concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

expo individual de José Antonio da Silva - SP


Abertura - exposição José Antonio da Silva

19 de agosto, das 11h às 16h

Paulo Kuczynski Escritório de Arte apresenta a individual de José Antonio da Silva, uma celebração da vasta e inspiradora trajetória artística de um ícone brasileiro, em cartaz a partir do dia 19 de agosto. Organizada por Cacá Nóbrega Paulo Kuczynski, e com curadoria de Giancarlo Hannud, a mostra mergulha nas profundezas da criatividade de Silva, muitas vezes subestimado, e destaca sua contribuição para a história da arte do Brasil.

José Antonio da Silva
Local: Rua Amauri, 62, Jardim Europa. São Paulo - SP.
Tel. 11 3064 5355
Abertura: 19 de agosto, das 11h às 16h

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

exposição Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência - Memorial da Resistência - SP




 Exposição gratuita em São Paulo destaca a vida e a luta da população negra

Em cartaz no Memorial da Resistência, a exposição Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência, condensa mais de um século da história da população negra no Estado de São Paulo

Quem ainda não visitou a exposição Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência, instalada no Memorial da Resistência de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, tem até o dia 27 de agosto para conhecer gratuitamente os registros que revelam a vida cotidiana da população negra no Estado de São Paulo, a partir de 1888 até os dias atuais. A mostra reconta diferentes experiências subjetivas e coletivas que formaram conexões de lutas por direitos, solidariedade antirracista e afirmação da vida negra, com cultura e lazer, como forma de resistência. A curadoria foi realizada pelo escritor e sociólogo Mário Medeiros, com o apoio da historiadora Pâmela de Almeida Resende e da pesquisadora Carolina Junqueira Faustini. 

A instalação ocupa 689 m² do museu e reúne 450 itens, divididos entre fotografias, cartazes, revistas, jornais, documentos da repressão e manifestações artísticas. Tem a participação de artistas e fotógrafos como Bruno Baptistelli, Geraldo Filme, João Pinheiro, Moisés Patrício, No Martins, Renata Felinto, Sidney Amaral, Wagner Celestino, Jesus Carlos, Mariana Ser, Monica Cardim e Tiago Alexandre e Soberana Ziza.

Antes mesmo de adentrar ao museu, os visitantes são impactados com um grande painel chamado “Fio da Memória”, que mede 21m x 4,60m, e foi criado pela multiartista e grafiteira paulistana Soberana Ziza. A obra, que convida a conhecer a exposição completa, foi inspirada pela frase “Afinal, o século XXI é negro, feminino e nosso. Basta apenas tomá-lo em nossas mãos”, publicada no Gelefax, jornal do Geledés (Instituto da Mulher Negra), em 1997.

Segundo o idealizador Mário Medeiros, a motivação central é contar como a experiência negra, frequentemente ocultada, caminhou em conjunto com a construção da cidadania brasileira e compôs a luta por direitos. A cidade de São Paulo colonial, por exemplo, teve em sua construção a participação de muitas pessoas escravizadas, libertas ou cidadãos negros, como Joaquim Pinto de Oliveira (Tebas), ex-escravizado e arquiteto. Em uma metrópole na qual só se olhava para o futuro, houve um apagamento da história dos lugares e da presença negra, mostrando na prática que enquanto houver racismo, não haverá democracia. 

“Em todos esses períodos, os associativismos e movimentos negros sempre estiveram lá e é importante reconhecê-los, homenageá-los e aprender com essas vidas negras impressionantes. São pessoas que lutaram para existir em um tempo melhor. Ao fazer isso, pensaram em si e em seus descendentes. A luta por direitos é incessante, justa, pública e encontrará a sua vitória, através de nossas ações e nossos compromissos antirracistas públicos com relação ao passado, presente e ao futuro”, diz o curador da mostra.

Para Ana Pato, Coordenadora do Memorial da Resistência, a realização da exposição, que foi inaugurada em junho de 2022 e teve o seu encerramento prorrogado, representa um marco histórico. ”Reforçamos a missão que o Memorial tem com a luta pela valorização dos princípios democráticos, pelo exercício da cidadania e pela educação em direitos humanos. Entendemos que é urgente nos indagarmos enquanto cidadãos sobre a nossa responsabilidade na perpetuação do racismo e como podemos nos engajar na luta antirracista para construir uma sociedade verdadeiramente democrática. Esta exposição é um convite para seguirmos os fios tecidos por mulheres e homens negros em torno de suas memórias e fabulações por um futuro.” 

A exposição se divide em oito eixos: Territórios negros e memórias em disputa: a persistênca no espaço | Associativismo, Clubes, Entidades e Irmandades: a força do coletivo | Imprensa negra paulista e circulação das ideias: a comunicação como meio de luta | Literatura negra: o direito à imaginação | Espaços de sociabilidade e resistência: as ruas, os salões e os palcos como lugares de direitos | Repressão, vigilância e resistência, 1930-1980 | Redemocratização e Nova República: a democracia é uma luta negra | Enfrentando a tripla opressão - O século XXI é negro, feminino e nosso. 

Conheça mais detalhes de cada eixo clicando aqui

*A mostra, lançada em 4 de junho de 2022, ficará em cartaz no Memorial da Resistência de São Paulo até 27 de agosto de 2023. Foi criada em colaboração com organizações e coletivos convidados, como a Coalização Negra por Direitos, a revista O Menelick 2º Ato, a Capulanas Cia de Arte Negra e o Ilú Obá de Min, em parceria com os arquivos e acervos de cultura negra no AEL – Unicamp, o Arquivo Público do Estado de São Paulo, o Museu da Imagem e do Som, a Pinacoteca do Estado, e o Condephaat.

 

Sobre o Memorial da Resistência de São Paulo

O Memorial da Resistência de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, tem como missão a valorização e a preservação das memórias da repressão e da resistência políticas no Brasil republicano, especialmente no período da Ditadura Civil-Militar (1964-1985). Este trabalho é realizado por meio da educação, da pesquisa, além da organização de exposições temáticas norteadas pela defesa da cidadania, da democracia e dos direitos humanos. Entre 1940 e 1983, funcionou no edifício que hoje abriga o Memorial o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), uma das polícias políticas mais truculentas do país, fazendo do espaço museu um local com enorme valor histórico e simbólico.

 

Sobre Mário Augusto Medeiros da Silva

Docente na UNICAMP, possui graduação em Ciências Sociais (2003), mestrado em Sociologia (2006) e doutorado em Sociologia (2011) pela mesma Universidade. É Diretor Adjunto do Arquivo Edgar Leuenroth - AEL/Unicamp (2020-). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica, atuando sobretudo com as temáticas Pensamento Social Brasileiro, Literatura e Sociedade e Intelectuais Negros. Recebeu, em 2013, o Prêmio para Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa, do Centro de Estudos Sociais, da Universidade Coimbra. É autor do livro “Gosto de Amora” (Editora Malê, 2019), finalista da 62ªedição do Prêmio Jabuti; e de "Numa Esquina do Mundo (Editora Kapulana, 2020), semifinalista do Prêmio Oceanos de Língua Portuguesa"

 

Serviço

Exposição: Memórias do Futuro: Cidadania Negra, Antirracismo e Resistência 

Período: até 27 de agosto de 2023 (domingo)

Faixa etária: Livre

Entrada: Grátis

Local: Memorial da Resistência de São Paulo

Endereço: Largo General Osório, 66 - Santa Ifigênia

Horário: quarta a segunda, das 10h às 18h (fecha às terças) 

Os ingressos do Memorial estão disponíveis no site e na bilheteria do prédio.  Reservas aqui

Acompanhe as redes do Memorial: Site | Facebook | Instagram | Twitter | Youtube 



Divulgação da Exposição - Memórias do Futuro

Bruna Dutra – marketing@sicomunicacao.com.br 

(11) 99191-5116 | (11) 3042-5641

Silvana Inácio – silvana@sicomunicacao.com.br  

Contato: (11) 97688-3624 | (11) 3042-5641 

Fale com a gente pelo WhatsApp da SI Comunicação: (11) 99191-5116



fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo   

Parque Ibirapuera recebe Busão das Artes



 Parque Ibirapuera recebe Busão das Artes

Universo de fungos, bactérias e vírus é explorado nessa mostra interativa gratuita

Após passar pelo Horto Florestal, o Busão das Artes chega ao Parque Ibirapuera, nessa quinta (10). Com visitação gratuita, o caminhão de 15 metros adaptado para receber experimentos interativos de abordagem científica e projetos de artes visuais, visa a atender ao público circulante, bem como um amplo programa com escolas públicas e privadas do Estado.

Idealizado pelo curador e criador interdisciplinar Marcello Dantas, em parceria com o físico Luiz Alberto Rezende de Oliveira, um dos idealizadores e ex-curador do Museu do Amanhã, o Busão é um projeto realizado por Renata Lima, que dirige a Das Lima Produções, e a dupla Lilian Pieroni e Luciana Levacov, da Carioca DNA.

"O Busão das Artes nasceu da força de vontade da Carioca DNA e da Das Lima em educar, humanizar e sensibilizar, abordando dois temas urgentes e atuais: ciência e meio ambiente. Esse projeto acontece em praças e outros espaços públicos, gratuitamente, e está aberto a todos. Uma equipe capacitada de mediadores e arte educadores irá atender e aprofundar os conteúdos apresentados. Procuramos sempre buscar qualidade de vida e tornar a cidade um ambiente vivo”, afirma Luciana Levacov, sócia da Carioca DNA.

A iniciativa apresenta duas vertentes: uma ambiental, que trata das bactérias e seu papel no ecossistema, e outra científica, abordando temas relacionados ao organismo humano. O propósito do Busão é ampliar a compreensão do público sobre o universo, o corpo humano, as bactérias (tanto as benéficas quanto as perigosas) e a relação dos indivíduos com o meio ambiente. Tudo isso com instalações artísticas e interatividade, mostrando como as manifestações da vida biológica se relacionam com tudo que há no planeta. Quem guia o visitante por esse universo tão rico e pouco explorado está invisível aos olhos: fungos, bactérias e vírus.

“Com esse projeto, buscamos democratizar o acesso ao conhecimento científico e biológico, mostrando a importância de conhecer o próprio corpo, as bactérias que vivem em nós e as que nos cercam. Respeitar as interações e processos do meio ambiente é essencial para a continuidade de vida terrestre”, ressalta Luiz Alberto de Oliveira.

Quem for ao Busão vai descobrir, com uma pitada de humor, que há mais de um quatrilhão de bactérias na Terra, dos quais 100 bilhões habitam o corpo humano, e 99,99% ainda sequer foram descobertas. Todos os seres vivos estão profundamente interligados, e suas existências se definem pelas linhas de fronteira e de intercâmbio entre cada ser. “A luta ancestral entre fungos, bactérias e vírus, que estão relacionados ao início e ao fim da vida. E é esse conceito que o Busão pretende divulgar. Não nos damos conta de que temos mais bactérias no organismo do que há estrelas no céu”, comenta Oliveira.

Sobre as obras

“A vida vem da luz invisível — Os povos que moram no nosso corpo” é a obra de Jaider Esbell (1979-2021), indígena da etnia Macuxi, e mostra a interação entre fungos e bactérias – uma das mais antigas colaborações e competições da natureza.

“Merde Essenciel foi criada por Piero Manzoni (1933-1963) e fala sobre o destino das fezes na Natureza, ao tornarem-se um ambiente de nutrientes e bactérias que impulsionam novas vidas enquanto preservam sua identidade biológica.

“Como conversar com árvores”, de Ricardo Carvão, é composta por esculturas de materiais reutilizados que mostram como as substâncias atravessam e se transformam dentro de cada célula do corpo, bem como nas árvores.

“Polonizando ideias” é a de Ricardo Siri, que traça um paralelo entre os humanos e as abelhas a partir da biologia e da essencial arte de polinização, permitindo que o ciclo reprodutivo das flores seja completado.

“Curiosar”, de Suzana Queiroga, traz uma experiência tridimensional dos corpos se entrelaçando com camadas de culturas bacterianas em escala humana.

“Umbigos” é a mostra de Vik Muniz, com a mais completa biometria de um ser humano: a microflora do umbigo (mais identitária do que qualquer outra forma de tornar o indivíduo único).

 “Sesmaria Soundsystem”, de Vivian Caccuri, é um sistema de som modelado puramente a partir de rapadura obtida da cana-de-açúcar, reinterpretando derivados da cana em mídia de reprodução de som que ecoam barulho das folhas da cana, das queimadas e dos insetos que gravitam em torno do material.

 “Pikaia” é a instalação de Walmor Corrêa, que oferece a imagem do beijo imaginário da Pikaia gracilens - animal marinho extinto que viveu há 505 milhões de anos, no período Cambriano na forma de cartazes e adesivos.

SERVIÇO

Busão das Artes em São Paulo

Parque Ibirapuera*

10 a 13 de agosto - quinta a domingo

15 a 18 de agosto - terça a sexta

24 a 27 de agosto - quinta a domingo

29 de agosto a 1 de setembro - terça a sexta

04 a 07 de setembro – segunda a quinta

Horário de funcionamento regular: das 9h às 17h
Horários das visitas agendadas: das 9h às 11h e das 15h às 17h

*Entrada gratuita

Canais: www.busaodasartes.com.br | @busaodasartes

exposição TUDO FLUTUA NO TEMPO - Ana Takenaka - Graphias - SP

 


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

exposição Explorar o Rio Amarelo, Descobrir as Belezas da China - Espaço de Eventos Ibrawork - SP

 


Ibrachina promove exposição gratuita em SP: "Explorar o Rio Amarelo, Descobrir as Belezas da China"

Mostra vai apresentar os cenários cultural e recursos turísticos de cada província do vale do Rio Amarelo

O Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina) e o Chinese Bridge Club in São Paulo promovem a exposição “Explorar o Rio Amarelo, Descobrir as Belezas da China”, que traz o cenário cultural e os recursos turísticos de cada província do vale do Rio Amarelo, através de fotografias e imagens em alta definição. A mostra é gratuita e será realizado no dia 08 de agosto, no espaço de eventos Ibrawork, em São Paulo. 

Com a presença das secretarias de Cultura e Turismo das províncias de Shandong, Shanxi, Henan, Sichuan e Gansu, além da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, a exposição inaugura uma campanha internacional para progresso do turismo no Rio Amarelo no Brasil. A exibição destaca os desenvolvimentos recentes e mostra as características regionais distintas, incluindo patrimônio cultural imaterial, delícias culinárias, arte e outros produtos de destaque. 

“É uma grande oportunidade ter essa exposição e este evento promocional sobre o Vale do Rio Amarelo que está rodando o mundo aqui no Brasil. Será um encontro importante na área da cultura e do turismo, realizando o networking entre os profissionais da área e fortalecendo as relações entre o Brasil e a China", destaca Thomas Law, presidente do Ibrachina e do Chinese Bridge Club in São Paulo. 

A exposição é organizada pela Network of International Culturalink Entities (NICE) e as Secretarias de Cultura e Turismo das Províncias de Shandong, Shanxi, Henan, Sichuan e Gansu, com realização do Ibrachina e do Chinese Bridge Club in São Paulo, apoiada pela Embaixada da China no Brasil e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. Para os interessados, os ingressos são gratuitos e podem ser reservados pelo Sympla. 

 

Serviço
Explorar o Rio Amarelo, Descobrir as Belezas da China
Data: 08 de agosto de 2023, às 9h30
Local: Espaço de Eventos Ibrawork 

Endereço: Rua Augusta, 1917, 6º Andar – Cerqueira César, São Paulo/SP. 

 

Sobre Thomas Law   

Thomas Law é doutor em Direito Comercial pela PUC/SP, sócio-proprietário do escritório de advocacia que leva seu nome, presidente da Coordenação Nacional das Relações Brasil-China da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina) e fundador do hub de inovação Ibrawork, além de diretor do Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico e Social da Universidade de São Paulo (USP).   

O Ibrachina tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Instituto atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.   

Já o Ibrawork é um centro de inovação com foco em smarts cities e oferece suporte para criação de incubadoras e programas de aceleração, promoção de hackathons, pesquisa e desenvolvimento, além da criação de startups.   

   

Sobre o Ibrachina    

Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.    

   

fonte: Agência Pub  


exposição VOLTO AO JARDIM - Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS/S


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LIDIA LISBÔA

Série Minha Alma, 2015

impressão museológica em papel algodão Hannemuller

Photo by Henrique Saad


VOLTO AO JARDIM

celebração da Arte de Seis Mulheres Brasileiras no

Museu de Arte Sacra de São Paulo 

 

Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS.SP), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura a exposição coletiva VOLTO AO JARDIM, com trabalhos de Carla Fonseca, Julia Bac, Lidia Lisbôa, Nathalie Nery, Paula Scavazzini, Yasmin Guimarães, artistas brasileiras emergentes, que exploram a conexão com a natureza e a beleza dos jardins, proporcionando reflexões sobre tempos incertos e os encantos naturais da vida.. Sob curadoria de Simon Watson, a abertura ocorre no dia 5 de agosto – sábado, às 11hs.

A mostra, com título mencionado na música de Cartola ‘As Rosas não Falam’, reconhecida amplamente na versão gravada por Beth Carvalho, inclui estrofe que conduz o conceito da exposição:

Volto ao jardim,

Com a certeza que devo chorar,

Pois bem sei que não queres voltar,

Para mim,

Queixo-me às rosas,

Qubobagem as rosas não falam,

Simplesmentas rosas exalam...

As obras das artistas podem ser compreendidas como mensagens de envolvimento com mundo natural, de belos jardins esperança em tempos incertos. E, como na música, esta é uma exibição com sensações doces amargas. Sendo expostas no inverno, está diretamente ligada aos ciclos da vida, aos finais recomeços: uma metáfora de nascimento e renovação, bem como um gesto de abraço ao equilíbrio da natureza”, discorre o curador.

A exposição ocupa dois espaços distintos nas instalações do MAS.SP: uma das salas de exposições temporárias e os jardins internos do claustro. Todos os trabalhos estão sendo criados pelas artistas on-site, no MAS.SP e, desta forma, dialogam com esse exemplar do Patrimônio Histórico Brasileiro. A instituição está instalada em uma área pertencente ao Mosteiro da Luz, da Ordem da Imaculada Conceição - Congregação das Irmãs Concepcionistas, circundado por jardins e um chácara conventual. O prédio é um exemplar raro de arquitetura histórica colonial do Brasil.

“VOLTO AO JARDIM” é uma jornada de contemplação que abraça os ciclos da vida, simbolizando o nascimento e a renovação. A exposição celebra o talento e a criatividade de seis artistas mulheres brasileiras emergentes, cujas obras revelam uma profunda conexão com a natureza e a harmonia do mundo natural.

O Museu de Arte Sacra é constantemente reavivado por seus visitantes por artistas contemporâneos que fazem trabalhos on-siteque dialogam com a tranquilidade do local, ao mesmo tempo em que trazem uma nova perspectiva sobrnossos tempos”Simon Watson

 

·         Artistas

Carla Fonseca (Viçosa, MG)

Vive e trabalha em São Paulo. Suas obras participaram de inúmeras exposições coletivas, como em Brasília, no Museu Nacional (2022), onde criou sua primeira instalação imersiva combinando mural de parede e pinturas em tela. Em julho, a artista entrou no programa de residências artísticas Simon Watson Arts em Lisboa que, em sua conclusão, promoveu sua primeira mostra individual da artista em uma galeria comercial, Edison Gallery, no distrito de Saldanha, em Lisboa, Portugal.

Julia Bac (São Paulo, SP)

Vive e trabalha em São Paulo. Poetisa e produtora cultural, é bacharel em História (PUC/SP, 2004), em Artes Visuais (Centro Universitário Belas Artes/SP, 2009), e mestre em Arte e Patrimônio (Maastricht University, Holanda, 2011). Na área literária, se formou no núcleo de ficção do Curso de Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz (São Paulo, 2018) e no Curso Livre de Preparação do Escritor/ Poesia da Casa das Rosas (São Paulo, 2017). Publica seus poemas em seu blog (papelpele.com) e em zines que faz de maneira independente.

Lidia Lisbôa (Guaíra, PR)

Vive e trabalha em São Paulo. Artista multidisciplinar que se destaca pelas performances e esculturas suaves. Estudou gravura em metal no Museu Lasar Segall, escultura e cerâmica contemporânea no Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE) e no Liceu de Artes e Ofícios. Em 2020, expôs no Centro Cultural São Paulo e, em 2021, na 12ª Bienal do Mercosul; participou das coletivas Enciclopédia Negra na Pinacoteca de São Paulo (SP); Carolina Maria de Jesus: um Brasil para brasileiros no Instituto Moreira Salles (SP);  A Substância da Terra: O Sertão, com curadoria de Simon Watson, no Museu Nacional da República; Galeria Central, São Paulo; e Slag Gallery, Nova York. Mais recentemente realizou exposições individuais na Galeria Millan (2022) e no SESC Pompeia (2023).

Nathalie Nery (Rio de janeiro, RJ)

Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Bacharel em Psicologia, com pós-graduação em Clínica, a artista inspira-se indiretamente na psicanálise e nas questões ligadas à linguagem vegetal em seu trabalho como artista. Usando objetos do cotidiano como metáfora, acumula-os e os serializa, gerando corpos não compactos que nos causam estranheza e familiaridade ao mesmo tempo. Suas obras, nos últimos anos, se voltaram para a observação e interferência. A artista vem desenvolvendo obras com folhas de árvores que são raras e trabalhadas esculturalmente.

Paula Scavazzini (São José dos Campos, SP)

Vive e trabalha em São Paulo. Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP- Fundação Armando Álvares Penteado (2014). Sua pesquisa com a pintura passa por retratos, pinturas-objetos e instalações nos quais os personagens e objetos são marcados pela gestualidade e cores vibrantes; quase como uma reminiscência do início de sua formação como arquiteta. Participou de inúmeras exposições como Galeria Bergamin & Gomide, SP (2020); Museu de Arte Brasileira – MAB/FAAP, SP (2021); Instituto Artium, SP (2021); Cité internationale des Arts, Paris, França (2022); “Estranhamente Familiar” na Galeria Projeto Vênus, SP (2022); e “Dentro de ti” na Quadra Galeria, São Paulo (2022). A artista é representada pela Galeria Casa Albuquerque, Brasília.

Yasmin Guimarães (São Paulo, SP)

Vive e trabalha em São Paulo. As pinturas da artista partem da representação de paisagens, imagens e elementos do mundo, que se desmancham sfragmentam através de diferentes suportes, em pinceladas curtas, manchas de tinta rala ou empastados de corUma possível representação da ação dos ventos sobre a paisagem, ou sobre as coisas que estão nmundo. Realizou as exposições individuais, Minutos antes de acordar (2020), na Galeria Simões de Assis, Curitiba, PR; Eyes Yes (2018) e Reticências (2016), nGaleria Superfície, em São Paulo, SP, além de diversas exposições coletivas.

 

·         Curador

Simon Watson (Canadá) - Nascido no Canadá e criado entre a Inglaterra e os Estados Unidos, é um curador independente e educador artístico que atualmente divide seu tempo entre Nova York e São Paulo. Atua há trinta e cinco anos na cena cultural em três continentes diferentes, concebeu e foi curador de mais de 300 exposições de arte para galerias e museus, além de atuar como consultor para colecionadores de arte, entre clientes institucionais e privados. Sua área de atuação dentro da curadoria de arte é na identificação de artistas visuais com grande potencial, muitos dos quais já são reconhecidos internacionalmente dentro da categoria blue-chip e são representados por algumas das galerias mais famosas e respeitadas do mundo.

 

·         Projeto LUZ Contemporânea

LUZ Contemporânea é um programa de exposições de arte contemporânea que se desdobra em eventos e ações culturais diversas, públicas e privadas. Desenvolvido pelo curador Simon Watson, o projeto, atualmente, encontra-se baseado no Museu de Arte Sacra de São Paulo. Nesse espaço, apresenta exposições temáticas de artistas convidados, de modo a estabelecer diálogos conceituais e materiais com obras do acervo histórico da instituição. Embora fortemente focada no cenário artístico brasileiro atual, está comprometido com uma variedade de práticas, cultivando parcerias com artistas performáticos e organizações que produzem eventos de arte.

 

·         museu

Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do gênero no país. É fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, e sua instalação data de 29 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar a ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos XVI e XX, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 10 mil itens no acervo. Possui obras de nomes reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus, entre tantos, anônimos ou não. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

 

Exposição: “VOLTO AO JARDIM

Artistas: Carla Fonseca, Julia Bac, Lidia Lisbôa, Nathalie Nery, Paula Scavazzini, Yasmin Guimarães

Curadoria: Simon Watson

Abertura: 05 de agosto – sábado – das 11h às 14h

Período: de 05 de agosto a 01 de outubro de 2023

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: 11 3326-3336 – informações adicionais

Horários: De terça-feira a domingo, das 09 às 17h (entrada permitida até as 16h30)

Ingresso:

·         R$ 6,00 (Inteira) | R$ 3,00 (meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem - mediante comprovação); Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares - mediante comprovação; gratuidade para todos PCDs mais um acompanhante, todos os dias. GRÁTIS AOS SÁBADOS

Acessibilidade:

·         Estacionamento com vaga exclusiva para deficientes e idosos, banheiro acessível e adaptado, rampa de acesso para cadeirantes na entrada do MAS, acessibilidade informacional com QR Code nas principais obras do acervo, acessibilidade física e comunicacional utilizando recursos multissensoriais como maquetes e peças táteis utilizadas pelo setor educativo, intérprete de Libras e profissionais bilíngue no atendimento de público, mediante agendamento, recursos digitais no site do museu, com a utilização de caracteres ampliado, Libras e trilíngue, audiodescrição, Janela de Libras e legendas em Braille na exposição de longa duração do Presépio Napolitano (em construção), exposição Itinerante “Ver e Sentir” com 70 réplicas do acervo produzidas em 3D, 100% táteis e legendas em Braille, visita com audiodescrição ao vivo com educador, mediante agendamento.

exposição Lágrimas da Terra - Cyra Moreira - Oficina Cultural Oswald de Andrade - SP

 Comissão Arns

Com apoio da Comissão Arns, exposição Lágrimas da Terra, da artista plástica Cyra Moreira, provoca reflexões sobre direitos humanos e meio ambiente

  • Mostra ocorre de 05 de agosto a 09 de setembro e conta com diálogos especiais com convidados às quintas-feiras 
  • A instalação já esteve exposta na igreja Notre Dame de L’Assomption, em Marnay-sur-Seine, na França, em fevereiro de 2022 
  • Membros da Comissão Arns, o advogado Oscar Vilhena e o ativista social José Luiz Del Roio vão participar das conversas nos dias 5 e 24 de agosto, respectivamente; Monja Coen, o artista Antônio da Nóbrega, o advogado Thiago Amparo, o jornalista Fernando Gabeira, o acadêmico indígena Karaí Mirim e a artista plástica Cecília Tilkian estão entre os convidados 

 

São Paulo, 02 de agosto de 2023 – Com o apoio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, a exposição Lágrimas da Terra, da artista plástica Cyra Moreira, será inaugurada no próximo sábado (05/08), às 14h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, em São Paulo. A abertura contará com uma roda de conversa entre a artista, o advogado e diretor da FGV Direito SP, Oscar Vilhena, membro da Comissão Arns, e a artista plástica Cecília Tilkian, às 16h. O evento estará disponível para visitação até 09 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, das 12h às 18h.  

A instalação tem 75 painéis e aborda as temáticas de violações de direitos humanos, devastação ambiental e crise de refugiados. A obra desenvolvida pela artista cria uma narrativa contada a partir de 155 desenhos dispostos em uma tira de 50 metros contínuos de papel. “Escolhi o desenho para falar do momento presente, em que problemas éticos, humanitários e ambientais crescem em número e intensidade assustadora”, diz Cyra Moreira no texto da exposição. Lágrimas da Terra já esteve exposta na Notre Dame de L’Assomption, em Marnay-sur-Seine, na França, em fevereiro de 2022. 

“A mostra captura de forma poética, mas contundente, um conjunto de catástrofes humanitárias e ecológicas que vem marcando esse nosso tempo. Cyra Moreira, ao tecer com a leveza de seu pincel e o traço agudo de sua pena, os grandes dramas que afetam os invisíveis e excluídos, nos convoca para tomar uma posição sobre que mundo em que vivemos. É a arte convidando a moral para ação”, diz o advogado Oscar Vilhena, membro da Comissão Arns. 

Todas as quintas-feiras até o final da mostra, serão realizados diálogos com convidados especiais de notória atuação em direitos humanos, questões indígenas e ambientais, entre outros temas. Estão confirmadas as presenças dos seguintes convidados: a Monja Coen, o jornalista Fernando Gabeira, o advogado Thiago Amparo, o artista Antônio Nóbrega, o acadêmico indígena Karaí Mirim, a advogada Ana Carolina Alfinito, a ambientalista Katia Pisciotta, a artista plástica Cecília Tilkian, o terapeuta social Reinaldo Nascimento, a documentarista e curadora de exposições Isa Grinspum Ferraz, o professor Salen Nasser, a conselheira da Conectas, Malak Poppovic, e o ativista social José Luiz Del Roio, membro da Comissão Arns. Confira a programação completa dos diálogos abaixo. 

10/8 às 19h – Meio ambiente e questões indígenas. 

Katia Pisciotta, Ana Carolina Alfinito, Fernando Gabeira e Karaí Mirim 

17/8 às 19h – Como chegamos aqui, o que queremos? Uma conversa entre arte, religião e filosofia. 

Monja Coen, Cecília Tilkian, Cyra Moreira e Reinaldo Nascimento 

24/08 às 19h – Refugiados, conflitos e muros. 

José Luiz del Roio, Malak Poppovic, Salen Nasser e Thiago Amparo 

31/08 às 19h – Arte como Instrumento de Transformação. 

Antônio Nóbrega e Isa Grinspum Ferraz 

Serviço 

Exposição Lágrimas da Terra – Cyra Moreira 

Data: 05/08 a 09/09 

Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo -SP 

Horário: de segunda a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados, das 12h às 18h.