideia de azulejos de Bulcão que têm continuações, apesar de serem diferentes um do outro, onde até nas rupturas existem composições que funcionam entre si. O projeto é desdobramento de uma intervenção que o artista realizou no o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), instituição que é parceira do MAM nesta mostra.

Curador-chefe do MAM São Paulo, Cauê Alves pontua, em texto que acompanha o trabalho, que para esta obra Sassi fez uma espécie de atualização de noções sobre o barroco, mas pensando a partir de uma perspectiva da arte contemporânea, em diálogo com os modernistas.

“É justamente do cruzamento entre arte moderna e arte colonial que seu trabalho se desenvolveu. Com referências aos painéis de Burle Marx e de Athos Bulcão, típicos da arquitetura moderna de Rino Levi e Oscar Niemeyer, o artista também explora contradições do projeto moderno. Entre elas está a ênfase no trabalho operário, sempre pouco valorizado, mas fundamental para qualquer construção. Por isso, o artista produz artesanalmente módulos de concreto usando técnicas tradicionais”, escreve o curador.

Sobre o artista
Rodrigo Sassi nasceu em 1981 na cidade de São Paulo, local onde vive e trabalha. Na adolescência se interessou pelo grafite, prática que o levou a cursar Artes Visuais na FAAP durante os anos de 2001 a 2006. Neste período de formação e experimentação, o trabalho de pintura, até então desenvolvido nas ruas, se desdobra tecnicamente para outras mídias, assumindo a Intervenção Urbana como sua principal linha de pensamento e atuação artística.

No decorrer de sua trajetória, as referências urbanas de Rodrigo Sassi se mesclam com interesses voltados para a arquitetura e construção civil, bem como no modo de vida das pessoas e como elas se relacionam, moldam seu entorno e se adaptam ao ambiente em que vivem. 

Sua obra, dedicada principalmente ao tridimensional, se apropria de materiais encontrados na cidade, aos quais, anula suas funcionalidades, explora suas memórias, reformula conceitos e transforma suas características físicas ao ponto de total abstração do objeto - metáfora para a dinâmica e, muitas vezes, desorientadas transformações das cidades e da própria sociedade.

Sassi vem participando com seu trabalho de exposições individuais e coletivas em museus e galerias, tanto no Brasil quanto no exterior. Integra coleções públicas em instituições como a do MAR, MAB, Museu da Inconfidência, FAMA, Museu Nacional da República, entre outros. Já participou de importantes residências artísticas como a Cité internationale des arts de Paris, Sculpture Space em NY e CAMPO Garzon, no Uruguai. Também possui esculturas públicas permanentes na cidade de São Paulo.

Sobre o MAM São Paulo 
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, peças de teatro, sessões de filmes  e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Serviço:
Rodrigo Sassi: Rizoma
Curadoria: Cauê Alves
Abertura: 29 de fevereiro, quinta-feira, às 19h
Período expositivo: 29 de fevereiro a 01 de setembro de 2024
Local: Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo

Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - acesso pelos portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Ingressos: R$30,00 inteira e R$15,00 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser. Para ingressos antecipados, acesse mam.org.br/visite

*Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; amigos e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.

Telefone: (11) 5085-1300
Acesso para pessoas com deficiência
Restaurante/café
Ar-condicionado

Mais informações:
MAM São Paulo

www.instagram.com/mamsaopaulo/

https://www.facebook.com/mamsaopaulo/

www.youtube.com/@mamsaopaulo/

https://twitter.com/mamsaopaulo

fonte:
a4&holofote comunicação (MAM São Paulo)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

“Cores de São Paulo” - Rafa Rojas - exposição fotográfica - MIS - SP

 

Fotografia da série "Cores de São Paulo", do fotógrafo Rafa Rojas

 

No dia 07 de fevereiro, o MIS inaugura a temporada de 2024 do projeto Nova Fotografia, com a série “Cores de São Paulo”, realizada pelo fotógrafo Rafa Rojas. A obra explora uma nova visão da cinza São Paulo, buscando uma fuga nas cores da arquitetura da cidade. Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até 17 de março.

 

O Nova Fotografia é um projeto anual do MIS – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS. 

 

“Cores de São Paulo” é uma série do gênero fotografia de rua, caracterizada pelo registro do espaço urbano. Nela, Rafa Rojas, que tem como influências os filmes de Wes Anderson e a obra fotográfica The Americans, de Robert Frank, compartilha suas percepções e encontra poesia na geometria do dia a dia da metrópole. Seu olhar fotográfico consegue registrar a cidade de São Paulo, por muitos considerada cinzenta, frenética e caótica, sob uma perspectiva que destaca as cores vivas presentes no seu cotidiano.

Fotografia da série "Cores de São Paulo", do fotógrafo Rafa Rojas

 

Sobre o artista

Rafa Rojas (Santo André, SP, 1989) é fotógrafo e editor. Em 2021, publicou o livro Underground Stories; em 2022, cocriou a revista Imagem Vertigem; em 2023, foi editor do livro Minhocão de cima a baixo, e também editor e curador da revista Imagem Vertigem #2. Participou das exposições Mirares – Longevidade e Mirares – Fotografia urbana, 2021 e 2023, respectivamente. Suas fotografias apareceram em periódicos como LensCulture, NOICE Magazine, Street Photography Magazine, PhotoVogue, The Avenue Magazine, BROAD Magazine, Reset Chile, Revista Ampolleta Roja, além de outras publicações e exposições brasileiras. 

 

Serviço | Nova Fotografia 2024 – “Cores de São Paulo”

Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) | Espaço Maureen Bisilliat (Expositivo térreo) 

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Abertura: 07.02, das 19h às 22h (evento aberto ao público)

Período: de 07.02 a 17.03

Ingresso: gratuito  

Classificação: livre  

sábado, 2 de dezembro de 2023

O MERGULH O - RENATA ADLER - FAROL SANTANDER- SP

 

 

Um dos novos nomes da arte contemporânea nacional, a carioca Renata Adler desembarca dia 08 de dezembro no Farol Santander, em São Paulo, com sua nova exposição O Mergulho, com curadoria de Marc Pottier. Há dois anos trabalhando nesse projeto, a proposta da artista não é apresentar apenas uma exposição, mas uma grande instalação imersiva, onde ela convida o público a entrar numa floresta cheia de camaleões. 

Na ocasião serão apresentadas 17 obras, entre elas; Amor Infinito e o Luto do Passado (2016/2017), Os Três Elos (2018), O Movimento D’água (2018), Chuva (2017) e Camaleões e o Caminho da Transformação (2017). Para a composição da instalação, a artista criou mais de 250 “camaleões” e 30 aquários, que ocuparão um andar do Farol Santander.

Os camaleões, que são sua assinatura artística, vão muito além apenas do animal, mas trazem duas características inerentes à esta criatura: adaptação e transmutação.


“O camaleão é um símbolo. Passei a vida inteira tentando me modificar, sempre em busca de uma melhor versão de mim. Então, o camaleão me interessa muito não só pelo constante movimento da cor, ou a sobrevivência. Ele é um ser, como todos nós, em transformação. O DNA do meu trabalho está sempre na transmutação do ser e da matéria” comenta Renata sobre seu processo criativo.

A artista gosta de trabalhar com a madeira em seu formato mais bruto e com objetos aleatórios que trazem versatilidade e fazem parte da natureza. Da matéria prima, até o trabalho final, os camaleões ganham forma durante o processo e fazem jus à sua resiliência característica. Os “camaleões” são esculturas de finas colunas de madeira torneada que tem diferentes formas e são arredondadas, planas e pintadas em algumas partes.


“Apresentar no Farol Santander a exposição O Mergulho, de Renata Adler, inova nossa proposta de exposições imersivas, normalmente suportadas com recursos tecnológicos. Esta mostra apresenta os objetos (camaleões), criados pela artista utilizando madeira torneada, ora em seu estado natural, ora policromada, pendurados no teto da galeria e multiplicados pelo efeito do reflexo dos espelhos que forram as paredes, convidando o público a uma prazerosa imersão”, diz Maitê Leite, vice-presidente Institucional do Santander Brasil. 

Por vezes, aparecem elementos metálicos ou pequenos espelhos que contrariam a verticalidade da obra. Eles surgem do chão ou caem em chuva do teto. Os “camaleões” de Renata compõem, pelas paralelas que formam em sua apresentação, uma construção de retas cujo ponto de fuga desaparece à vista do espectador, imergindo-o nesta exposição-instalação. Como um caminho e no final dele, o público se depara com 30 aquários. Eles são vídeo-instalações que mostram o movimento da água como um rio. 

As transformações que Renata Adler propõe aqui fazem parte de suas interrogações artísticas e filosóficas: movimento, mudança, integração e sincronização - com todos os riscos e incertezas que este tipo de trabalho produz. O movimento tem um lugar essencial que a inspira. “Nada se perde, tudo se transforma. Uso isso na minha vida pessoal, profissional. É importante o movimento contínuo e a transformação do ser e da matéria. Isso gera paz e energia vital”, reflete a artista.

A instalação levará o público a uma grande verticalidade, liberando as energias e o colocando no meio do céu. Imerso em cores, fogo e água, no deslumbrante Farol Santander. “Estou feliz e ansiosa. A criação alimenta minha alma e é um privilégio montar meu trabalho em um dos cenários mais emblemáticos de São Paulo”, finaliza.


Sobre a artista:

Renata Adler é jornalista por formação e atuou em redações de grandes veículos como a Veja e TV Globo por mais de 10 anos. Ela se formou bacharel em artes pela Universidade em Boston, Massachusetts (EUA), Internacional Baccalaureate em fotografia e artes, complementou os estudos de artes visuais na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, tendo como mentor o professor João Carlos Goldberg. 

Realizou a exposição individual “O percurso dos planetas” no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, onde apresentou 25 obras que propunham um diálogo entre a terra e os planetas, fazendo uso de técnicas que provocavam reações químicas na matéria, luzes de led e elementos inusitados como café. 

Fez sucesso com a instalação interativa “Camaleões e o Caminho da Transformação” na exposição Monumental, na Marina da Glória, ao incentivar o público a cruzar um túnel “entre dois mundos”, “da inércia para o sucesso”, segundo ela. Os efeitos visuais ficavam por conta das esculturas de madeira penduradas na árvore ao lado. Em seguida fez uma exposição individual na Casa de Cultura Laura Alvim, Uma continua Transformação, com seus camaleões por todos os lados. Em São Paulo, fez uma instalação na exposição coletiva do projeto Circular, arte na Praça Adolpho Bloch. www.renataadler.com.br


Obras que serão expostas em O Mergulho

  • Camaleão I / Camaleão II / Camaleão III, 2008-2014/2017
  • Direção I / Direção II / Direção III, 2016/2017
  • Amor infinito e o luto do passado, 2016/2017
  • Camaleões e o Caminho da Transformação, 2017
  • Chuva, 2017
  • Os três elos, 2018
  • União, 2018
  • O Movimento d’água, 2018
  • Mergulho I, 2018
  • Instalação, 2018
  • O Poder da Transformação, 2018
  • Instalação com Camaleões, 2019
  • Camaleões


Ficha Técnica de O MERGULHO, por Renata Adler

ARTISTA Renata Adler

CURADORIA Marc Pottier

COORDENAÇÃO GERAL Kátia D’Ávillez Global Eventos / Roberto Bertani Bertani Arte e Cultura

PROJETO EXPOGRÁFICO Álvaro Razuk / Álvaro Razuk Arquitetura

ASSISTENTE DE EXPOGRAFIA Flávia Doudement, Thais Bernasconi Jardim | Álvaro Razuk Arquitetura

PRODUÇÃO EXECUTIVA N+1 Arte e Cultura

PRODUÇÃO Júlia Hallal / N+1 Arte e Cultura

IDENTIDADE VISUAL E DESIGN Bitty Nascimento e Silva / Bitty Design

FOTOGRAFIA, SOM E AUDIOVISUAL Bruno Pinheiro, Henrique Alvim, Júlia Hallal

COORDENADOR ADMINISTRATIVO Roberto Bertani / Bertani Arte e Cultura

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO Maria Bertan / Bertani Arte e Cultura

CONSULTORIA CONTÁBIL E JURÍDICA Patrícia Galvão / Jotacont, Olivieri

ASSESSORIA DE IMPRENSA Marra Comunicação e Motisuki Public Relations

AGRADECIMENTOS Airton Pimenta (Lightworks / Lepton), Henrique Rochelle


Sobre o Farol Santander São Paulo

Desde sua inauguração, em janeiro de 2018, o Farol Santander São Paulo, centro de cultura, turismo, lazer e gastronomia, já recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes e apresentou mais de 40 exposições nos eixos temáticos e imersivos.

Construído para preservar o passado, iluminar o presente e transformar o futuro, as atrações do Farol Santander ocupam 19 dos 35 andares do edifício de 161 metros de altura que, por décadas, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul.

As visitas começam pelo Hall do térreo, que surpreende com o famoso lustre de 13 metros de altura, pesando mais de 1,5 tonelada, passando pela Loja da Cidade e seguindo até o 26° andar. No Mirante do 26, o visitante poderá apreciar deliciosos cafés por Mag Café, enquanto admira uma das vistas mais famosas de São Paulo.

Do 24° ao 19° andar estão as galerias de arte que recebem exposições temporárias, apresentando trabalhos de diversos artistas nacionais e internacionais. E do 5º ao 2º andar, no Espaço Memória, os visitantes podem conhecer a história do prédio e da própria cidade de São Paulo. Esses andares preservam mobiliário original, executado pelo Liceu de Artes e Ofícios, expostos nas salas de reuniões, diretoria e presidência, ambientadas sonoramente para simular o funcionamento à época como Banco do Estado de São Paulo. Na galeria do 4º andar fica a obra Vista 360°, feita pelo artista brasileiro Vik Muniz exclusivamente para o Farol Santander São Paulo.

No subsolo do edifício, onde funcionava o cofre do Banco, está instalado o Bar do Cofre por SubAstor. O bar é ambientado com as características da época e pitadas contemporâneas em design e mobiliários, com carta de drinks especiais e aperitivos.

Outro espaço conectado a gastronomia é a Cozinha do 31 por Accademia Gastronomica, que mantém uma agenda semanal de cursos e aulas de gastronomia ministradas por renomados chefes de cozinha. E no 28º andar, o Boteco do 28 por Bar da Cidade, com um menu em referência à culinária da antiga Paulistânia, nascida da união entre ingredientes e costumes indígenas e portugueses.

Outro diferencial da instituição é a inusitada Pista do 21 por Rajas Skatepark, um dos maiores complexos esportivos para prática do skate do país, com instrutores homologados pela Federação Paulista da modalidade indoor. A pista de skate pode ser reservada para livre circuito de até sete skatistas por bateria e oferece agendamento de aulas.

Além dos andares culturais e gastronômicos, o prédio possui dois espaços exclusivos para eventos. No 25° andar, um incrível ambiente de 400m² decorado com elegante design, o Loft do 25 é um local sofisticado e contemporâneo que se adapta a diversos formatos de evento. E, no 8° andar, a Arena do 8 é o espaço ideal para palestras, encontros e debates, oferecendo equipamentos de áudio e vídeo, além da linda vista para o Vale do Anhangabaú e Avenida São João.


Santander e Cultura

O Santander é um reconhecido apoiador e difusor da Cultura em todos os países em que atua. No Brasil, não é diferente, o Banco acredita, investe e promove o acesso às mais distintas manifestações culturais e a democratização da cultura para a sociedade.

Além de patrocinar e promover parcerias com instituições e iniciativas culturais, como Museu do Amanhã (RJ), Festival de Música em Trancoso (BA) e a restauração do Mural Batalha dos Guararapes (PE) e do Museu do Ipiranga (SP), o Santander mantém seus próprios empreendimentos, como os Faróis Santander Porto Alegre e São Paulo, além do Teatro Santander e 033 Rooftop, na capital paulista.


SERVIÇO | O Mergulho,  de Renata Adler

Endereço: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Quando: 08/12/2023 a 03/03/2024

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Telefone Farol Santander: (11) 3553-5627

Funcionamento: terça-feira a domingo

Horários: 09h às 20h

Ingressos: R$ 35,00 (R$ 17,50, meia-entrada)

Cliente Santander: 10% de desconto comprando com o cartão Santander (em até 8 ingressos).

Cliente Santander Select: 10% de desconto comprando com o cartão Santander Select (em até 8 ingressos), e prioridade na fila de entrada para o Farol.

Compra online:  https://www.farolsantander.com.br/#/sp (vendas também na bilheteria local)

Classificação: livre

Artistas indígenas levam a praia de São Gabriel da Cachoeira, do Amazonas, para a “praia de paulista”

 

Créditos: Paulo Desana


Museu de arte de Rua de São Paulo (MAR), realiza mais um mural importante na cidade. Daiara Tukano inaugura mural na piscina do CEU Parque Novo Mundo. A arte teve a primeira colocação do edital do MAR, que realiza obras urbanas


Com o verão chegando em terras paulistanas, a famosa “praia de paulista” fica por conta dos parques ou piscinas dos aparelhos culturais, como os CÉUs. Para levar mais cor e alegria para o CEU Parque Novo Mundo, localizado na Zona Norte de São Paulo, a artista indígena Daiara Tukano, com colaboração do fotógrafo Paulo Desana, lança um mural de 240m² que conecta São Paulo com a cultura Amazônica. Também fazem parte do projeto, como convidados, a artista visual Larissa Yepa da etnia Tukano e os grafiteiros Renato Moll, Xchex, Caru Vieira e produção de Beatriz Santana. 


A produção é feita pela Gentilização, uma produtora de artes públicas de grandes proporções, como murais e empenas. A realização é da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, através do edital do Museu de Arte de Rua (MAR).


A arte traz uma cobra em cima da Serra de Curicuriari, conhecida como a Serra da Bela Adormecida. Para os povos indígenas do Alto Rio Negro, o mito da Cobra Canoa ou da “canoa da transformação”, explica como a humanidade foi formada no bojo da grande cobra, criando comunidades ao longo do rio. A Cobra, portanto, é a genitora, e o Lago de Leite seria o útero, sendo a responsável pelo transporte de todas as etnias pelo leito do rio e, por fim, o homem branco. Essa seria a visão dos povos indígenas do Rio Negro sobre a origem da humanidade. Já a Serra da Bela Adormecida é o monumento natural da cidade, como uma pintura. O complexo rochoso, na perspectiva de quem o observa da cidade, é de uma mulher que dorme com as mãos sobre o colo. 


“É a praia de São Gabriel da Cachoeira, do Amazonas, chegando na praia da Comunidade Marcone em São Paulo! Añû (gratidão/obrigada) pela oportunidade de realizar minha segunda arte mural na cidade de São Paulo, na comunidade linda da Marcone que nos acolheu tão bem”, conta Daiara.


A Bela Adormecida (Serra do Curicuriari)


"Além de embelezar o espaço público, esse mural inserido na periferia de São Paulo também é um convite para que a população dessa região saiba mais sobre a arte indígnena. Quando uma obra de arte é feita em um espaço público, ela se democratiza. É uma forma de levar um pouco da cultura e dos conhecimentos dos povos tradicionais brasileiros para a capital paulista”, explica Vera Nunes, fundadora da Gentilização.


Daiara Hori, nome tradicional Duhigô, pertence ao clã Uremiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, mais conhecido como Tukano. Nasceu em São Paulo em 1982, é artista, comunicadora independente, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos. 

Foto: Paulo Desana


Especializada em artes em grandes proporções, desde 2015 a Gentilização produz murais em todo o Brasil e viabiliza produções artísticas que sugerem um olhar de maior conexão e gentileza para o asfalto das cidades. As obras estão espalhadas por diversos territórios de São Paulo, Campinas, Salvador, Belém, entre outras. 


A Gentillização

A Gentilização é uma produtora de artes públicas de grandes proporções, como murais e empenas, fundada por Vera Nunes Santana, produtora de arte, apresentadora e especialista em projetos. Com o intuito de ampliar o acesso à arte e gerar impacto social, a Gentilização viabiliza produções artísticas que sugerem um olhar de maior conexão e gentileza para o asfalto das cidades. Por meio de uma curadoria artística apurada, voltada sobretudo para artistas decoloniais, utiliza a arte pública como ferramenta de manifestação.

https://www.instagram.com/gentilizacao/


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

exposição "Firulas" - André Barion - NONADA - RJ

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André Barion

NONADA ZS abre “Firulas” do artista André Barion, e texto de Pedro Köberle com 14 trabalhos resultantes de análises criteriosas dos últimos 7 anos onde o artista se aprofundou nas possibilidades pictóricas e esculturais dos materiais têxteis, combinando habilidades de costura, pintura e desenho para criar trabalhos verdadeiramente inovadores.

Em sua primeira mostra individual na NONADA, o artista apresenta uma exploração tridimensional de sua pesquisa, revelando um mundo de superfícies estampadas meticulosamente construídas com retalhos de tecidos previamente pintados. Seu processo criativo é caracterizado pelo uso de padrões intrincados, derivados de recortes minuciosos e intervenções pictóricas laboriosas. Esta abordagem cuidadosa é evidente tanto nas obras bidimensionais quanto nas tridimensionais, onde elementos figurativos se entrelaçam com contornos abstratos, desafiando a função meramente decorativa do trabalho.

Entre os trabalhos que compõem “Firulas”, pode-se destacar "Arco com pássaros" (2023), onde imagens de pássaros ganham vida dentro de uma estrutura acolchoada fazendo com que a simplicidade e forma do suporte contraste com a complexidade da superfície, criando uma dinâmica visual intrigante. Cada pássaro é cuidadosamente recortado a partir de diferentes retalhos, criando uma interação única entre figura e fundo, explorada de maneiras variadas em outras obras da exposição. Já em "Mergulho dos pássaros" (2023), a sobreposição de elementos figurativos e texturas abstratas confere profundidade e perspectiva ao todo, transformando o espaço expositivo em um viveiro de corpos moles, emblemas botânicos e revoadas passeriformes.

As cores vibrantes e formas intrigantes de “FIRULAS” convidam a uma experiência sensorial, tátil e ótica.

 

·         artista

André Barion (São Paulo, SP 1996) – Vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Sua pesquisa envolve objetos escultóricos, vídeos, instalações e pinturas construídas a partir da costura de tecidos diversos, abordando questões relativas à relação entre o objeto e o espectador, e uma consequente teatralidade nas instalações, bem como quais fatores e atributos de um objeto influenciariam esta relação. O interesse pela tapeçaria nos últimos anos ocasionou em um direcionamento das obras para a relação entre o fetichismo, o desejo, a sedução com a materialidade do objeto artístico. A manipulação de materiais ora nobres ora precários é recorrente nas tapeçarias, instalações, vídeos e nos projetos digitais. Entre as exposições recentes, destacam-se a 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas (2018), em colaboração com o grupo de pesquisa Pineal; 47º e 44º, 43º Salão de Arte de Ribeirão Preto no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP - 2022, 2019, 2018), 47º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (Santo André, SP 2019). Participou das exposições coletivas À Sombra do Comum, com curadoria de José Spaniol e Sérgio Romagnolo (Galeria Andrea Rehder, SP) (2017) e da Imensa preguiça, com curadoria de Guilherme Teixeira (Galeria Sancovsky, SP) (2018). Em 2023 participou das exposições Doispontozero ( Galeria C.A.M.A. SP); PAURA na (Era Gallery, Milão, Itália); Delirium Delirium, com curadoria de Ricardo Bezerra (Espaço Delirium, SP).

 

SERVIÇO

Exposição: “FIRULAS”

Artista: André Barion

Texto: Pedro Köberle

Abertura: 18 de novembro – sábado – das 11 às 17hs

Período: de 18 de novembro de 2023 a 27 de janeiro de 2024

Local: NONADA ZS - @nonada_nada

Endereço: Rua Aires Saldanha, 24 – Copacabana, RJ

Horários de funcionamento: terça a sexta-feira, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 15h


fonte: Balady comunicação

terça-feira, 14 de novembro de 2023

mostra Nascer é muito Comprido - Carlos Zibel - Pinacoteca Benedicto Calixto - Santos - SP

 Exposição do Projeto Arte na Pinacoteca é opção cultural GRATUITA para quem vai estar litoral de SP nos feriados

Mostra do artista Carlos Zibel pode ser visitada na Pinacoteca Benedicto Calixto de terça a domingo, das 9hàs 18h

Novembro de 2023 -  Para quem vai passar os feriados da Proclamação da República (15/11) e da Consciência Negra (20/11) nas praias do litoral de São Paulo, aqui vai uma dica cultural interessante: a Pinacoteca Benedicto Calixto está com uma exposição inédita e gratuita que promete agradar a toda a família.  

A mostra Nascer é muito Comprido, do artista Carlos Zibel, também curador e crítico de arte, é uma breve retrospectiva da obra visual, e pode ser apreciada de terça a domingo, das 9h às 18h.

Nas sete séries e obras apresentadas na exposição, Zibel tematiza e escolhe técnicas de acordo com um processo de desdobro que, em muitas oportunidades, alterna indagações artísticas em um processo pessoal que sugere um caminhar em espiral. Mesmo em um olhar breve, oferece ao visitante a oportunidade de vivenciar durante o percurso experiências estéticas instigantes e a iniciação no universo do artista.

Arte na Pinacoteca -   A exposição faz parte do projeto "Arte na Pinacoteca", que tem o objetivo de promover e disponibilizar às crianças, jovens, estudantes, professores e interessados manifestações culturais diversas, e encerra o ciclo de exposições inéditas, gratuitas e inclusivas de 2023 na Baixada Santista.

O projeto - patrocinado por Ministério da Cultura, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC e Medlog - é realizada pela Fundação Benedicto Calixto com a coordenação e gestão cultural da Weimar Cultural, empresa que atua e desenvolve projetos relacionados à arte e cultura, educação, desenvolvimento social, sustentabilidade e meio ambiente.

A associação entre um importante polo de cultura, como é a Pinacoteca - instalada em um casarão tombado pelo patrimônio cultural de Santos - e a Weimar é uma espetacular junção de forças e propulsão de propósitos. 

Uma rica e frequente programação por meio de exposições, palestras e oficinas, por exemplo, busca democratizar e estimular o consumo da arte e da cultura na região. O projeto prevê também visitação gratuita para alunos da rede pública, com foco nas regiões mais distantes. As crianças ganham transporte e lanche, além de um dia repleto de cultura.  

Exposição “Nascer é Muito Comprido”

Até 7 de janeiro de 2024

Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 – Santos - SP

Visitação gratuita: de terça a domingo, das 9h às 18h

Tel.: (13) 3288-2260 e (13) 9.9734.6364

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

oficina gratuita de fotografia - Museu Oscar Niemeyer - Curitiba - PR

 

MON oferece oficina gratuita de fotografia

Neste mês de novembro, o Museu Oscar Niemeyer irá oferecer uma oficina gratuita de fotografia, ministrada pelos educadores do MON. Será no dia 22, das 14h às 16h. As inscrições serão liberadas 15 minutos antes, por ordem de chegada e sujeitas a lotação. 


A oficina irá propor aos participantes uma reflexão sobre o movimento de seus corpos ao caminhar pelos espaços externos e internos do Museu. A própria arquitetura servirá de inspiração para a atividade. Vale lembrar que nas quartas-feiras a entrada no MON é gratuita para todos os públicos, basta retirar o ingresso na bilheteria física.



SOBRE O MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.


Serviço

Oficina de Fotografia – Arquitetura do Corpo

22 de novembro

14h às 16h

Espaço de Oficinas

*Recomendada para maiores de 7 anos. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeitas a lotação.


Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico

CEP 80530.230 - Curitiba | PR

+55 41 3350-4400

Artes visuais em destaque na programação do 12º Festival Artes Vertentes - Tiradentes - MG

 

Artes visuais em destaque na programação do 12º Festival Artes Vertentes

Referência no país na promoção das artes de forma integrada, Festival Artes Vertentes promove programação gratuita dedicada às artes visuais em diálogo com outras manifestações artísticas. Evento será realizado entre os dias 16 e 26 de novembro em Tiradentes - MG.

Já tradicional no calendário cultural nacional, o Festival Artes Vertentes chega à sua 12ª edição, de 16 a 26 de novembro, na cidade histórica de Tiradentes – MG, reforçando o seu compromisso com a promoção das artes de forma integrada. Com intensa programação que inclui concertos, exposições, exibições, bate-papos, residências artísticas e oficinas, o evento recebe uma série de convidados nacionais e internacionais para dialogar sobre o fazer artístico e suas infinitas possibilidades. Toda a programação é oferecida de forma gratuita ou com ingressos a preços populares(R$20 e R$40).

No campo das Artes Visuais, o público terá acesso a uma programação cuidadosamente elaborada levando-se em consideração a temática desta edição “Paisagens Imaginárias”. Seguindo a proposta do festival, a ideia é apresentar um cronograma de atividades que exploram e exemplificam a integração entre as mais diversas manifestações artísticas, possibilitando um roteiro diferenciado que destaca o diálogo entre as artes. Logo no primeiro dia de programação, serão abertas ao público 3 exposições, todas com visitação gratuita ao longo de todo o período do festival.

A partir dos olhares de Pierre Verger e Evandro Teixeira, a exposição “Canudos”, que poderá ser conferida no Sobrado Aimorés, com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, trata de um território que tornou-se sinônimo de luta, de resistência, de mudança e de esperança. As paisagens que escondem debaixo da terra e sob as águas, retratam também a história de um país, vivida e contada por gente simples, cuja força parece vir da agrura da terra, da beleza rude do sertão. Dos vestígios da primeira Canudos, destruída pela guerra, até a segunda cidade, reconstruída pelos poucos conselheiristas que sobreviveram a um dos mais violentos massacres da história do Brasil e posteriormente submersa pelo Açude de Cocorobó, as fotografias realizadas pelo fotógrafo francês, em 1947, e pelo baiano, em 1997, falam também sobre a solidão e abandono de um país constantemente explorado e excluído, que precisa recorrer às paisagens imaginárias para sobreviver diante de tanta violência e injustiça.

O Beco do Zé Moura irá receber a partir do dia 16/11, a intervenção “Mergulho das Benedictas”. Com curadoria de Natália Chagas, a mostra reunirá trabalhos inéditos assinados por sete mulheres que vivem em Tiradentes, e que participaram do curso de fotografia oferecido pela Ação Cultural Artes Vertentes durante o ano de 2023. São elas: Adriana Amorim, Antônia Rosa, Caroline Assis, Clarissa Arani, Maria Silvia, Regina Ferreira e Walquíria Assis. A proposta é apresentar uma ideia não linear de exposição, tampouco fechada. A ocupação se aproxima mais de fragmentos poéticos espalhados no desenrolar dos dias multifacetados, incitando-nos a inventar outras poesias a partir dos estímulos recebidos ao longo da travessia, agregando nossas percepções e assim, dando sentido as coisas que podem ser sem sentido, trazendo luz a espaços “invisíveis”, e dando importância às coisas “desimportantes”. São imagens ora se interceptam, ora se afastam. Apesar de atravessar temáticas diferentes, a linha que costura esses trabalhos é uma só: O que pode a fotografia? Quais mudanças elas reproduzem em nós?

Também no dia 16/11, às 18h, no Sobrado Quatro Cantos (R. Direita, 5), haverá a abertura da exposição “Da casa à paisagem”, reunindo trabalhos assinados pelos artistas: Andrea Lanna, Daisy Turrer, Elisa Campos, Fernanda Goulart, Liliza Mendes, Roberto Bethônico e Rodrigo Borges. A mostra, realizada em parceria com o Campus Cultural UFMG Tiradentes, apresenta peças de caráter experimental, que questionam a espacialidade doméstica. A exposição constitui-se como ambiente de interações processuais, a partir de trabalhos que grassam entre si, mas também com a cidade, suas pessoas, arquiteturas, jardins, quintais, montanhas e as diversas subjetividades que os habitam.

Simultaneamente, também às 18h de quinta (16/11), no Centro Cultural Yves Alves (Rua Direita, 168), será inaugurada a exposição "Anjos Caídos", que reúne obras da premiada fotógrafa, jornalista e escritora francesa Emilienne Malfatto. A mostra reúne imagens e conteúdos que lançam um olhar poético, denunciativo e delicado para situações que envolvem a perda, o luto, o trauma, a ausência e a memória dos Yazidis, minoria religiosa curda, estabelecida numa região localizada na fronteira entre o Iraque e a Síria. Praticando um dos monoteísmos mais antigos do mundo, os Yazidis têm sido alvo de inúmeros genocídios ao longo da história. Através da superposição de fotografias e retratos antigos, acompanhados dos relatos das pessoas que regressaram ao território, Emilienne Malfatto retrata uma terra de fantasmas, onde as pessoas (sobre)vivem assombradas pelos ausentes.

Outra exposição que integra a programação do Festival Artes Vertentes é a série “Terreno Antropozoico”, criada pelo fotógrafo mineiro Rodrigo Albert entre os anos de 2011 e 2017 no Golfo do México, um lugar constantemente afetado por tormentas e furacões, marcas das pegadas irreversíveis deixadas pelo homem no planeta. As intervenções feitas pelo artista com fogo, pneus, lixo, redes, canos e com o próprio ser-humano sugerem paisagens de uma nova era geológica chamada Antropoceno, que estabelece um vínculo intrínseco e indivisível entre o ser humano e a natureza, como sugere o cientista Paul J. Crutzen: “O Antropoceno representa um novo período na história do planeta, no qual o ser humano se tornou o motor da degradação ambiental e o vetor de ações catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica.” Quais paisagens vislumbrar a partir de um ponto em que a natureza foi a tal ponto alterada que já não mais existe no sentido antigo? A mostra poderá ser conferida ao longo de todo o fesrival no Chafariz de São José.

No dia 17/11, sexta, às 20h, no Museu Casa Padre Toledo (R. Padre Toledo, 190), as artes visuais serão colocadas em diálogo com a literatura, a partir da leitura performática que inclui a projeção de vídeo. A performance “A água é uma máquina do tempo”, derivada do livro homônimo da artista e escritora Aline Motta(Niterói/RJ) reúne diversas linguagens artísticas e reconfigura memórias ao se valer de uma percepção não-linear do tempo, provocando reflexões acerca das influências dele em nossas vidas. Construindo um mosaico fluido de épocas a partir de documentos históricos, Aline Motta cruza diversos planos entre si, num percurso que passa pelo luto por sua mãe e revisita o Rio de Janeiro no final do século XIX, por meio de fragmentos que reconstroem a vida de antepassadas da autora.

A partir do dia 17, o público também poderá conferir a exposição “Walter Firmo conjugado”, reunindo uma seleção de trabalhos assinados por um dos fotógrafos mais reconhecidos por seu olhar humanista. A obra reflete suas próprias origens, como parte de uma “confraria suburbana, operária, onde a negritude viceja.” Para a mostra, o fotógrafo escolheu fotos em preto-e-branco, como forma de dialogar com seu próprio trabalho, sempre tão associado a cores vivas. As imagens escolhidas retratam uma paisagem humana ao mesmo tempo real e imaginária. Walter Firmo, nascido Guimarães Silva, demonstra nessa seleção a conjugação de seu sobrenome artístico. A exposição é realizada pelo Instituto Rouanet em parceria com o Festival Artes Vertentes.

Já no dia 23/11, quinta, às 19h, também no Museu Casa Padre Toledo, o público poderá conferir “Esse Isso Aqui”, um projeto multidisciplinar e colaborativo criado em 2023 a partir do encontro do coletivo de arte-sonora O Grivo, a artista multimídia Niura Bellavinha, e o músico Francisco César. O trabalho consiste em uma série de improvisações que ocorrem na intersecção da música experimental e contemporânea, o free-jazz e as pinturas expandidas, realizadas ao vivo. Os quatro artistas instauram no espaço do concerto-performance um estado de presença, escuta e concentração ritualística, oferecendo ao público um diálogo que trafega entre música, espacialidade e uma visualidade radicalmente musical.

Sobre o Festival Artes Vertentes

Criado em 2012 por Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, o Festival Artes Vertentes é um projeto realizado pela Ars et Vita e pela Associação dos Amigos do Festival Artes Vertentes. O evento vem apresentando, ininterruptamente, uma programação artística que estimula diálogos entre as mais diversas linguagens artísticas e propõe, por meio da arte, reflexões sobre temas de relevância para a sociedade contemporânea. Vencedor do prêmio CONCERTO 2021 e nomeado para o prêmio internacional Classic: NEXT Innovation Award 2022, durante as últimas edições, o Festival Artes Vertentes já recebeu mais de 420 artistas, originários de 40 países.

O 12º Festival Artes Vertentes é realizado com o patrocínio da Cemig, Itaú, Copasa e Minasmáquinas.

Mais informações no site www.artesvertentes.com.

 

Cemig: a energia da cultura 

A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo dos seus 70 anos de fundação, a empresa investe e apoia as expressões artísticas existentes no estado, por meio das leis de dedução fiscal estadual e federal, de maneira a abraçar a cultura de Minas Gerais em toda a sua diversidade.  Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística e cultural no estado, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro. Os projetos incentivados pela Cemig objetivam chegar nas diferentes regiões do estado, beneficiando um maior número de pessoas e promovendo a democratização do acesso às práticas culturais. Assim, incentivar e impulsionar o crescimento do setor cultural em Minas Gerais reflete e reforça o compromisso e o posicionamento da Cemig em transformar vidas com a nossa energia.     

 

Serviço

 

12º Festival Artes Vertentes

De 16 a 26 de novembro, em Tiradentes/MG

Programação completa: www.artesvertentes.com

Ingressos online para apresentações pagas: https://www.artesvertentes.com/ingressos

 

Exposições permanentes - 16 a 26/11

 

Exposição “Canudos”

Trabalhos de Pierre Verger e Evandro Teixeira

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: todos os dias, das 10h às 19h

Local: Sobrado Aimorés(Rua Direita, 159) - Tiradentes/MG

Gratuito

 

Exposição “Terreno Antropozoico”

Fotografias de Rodrigo Albert

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: ininterrupto

Local: Chafariz de São José - Rua Francisco Cândido Barbosa, sem número  - Tiradentes/MG

Gratuito

  

Exposição “Walter Firmo conjugado”

Fotografias de Walter Firmo

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: todos os dias, das 10h às 19h

Local: Instituto Rouanet - Rua Direita, 248- Tiradentes/MG

Gratuito

 

Exposição “Mergulho das Benedictas”

Trabalhos de Adriana Amorim, Antônia Rosa, Caroline Assis, Clarissa Arani, Maria Silvia, Regina Ferreira e Walquíria Assis

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: ininterrupto  

Local: Beco do Zé Moura(R. Direita, 201-77) - Tiradentes/MG

Gratuito

 

Exposição “Da casa à paisagem”

Trabalhos de Andrea Lanna, Daisy Turrer, Elisa Campos, Fernanda Goulart, Liliza Mendes, Roberto Bethônico e Rodrigo Borges

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: todos os dias, das 10h às 19h

Local: Sobrado Quatro Cantos (R. Direita, 5) - Tiradentes/MG

Gratuito

 

Exposição "Anjos Caídos"

Trabalhos da fotógrafa, jornalista e escritora francesa Emilienne Malfatto

Visitação: 16 a 26 de novembro  

Horário de visitação: todos os dias, das 10h às 19h

Local: Centro Cultural Yves Alves (Rua Direita, 168) -  Tiradentes/MG

Gratuito

 

17/11 - sexta-feira

 

Leitura Performática “A água é uma máquina do tempo”, com Aline Motta

Horário:  20h

Local: Museu Casa Padre Toledo(R. Padre Toledo, 190) - Tiradentes/MG

Gratuito

 

23/11 - quinta-feira

Performance “Esse Isso Aqui”, com O Grivo, Niura Bellavinha, e Francisco César

Horário:  19h

Local: Museu Casa Padre Toledo(R. Padre Toledo, 190) - Tiradentes/MG

Gratuito

 



fonte: A Dupla Informação