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S/ Título, da série Travessia de retorno, 2022. Márvila Araújo. Foto divulgação
São Paulo, maio de 2026 - O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) apresenta a exposição Atlântico Sertão. São mais de 70 artistas, de diferentes regiões, para apresentar o sertão como um território ampliado de resistência. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações que, sob uma perspectiva decolonial, transforma a arte em memória e afirmação. A mostra articula os conceitos simbólicos de “Atlântico” e “Sertão” em uma narrativa crítica sobre espaços historicamente marcados por violência e exclusão, reconfigurando-os como um campo de criação e defesa de direitos humanos.
“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar diferentes narrativas sobre o país”, explica Ariana Nuala, que assina a curadoria ao lado de Marcelo Campos, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade. “Sertão é uma palavra construída, inventada para lugares distantes", destaca Marcelo Campos. “Na exposição, atualizado pelos artistas, apresentamos o sertão da tecnologia, do couro, aquele que reflete sobre ecologia e preservação ambiental”, completa o curador.
Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. “Adotamos o sentido metafórico de Guimarães Rosa: ‘O sertão está em toda parte’. Esse espaço irrestrito é ressignificado como lugar de resistência e (re)existência de grupos historicamente minorizados que, pelas veredas artísticas, rompem as cadeias da opressão colonial em defesa dos direitos humanos”, pontua Marina Maciel.
O projeto expográfico é assinado por Gisele de Paula, primeira mulher negra a assinar a expografia da 36ª Bienal de São Paulo. Sua proposta cria um percurso imersivo pelos pavimentos do CCBB, utilizando cores intensas inspiradas na paisagem cromática da região: “Refletimos sobre um sertão vivo. A intenção é transformar o espaço expositivo em uma experiência sensorial que conecta as diversas narrativas presentes nas obras”, comenta a arquiteta.
O impacto durante a visita ocorre tanto pela presença das obras de arte quanto pela transição simbólica das cores das paisagens sertanejas. O percurso inicia-se com o verde profundo das vegetações que resistem e brotam nas veredas sertanejas, representando a força da vida que teima em florescer. Em seguida, o olhar é conduzido pela imensidão do azul absoluto do céu, que reflete a liberdade e a espiritualidade contida nos horizontes abertos. A jornada culmina no calor do laranja, vermelho e amarelo vibrantes do pôr do sol, tonalidades que banham o sertão ao fim do dia e simbolizam o fogo das lutas e a esperança que se renova em cada entardecer.
Os seis núcleos curatoriais
Estruturada em seis eixos, a mostra reúne diferentes perspectivas curatoriais que, juntas, constroem uma leitura múltipla e contemporânea do sertão como território vivo, colorido, atravessado por dimensões históricas, espirituais, políticas e ambientais.
No núcleo Sertão Atlântico, com curadoria de Marcelo Campos, a mostra parte da relação entre terra e mar para abordar heranças indígenas, africanas e populares. Em Cosmologias em Movimento, da curadora Rita Vênus, os destaques são as práticas espirituais como formas de organização da vida e leitura do mundo. Em Ecologias Ancestrais e Futuros da Terra, de Thayná Trindade, está o sertão como um campo de conhecimento ancestral que resiste a lógicas externas e projeta possibilidades de continuidade.
A dimensão coletiva ganha centralidade em Comunidade, Retomada e Sertões Negros, com curadoria de Amanda Rezende, que evidencia modos de vida baseados na partilha, na oralidade e na memória. Em Arquivos Vivos, Grafias e Inscrições da Terra, a curadora Ariana Nuala propõe o sertão como um sistema ativo de registro, onde inscrições ancestrais dialogam com tecnologias contemporâneas e novas formas de arquivo.
Encerrando o percurso, Sertão Atlântico, Travessias e Poeiras que Vêm do Saara, de Jean Carlos Azuos, amplia a perspectiva ao conectar Brasil e África por meio de relações geológicas, históricas e culturais. O núcleo evidencia fluxos de pessoas e saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo.
Os trabalhos apresentados em Atlântico Sertão são majoritariamente originários das regiões Norte e Nordeste, comunidades afrodescendentes e indígenas. Entre os participantes estão os artistas Antonio Obá, Ayrson Heráclito, Aline Motta, Dalton Paula, Denilson Baniwa, Jaime Lauriano, Lidia Lisboa, Maria Macedo, Nádia Taquary, Rafael Bqueer, Rosana Paulino, Tunga, Ziel Karapotó e muitos outros (confira a lista completa no final deste texto).
A mostra apresenta trabalhos inéditos comissionados especialmente para a exposição, com destaque para a instalação da premiada artista multimídia biarritzzz. Projetada para o térreo do CCBB São Paulo, a obra reúne múltiplas telas digitais em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró.
Concebida especialmente para o circuito CCBB, Atlântico Sertão permite uma experiência ampliada por meio de uma programação paralela que inclui visitas guiadas, debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos. Para Cláudio Mattos, Gerente Geral do CCBB São Paulo, “a mostra promove reflexões sobre identidade, inclusão e diversidade, por apresentar o sertão como espaço de invenção, resistência e multiplicidade cultural de forma potente e plural, demonstrando que a arte é instrumento de pensamento crítico e construção de novas narrativas sobre o Brasil’. Após a temporada paulista, a exposição segue para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027.

Pedra Latente, 2023. Rodrigo Braga. Foto: divulgação
Coletivo Atlântico navega pela arte decolonial para avançar na defesa dos direitos humanos

Atlântico Vermelho, 2017. Rosana Paulino. Foto: divulgação
A reflexão sobre a defesa dos direitos humanos pela arte tem origem na pesquisa de Marina Maciel, iniciada no mestrado e aprofundada em seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), sob o tema “Direitos Humanos Achados na Arte” (MACIEL, 2024).
Essa investigação ultrapassou o campo teórico ao focar em ações concretas de transformação por intervenções artísticas. Em 2023 iniciaram-se as articulações do Coletivo Atlântico, como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico.
Sob essa construção coletiva, a escolha da nomenclatura “Atlântico” se deu em virtude de o oceano representar morte e sofrimento por empreitadas coloniais. Agora, pela arte decolonial, ele é ressignificado como um mar de vida e resistência.
As intervenções do Coletivo consolidam-se como um projeto contínuo de mobilização. O percurso teve início com a edição “Atlântico Vermelho”, título inspirado na obra da artista Rosana Paulino, que utiliza a cor para denunciar o massacre e a escravização da população negra em um espaço não apenas geográfico, mas histórico. Nessa ocasião, pela primeira vez na história, o prédio principal da ONU em Genebra recebeu uma exposição com 22 artistas afro-brasileiros e uma delegação de 50 pessoas que realizaram palestras, performances e apresentações musicais. Ao final, os integrantes do Projeto Atlântico Vermelho construíram coletivamente uma sugestão de recomendação internacional que foi entregue na ONU.
A repercussão internacional levou à idealização da segunda edição: “Atlântico Floresta”. Inaugurada em novembro de 2024 no Museu de Arte do Rio (MAR), durante a cúpula do G20, a mostra reuniu cerca de 50 expoentes da arte contemporânea para denunciar o genocídio e o servilismo impostos aos povos originários. As ações serviram como plataforma de mobilização em defesa das demarcações de terras e do meio ambiente equilibrado, manifestando oposição às práticas exploratórias do agronegócio.
Como desdobramento prático, o Coletivo articulou também a minuta do Projeto de Lei nº 1.928/2024, que visa regulamentar a profissão de artista visual no Brasil e tramita no Congresso Nacional desde maio de 2024.
A exposição Atlântico Sertão foi selecionada no Edital CCBB 2026-2027 e viabilizada por meio da Lei Rouanet. O projeto conta com o apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores (IGR/MRE) e Museu de Arte do Rio (MAR).
CCBB SÃO PAULO
O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado para formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.
SERVIÇO
Exposição: Atlântico Sertão
Local: CCBB São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Data: Até 3 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 20h, exceto às terças
Gratuito
Informações CCBB São Paulo
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600 | E-mail: ccbbsp@bb.com.br
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.
instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura
Contato Coletivo Atlântico
Site: www.projetoatlantico.com.br
Redes sociais: www.instagram.com/
Madona Nua, óleo sobre madeira, 50x40, Siron Franco, 1976_Divulgação Siron Franco
Exposição reúne mais de 100 obras de Siron Franco na Vila Cultural Cora Coralina
"Expressões" revela o olhar contundente do artista sobre ditadura, desigualdade e tragédias que marcaram o país. Até 6 de julho, na Vila Cultural Cora Coralina
Maio de 2026 - Goiânia recebe, até 6 de julho, a exposição Expressões, dedicada à obra de Siron Franco. Em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina, a mostra reúne mais de 100 trabalhos produzidos entre as décadas de 1960 e 1980 — período decisivo na formação estética e política do artista.
Com forte carga expressionista, as obras evidenciam o olhar crítico de Siron sobre o contexto social brasileiro, traduzindo em imagens o desconforto diante de temas como repressão, desigualdade e violência. O recorte curatorial privilegia trabalhos que dialogam com episódios marcantes da história recente, como a ditadura militar e o acidente com o Acidente com o Césio-137 em Goiânia, cuja abordagem expositiva inclui um ambiente imersivo que remete à cápsula do material radiológico.
Outro destaque é a instalação dedicada ao feminicídio, composta por dezenas de Madonas produzidas pelo artista nos anos 1970 e 1980, em uma reflexão potente sobre violência de gênero e religiosidade. As obras apresentadas pertencem a uma fase em que Siron, ainda jovem, começa a ganhar projeção nacional e internacional.
A exposição se estrutura a partir da arte como ferramenta de leitura e intervenção no mundo, colocando em diálogo questões universais como fome, desigualdade e resistência cultural. O percurso inclui ainda a instalação Fome, do artista e curador Aguinaldo Coelho.
Idealizador da mostra, Leopoldo Veiga Jardim destaca a força simbólica do conjunto apresentado. “Siron Franco não pinta apenas quadros — ele realiza verdadeiras biópsias do tecido social brasileiro. Expressões reúne o trauma da ditadura, o luto radioativo do Césio 137, as tensões do sincretismo religioso e a persistência da desigualdade contemporânea”, afirma.
Para o artista, a exposição propõe uma experiência formativa e provocadora. “A ideia é estimular reflexões sobre acontecimentos históricos que ainda reverberam na sociedade. É uma oportunidade de aproximar o público de obras que dialogam com a cultura, a identidade e a história goiana e brasileira”, diz Siron.
Sobre o artista - Nascido na cidade de Goiás, em 1947, Siron Franco é pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador e diretor de arte. Ao longo de sua carreira, acumulou importantes reconhecimentos, como o prêmio da I Bienal da Bahia (1968), o destaque no I Salão Global da Primavera (1973) e premiações nas edições XII (1974) e XIII (1975) da Bienal Internacional de São Paulo. Também recebeu os principais prêmios do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, consolidando-se como um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.
A exposição é realizada com recursos do Programa Goyazes, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com apoio da Óticas Vida.
Serviço – Exposição “Expressões”
Período expositivo: até 6 de julho de 2026
Visitação: segunda a domingo, das 9h às 17h
Local: Vila Cultural Cora Coralina
Endereço: Rua 23 com Rua 3, Setor Central – Goiânia (GO)
Entrada gratuita
fonte: Cor Comunicação
Mostra "Para falar de amor" realiza segunda edição e ocupa o novo Espaço Kura com 27 instalações da arte de rua até 7 de junho
A segunda edição da mostra “Para falar de amor” reúne 27 ocupações da arte de rua e inaugura o novo endereço do Espaço Kura: o Edifício Cotonifício, localizado no Largo do Paissandu, centro de São Paulo. Com curadoria de Saulo di Tarso e Kauê Fuoco, o projeto transforma o local em um lugar de criação e propõe uma experiência que articula produção, exposição e convivência.
O edifício escolhido carrega uma forte dimensão simbólica. Localizado em uma das regiões mais emblemáticas de São Paulo, o Cotonifício reúne camadas históricas que vão da atividade industrial ao uso como hotel, refletindo transformações urbanas e sociais. “É um espaço que evoca a memória de um centro pulsante, que já foi um dos mais importantes da cidade. O trabalho do Kura é justamente atuar nessa ressignificação”, destaca, um dos curadores, Saulo di Tarso.
Um dos destaques do projeto é a “Zona Neutra”, uma área de experimentação contínua dentro do edifício. Sem intervenções pré-definidas, o ambiente será ativado ao longo da mostra por artistas convidados e pelo público, em um modelo de curadoria em processo.
Para Kauê Fuoco, idealizador do Kura e também curador da mostra, a exposição reafirma a autonomia como motor da criação. “Acreditamos que é possível realizar uma exposição desse porte sem depender de incentivos externos. Existe um valor na execução direta, no fazer com as próprias mãos. O Kura nasce dessa ideia de independência”, afirma.
Serviço - Exposição “Para falar de amor” – 2ª edição
De 8 de maio a 7 de junho de 2026
Horário: De sexta a domingo, das 13h às 19h
Local: Edifício Cotonifício, Largo do Paissandú, s/nº – Centro São Paulo (SP)
Sobre Saulo di Tarso
Saulo di Tarso é artista visual e curador, especializado em estética comparada das artes visuais e da música moderna e contemporânea, arte urbana e novas mídias. Pesquisador de arte brasileira e sul-americana, colabora com diversas instituições de arte e cultura na América Latina. Além de ser ensaísta, museógrafo, produtor e arte-educador, coordenou espaços expositivos e programas de arte-educação, incluindo a Casa das Rosas e o Paço das Artes.Também atuou como curador em importantes instituições como o Museu Afro Brasil, a Casa do Olhar Luis Sacilotto, a Galeria da Unicamp e idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García.
Sobre Kauê Fuoco
Produtor cultural, artista plástico e empreendedor, Kauê Fuoco é o idealizador do Kura, empresa que atua e transforma o mercado com eventos, arte, curadoria e marketing para marcas/empresas. Além disso, produz experiências itinerantes proprietárias que unem entretenimento, cultura, arte e gastronomia, de uma forma lúdica, buscando agregar para a cidade e para a comunidade por meio do upcycle e da revitalização urbana. Kauê é um entusiasta de histórias, propõe resgates culturais e urbanos reintegrando narrativas, espaços e materialidades. Em seus projetos une cultura, arte, sustentabilidade e entretenimento, criando ecossistemas sólidos e rentáveis de negócio.
Sobre o Kura
O Kura é uma plataforma de experiências, idealizada por Kauê Fuoco, que combina eventos, arte, curadoria e marketing para marcas e empresas, promovendo entretenimento e cultura por meio de eventos itinerantes e projetos de revitalização urbana. Com foco em upcycling e narrativa lúdica, busca ressignificar e reintegrar pessoas à cultura. A empresa opera em duas frentes: criação de experiências autorais e instalações artísticas para eventos próprios, e desenvolvimento de experiências personalizadas e estratégias de posicionamento para empresas.
Instagram: @kura.te
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Crédito: Zipper Galeria
Paisagens de Laura Villarosa ocupam a Zipper Galeria
Artista desembarca em São Paulo para apresentar trabalhos recentes em que utiliza técnicas têxteis e diferentes materiais pictóricos
Maio de 2026- A partir de 16 de maio, a Zipper Galeria abre para o público Fio d’água, exposição de Laura Villarosa. Com texto crítico de Priscyla Gomes, a mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos em que a artista constrói paisagens imaginadas em que pintura e bordado se constituem mutuamente.
As composições de Villarosa evocam territórios anteriores ao mapa, superfícies percorridas por linhas e relevos que parecem preceder qualquer tentativa de localização geográfica. A artista trabalha a imagem que se forma pela acumulação paciente do gesto, fora do registro figurativo direto.
O bordado funciona como uma linguagem plástica autônoma e como método de pensamento para sua pesquisa. Cada camada de fio assentada sobre o tecido adensa a imagem, constrói volume, cobre uma região da superfície para que outra se revele. Suas paisagens resultam de sobreposições e decisões acumuladas ao longo de um tempo dilatado.
Sobre os trabalhos de Laura Villarosa, Priscyla Gomes destaca no texto crítico da exposição: “Ao fazer da pintura uma prática atravessada pelo fio, Laura retoma uma história antiga de gestos transmitidos e reinventados. Tecer, costurar, bordar e entrelaçar são ações cotidianas, recorrentemente associadas à produção feminina, mas também potentes modos de exploração do sensível. Nessa fusão de labores, a artista aproxima imagem e matéria, visão e tato, superfície e profundidade”.
Para este conjunto, a artista trabalha com fios de procedências diversas: alguns chegam por meio de fornecedores especializados, outros por doação de pessoas próximas que passaram a reconhecer em sua prática uma atenção particular ao material. Fios naturais convivem com sintéticos no mesmo trabalho, peças artesanais ao lado de industriais. A escolha de cada um aproxima-se da escolha de um pigmento. Em seus processos, Villarosa observa a cor que o fio carrega e o modo como ele absorve ou devolve a luz. Avalia também a textura que cada material imprime à superfície quando assentado em camada. Desses critérios surge a paleta de cada paisagem, definida pelo material antes mesmo de qualquer ideia de imagem.
Os trabalhos reunidos na mostra propõem uma forma de pensamento que se faz por meio da textura. O tecido bordado adquire ali a densidade de um campo pictórico e a sensibilidade de uma pele, submetido à mesma economia de gestos que organiza a pintura. O título "Fio d’água" elucida essa condição: uma imagem em transformação contínua, conduzida por um curso silencioso que se mantém em movimento.
Sobre a artista
Laura Villarosa (Palermo, Itália, 1961) vive e trabalha em Niterói, Rio de Janeiro, desde os anos 1980. Sua pesquisa estabelece a paisagem como campo expandido, no qual a pintura e as técnicas têxteis operam em regime de equivalência. Fios, linhas, algodão, nylon, cerâmica fria, aquarela, acrílica e resina são alguns dos materiais recorrentes em uma produção que recusa a representação literal do natural para propor, em seu lugar, uma construção material da experiência sensível diante da terra.
A formação de Villarosa articula um longo percurso em pintura e cor com o aprendizado de práticas têxteis incorporadas ao trabalho autoral a partir de 2017, quando passou pelo programa Imersões Poéticas da Escola Sem Sítio, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, sob acompanhamento do artista Efrain Almeida. Desde então, a artista trata o processo como matéria constitutiva da obra, acumulando camadas de fios, tecidos e pigmentos sobre superfícies que adquirem espessura e volume. As composições flertam com a abstração e evocam atmosferas que oscilam entre serenidade e inquietação.
Em séries recentes, como Paisagem e Sensibilidade, Villarosa amplia o repertório de materiais, trabalhando sobre sedas oriundas de San Leucio, antiga colônia fundada no sul da Itália no século XVIII, reconhecida pela produção de tecidos para palácios e por seu projeto de sociedade igualitária. A artista também passou a usar cerâmica fria para modelar nuvens e diferentes texturas para compor suas paisagens imaginárias, ao mesmo tempo utópicas e distópicas. A artista costura a cerâmica ainda úmida, antes que o tempo e o calor a endureçam, e não se vê como ceramista: toma o material como extensão da tinta. Há, nos trabalhos, um interesse pela imaterialidade do ar, pelo volume das nuvens, pela densidade das montanhas e pelo reflexo instável das águas.
Villarosa realizou as individuais Lugar de passagem, na Zipper Galeria (2024); A ambígua linha sinuosa, na Zipper Galeria (2021); Na Voluta do horizonte, na Casa Brasil (Rio de Janeiro, 2025); A (des)ordem natural das coisas, na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2025); Aurora, na Galeria Dotart (Belo Horizonte, 2023); Impermanências, no CEART UFF (Niterói, 2023); Impermanência, projeto solo para a Zona Maco (Cidade do México, 2023); Seiva, na C. Galeria (Rio de Janeiro, 2022, com curadoria de Catarina Duncan); Reinventando paisagens, na DotArt (Belo Horizonte, 2020); e Melancolia da paisagem, na Galeria Sem Título (Fortaleza, 2019). Participou de coletivas como Paralelas, na Casa Ondina (São Paulo, 2025); Fios, entre poéticas e tramas, na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2024); No tempo da pintura, na Galeria Belizário (São Paulo, 2024); Rios e seus afluentes, na C.Galeria para a ArtRio (Rio de Janeiro, 2023); Paisagem passagem, na Fundação Mokiti Okada (São Paulo, 2021); o 12º Salão dos Artistas sem Galeria, na Zipper Galeria (São Paulo, 2021); e Coradjetiva, na BADESC (Florianópolis, 2014).
Serviço:
Fio d’água – Laura Villarosa
Texto curatorial: Priscyla Gomes
Local: Zipper Galeria - R. Estados Unidos, 1494 - Jardim America, São Paulo
Abertura: 16 de maio
Período expositivo: 16 de maio a 13 de junho de 2026
Informações: www.zippergaleria.com.br | @zippergaleria
fonte:
Cor Comunicação

Setor Principal da ArPa, em 2025. Foto: Pérola Dutra
Feira curada e com formato de miniexposições acontece de 27 a 31 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, e reúne mais de 60 galerias convidadas e cerca de 100 artistas de 10 países; modelo por setores afirma identidade própria no circuito latino-americano;
São Paulo, maio de 2026 - Em 2022, quando a ArPa abriu suas portas pela primeira vez na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, o que se via era uma aposta: uma feira concebida para propor uma vitrine do mercado latino-americano, sobretudo do Brasil, e que fosse verdadeiramente curada, organizada em setores, com um número de artistas por estande deliberadamente limitado, mais próxima de uma série de miniexposições. Ainda antes do previsto, e celebrando sua quinta edição de 27 a 31 de maio no mesmo local, o que se vê é que a aposta vingou.
A ArPa mantém o foco em qualidade de expositores, apresentando artistas representados por cerca de 60 galerias do Brasil e de outros 9 países. Galerias que estrearam na primeira edição continuam voltando. Outras chegaram mais tarde e ficaram. Algumas vieram de fora do Brasil pela primeira vez e relatam o plano de retornar.
“Chegamos à quinta edição com um amadurecimento rápido e muito importante”, afirma Camilla Barella, fundadora e diretora da ArPa. “Somos percebidos como uma plataforma estratégica para o diálogo entre a América Latina e o restante do circuito internacional”, explica. “A abordagem curatorial cria um ambiente mais atento ao diálogo entre as obras, pesquisas, artistas e diferentes públicos, entregando uma proposta que privilegia a experiência dos visitantes e promove uma dinâmica qualificada de fruição da arte", completa a executiva.
Esse posicionamento não nasce do acaso. Desde o início, todas as galerias participantes são convidadas pela diretoria da ArPa com apoio do comitê curatorial da organização. Para a edição de 2026, o processo de seleção do Setor Principal contou com um novo comitê de conteúdo formado por Fabiola Ceni (Galeria Nara Roesler), Ana Paula Pacianotto (Fortes D'Aloia & Gabriel), Rodrigo Mitre (Mitre Galeria) e Max Perlingeiro (Pinakotheke), profissionais com atuação nacional e internacional no mercado de arte contemporânea.
A ArPa 2026 acontece em um momento de expansão consistente do mercado. O Art Basel & UBS Art Market Report 2026, principal relatório global do setor, registrou crescimento de 21% nas vendas de galeristas brasileiros em 2025, um dos índices mais expressivos entre os países analisados. O Brasil aparece como um dos mercados mais dinâmicos do mundo, com 83% das galerias projetando crescimento, o maior índice global.

A ArPa ocupa diferentes espaços da Mercado Livre Arena Pacaembu. Foto: Pérola Dutra
No plano doméstico, a ArPa já olhava para esse otimismo com dados próprios. Em 2025, a feira realizou um levantamento inédito sobre o mercado de arte contemporânea na América Latina elaborado em parceria com a Agência Galo e baseado em respostas de 295 agentes do setor, entre artistas, galeristas, colecionadores, curadores e consultores de arte. À época, o estudo apontou que 88% dos respondentes percebiam aumento no interesse internacional por artistas latino-americanos, que 62% consideram as feiras de arte espaços essenciais para visibilidade e vendas, e que 43% projetavam leve crescimento para o mercado, com outros 16% apostando em expansão significativa.
Uma nova edição da pesquisa está em curso e será apresentada durante a coletiva online que a ArPa realiza em 20 de maio, às 11h.
A conquista do seu espaço
A ArPa surgiu de uma demanda concreta do setor: associações de galerias buscavam novas opções de feira relevantes em São Paulo, num circuito que por mais de duas décadas se mantinha condicionado a um único evento. A feira nasceu com uma proposta clara e distinta, mais próxima da curadoria institucional do que do varejo. A Mercado Livre Arena Pacaembu entrou nessa história desde o início: em 2020, reformada, recebeu a primeira ação de arte em sua nova concessão, uma espécie de anúncio do uso que viria a seguir.
Em cinco edições, a feira formou novos colecionadores, trouxe ao Brasil galerias que nunca haviam atuado no país, contribuiu para que artistas fossem vistos por curadores de museus internacionais e consolidou um modelo em que o galerista funciona como curador de sua própria proposta expositiva. O número de artistas por estande é limitado justamente para preservar esse caráter institucional.
"Todo ano a ArPa é única por primar por projetos inéditos", reforça Barella. “É uma característica nossa muito específica", afirma. “Nunca buscamos uma identidade de feira de varejo, desde o início a ArPa reúne colecionadores, representantes de acervos institucionais do Brasil e do exterior, curadores, artistas, galeristas, art advisors, estudantes e público interessado em geral, numa expografia acolhedora que favorece a integração entre visitantes e galerias", completa.
De acordo com a diretora de relacionamento institucional da ArPa, Cristina Candeloro, essa construção descrita por Camilla não acontece apenas durante os dias de feira. “Ao longo do ano, a ArPa mantém uma agenda de ações de comunicação, formação de público e relacionamento com agentes do setor, pois temos clareza de que o circuito se fortalece no tempo e nas relações, e não apenas nos cinco dias de evento”.
Os setores da edição 2026
O Setor Principal reúne o maior número de expositores e é onde se concentra tanto a presença de galerias com longa trajetória no circuito internacional quanto a estreia de novos participantes. É uma combinação consciente: a ArPa não é uma feira voltada exclusivamente ao consagrado nem ao emergente, mas um espaço em que esses dois eixos coexistem com naturalidade.
Entre alguns destaques da edição, a Fortes D'Aloia & Gabriel apresenta projeto solo site-specific de Rodrigo Matheus, com instalação que tensiona os limites entre natureza e cultura. A Pinakotheke exibe obras históricas de Farnese de Andrade, provenientes de coleção formada entre as décadas de 1970 e 1980. A Almeida & Dale promove o encontro entre Alex Červený e Joseca Yanomami, articulando cosmologias distintas e diferentes modos de representar a memória e a natureza. A Nara Roesler traz obras inéditas de André Griffo, que investiga as relações entre arquitetura, história e violência estrutural.

Setor Principal da ArPa em 2025. Foto: Pérola Dutra
A edição também se destaca pela entrada de novas galerias, como a Athena e a Carmen Araujo Arte, ao lado de nomes já consolidados como Mendes Wood DM, Luisa Strina e Casa Triângulo. No recorte internacional estão presentes Coral Gallery (Estados Unidos), Isla Flotante + Calvaresi (Argentina), COTT (Argentina), Nora Fisch (Argentina), Hache (Argentina), Carmen Araujo Arte (Venezuela) e PérezPuig (Porto Rico).
"O Setor Principal reúne projetos coletivos e individuais que evidenciam a diversidade da produção artística contemporânea", observa Cristina Candeloro, diretora de relacionamento institucional da ArPa. "Nos últimos anos, temos observado interesse crescente de galerias de diferentes regiões, consolidando o Brasil como um mercado em expansão com enorme potencial para o cenário artístico local."
Setor UNI: exposições individuais sob o olhar de Ana Sokoloff
O Setor UNI segue como um dos eixos mais comentados da feira. Dedicado exclusivamente a mostras solo, o setor apresenta exposições individuais de artistas contemporâneos. A curadoria é assinada por Ana Sokoloff, curadora colombiana radicada em Nova York, referência internacional em arte latino-americana.
Sokoloff foi vice-presidente do Departamento de Arte Latino-Americana da Christie's, trabalhou na Sotheby's e na Americas Society, e integra conselhos do Museo de Arte Moderno de Bogotá (MAMBO). O UNI já expôs nomes como Ventura Profana, Laercio Redondo, Ad Minoliti e Camila Rodríguez Triana, atraindo colecionadores da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa.
“Para 2026, o UNI amplia sua atuação no circuito da arte latino-americana e incentiva o colecionismo aberto a múltiplas perspectivas”, afirma Barella. "O UNI reafirma o valor que a ArPa confere aos processos ao pensamento crítico."
Em 2026, Sokoloff também assume a coordenação do Programa Prisma na semana da feira, plataforma voltada a colecionadores convidados do exterior e de diversas cidades brasileiras. O Prisma promove encontros e experiências exclusivas no sistema da arte brasileira. Ao longo do ano, são organizadas visitas guiadas a ateliês, coleções privadas e exposições institucionais, aproximando colecionadores, curadores, artistas e demais profissionais do circuito de artes visuais, afirmando uma atuação da ArPa que não começa e não termina nos cinco dias de feira.
Setor Base: arte como pedagogia e construção de comunidade
Situado dentro do lindíssimo Ginásio Poliesportivo da Mercado Livre Arena Pacaembu, inaugurado em 2025, o Setor Base propõe uma intersecção entre projetos expositivos e conversas ao vivo. O foco são artistas que têm um comprometimento com a pedagogia e com a construção de comunidade, figuras que, paralelamente ou conjuntamente às suas práticas individuais, colaboram para formar e incentivar novas gerações.

Setor Principal da ArPa em 2025. Foto: Pérola Dutra
A edição também se destaca pela entrada de novas galerias, como a Athena e a Carmen Araujo Arte, ao lado de nomes já consolidados como Mendes Wood DM, Luisa Strina e Casa Triângulo. No recorte internacional estão presentes Coral Gallery (Estados Unidos), Isla Flotante + Calvaresi (Argentina), COTT (Argentina), Nora Fisch (Argentina), Hache (Argentina), Carmen Araujo Arte (Venezuela) e PérezPuig (Porto Rico).
"O Setor Principal reúne projetos coletivos e individuais que evidenciam a diversidade da produção artística contemporânea", observa Cristina Candeloro, diretora de relacionamento institucional da ArPa. "Nos últimos anos, temos observado interesse crescente de galerias de diferentes regiões, consolidando o Brasil como um mercado em expansão com enorme potencial para o cenário artístico local."
Setor UNI: exposições individuais sob o olhar de Ana Sokoloff
O Setor UNI segue como um dos eixos mais comentados da feira. Dedicado exclusivamente a mostras solo, o setor apresenta exposições individuais de artistas contemporâneos. A curadoria é assinada por Ana Sokoloff, curadora colombiana radicada em Nova York, referência internacional em arte latino-americana.
Sokoloff foi vice-presidente do Departamento de Arte Latino-Americana da Christie's, trabalhou na Sotheby's e na Americas Society, e integra conselhos do Museo de Arte Moderno de Bogotá (MAMBO). O UNI já expôs nomes como Ventura Profana, Laercio Redondo, Ad Minoliti e Camila Rodríguez Triana, atraindo colecionadores da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa.
“Para 2026, o UNI amplia sua atuação no circuito da arte latino-americana e incentiva o colecionismo aberto a múltiplas perspectivas”, afirma Barella. "O UNI reafirma o valor que a ArPa confere aos processos ao pensamento crítico."
Em 2026, Sokoloff também assume a coordenação do Programa Prisma na semana da feira, plataforma voltada a colecionadores convidados do exterior e de diversas cidades brasileiras. O Prisma promove encontros e experiências exclusivas no sistema da arte brasileira. Ao longo do ano, são organizadas visitas guiadas a ateliês, coleções privadas e exposições institucionais, aproximando colecionadores, curadores, artistas e demais profissionais do circuito de artes visuais, afirmando uma atuação da ArPa que não começa e não termina nos cinco dias de feira.
Setor Base: arte como pedagogia e construção de comunidade
Situado dentro do lindíssimo Ginásio Poliesportivo da Mercado Livre Arena Pacaembu, inaugurado em 2025, o Setor Base propõe uma intersecção entre projetos expositivos e conversas ao vivo. O foco são artistas que têm um comprometimento com a pedagogia e com a construção de comunidade, figuras que, paralelamente ou conjuntamente às suas práticas individuais, colaboram para formar e incentivar novas gerações.

Espaço para conversas do Setor Base da ArPa em 2025. Foto: Pérola Dutra
A dinâmica é, por si só, colaborativa: cada artista convidado pela ArPa desdobra o convite para outro artista com quem tenha esse tipo de relação pedagógica. As duplas apresentam projetos expositivos conjuntos e participam de conversas mediadas ao vivo durante a feira.
Setores Editorial e Institucional
A edição de 2026 também conta com o Setor Editorial, dedicado à produção gráfica e ao pensamento crítico em arte para ampliar o diálogo entre exposições e publicações. O espaço reunirá editoras independentes e especializadas, como Lovely House, Ubu, Família, Cobogó, Banca Tatuí e Celeste, fortalecendo a presença do livro como plataforma essencial de circulação e reflexão no circuito artístico contemporâneo.
Para completar, há o Setor Institucional, voltado a organizações que buscam promover pesquisa, memória, formação e acesso à arte. Na edição de 2026, estarão presentes Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Instituto de Arte Contemporânea (IAC), Comadre, Casa do Povo e 55SP.
Premiações
A ArPa mantém uma política de fomento à produção contemporânea por meio de premiações e iniciativas de aquisição que fortalecem o circuito artístico nacional. Entre os destaques está a doação realizada em parceria com o ICCo, Instituto de Cultura Contemporânea, para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, que incorpora ao acervo do museu obras de artistas ainda não representados na coleção.
A feira também concede o prêmio de Melhor Estande, escolhido por curadores convidados. Há ainda o Selo Mandacaru, promovido pelo Instituto Mandacaru, que contempla artistas de fora do eixo Rio–São Paulo e de periferias urbanas, reforçando o compromisso da ArPa com a descentralização e a ampliação da visibilidade da arte contemporânea produzida em diferentes territórios do país.
Conheça as galerias participantes da ArPa
(Sujeito a novas inserções/alterações até a realização da ArPa)
Setor Principal
Setor UNI
Setor Editorial
Setor Institucional
Sobre a ArPa
A ArPa chega à sua 5ª edição consolidada como uma das principais referências do circuito de arte contemporânea da América Latina. Fundada em 2022 por Camilla Barella, a feira opera com um modelo curado por setores, galerias selecionadas por convite e projetos inéditos como critério de participação. Sua direção acompanha de perto cada projeto que será apresentado, o que garante uma identidade consistente ao longo das edições. A ArPa reúne colecionadores, representantes de acervos institucionais do Brasil e do exterior, curadores, artistas, galeristas, art advisors, estudantes e público em geral, numa expografia acolhedora que favorece a integração entre visitantes e galerias. Um comitê curatorial acompanha o setor e orienta as escolhas a cada edição. Ao longo do ano, o Programa Prisma amplia essa atuação com visitas a ateliês, coleções privadas e exposições, promovendo encontros entre público especializado e agentes da produção artística contemporânea. Organizada em cinco setores — Principal, UNI, Base, Editorial e Institucional —, a feira realiza ainda três premiações anuais: o Selo Mandacaru, o Melhor Estande e a Doação para a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
A 5ª edição acontece entre 27 e 31 de maio de 2026 na Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo. Mais informações em: https://arpa.art/
ArPa - 5ª edição
Quando: 27 a 31 de maio de 2026
Horário: quarta a sábado, das 13h às 20h30 | domingo, das 11h às 18h
Local: Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo
Endereço: Rua Capivari (Portão 23)
Ingressos: disponíveis no site oficial da ArPa | https://arpa.art/ingressos/
Classificação: livre para todas as idades
A ArPa conta com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência
Site: https://arpa.art/
Instagram: @arpa__art
Coletiva online com a imprensa
20 de maio, às 11h
fonte:
Agência Galo