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escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

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terça-feira, 21 de junho de 2022

Maior conferência de captação de recursos da América Latina terá palestrantes internacionais

 ABCR

Maior conferência de captação de recursos da América Latina terá palestrantes internacionais

Em formato presencial, Festival ABCR 2022 será realizado nos dias 27 e 28 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca (SP)

Faltam pouco mais de duas semanas para o Festival ABCR 2022. Uma iniciativa da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), o Festival é considerado a maior conferência de captação de recursos da América Latina e deve receber mais de 500 pessoas nos dias 27 e 28 de junho. A 14ª edição vai ocorrer em formato presencial, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

Nesta edição, o evento terá a participação de Heather Hill, diretora da organização sem fins lucrativos Chapel & York, dedicada ao aumento da captação de recursos e da filantropia internacional. Com uma extensa e diversificada bagagem na filantropia, Heather abordará a captação internacional, no dia 27.

Outro palestrante é Dereck Mulhern, líder de equipe da Association of Fundraising Professionals (AFP), que oferece dicas de boas práticas de captação por meio de capacitações, networking, pesquisa e advocacy. A experiência de Derek na área contribuirá com o debate na plenária que vai discutir os investimento sociais e as doações no Brasil e no mundo.

 Somam-se a eles Carola Matarazzo e Ana Fontes. Carola é diretora-executiva do Movimento Bem Maior, organização social apartidária, sem fins lucrativos, que tem como objetivo fortalecer o ecossistema filantrópico do Brasil. Ela falará sobre perspectivas para o setor, no dia 27, no Festival. 

Ana é fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a primeira e maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil. Ela também fundou o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), cuja atuação complementa o trabalho da Rede Mulher Empreendedora, envolvendo causas sociais e políticas públicas que fomentam o empreendedorismo e a independência feminina.  

Destaques 

Além desses profissionais, outros destaques são a participação de Mike Geiger, presidente e CEO da AFP (Associação de Captadores Americanos), que falará sobre a difícil tarefa dos captadores e dará dicas de boas práticas em todo o mundo. Outros palestrantes são o sócio-diretor da PonteAponte, Cássio Aoqui, que mostrará o exemplo da plataforma Potências Periféricas como mobilizadora de recursos para as periferias do Brasil, e Filipe Dantas, sócio da Sistêmica Comunicação, que abordará recursos comunicacionais para atrair e surpreender doadores.

O uso de filmes para a arrecadação de recursos será o tema ministrado por Cynthia Betti, diretora-executiva da Plan Internacional Brasil. Já Maíra de Oliveira, especialista em Diversidade e Inclusão Racial do Médicos Sem Fronteiras Brasil, irá revelar os aprendizados e ações da organização na promoção dos princípios de diversidade, inclusão e equidade na captação de recursos e comunicação. 

Além das palestras, serão realizadas duas masterclasses, nos dias 25 e 26 de junho, com os seguintes temas: “ESG e Captação de Recursos” e “Como identificar as melhores estratégias de captação”, dentre as 36. Ambas ocorrerão das 09h30 às 17h. 

Evento terá mais de 60 sessões

O Comitê Científico do Festival ABCR selecionou mais de 60 sessões, com palestrantes nacionais e internacionais, que abordarão cinco eixos temáticos: gestão e captação de recursos, o papel do captador, inovação e redes de captação, comunicação e engajamento, ferramentas e fontes de captação de recursos. 

Serão 64 sessões paralelas distribuídas em 08 salas simultâneas e 05 plenárias, com 50 minutos de duração cada, além de mesas de mentoria exclusiva e feira de exposições com as principais empresas brasileiras prestadoras de serviços para ONGs. 

"O Festival ABCR 2022 está imperdível! Diálogos para a retomada não vão faltar durante o evento. O eixo de Comunicação e Engajamento está repleto de estratégias e ferramentas para redigir e criar campanhas surpreendentes para converter doadores. O eixo ‘O Papel do Captador ‘contará com uma sessão que desvenda o perfil de talentos em captação, revelando como são os processos seletivos e quais as competências que o mercado busca”, afirma Camila Figueiredo, presidente voluntária do Comitê Científico do Festival ABCR.

Camila também destaca que o eixo Gestão e Captação de Recursos terá uma sessão muito especial, chamada “A Parada não fica parada”, agendada para o dia 28 de junho, que é o dia internacional do orgulho LGBT+ no mundo.  Já no eixo Ferramentas e Fontes de Captação, o evento terá uma sessão sobre as Organizações Sociais da Saúde, Cultura e Ciência & Tecnologia, e os desafios da parceria com o Estado. 

Abordagem ampla e debates sobre planejamento e inovação

Os inscritos no evento terão uma compreensão ampla sobre a área de captação de recursos, com debates sobre planejamento, fortalecimento institucional, governança, ética, a importância da função dos captadores e a valorização da profissão, novos formatos de captação de recursos, experiências positivas, o papel estratégico da comunicação no setor, fidelização de fontes de doadores, entre outros assuntos.

Por ser presencial, os participantes do evento devem respeitar o distanciamento social para não gerar aglomeração, além de seguir as práticas de higiene e segurança. O Festival ABCR 2022 conta com o patrocínio da Ambev - VOA, Santander, Doare, Trackmob, Criando Desenvolvimento Institucional, Pinheiro Carrenho e Chapel & York.

Últimas vagas

As inscrições para o Festival ABCR 2022 estão abertas e membros da ABCR têm entre 20% e 50% de desconto. As inscrições para as masterclasses são feitas à parte. Para conferir mais informações sobre a programação do evento ou realizar o cadastro, acesse o link www.festivalabcr.org.br.

Sobre o Festival ABCR

O Festival ABCR é o principal espaço de formação, troca de experiências e contatos para quem atua com captação de recursos no Terceiro Setor. A primeira edição foi em 2009, na PUC-SP, com outras edições pelo país a partir de então, sempre em São Paulo desde 2015. Sua promotora é a ABCR, que foi fundada em 1999 para atuar pela promoção da sustentabilidade do Terceiro Setor e pelo desenvolvimento da área de captação de recursos das organizações da sociedade civil. Mais informações, acesse www.festivalabcr.org.br

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Temos credenciamento para a imprensa. Quem tiver interesse, basta preencher o formulário disponível em: https://festivalabcr.org.br/credenciamento-imprensa/

 

 



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DePropósito Comunicação de Causas

"Rubens Gerchman: O Rei do Mau Gosto" - MASP

Museu de Arte Moderna de São Paulo exibe "Rubens Gerchman: O Rei do Mau Gosto" em comemoração aos 80 anos de nascimento do artista


A exibição do documentário é uma iniciativa do Instituto Rubens Gerchman. É a primeira vez que o filme é exibido de forma livre e gratuita em São Paulo


 


No dia 25 de junho, sábado, às 16h, o Museu de Arte Moderna de São Paulo exibe o filme Rubens Gerchman: O Rei do Mau Gosto, no auditório Lina Bo Bardi, pela primeira vez de forma livre e gratuita na capital paulista. Com direção de Pedro Rossi e consultoria de Clara Gerchman, a produção destaca um período entre os anos de 1963 e 1978. A exibição do documentário faz parte de uma iniciativa do Instituto Rubens Gerchman, que também apresentou o filme no MAM do Rio de Janeiro no mês de maio. 


O documentário retrata a criação artística e atuação política de Rubens Gerchman, artista plástico brasileiro ligado a tendências vanguardistas como o psicodelismo, movimento de contracultura que enfatiza o alcance de outros aspectos do subconsciente no desenvolvimento da arte, e ligado também à pop art. “Um país é também feito de símbolos que são permanentemente atualizados. Rubens Gerchman e seus companheiros de geração entenderam isso desde muito cedo. Neste bom combate buscaram mostrar que, como diria o crítico Frederico Morais, é possível fazer da nossa precariedade um valor”, comenta o diretor Pedro Rossi.


A exibição homenageia o artista que completaria 80 anos em 2022, trazendo à tona a importância de sua obra no contexto nacional. “O Gerchman está entre os protagonistas da arte brasileira nos anos 70. O filme mostra não apenas a atuação dele, mas também conta a história da arte experimental e sua relação com o contexto político e social”, comenta Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.


Os ingressos são gratuitos. Para assistir a exibição do documentário é necessário realizar a inscrição pelo link. 


 


Sinopse


Um país não é construído apenas com indústrias, ferrovias e um plano econômico. Um país se constrói também com imagens. O artista plástico Rubens Gerchman entendeu isso muito bem e criou uma série de ícones e cenas que falam da realidade brasileira, fazendo da nossa precariedade um valor. 


Compreendido entre os anos de 1963 e 1978, o documentário Rubens Gerchman: O Rei do Mau Gosto retrata a criação artística e a atuação política de uma geração que soube criar imagens daquele Brasil que se tornava urbano e experimentava os mais duros anos da sua vida política.


 


Equipe


Direção: Pedro Rossi


Produção: Isabel Joffily


Roteiro: Bianca Oliveira, Isabel Joffily e Pedro Rossi


Montagem: Bianca Oliveira e Pedro Rossi


Fotografia: Bernardo Pinheiro e Pedro Rossi


Edição de som: Guilherme Farkas


Finalização de imagem: Bernardo Neder


Consultoria: Clara Gerchman


 


Sobre Rubens Gerchman


Rubens Gerchman realizou, ao longo de 50 anos de trajetória, diversos projetos entre os mais vastos segmentos culturais. Teve seu trabalho reconhecido como pintor, escultor, fotógrafo, desenhista, gravador, cineasta,  cenógrafo e escritor. Utilizou ícones do futebol, do carnaval e da política em suas obras. O artista teve grande importância para a cultura nacional e a projeção de seus trabalhos no exterior, elevando e ratificando o nome do país e de seus artistas internacionalmente, fortalecendo a cultura brasileira pelo mundo.


Em 2020, o Instituto Rubens Gerchman (IRG) comemorou 10 anos de atividades desenvolvendo projetos de preservação e difusão do acervo arquivístico e museológico do artista. O Arquivo do IRG é de valor informativo e cultural conferindo a esse Acervo um alto grau de interesse social e de memória mundial, tendo recebido o selo de Memória do Mundo da Unesco, 2015.


Em 2022 é comemorado os 80 anos do nascimento do artista. A efeméride traz à tona a importância de um Projeto dedicado à recuperação histórica de sua obra, que é de relevância nacional. O projeto justifica-se por realizar a preservação, conservação e difusão de um patrimônio artístico cultural e histórico brasileiro.


 


Sobre o Museu de Arte Moderna de São Paulo


Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.


O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.


Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.


 


Serviço

Exibição do Filme Rubens Gerchman: O Rei do Mau Gosto

Data: 25 de junho, sábado, às 16 horas

Local: MAM São Paulo | Auditório Lina Bo Bardi 

Capacidade: 200 pessoas 

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)

Telefone: (11) 5085-1300

Ingresso: Gratuito, é necessário se inscrever aqui. 


 


www.mam.org.br/MAMoficial


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fonte:

a4&holofote comunicação

sábado, 18 de junho de 2022

Exposição “Camina Conmigo” – Boa Vista (RR) e Mostra fotográfica sobre refugiados venezuelanos – São Paulo (SP)

 

Obra conta a história de Núbia, dona do chapéu ao centro da tela. O sol simboliza o calor da caminhada da Venezuela ao Brasil. Os dois passarinhos representam os filhos de Núbia. As linhas (que são barbantes) ligam a personagem, de cabelo escuro, ao chapéu e aos filhos. (Foto: Divulgação/Visão Mundial Brasil)


Exposições em São Paulo e Boa Vista retratam trajetória de refugiados venezuelanos no Brasil

Projeto da ONG Visão Mundial usa a arte para chamar atenção para a realidade dos migrantes



Obras de arte que ilustram os sonhos e os obstáculos daqueles que foram forçados a deixar a Venezuela em busca de melhores oportunidades no Brasil. Essa é a proposta da exposição “Caminha Comigo”, da ONG Visão Mundial, que transformou em obras de arte objetos recebidos de venezuelanos na fronteira entre os dois países. As 20 telas serão exibidas gratuitamente no Pátio Roraima Shopping, em Boa Vista (RR), de 20 a 30 de junho, das 10h às 22h.


As obras artísticas foram realizadas pelo Coletivo de Arte Urbana "PLAC: os carimbados malucos” e artistas migrantes venezuelanos. Cada obra foi feita com base nas histórias de vida dos migrantes e refugiados e levam os objetos doados por eles, como blusa, calça, sapatos, sandálias, mochilas e bonés. Além das obras, os artistas estão pintando dois painéis com a mesma temática, cada um medindo 2,85 cm x 1,83 cm. 


Paralelamente, em São Paulo, será lançada uma mostra fotográfica com cenas da realidade de quem vive na fronteira entre Brasil e Venezuela, que ficará aberta ao público até 2 de julho. Ao todo, serão 12 imagens dos fotógrafos venezuelanos Misael Alejandro Rivas e Solanyer Cruz e do brasileiro Tiago Horiuela exibidas no Senac Francisco Matarazzo, na zona oeste da capital paulista.


As exposições são uma iniciativa da ONG Visão Mundial – entidade que desde 2018 realiza ações de ajuda humanitária na fronteira entre Brasil e Venezuela em resposta à crise migratória. Todas as obras - sejam as pinturas ou as fotografias - foram criadas em conjunto com artistas migrantes e refugiados.


Documentário


Para coletar os objetos, a equipe da Visão Mundial foi até Pacaraima para encontrar venezuelanos que migraram para o Brasil e que pudessem trocar um item pessoal por outro doado pela organização. Durante os três dias em que ficou em Pacaraima, a ONG também levou uma equipe de filmagem - formada em parte por migrantes - para produzir um documentário sobre o tema da migração e refúgio, uma pauta atual e de reflexo em todo o mundo, a exemplo do que ocorre na Ucrânia.


O documentário traz detalhes da saga migratória de venezuelanos que vieram ao Brasil, já que muitos vêm a pé ou de carona. O filme ainda contará com depoimentos dos migrantes artistas que fizeram as obras, para que falem da perspectiva de trabalhar a arte em cima dos objetos. “A ideia é mostrar, por meio da arte, que em meio à migração há esperança, amor, oportunidades, histórias e seres humanos”, diz Ingrid dos Santos, gerente de comunicação da Visão Mundial.


O documentário será lançado no dia 20 de junho – Dia Mundial do Refugiado – no canal do YouTube da Visão Mundial e exibido na abertura das exposições no Pátio Roraima e no Senac Francisco Matarazzo com sessões especiais para os alunos da unidade. 

Crise migratória


Dados do Governo Federal apontam que, nos últimos cinco anos, o Brasil registrou a entrada de mais de 700 mil venezuelanos. A maioria é do sexo masculino e tem entre 30 e 59 anos, faixa etária que representa 49% do total.


Além da cidade de Pacaraima, outros dois principais pontos de acesso são as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, pelos aeroportos internacionais.


Os dados do governo brasileiro também indicam que foram reconhecidos 51,5 mil refugiados venezuelanos no período, sendo que havia, em março deste ano, outros 94 mil pedidos de refúgio em análise pelas autoridades.


Serviço:


1. Exposição “Camina Conmigo” – Boa Vista (RR)

Data: de 20 a 30/6

Onde: Pátio Roraima Shopping

Horário: das 10h às 22h (horário de Roraima)

Entrada: gratuita


2. Mostra fotográfica sobre refugiados venezuelanos – São Paulo (SP)

Data: de 20/06 a 2/07

Onde: Senac Francisco Matarazzo

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 249, Barra Funda, São Paulo - SP.

Horário: Segunda a sexta-feira das 8h às 21h; aos sábados das 8h às 14h.

Entrada: gratuita


3. Documentário sobre os venezuelanos de Pacaraima

Data: de 20/6

Onde: Pátio Roraima Shopping

Horário: às 17h (horário de Roraima)

Entrada: gratuita

Exibição também pelo YouTube da Visão Mundial

Sobre o Ven, Tú Puedes

O projeto Ven, Tú Puedes, uma resposta da Visão Mundial à crise migratória da Venezuela, que desenvolve ações em Roraima, Amazonas e São Paulo para ajudar migrantes e refugiados a se inserirem socioeconomicamente no Brasil. A iniciativa é financiada pelo governo dos Estados Unidos e beneficiou 40 mil pessoas no ano passado.


Entre os serviços oferecidos estão aulas de língua portuguesa, elaboração de currículos, apoio na emissão da carteira de trabalho digital, encaminhamento ao mercado de trabalho e acompanhamento de entrevistas. Além disso, a organização atua na sensibilização do setor privado, a fim de abrir vagas para esse público. Neste ano, mais de 60 migrantes já tiveram a carteira assinada. Ano passado foram 338.


Sobre a Visão Mundial

A World Vision, conhecida no Brasil como Visão Mundial, é uma organização humanitária dedicada a trabalhar com crianças, famílias e suas comunidades para atingir todo o seu potencial, combatendo as causas da pobreza e da injustiça. A Visão Mundial serve a todas as pessoas, independentemente de religião, raça, etnia ou gênero. A organização está no Brasil desde 1975 atuando por meio de programas e projetos nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergência, priorizando crianças e adolescentes que vivem em situações de vulnerabilidades.


 

Informações para a imprensa

Agência GIA

exposição MELAÇO - Artur Ferreira e Felipa Queiroz - Gema - SP


GEMA, de Eduarda Freire  e Clara Johannpeter, abre a mostra não-coletiva “Melaço”, individual do casal de artistas Artur Ferreira e Felipa Queiroz com obras em suportes variados como desenhos, pinturas, esculturas, escaneamentos fotográficos, além de várias outras mídias e suportes que compõe a pesquisa do casal e, de cada um, individualmente. A curadoria é de Eduarda Freire.

Melaço é pensada para atender demandas da GEMA quando idealizou a mostra: um casal com pesquisas distintas, que poderia expor em um mesmo momento; um olhar curatorial que viu uma relação simbiótica entre as pesquisas distintas quando posicionadas lado a lado e a celebração, no período, do Dia de Santo Antônio, padroeiro dos casais enamorados.

“As convergências são consequências naturais do conjunto das obras”, explica a curadora. O corpo humano é ponto comum entre os temas desenvolvidos por Artur Ferreira e Felipa Queiroz . De formas distintas, ambos acabam por explorar transmutações da figura masculina, seja pelo exagero nas proporções anatômicas do corpo, ou na retração de personagens do imaginário televisivo da virada do século.

O ponto de união de Melaço está nas funções que o nome sugere: mel, afeto, união, carinho, intimidade, o ser um em dois. Enquanto Felipa, andrógina, figura limítrofe em questão de gênero, cria pinturas sobre análise da figura masculina mais andrógina, com especial atenção à forma de montagem do suporte – proporciona dinamismo ao trabalho final. Artur demonstra intimidade maior com o desenho do humano que lhe possibilita o exagero em algumas proporções; liberdade possível pelo conhecimento anatômico. Seu trabalho se apresenta mais sóbrio, carvão sobre tela crua.

A disparidade dicotômica, ao invés de distanciá-los, aproxima. A noção inconsciente de pertencimento ao universo do casal, possibilita leituras curatoriais idílicas. Fotografias posicionadas próximas a esculturas, “ fazem com que o imaginário crie relação entre os dois: quando uma vela encontra um sabonete?”, exemplifica Eduarda Freire.

 

Melaço nos induz à uma leitura do conjunto que sugere a intimidade do casal.

 

 

SERVIÇO

Exposição: Melaço

Artistas: Artur Ferreira e Felipa Queiroz

Curadoria: Eduarda Freire

Abertura: 05 de junho, domingo, das 14h às 20h

Período: de 06 a 19 de junho de 2022

Local: GEMA

Endereço: Rua Venezuela 365 – Jardim América, SP

Horários: de quinta a segunda-feira - das 13 às 20h [ou com agendamento pelo DM @gemagemagemagema ou (21) 98282-0099]

Técnica: desenhos, pinturas, esculturas, escaneamentos fotográficos, mídias diversas

Dimensões: variadas

Preço: sob consulta




 

mostra A EXTENSÃO DO HIATO - Michelle Rosset - Belizário Galeria - SP

 

Michelle Rosset, sem título, 2020. Série Espaços. Fita sobre papel. 42 x 30 cm cada. (políptico).jpg

 Michelle Rosset


 A Extensão do Hiato

Todo gesto artístico é uma operação criadora ocorrida num determinado tempo e espaço”. SB

 

BELIZARIO Galeria abre a mostra “A Extensão do Hiato”, da artista plástica Michelle Rosset onde são exibidas séries de trabalhos inéditos criados durante o período da pandemia que abrangem suportes e técnicas diversas como colagens, fotografias e esculturas onde, “através da manipulação e dos movimentos destes materiais, observo as novas formas geométricas e trabalho nas possibilidades e arranjos possíveis entre elas”, explica a artista. O texto crítico é de Shannon Botelho e curadoria de Orlando Lemos.

Durante o período de afastamento social a que todos foram submetidos, a artista começou a observar, com mais atenção, os objetos de sua casa e as novas formas que surgiam no espaço quando tocadas pelos raios de sol; as sombras projetadas nos espaços se transmutam em contornos estéticos oferecendo novas formas artísticas que possibilitavam novos significados. Mente inquieta, a artista começa a questionar as distâncias e o próprio espaço ação que vem a servir como base para o título da mostra - “A Extensão do Hiato” - já que, aos olhos de Michelle Rosset, ‘extensão’ pode se referir à distância entre as pessoas enquanto ‘hiato’ sugere separação.

Isolada em seu processo de criação, a artista busca compreender fatores como o tempo, o lugar e as distâncias, criando pontes entre o local de confinamento, o lar feminino e o universo fragilizado; integrando o lar feminino ao mundo masculino através da utilização da trena de madeira, objeto característico do mundo masculino da construção civil. “Com um ponto de partida de apenas um objeto, procuro transformar através da dobra e do corte as múltiplas possibilidades de visualização”, diz a artista. O resultado da pesquisa gera obras com uma forte relação entre geometria e cor, onde a forma triangular dos reflexos da luz solar decompõe a luz branca em um espectro de cores.

Nas palavras de Shannon Botelho, “a cor, como estrutura e instância do tempo, tornou-se a própria coesão da poética formulada por Michelle. Mas como falar da pujança das cores e não situar a sua função estrutural nas formas geométricas? Pois, há algo despontando na pesquisa da artista, que é a noção construtiva da cor que formula engates e áreas de jogo, onde as experiências visuais tecem seu sentido não narrativo, mas puramente abstrato”.

Michelle Rosset faz com que o público busque por novas formas de comunicação onde o “falar” não seja necessariamente a principal. Através dos grafismos, a artista desconstrói as cifras de comunicação para redefinir um novo formato de fala!

 

“A Extensão do Hiato é, portanto, a face palpável de uma duração que se configura como resultado da experiência de Michelle Rosset, seu embate com a percepção do tempo – e do espaço – no ato criador”.  Shannon Botelho

 

Para imagens e textos, clique AQUI

 

SERVIÇO

Exposição: “A Extensão do Hiato

Artista: Michelle Rosset  

Texto Crítico: Shannon Botellho

Curadoria: Orlando Lemos

Abertura: 11 de junho de 2022, sábado, das 14h às 18h

Período: de 13 de junho a 09 de julho de 2022

Local: BELIZÁRIO Galeria

Endereço: Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 491 – Pinheiros

Telefone: (11) 3816.2404

Horários: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19hs; sábado das 11 às 15hs

 

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exposição Ternas Peles - Anna Brada - Estúdio Dezenove - RJ

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Enivo - AFETO ...também sobre aquilo que nos afeta - Museu de Arte Sacra - SP


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ENIVO

À primeira vista, o padre Júlio Lancellotti e o grafiteiro Enivo podem parecer figuras distantes. Não são. Enivo, profundo admirador do padre, passou a acompanhar sua atuação cada vez mais de perto para criar as telas que compõem a exposição “AFETO”, nova mostra do Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, sob curadoria de Simon Watson.

As 17 telas têm por tema as populações humildes que habitam nas calçadas, ocupações e abrigos de São Paulo. "Afeto é sobre ligações afetivas mas também sobre aquilo que nos afeta", explica o artista, citando ações beneficentes e o engajamento do padre no combate à aparofobia – hostilidade contra moradores de rua (e contra pessoas pobres de maneira geral) que se manifesta por meio de ações do poder público e privado. Algumas das telas reproduzem cenas de Lancelotti oferecendo água e comida, cuidando de crianças e conversando com os desabrigados; outras são retratos dos próprios moradores, numa narrativa que alterna desalento e esperança.

Para ambientação, Enivo foi convidado a desenhar cenas da cidade diretamente nas paredes do museu, numa espécie de afresco contemporâneo. Em cima desses desenhos em carvão, de grandes dimensões, serão penduradas as telas a óleo e spray. "A expografia que imaginamos se relaciona diretamente com seu método de trabalho nas ruas: quando ele vê uma parede nua, ele começa fazendo um esboço preparatório que depois ele sobrepõe tornando a imagem cada vez mais aparente", explica Simon Watson, "Ao contrário de seu trabalho nas ruas, aqui no museu o toque final é colocar telas prontas nas paredes do museu."

Origens da pesquisa

Seguidor do Padre Júlio Lancelotti nas redes sociais, Enivo viu-se cada vez mais comovido com sua denúncia diária das condições precárias da vida na rua e motivado por sua postura e engajamento. Primeiro, se aproximou dos fotógrafos que o acompanham -  Daniel Kfouri, Lukas Juhler e Victor Angelo  -  e, aos poucos, passou a acompanhar algumas ações na paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca. Para o artista, o padre Lancellotti atua como um elo entre a rua e a instituição, seja ela a igreja ou o museu. "Ele está o tempo confrontando um monte de gente, de órgãos, denunciando situações, sendo ameaçado. É o papel do grafiteiro também", compara Enivo.     

Outro paralelo importante é feito pelo curador ao comparar as obras contemporâneas e multicoloridas do artista com algumas peças coleção permanente do museu, em especial com alguns oratórios dos séculos XVIII e XIX "Peças como o Oratório de Santa Isabel, feito por Benedito Amro de Oliveira (1848-1923) claramente trazem a mão de pintores e artistas populares, pinturas à mão livre de um mundo de árvores e flores, morros e casas", sugere Simon Watson, que não hesita em recuperar o espírito inventivo presente nas duas produções.

Projeto LUZ Contemporânea

LUZ Contemporânea é um programa de exposições de arte contemporânea que se desdobra em eventos e ações culturais diversas, públicas e privadas. Desenvolvido pelo curador Simon Watson, o projeto, atualmente, encontra-se baseado no Museu de Arte Sacra de São Paulo. Nesse espaço, LUZ Contemporânea apresenta exposições temáticas de artistas convidados, de modo a estabelecer diálogos conceituais e materiais com obras do acervo histórico da instituição. Embora fortemente focada no cenário artístico brasileiro atual, LUZ Contemporânea está comprometida com uma variedade de práticas, cultivando parcerias com artistas performáticos e organizações que produzem eventos de arte.

 


 

Exposição: “Afeto

Artista: ENIVO

Curadoria: Simon Watson

Abertura: 18 de junho – sábado – das 11h às 14h

Período: de 19 de junho a 07 de agosto de 2022

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Tel.: 11 3326-5393 – informações adicionais

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Take your time - Francesca Leone - Salão Verde de Veneza


Francesca Leone Take your time
Fino al 27 novembre
al Salone Verde di Venezia

www.francescaleone.it

Francesca Leone presenta a Venezia, fino al 27 novembre, l’Evento Collaterale “Take your time”, percorso installativo inedito promosso e organizzato da Nomas Foundation, in occasione della 59. Esposizione Internazionale d’Arte.

Il progetto espositivo, a cura di Danilo Eccher, prende vita a partire dalle riflessioni intorno alle restrizioni imposte dalla pandemia e alla sospensione del tempo collettivo e individuale che ha caratterizzato il tempo pandemico, interrogandosi sul rapporto tra umano, tempo e materia. L’artista scompone, forgia, plasma, scolpisce, dipinge la materia marginalizzata, gettata, scartata fino a restituirle una vita poetica.
Il pubblico è invitato a muoversi all’interno di un percorso installativo modulato in spazi fluidi, separati ma connessi fra loro, per entrare in una condizione sospesa tra esperienza personale e pubblica, tra immaginario intimo e universale, tra dimensione terrena e cosmica. Qui il tempo assume un valore di riflessività estetica necessario alla ridefinizione del sé e del senso delle proprie azioni in rapporto con il mondo. La serie di installazioni immersive genera un vero viaggio nel tempo, dove ogni opera si pone come strumento di riflessione sul tema del consumo del tempo come uno degli effetti deteriori di Antropocene e invita a esplorare un nuovo rapporto con la materia, non più estrattivo ma restitutivo.

Il viaggio d’arte di Francesca Leone continua con la partecipazione, assieme a MAGAZZINO, alla sezione UNLIMITED di Art Basel 2022 con l’opera Si può illuminare un cielo melmoso e nero?. L’installazione, in mostra dal 16 al 19 giugno 2022 a Basilea, esplora il tema del disorientamento e della mancanza di punti di riferimento. I fogli di metallo riciclato che la compongono, trattati con stratificazione di colore e posizionati sul soffitto dello spazio, rievocano l’immagine di un cielo denso e scuro, che il visitatore è invitato ad ammirare in tutta la sua eleganza dal basso.

Crediti: Ph. Ugo Carmeni