concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Curso de Aquarela com Lilian Arbex - SP

 

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O curso tem como objetivo introduzir os alunos no mundo da aquarela, desde noções básicas até uma maneira divertida de expressar a criatividade e investigar novos territórios da arte. Trabalhamos tanto as técnicas tradicionais quanto as experimentais, como o uso de pincéis alternativos.

Em cada encontro haverá demonstração da técnica da aquarela, seguida de conversa com os integrantes do grupo sobre os projetos a serem desenvolvidos no decorrer das aulas.

Será feito o acompanhamento individual dos integrantes do grupo, com discussão e análise dos trabalhos realizados.
CLIQUE AQUI E FAÇA SUA INSCRIÇÃO

ou envie um email para

lilianarbexfinearts@gmail.com

DATAS, HORÁRIOS E FORMATOS DE AULA

Aulas Presenciais
Sextas-feiras, das 10h30 às 12h30
1ª e 3ª semana de cada mês

Aulas Virtuais
Toda quarta-feira, das 16h às 18h

INVESTIMENTO
Duas aulas por mês: R$ 315,00
Quatro aulas por mês: R$ 595,00

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Museus-Casas promovem programação com arte, memória, música, cinema e atividades educativas - SP


 

Museu Casa Mário de Andrade. Foto: divulgação

 

Museus-Casas promovem programação com arte, memória, música, cinema e atividades educativas  

Atrações dos Museus Casa das Rosas, Guilherme de Almeida e Mário de Andrade têm entrada gratuita

São Paulo, outubro de 2026 – Os Museus Casas das Rosas, Guilherme de Almeida e Mário de Andrade, equipamentos da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo gerenciados pelo Instituto Poiesis, oferecem em outubro uma programação gratuita com apresentações culturais palestra, oficina, visita temática e sessão de cinema. A agenda, com ações presenciais e online, reúne literatura, música, artes visuais, cinema, memória e patrimônio a partir dos acervos e temas das instituições.

Na sexta-feira, 2 de outubro, a Casa das Rosas recebe a apresentação “Poesia concreta e música popular experimental”, com a pesquisadora e artista interdisciplinar Marina Tenório. Desenvolvida no âmbito do Programa de Incentivo à Pesquisa da Casa das Rosas – Bolsa Haroldo de Campos, a investigação aborda as relações entre a poesia concreta e a música popular experimental produzida em São Paulo nos anos 1980, tendo como eixo a obra de Itamar Assumpção.

A partir das coleções Haroldo de Campos e Luiz Carlos Vinholes, Marina analisa aproximações entre o concretismo e a vanguarda musical paulistana, com destaque para composições como É tanta água e Ciúme do perfume. O estudo observa procedimentos como o uso do espaço e do silêncio, pausas, módulos sonoros, colagens e sobreposições, além da presença da cidade na obra do compositor. A apresentação integra as ações do Dia Internacional da Música, celebrado em 1º de outubro, e será presencial, com inscrição prévia pelo site da instituição.

Já no sábado, 3 de outubro, a Casa das Rosas promove a oficina “Caderno Lugar: memórias da rua”, com o artista visual, designer gráfico e arte-educador Léo Daruma. Das 13h às 17h, os participantes serão convidados a criar livros de memórias visuais e escritas a partir de experiências, referências e percepções sobre o território onde vivem, reunindo lembranças, imagens, palavras e afetos. A ação é realizada em parceria com o Museu da Língua Portuguesa e requer inscrição prévia.

Na mesma data, o Museu Casa Mário de Andrade realiza o CineMário: Batuque Paulista (2016). Em comemoração ao mês de nascimento de Mário de Andrade, a programação começa com uma visita temática à exposição Eu Persigo São Paulo: Mário e a cidade, conduzida pelo Núcleo Educativo, com foco na relação do escritor com São Paulo e, especialmente, com a Barra Funda. Em seguida, será exibido o documentário Batuque Paulista (História do Samba Paulista), que aborda a origem do samba na cidade e sua importância como manifestação cultural e patrimônio imaterial brasileiro. A programação é gratuita e não exige inscrição.

Na quarta-feira, 7 de outubro, o Museu Casa Guilherme de Almeida promove a palestra online “Animais em arte e representação: imagens, afeto e memória”, com a artista visual, professora e pesquisadora Juliana Copetti Hickmann. Em diálogo com a exposição Cachorrinhos da Casa da Colina, o encontro discute as diferentes formas de representação dos animais na história da arte e os vínculos afetivos e simbólicos construídos a partir dessas imagens.

Entre os exemplos abordados estão retratos de animais de companhia, representações antropomórficas e sua presença no ambiente doméstico. Mestre em Artes Visuais pela Nottingham Trent University, no Reino Unido, Juliana é docente de Artes Visuais no Instituto Federal Farroupilha (IFFar), no Rio Grande do Sul. A palestra requer inscrição prévia pelo site da instituição.

Encerrando a programação da semana, na sexta-feira, 9 de outubro, o Museu Casa Mário de Andrade apresenta os resultados da pesquisa “Cartas de família”, desenvolvida no âmbito do Programa de Incentivo à Pesquisa da instituição – Bolsa Mário de Andrade, em sua segunda edição. O pesquisador João Candido Stringari parte da correspondência familiar do escritor, preservada no Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB-USP), para abordar aspectos de sua vida íntima e cotidiana, incluindo relações familiares, afetos e a dinâmica doméstica da casa da Rua Lopes Chaves.

A apresentação terá participação do professor Marcos Antonio de Moraes, especialista na correspondência de Mário de Andrade, e será presencial, com inscrição prévia pelo site da instituição.

 

SERVIÇO

Casa das Rosas
2 de outubro, sexta-feira, das 14h30 às 16h
Apresentação dos resultados da Bolsa Haroldo de Campos: Poesia concreta e música popular experimental
Inscrições pelo site

3 de outubro, sábado, das 13h às 17h
Oficina Caderno Lugar: memórias da rua
Inscrições pelo site 

Casa Guilherme de Almeida
7 de outubro, quarta-feira, das 19h às 21h
Palestra Animais em arte e representação: imagens, afeto e memória
Online | Inscrições pelo site

Casa Mário de Andrade
3 de outubro, sábado, das 14h às 16h
CineMário: Batuque Paulista (2016)
Atividade gratuita, sem inscrição prévia

9 de outubro, sexta-feira, das 14h30 às 16h
Apresentação dos resultados da Bolsa Mário de Andrade: Cartas de família
Inscrições pelo site

Sobre os Museus-Casas de São Paulo 

A Casa das Rosas, Casa Mário de Andrade e Casa Guilherme de Almeida são museus-casas da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e geridos em parceria com o Instituto Poiesis. Os museus estão distribuídos pelo território da cidade de São Paulo e abordam a relação das casas com patrimônio cultural, domesticidade, suas vizinhanças, além de refletir e contextualizar as personagens que as habitaram e seu legado na contemporaneidade. 

Sobre a Poiesis 

A Poiesis é uma Organização Social de Cultura que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual, e de difusão da língua e da literatura. 

 

fonte: Agência Galo 

fonte: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo 


Fundação Clóvis Salgado abre inscrições gratuitas para o 6º Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais e Fotografia - até dia 11 de outubro


CâmeraSete - Crédito Paulo Lacerda

Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais_ crédito Paulo Lacerda

Fundação Clóvis Salgado abre inscrições gratuitas para o 6º Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais e Fotografia


Prazo vai até o dia 11 de outubro; selecionados ganham prêmio em dinheiro e poderão expor suas obras ou propor curadorias para as galerias do Palácio das Artes e a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais


A Fundação Clóvis Salgado (FCS) abre edital para a 6ª edição do Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais e Fotografia do Palácio das Artes. As inscrições são destinadas a artistas, curadores, pesquisadores e outros profissionais interessados em expor seus trabalhos ou propor curadorias para as Galerias do Palácio das Artes (Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta) e para os dois espaços expositivos da CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 3 de agosto (segunda-feira) a 11 de outubro de 2026 (domingo), por meio de formulário disponível no site da FCS e da APPA. O resultado final será divulgado em 9 de novembro de 2026, também nos portais das instituições. A abertura das exposições de fotografia acontece no dia 18 de dezembro, e a de artes visuais no dia 22 de dezembro de 2026, ambas com período expositivo até 28 de março de 2027. Dúvidas podem ser enviadas para o email artesvisuais@fcs.mg.gov.br.


O Prêmio Décio Noviello aceita tanto inscrições individuais quanto propostas coletivas de brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros com residência no Brasil. Os documentos exigidos, bem como os critérios de seleção, são especificados em edital que pode ser encontrado nos sites da FCS e da APPA – Cultura e Patrimônio. Os trabalhos serão analisados por uma comissão de seleção, que contará com a participação de um representante da Gerência de Artes Visuais da FCS e profissionais convidados com notória especialização na área. Serão avaliados os portfólios dos inscritos e os projetos apresentados conforme os critérios de qualidade e contemporaneidade, relevância estética e conceitual, originalidade e ineditismo em Belo Horizonte e adequação ao espaço físico pretendido. Além da possibilidade de exporem seus trabalhos, os artistas contemplados recebem uma premiação em dinheiro – R$ 8 mil para mostras individuais e R$ 10 mil para exposições coletivas.


Hoje denominado Prêmio Décio Noviello, o antigo Edital de Ocupação da Fundação Clóvis Salgado — criado em 2008 — é uma importante ferramenta de estímulo à produção artística em âmbito nacional, permitindo o acesso do público a diferentes linguagens. De 2016 a 2019, foram contemplados pelo Edital de Artes Visuais da FCS trabalhos de artistas como Adriana Maciel (MG), André Griffo (RJ), Bete Esteves (RJ), Claudia Tavares (RJ), Éder Oliveira (PA), Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa (RJ), Juliana Gontijo (MG), Luis Arnaldo (SP), Marcelo Armani (RS), Nydia Negromonte (MG), Ricardo Burgarelli (MG), Ricardo Homen (MG), Lorena D’Arc (MG), Renata Cruz (SP) e Rodrigo Arruda (SP). Já o Edital de Fotografia da FCS contemplou, desde sua primeira edição, trabalhos de artistas como Daniel Antônio (SP), Letícia Lampert (RS), Luiza Baldan (RJ), Nelton Pellenz (RS), Tiago Aguiar (MG), Coletivo Família de Rua (MG), Victor Galvão (MG) e Élcio Miazaki (SP).


A partir de 2020, o edital passou a ser nomeado em homenagem ao desenhista, cenógrafo, figurinista, gravurista e pintor belo-horizontino Décio Noviello. Desde então, foram contemplados os projetos dos artistas Froiid (MG), João Angelini (MG), erre erre (SP), da curadora Joyce Delfin (MG) — pela exposição da artista carioca Marcela Cantuária (RJ) —, de Pedro Neves (MA), Eduardo Hargreaves (MG), Marcus Deusdedit (MG), Rubens Pileggi (GO) e Juliana Oliveira – julianismos (MG), além de Cho (SP), Leiner Hoki (MT) e Alisson Damasceno (MG), na linguagem das artes visuais. Na fotografia, foram selecionados Maurício Pokemon (PI), Dalila Coelho (MG), Chris Tigra (SP), Matheus Dias (CE), Julia Baumfeld (MG), Bruno Barreto (RS), Coletivo Núcleo Nômade de Fotografia (MG), Marlon de Paula (MG), Maria Vaz (MG) e Luiza Nobel (MG).



Serviço

Edital do 6º Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais e Fotografia

Período de inscrições: 3 de agosto a 11 de outubro de 2026

Banca de seleção:  19 a 30 de outubro de 2026

Resultado preliminar: 3 de novembro de 2026

Solicitação de parecer técnico e recurso: 3 a 7 de novembro de 2026

Resultado final: 9 de novembro de 2026


Abertura das exposições de fotografia: 18 de dezembro de 2026

Período expositivo fotografia: 19 de dezembro de 2026 a 28 de março de 2027


Abertura das exposições de artes visuais: 22 de dezembro de 2026

Período expositivo artes visuais: 23 de dezembro de 2026 a 28 de março de 2027


Inscrição gratuita


Informações para o público: https://fcs.mg.gov.br


fonte: Luz Comunicação - @luz.comunica 


Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar? - Museu Lasar Segall - SP

 Núcleo de Estudos Marcello Grassmann

Mostra "Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?" promove conversa neste sábado, dia 03/10, no Museu Lasar Segall

Com curadoria de Luiz Armando Bagolin, a exposição reúne doze artistas e celebra a gravura a partir do histórico ateliê coletivo que funciona na casa de Segall, na Vila Mariana, desde 1989

A exposição “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu:o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin, segue até o dia 19 de outubro de 2026 no Museu Lasar Segall, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. O evento - que tem entrada gratuita, conta com apoio da Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall e do Núcleo Marcello Grassmann.

Para finalizar a programação cultural, acontece uma conversa entre o curador, os artistas e público sobre o tema  "Por que e para quem se grava hoje?", no dia 03 de outubro de 2026 (sábado), a partir das 15h. Com 30 vagas, o evento tem coordenação de Luiz Armando Bagolin e Paulo Camillo Penna. Houve previamente a projeção do filme “Atelier Piratininga- Entalhes no tempo”, seguida de conversa com artistas e duas oficinas de criação e impressão de matrizes de gravura em relevo e estêncil. 


Reunindo gravuras de doze artistas visuais — Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista —, a mostra celebra o fazer gráfico em seu campo expandido, que vai da gravura em metal e da xilogravura à monotipia e ao desenho.

No centro da exposição está o ateliê de gravura como espaço coletivo de trabalho: o lugar onde a imagem não nasce pronta, mas se constrói por etapas, é reimpressa e se transforma a cada passagem pela matriz. Os doze artistas partilham essa prática comum — muitos deles formados ou atuantes em ateliês de gravura de São Paulo — e trazem para a sala um recorte dessa produção feita a muitas mãos.

A escolha do Museu Lasar Segall tem sentido preciso. A casa que foi residência e ateliê do pintor abriga, há décadas, um ateliê coletivo de gravura em plena atividade. Expor ali é aproximar as obras do próprio lugar em que muitas delas foram pensadas e impressas, e lembrar que o museu, antes e além da sala de exposição, é também um espaço de fazer.

“‘Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu” não é um percurso que proponho: o primeiro trajeto é o que a casa vê quando se vira para dentro; o segundo, o que estas obras já fazem quando entram no acervo. E há um terceiro, que dispensa a sala: do lado de fora, a gráfica se cola ao muro, exposta ao tempo e a quem passa”, afirma o curador Luiz Armando Bagolin.

Serviço
Mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”
Curadoria: Luiz Armando Bagolin
Artistas visuais: Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista
Apoio: Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall e do Núcleo Marcello Grassmann
Período: 18 de julho a 19 de outubro de 2026
Visitação: Quarta a segunda, das 11h às 19h
Entrada: Gratuita e Livre

Programação cultural

Dia: 03 de outubro de 2026 (sábado), 15h às 17h
"Por que e para quem se grava hoje?"
Conversa entre curador, artistas e público sobre o tema da exposição Do Museu ao Ateliê, do Ateliê ao Museu: o que a gráfica pode imaginar? organizada em torno das questões: o que é e para que serve um ateliê de gravura hoje.


A conversa se compõe de dois movimentos: primeiro, o ateliê de gravura como categoria entre nós — os coletivos, os gabinetes, os acervos, em que cada artista fala a partir de sua experiência de ateliê; no segundo, a circulação da estampa para fora do campo — quem recebe a gravura hoje que não seja gravador ou tenha uma relação estreita com a gravura.
Coordenação: Luiz Armando Bagolin e Paulo Camillo Penna
Participantes: qualquer pessoa interessada em acompanhar a conversa.
Vagas: 30
Local: ateliê de gravura
Inscrições: Por ordem de chegada no dia da apresentação
Gratuito

Local: Museu Lasar Segall
Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo/SP 04120-040
Tel: (11) 2159 0400
Email: info@mls.gov.br
Site: www.mls.gov.br

Redes sociais
Museu Lasar Segall @museu_lasar_segall
Luiz Armando Bagolin @labagolin
Amália Barrio @amaliabarrio
Cláudio Caropreso @caropresoxilogravura
Comtrario Pereira @comtrario
Francisco Maringelli @franciscomaringelli
Paulo Penna @paulocpenna1970
PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella) @pf.cozinhadagravura
Pedro Pessoa @pedro_pessoa1
Rafael Kenji @kenji.rafa
Raphael Giannini @raphael_com_ph_
Ulysses Bôscolo @ulyssesbo
Zizi Baptista @zizibaptista

Guido Totoli e São Francisco - Terra, Transformação, Espírito - Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

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Guido Totoli

Quando São Francisco encontra Guido Totoli

Exposição reúne obras de diferentes décadas e criações recentes em torno de uma referência que acompanha o artista desde a infância


Guido Totoli apresenta, em 17 de setembro, no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, a exposição Guido Totoli e São Francisco - Terra, Transformação, Espírito, com curadoria de Claudia Totoli. A mostra reúne 22 obras entre desenhos, pinturas, esculturas e cerâmicas, realizadas em diferentes momentos de uma trajetória que atravessa mais de sete décadas, incluindo tanto peças de seu acervo pessoal quanto trabalhos criados especialmente para a ocasião. A partir de sua relação com São Francisco de Assis, o conjunto estabelece um diálogo entre terra, transformação e espírito.

A escolha de São Francisco é proposital e sua presença acompanha a produção de Totoli, ganhando na exposição novas possibilidades de leitura a partir do diálogo entre obras de diferentes períodos. Para a curadora, esse percurso evidencia uma afinidade que ultrapassa a representação do santo e se aproxima de valores presentes na própria produção do artista, como a relação com a natureza, a simplicidade e a atenção ao outro.

“A relação de Guido com São Francisco atravessa sua trajetória. Ao selecionar as obras, fui percebendo como a figura do santo, sua relação com a natureza e sua atenção aos mais necessitados já estavam presentes, de diferentes formas, em sua produção. Parecia que tudo já estava conversando”, define Claudia Totoli.

Essa leitura também orientou a construção do espaço expositivo. O percurso parte da ideia de peregrinação: no centro, as esculturas formam uma cruz grega inscrita em um octógono; ao redor, desenhos, pinturas e painéis cerâmicos apresentam diferentes momentos da vida e da mensagem de São Francisco. Elementos sonoros e uma fragrância inspirada em folhas e capim fresco integram a montagem. A seleção reúne peças que permaneceram guardadas ao longo dos anos, algumas pertencentes ao acervo pessoal do artista, ao lado de trabalhos especialmente criados para a exposição. O conjunto evidencia a liberdade com que Totoli transitou por diferentes linguagens e materiais e, ao mesmo tempo, revela a permanência de São Francisco como referência em sua produção.

“Com a minha idade e experiência, pude transitar por vários temas durante minha carreira. Experimentei vários instrumentos, mas foi na pintura, cerâmica, escultura em terracota e desenho que adquiri um conhecimento muito grande. Manusear esses materiais é a minha vida”, afirma Guido Totoli.

A exposição integra a programação do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo dedicada aos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, aproximando diferentes tempos da produção de Totoli em torno de uma referência que permanece ativa em seu trabalho.

“Hoje, para me inspirar, junto tudo o que aprendi na minha vida e que se completou agora. Onde estou, na rua, no carro, estou tendo ideias. Daí me preparo mentalmente através dessas ideias e coloco em prática.” – Guido Totoli

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SERVIÇO

Exposição: Guido Totoli e São Francisco - Terra, Transformação, Espírito

Artista: Guido Totoli

Curadoria: Claudia Totoli

Abertura: 17 de setembro de 2026, às 19h

Período: 18 de setembro a 7 de novembro de 2026

Local: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 436 – Higienópolis – São Paulo – SP

Dias e horarios: de segunda a quinta-feira – das 9 às 13h e das 15 às 17h | Sexta-feira – das 9:30 às 13h

Contato: (11) 97336-9662 | @guidototolistudio | @ Gtotoli

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exposição AMOSTRADAS - CCSP

 


Sou Kit Gom coloca a pintura em movimento na Galeria Mayer Mizrahi - SP



 

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Sou Kit Gom

 

Entre o que se vê e o que a pintura transforma

A Galeria Mayer Mizrahi exibe, a partir de 03 de outubro, “O arrebatamento da pintura”, exposição individual de Sou Kit Gom, com curadoria de Denise Mattar. A mostra reúne 30 pinturas realizadas entre 2023 e 2026, nas quaisambientes e outros elementos reconhecíveis permanecem como pontos de partida para uma investigação cada vez mais concentrada na cor, no gesto e na própria matéria da pintura.

Na leitura da curadora, a força do trabalho de Sou Kit Gom está na relação entre o que imagina e o que acontece quando a pintura começa a se fazer. Ele parte de uma composição pensada e desenhada, mas, diante da tela, aceita que o processo tome outros caminhos. “Quando pinto, tudo muda”, diz o artista. A cor, então, ganha autonomia e passa a participar da construção da obra.

Flores, vasos, casas, árvores, mesas e cadeiras continuam reconhecíveis, mas deixam de cumprir apenas a função de representar o mundo para se tornarem também cor, matéria, gesto e estrutura. “Uma flor começa como flor e termina como pincelada”, observa a curadora. A figura permanece, mas é atravessada pela pintura, em um movimento que aproxima o artista da abstração não pela eliminação do mundo visível, mas por sua transformação.

Sou Kit Gom identifica esse movimento ao dizer que está em um caminho de “abdicar da figura”, embora ela ainda permaneça como uma espécie de âncora enquanto a pintura procura escapar dela. Para Denise Mattar, a tensão entre estrutura e liberdade, reconhecimento e dissolução, motivo e matéria é justamente o que dá vida ao trabalho.

“A ideia encontra a matéria, o desenho encontra a cor, a estrutura encontra o gesto. E a pintura reivindica seu próprio caminho. Nesse embate, entre aquilo que o artista pretende fazer e aquilo que a pintura exige dele, está o lugar mais vivo da obra de Sou Kit Gom.” — Denise Mattar


SERVIÇO

Exposição: O arrebatamento da pintura

Artista: Sou Kit Gom

Curadora: Denise Mattar

Abertura: 3 de outubro, sábado, às 11h

Período: de 5 a 31 de outubro de 2026

Local: Galeria Mayer Mizrahi

Endereço: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1082 – Jardim Paulista – São Paulo, SP

Horários: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 16h

Telefone: (11) 3064-9492 | WhatsApp: (11) 94105-8449

E-mail: contato@galeriamayermizrahi.com.br

fonte:

Exposição ENTRE E AO REDOR por Leo Laniado - SP

 

Leo Laniado apresenta mostra que reúne pinturas e esculturas com figuras, paisagens e símbolos em torno de questões como memória, deslocamento e pertencimento. O vernissage acontece nesta quinta, dia 24/09, na A Estufa – Vila Madalena


De 25 de setembro a 17 de outubro, a A Estufa apresenta Entre e ao Redor, exposição individual de Leo Laniado, com curadoria de Karina Machado e do próprio artista. A mostra reúne pinturas e esculturas produzidas entre 2018 e 2026, que articulam figuras, paisagens e símbolos em torno de questões como memória, deslocamento e pertencimento.

Sem estabelecer um percurso único, a exposição coloca o público diante de imagens que oscilam entre familiaridade e estranhamento — e pergunta, por meio delas, como reconhecemos o outro e o lugar que ocupamos no mundo. Laniado convida o espectador a ocupar um intervalo e reconhecer aquilo que o cerca; a refletir sobre aquilo que aproxima e separa pessoas, lugares e experiências.

 

Exposição ENTRE E AO REDOR por Leo Laniado

Data: de 25 de setembro a 17 de outubro de 2026

Horário: de segunda a sexta-feira – das 10h às 17h | sábado – das 10h às 13h

Local: A Estufa – Rua Wisard, 53 – Vila Madalena – São Paulo – SP

Entrada e serviço de valet gratuitos



Maria Helena Antoniadis| mariahelena@a3comunicacao.com.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Dos Brasis, maior exposição de arte negra do país, chega ao Sesc Franca com recorte inédito

 

Foto: Bruna Damasceno

Mostra dedicada à produção de artistas negros apresenta cerca de 85 obras, entre elas peças do Acervo Sesc de Arte, em diálogo com a história e o movimento negro de Franca;

Franca (SP), agosto de 2026 - Uma das mais importantes iniciativas recentes das artes visuais brasileiras chega ao interior paulista. De 28 de agosto de 2026 a 31 de janeiro de 2027, o Sesc Franca recebe Dos Brasis - Arte e Pensamento Negro, a mais abrangente exposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros. A mostra propõe uma revisão da história da arte brasileira a partir de criadores, intelectuais, comunidades e experiências que, apesar de fundamentais para a formação cultural do Brasil, permaneceram à margem das narrativas oficiais e dos espaços de reconhecimento.

Com cerca de 90 obras, o recorte apresentado no Sesc Franca reúne artistas de diferentes gerações e regiões do país. Pinturas, fotografias, esculturas, instalações, objetos, trabalhos têxteis, documentos e produções audiovisuais evidenciam a pluralidade da arte negra brasileira atravessada por memórias, espiritualidade e experiências sociais. Para ampliar o diálogo proposto na exposição, a programação de abertura conta com a apresentação da Velha Guarda da Mangueira, que celebra 70 anos de trajetória em um repertório dedicado às matrizes do samba carioca.

Com curadoria geral de Igor Simões e curadoria adjunta de Lorraine Mendes e Marcelo Campos, a montagem preserva a integridade conceitual do projeto apresentado anteriormente no Sesc Belenzinho, em São Paulo, e no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, mas assume características próprias em Franca. O novo recorte estabelece relações com o espaço expositivo e com a história cultural do município. Para esta edição, sete obras do Acervo Sesc de Arte passam a integrar a mostra, com trabalhos de No Martins, Eustáquio Neves, Isa do Rosário, Lidia Lisbôa, Jorge dos Anjos e Miguel Penha Chiquitano.

Confira a relação de 76 artistas e coletivos que participam da mostra: Abdias Nascimento (SP), Afonso Pimenta - Retratistas do Morro (MG), Alexandre Alexandrino (SP), Aline Motta (RJ) e Dona Romana (TO), Ana das Carrancas (PE), André Vargas (RJ), Angela Lima (PE), Annia Rízia (BA), CALXDR e Diego Crux  (SP), Charlene Bicalho (MG), Claudia Lara (PR), Daniel Lima (RN), Davi Cavalcante e Rayanne Ellem (SE), Debis e Pablo Monteiro (MA), Denis Moreira (SP), Denise Camargo (SP), Emanoel Araújo (BA), Emanuely Luz (MA), Francelino Mesquita (PA), Gabriel Archanjo Santo (PI), Glauce Santos (PA), Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (RJ), Gugie Cavalcanti (DF), Guto Oca (SP), Helton Vaccari (MS), Isa do Rosário (SP), Joyce Nabiça (PA), Keila Sankofa (AM), Larissa Vieira (SE), Li Vasc (PB), Lucélia Maciel (BA), Luciano Feijão (ES), Lucimélia Romão (SP), Marcela Bonfim (SP) e Dani Guirra (MT), Marcos Dutra (TO), Marcus Deusdedit (MG), Maria Macêdo (CE), Mariana Rocha (RJ), Mauricio Igor (PA), Mika (PI), Napê Rocha (ES), Noemisa Batista dos Santos (MG), Odaraya Mello (RJ), Pablo Figueiredo (MA), Paula Duarte (MG), Priscila Rezende (MG).

Quilombo do Campinho – Adilsa Conceição Martins (RJ), Quilombo do Campinho – Ismael Alves Conceição (RJ), Quilombo do Campinho – Nelba Brasilicia (RJ), Quilombo Pedra D’Água: Rendas de Ofício - Marlene Leopoldina Vital (PB), Quilombo Pedra D’Água: Labirinteiras - Dona Maria Marta, Maria de Lourdes Ferreira dos Santos, Severina Francisca da Silva Pereira, Lidiane Saturnino da Silva, Maria Helena Duarte de Lemos (PB), Rafael Bqueer (PA), Rafael da Luz (PA), Renata Felinto (SP) e Shambuyi Wetu , Roger Cipó e Carlos de Assumpção (SP), Sérgio Adriano H (SC), Seu Valentim Conceição (RJ), Sheyla Ayo (SP), Silvana Rodrigues (RS), Sunshine Castro (MA), Thiago Costa (PB) e Folguedo dos Caretas de Triunfo (PE), Ueliton Santana (AC), Ulisses Arthur (AL), Ulisses Mendes (MG), Vera Ifaseyí (RJ), Waleff Dias (AP), Yhuri Cruz (RJ).

Franca como território de criação, memória e resistência

A edição estabelece uma relação direta com três personalidades negras de forte vínculo com Franca: Abdias Nascimento, Isa do Rosário e Carlos de Assumpção. Suas trajetórias aproximam a dimensão nacional da exposição da história cultural e política da cidade.

Abdias Nascimento nasceu em Franca, em 14 de março de 1914. Artista plástico, escritor, dramaturgo, professor, político e ativista, fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN) e dedicou sua vida ao combate ao racismo e à defesa do pensamento pan-africanista. A cidade constitui, portanto, o ponto de origem de uma trajetória que transformou o teatro, as artes, a política e o debate racial no Brasil. Abdias também é patrono da Casa da Cultura e do Artista Francano, equipamento municipal.

A própria história do Sesc Franca mantém forte ligação com esse legado. A unidade iniciou suas atividades, em novembro de 2024, com a exposição O Quilombismo – Documentos de uma Militância Pan-africanista, dedicada à vida, à obra e ao pensamento de Abdias.

Nascida em Batatais, Isa do Rosário construiu uma relação profunda com Franca a partir do contato com o movimento negro local e de sua atuação em iniciativas de arte, educação e preservação da cultura afro-brasileira. Durante a pandemia de Covid-19, estabeleceu residência definitiva na cidade. Bordadeira, artista visual, poeta, contadora de histórias e guardiã de saberes ancestrais, transforma tecidos, fios, memórias e referências aos orixás em obras que abordam diáspora, espiritualidade, cura e resistência. Sua trajetória inclui a representação do Brasil na 12ª Bienal de Liverpool, na Inglaterra, exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e a individual Como a Terra Respira, apresentada no Museu Afro Brasil, em São Paulo.

Carlos de Assumpção, nascido em Tietê em 1927, escolheu Franca como lugar de vida, atuação profissional e criação literária. Advogado na comarca e membro da Academia Francana de Letras, tornou-se uma referência da poesia afro-brasileira. Seu poema Protesto, escrito em 1958, converteu-se em marco da literatura negra por sua denúncia direta do racismo e por sua defesa da liberdade e da dignidade.

Sete núcleos para rever a história e imaginar outros futuros

A exposição organiza-se em sete núcleos curatoriais, que funcionam como campos de reflexão. Cada núcleo reúne obras de histórias, linguagens e territórios distintos e propõe conexões entre experiência estética, pensamento crítico, memória, política e vida cotidiana.

A necessidade de questionar as estruturas que definiram o que deveria ou não ser reconhecido como arte brasileira norteia o núcleo Romper. As obras confrontam o cânone formado sob a perspectiva da branquitude e evidenciam artistas negros que sempre participaram da criação artística do país, embora muitos tenham sofrido apagamento, enquadramento em categorias menores ou exclusão dos livros, museus e coleções. As obras também expandem os limites tradicionais entre arte erudita, popular, comunitária e contemporânea.

Foto: Matheus José Maria

Branco Tema inverte uma posição histórica em objetos de observação, classificação e representação por artistas e pesquisadores brancos. Nesse núcleo, artistas negros assumem o lugar de autores do olhar e fazem da branquitude, de seus privilégios e de suas formas de poder, um tema de análise. A mudança de perspectiva revela que nenhum olhar é neutro e que toda imagem participa de disputas políticas e sociais.

O núcleo Negro Vida apresenta corpos, afetos, cotidianos, festas, intimidades, desejos e modos de existência que não se limitam às imagens de violência e sofrimento. As obras revelam a multiplicidade de escolhas estéticas e materiais da produção negra contemporânea, com espaço para abstração, figuração, experimentação formal, memória familiar e invenção de novas identidades.

Amefricanas tem como referência o conceito de amefricanidade formulado por Lélia Gonzalez. O núcleo reconhece o protagonismo das mulheres negras na construção cultural, política e social das Américas. As obras abordam maternidade, trabalho, espiritualidade, sexualidade, cuidado, liderança e resistência. Em vez de tratar essas mulheres apenas como vítimas de estruturas racistas e patriarcais, o conjunto destaca sua capacidade de criar redes, preservar saberes e sustentar comunidades.

Formas coletivas de existência e ação política são apresentadas em Organização Já. Quilombos, associações, irmandades, escolas de samba, movimentos sociais, grupos culturais e práticas comunitárias aparecem como espaços de proteção, criação e construção de autonomia. O núcleo mostra que a organização negra não se restringe à reação contra a violência: ela também produz conhecimento, sociabilidade, celebração, educação e novas possibilidades de futuro.

Legítima Defesa parte da afirmação atribuída a Luiz Gama de que a pessoa escravizada que mata seu senhor age em legítima defesa. O núcleo amplia essa ideia para refletir sobre diferentes respostas às estruturas de violência, exploração e exclusão. Raiva, denúncia, ironia, confronto, proteção do corpo e recuperação da dignidade aparecem como forças políticas e poéticas. As obras demonstram que a resistência pode assumir muitas formas, da ação coletiva ao gesto artístico.

Baobá, único núcleo cujo nome deriva de uma obra criada por Emanoel Araújo, aborda ancestralidade, espiritualidade, memória e transmissão de saberes. Assim como a árvore que atravessa gerações e guarda histórias, o núcleo relaciona passado, presente e futuro. O conjunto reúne referências a religiões de matriz africana, oralidade, cosmologias, conhecimentos comunitários e vínculos entre pessoas vivas, antepassados e descendentes. A ancestralidade aparece não como retorno idealizado ao passado, mas como fonte de orientação e criação contemporânea.

Educação e acessibilidade

Sob a coordenação de Andrea Mendes, o Programa Educativo promoverá mediações de visitação para diferentes públicos, além de atender o agendamento de grupos e desenvolver uma programação socioeducativa integrada à mostra. A formação da equipe contará ainda com a participação de Janaína Machado, primeira coordenadora do educativo de Dos Brasis no Sesc Belenzinho, responsável pela elaboração de um material que estabelece relações entre a exposição e as obras de artistas negros presentes no Acervo Sesc de Arte.

A exposição contará com vídeos em Libras, audiodescrição, paisagem sonora, legendas em braile, pictogramas, conteúdos acessíveis por QR Codes e uma obra tátil produzidos pela Alíngua. Esses recursos permitirão diferentes formas de aproximação e fruição.

Um projeto construído em escala nacional

Dos Brasis é resultado de uma iniciativa do Departamento Nacional do Sesc, realizada de forma colaborativa com os Departamentos Regionais e profissionais da Rede Sesc de Artes Visuais. Sua origem remonta a 2018, com a criação do eixo Afrobrasilidades: narrativas, memória e resistência, que impulsionou pesquisas, formações e debates sobre a produção artística negra e o racismo estrutural no sistema das artes.

Entre 2018 e 2023, o processo envolveu profissionais do Sesc de todos os estados e atividades presenciais em pelo menos 40 cidades de 14 unidades federativas. A investigação alcançou capitais, cidades do interior, ateliês, coleções, comunidades quilombolas e outros espaços de criação e preservação de saberes.

A primeira montagem de Dos Brasis foi inaugurada em agosto de 2023, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, onde recebeu mais de 140 mil visitantes. Em 2024, a exposição seguiu para o Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, com 384 obras de 241 artistas. A chegada a Franca dá continuidade a uma ação de circulação concebida para percorrer diferentes unidades do Sesc no país, com adaptações a cada território, mas sem perda de sua força crítica e poética.

 

SERVIÇO

Dos Brasis - Arte e Pensamento Negro

Curadoria-geral: Igor Simões

Curadoria-adjunta: Lorraine Mendes e Marcelo Campos

Abertura: 28 de agosto, às 19h

Período: de 29 de agosto de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Local: Sesc Franca - Av. Alonso Y Alonso, 3071 - Prolongamento Jardim Paulista

Entrada gratuita

 

Sobre o Sesc 

O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública, criada em 1946 por iniciativa do empresariado do setor de comércio de bens, serviços e turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral. 

No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 44 unidades, incluindo centros culturais e esportivos, bem como unidades especializadas. Oferece programações em diversas linguagens artísticas, atividades físico-esportivas e de turismo social, programas de saúde, educação para sustentabilidade, para a diversidade e para acessibilidade, alimentação, programas especiais para crianças, jovens e pessoas idosas, além do Sesc Mesa Brasil – programa institucional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. 

O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação não formal permanente com o intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia, a convivência e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir. 

 

Assessoria de imprensa do Programa de Artes Visuais do Sesc São Paulo: Agência Galo

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