concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Curso Online de Museografía


España
Fechas
 Lunes 18 de noviembre - 17:00 hs.
Madrid, España. 18, 19, 20 de noviembre de 2013
Curso Online de Museografía Low Cost
Foro Internacional de Patrimonio Cultural de la
Fundación Duques de Soria.

Inscribirse en el curso Aquí!
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Curso Online de Museografía Low Cos
Este curso analiza la estrategia de diseño a través de teoría y ejemplos de exposiciones reales.

También se analizan los agentes que se deben tener en cuenta para garantizar un diseño creativo y ajustado a las nuevas estrategias de difusión cultural así como al ciclo de vida de una exposición.

Duración: 9 horas
Próxima emisión: 18, 19, 20 de noviembre de 2013
Horario*: L, M, X 17:00 – 20:00 C.E.T.
Precio**: 35 € 
Tipo de Curso: ONLINE

El alumno recibirá un certificado avalado por el Foro Internacional de Patrimonio Cultural de la Fundación Duques de Soria.

LUNES 18 DE NOVIEMBRE

17:00-18:00 Museografía, crisis económica y futuros escenarios

Miguel. A Rodríguez Lorite, director de Intervento.

18:00-19:00 Reflexiones museográficas

Aurora Herrera, arquitecta, diseñadora de exposiciones y profesora del Dpto. de Proyectos de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid.

19:00-20:00 Estrategias para el diseño de exposiciones de bajo presupuesto

Guida Ferrari, licenciada en arquitectura, diseñadora de exposiciones y de iluminación.

MARTES 19 DE NOVIEMBRE

17:00-18:00 Descoordinación de exposiciones

Orlando Fernández, licenciado en Bellas Artes, gestor cultural.

18:00-19:00 Cuenta atrás para una inauguración.

María Nieto, Historiadora del Arte, responsable de producción y montaje del Departamento de Exposiciones de La Casa Encendida (Caja Madrid).

19:00-20:00 La itinerancia como estrategia.

Rosario Montes, restauradora y responsable de comunicación de marketing en Intervento.

MIÉRCOLES 20 DE NOVIEMBRE

17:00-18:00 Ejemplos de diseño espacial y gráfico con coste reducido

Guida Ferrari, licenciada en arquitectura, diseñadora de exposiciones y de iluminación.
Amaya Lausín, licenciada en Bellas Artes, diseñadora gráfica y de exposiciones.

18:00-20:00 Embalajes como soporte expositivo

Rosario Montes, restauradora y responsable de comunicación de marketing en Intervento.



Fonte: Hipermedula

Exposição no CCBB Brasília oferece curso de desenho renascentista


Minicurso divide-se em desenhos de observação, perspectiva e sequencial.
Inscrições poderão ser feitas na hora, mas oficina tem limite de 20 alunos.
A exposição "Mestres do Renascimento: Obras-primas italianas", em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, ganhou novos desdobramentos. O Programa Educativo do CCBB preparou uma lista de atividades lúdicas para serem desenvolvidas com o público antes ou depois da visita.
Com a entrada franca, as ações acontecem no pavilhão I do centro, às sextas-feiras, das 8h às 21h, e aos sábados e domingos, das 9h às 21h.
O programa também oferece uma oficina de desenho renascentista. O minicurso se divide em três etapas: desenho de observação, desenho de perspectiva e desenho sequencial – cada um será ministrado em uma semana diferente.
Para participar, as inscrições poderão ser feitas na hora, mas há o limite de 20 alunos por oficina. As aulas acontecem às terças e quintas, das 19h30 às 21h, e aos sábados e domingos, das 11h às 12h30 e das 17h às 18h30. A exposição segue no CCBB-Brasília até 5 de janeiro.
Fonte: G1 DF - 14/11/2013

Curadora de Artes Ana Maria Maia ministra workshop em Belém


Ana ministra curso de 20 a 22 deste mês, no Museu de Arte Sacra.
Inscrições estão abertas.
O Programa Educativo do Arte Pará, traz para Belém, a Curadora de Artes Ana Maria Maia, de São Paulo. Ana vai ministrar, de 20 a 22 deste mês, no auditório do Museu de Arte Sacra, o workshop “Contemporâneo? ‘Contemporâneo’. Contemporâneos”.
Ana Maria Maia é jornalista e mestre em História da Arte pela Faculdade Santa Marcelina, com dissertação sobre a recepção crítica da obra de Flávio de Carvalho, entre o moderno e o contemporâneo. É curadora adjunta do Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo e professora de História da Arte da Escola São Paulo.
Maia fez parte do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Foi curadora do Rumos Artes Visuais, do Itaú Cultural e assistente de curadoria da 29ª Bienal de São Paulo, entre outras participações em eventos importantes.
Serviço
Workshop com a curadora de Artes Ana Maria Maia, de 20 a 22 de novembro, de
8h30 às 22h, no Museu de Arte Sacra, localizado na Praça Frei Caetano Brandão, s/n - Cidade Velha. Informações:(91) 4009-8802. Inscrições: fundrm@oliberal.com.br
Fonte: G1 PA - 17/11/2013

Ciclo “Aberto para Balanço” do Maria Antonia recebe o artista e escritor Nuno Ramos



No dia 21 de novembro, o artista plástico e escritor Nuno Ramos participa do ciclo de palestras “Aberto para balanço”, do Centro Universitário Maria Antonia. A partir das 20 horas, ele apresentará a palestra A cena da arte contemporânea no Brasil. A entrada é gratuita (limite de 90 lugares) e haverá distribuição de senhas 30 minutos antes.Ramos apresentará uma proposta de visão em perspectiva da cena da arte brasileira na atualidade, levando em conta o passado recente dessa produção e destacando dilemas e possíveis horizontes, a partir de critérios como potência, dimensão simbólica, repertório de materiais e procedimentos plásticos.O ciclo de palestras, que se estende até dezembro,é uma das iniciativas de comemoração dos 20 anos do Maria Antonia. Participam críticos, artistas e pesquisadores, que colocam em debate visões panorâmicas de diversas áreas, como artes visuais, arquitetura, música, literatura, cinema e filosofia, presentes nas ações do Maria Antonia nas últimas duas décadas.
Ciclo “Aberto para Balanço” do Maria Antonia recebe o artista e escritor Nuno Ramos
Nuno Ramos é artista plástico e escritor. Expõe regularmente no Brasil e no exterior.

Data 21/11/13 | 20:00 - 22:00
Tipo de Evento Cultura e artes
Investimento Evento Gratuito
Inscrição Sem Inscrição Prévia
Retirada de ingresso 30 minutos antes.
Local  Capital 
Centro Universitário Maria Antonia 
Endereço  Rua Maria Antonia, 294, Consolação, São Paulo
Importante: As informações foram checadas na data de sua publicação, mas pode haver alterações ou cancelamentos. Recomendamos entrar em contato com a organização do evento para confirmação.

Fonte: Eventos USP

Biennale Internazionale di Opere di Carta - Schio - Itália - com Altina Felício



Altina Felício
Li Chen
Peter Ford
Terhi Hursty

DI CARTA/PAPERMADE

Biennale Internazionale di Opere di Carta

Palazzo Fogazzaro

Schio (VI), Italia

21 dicembre 2013 – 22 febbraio 2014

Carta, carta e ancora carta. Al posto di tele, marmo o legno, di video o performance.

La carta, materia ‘povera’ e veicolo di cultura per eccellenza, è il Leitmotiv di questa esposizione.

Come la tela o la materia prima da manipolare e trasformare in opera d'arte, la carta suscita

ispirazione, veste emozioni, si carica di sensi.

Artisti di 29 Paesi. Background culturali, stili, linguaggi che si incontrano e dialogano dando

sostanza e colore ai leggeri paesaggi dell’immaginazione. Libri d’artista, stampe, installazioni.

Varietà e Leitmotiv nel nome della carta.

La mostra – di grande fascino e respiro – aprirà a Palazzo Fogazzaro, nel centro di Schio e di

un’area, l’Alto Vicentino, che oltre alla celebre fioritura dell’industria tessile vanta nella sua storia

una dinamica attività di cartiere e la stampa di preziosi incunaboli.

DI CARTA/PAPERMADE è organizzata dal Comune di Schio e curata da Valeria Bertesina.

È un' ampia mostra collettiva di opere di carta, suddivisa in 3 aree: stampe d'arte, libri d'artista e

installazioni.

Partecipano 79 artisti, italiani e stranieri.

Artisti:

HIROKO AKASAKA, MARINA BANCROFT, MANUELA BEDESCHI, CHARLES BENEKE ,

MARIA PINA BENTIVENGA, GUILLERMO BERMAN, VALERIA BERTESINA, SERGIO

BIGOLIN, DARE BIRSA, SARAH BODMAN, NEDDA BONINI, MARIE CHRISTINE

BOURVEN, SANDRO BRACCHITTA, LUKAS BRADACEK, JIRI BRAZDA, GIOVANNI

BUOSI, MIRTA CACCARO, VITO CAPONE, ANGELA CAPORASO, DANIELA CATALDI,

FERDINANDO COLORETTI, ANGELICA DE GUGLIELMI, ARIEL DE GUGLIELMI,

EDVIN DRAGICEVIC, MARY FARREL, ALTINA FELICIO, MARCO FERRARI, MANUELA

FILIACI, PETER FORD, ANTONIO FREILES, JOSE FUENTES, JUDITH GHASHGHAIE,

OSCAR GILLESPIE, CHIARA GIORGETTI, FABIO GUERRA, CAROLINE HALFORD,

SEAN HANRAHAN, VALGERDUR HAUKSDOTTIR, VICTOR MANUEL HERNANDEZ

CASTILLO, VALERIU HERTA, CVETKA HOJNIK, MARY HOLLAND, TERHI HURSTI,

AYA IMAMURA, SANNA JARVELA, MARIANNE KEATING, KALINA KRALENA

HRISTOVA, JOANNA LATKA, LIVIANA LEONE, MARGHERITA LEVO ROSEMBERG,

LI CHEN, MIRCO LUZZI, VITTORIO MANNO, FERNANDO MASONE, ZDRAVKO

MICANOVIC, ZELJKA MICANOVIC MILJKOVIC , OCTAVIAN MICLEUSANU, DENISE

MINGARDI, IBRAHIM MIRANDA, ELENA MOLENA, GIOVANBATTISTA NITTI,

MING MING NIU, JOHN O'BRIEN, HILDA PAZ LEVOZAN, VINCENZO PIAZZA, PINO

POLISCA,TERESA POLLIDORI, FERNANDO REA, MARIA REINA SALAS, ANGELO

RIZZELLI, MIRAN SABIC, CONCHA SAEZ, LUCIO SCORTEGAGNA, ANASLADETIC,

FLORIN STOICIU, NATALIA TAMAYO, ROCCO TAMBLE', THUY TO TRAN BICH,

MARINA VIDALI.

Inaugurazione:

Sabato 21 dicembre, h.16.30

Apertura:

Mercoledì, h.10.00 – 12.30

Venerdì, h. 16.00-19.00

Sabato e domenica, h.10.00 -12.30 e 16.00 – 19.00

Link:

http://dicartapapermade.wix.com/dicartapapermade/



"DI CARTA/PAPERMADE

International biennial exhibit of papermade artworks.

Palazzo Fogazzaro

Schio (VI), Italy

21st december 2013 – 22rd february 2014

Paper, paper and nothing but paper. Instead of paintings, marble, wood, videos or performances.

The paper, "poor" material and vehicle of culture par excellence, is the leitmotiv of this exhibit.

Like the canvas or the material which will be manipulated and transformed into a work of art,

paper creates inspiration, is dressed in emotions, is filled with meanings. Artists from 29 countries.

Different cultural and stylistic backgrounds, different artistic languages meet and dialogue to color

and give substance to the landscapes of imagination. Artist's books, prints, installation art. Variety

and leitmotiv in the name of paper.

The exhibit, charming and diverse, will take place in Palazzo Fogazzaro in Schio, in an area, the

territories north of Vicenza, that boasts, besides the well-known textile industries, a dynamic history

of paper mills and the print of valued incunabula.

DI CARTA /PAPERMADE is organized by the Schio Municipality

and curated by Valeria Bertesina.

It's an ample collective exhibition of works made of paper, divided in 3 categories: art prints, artist's

books and installation art. The exhibition will host 79 artists, both italians and foreign."

Artists:

HIROKO AKASAKA, MARINA BANCROFT, MANUELA BEDESCHI, CHARLES BENEKE ,

MARIA PINA BENTIVENGA, GUILLERMO BERMAN, VALERIA BERTESINA, SERGIO

BIGOLIN, DARE BIRSA, SARAH BODMAN, NEDDA BONINI, MARIE CHRISTINE

BOURVEN, SANDRO BRACCHITTA, LUKAS BRADACEK, JIRI BRAZDA, GIOVANNI

BUOSI, MIRTA CACCARO, VITO CAPONE, ANGELA CAPORASO, DANIELA CATALDI,

FERDINANDO COLORETTI, ANGELICA DE GUGLIELMI, ARIEL DE GUGLIELMI,

EDVIN DRAGICEVIC, MARY FARREL, ALTINA FELICIO, MARCO FERRARI, MANUELA

FILIACI, PETER FORD, ANTONIO FREILES, JOSE FUENTES, JUDITH GHASHGHAIE,

OSCAR GILLESPIE, CHIARA GIORGETTI, FABIO GUERRA, CAROLINE HALFORD,

SEAN HANRAHAN, VALGERDUR HAUKSDOTTIR, VICTOR MANUEL HERNANDEZ

CASTILLO, VALERIU HERTA, CVETKA HOJNIK, MARY HOLLAND, TERHI HURSTI,

AYA IMAMURA, SANNA JARVELA, MARIANNE KEATING, KALINA KRALENA

HRISTOVA, JOANNA LATKA, LIVIANA LEONE, MARGHERITA LEVO ROSEMBERG,

LI CHEN, MIRCO LUZZI, VITTORIO MANNO, FERNANDO MASONE, ZDRAVKO

MICANOVIC, ZELJKA MICANOVIC MILJKOVIC , OCTAVIAN MICLEUSANU, DENISE

MINGARDI, IBRAHIM MIRANDA, ELENA MOLENA, GIOVANBATTISTA NITTI,

MING MING NIU, JOHN O'BRIEN, HILDA PAZ LEVOZAN, VINCENZO PIAZZA, PINO

POLISCA,TERESA POLLIDORI, FERNANDO REA, MARIA REINA SALAS, ANGELO

RIZZELLI, MIRAN SABIC, CONCHA SAEZ, LUCIO SCORTEGAGNA, ANASLADETIC,

FLORIN STOICIU, NATALIA TAMAYO, ROCCO TAMBLE', THUY TO TRAN BICH,

MARINA VIDALI.

Preview event:

Saturday, 21st December, h.16.30

Day and hours of opening:

Wednesday h.10.00 -12.30

Friday h.16.00 -19.00

Saturday and Sunday h.10.00 -12.30 and 16.00 -19.00

Link:

http://dicartapapermade.wix.com/dicartapapermade/

Encontro com Paulo Cheida e Grupo Olho Latino na PUC São Paulo

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Encontro com Paulo Cheida e Grupo Olho Latino
na PUC São Paulo
 
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No próximo sábado, 23 de novembro, às 11h, o curador Paulo Cheida Sans e os artistas do Grupo Olho Latino estarão na PUC São Paulo à disposição do público para conversarem sobre as obras expostas e sobre a dinâmica criativa da equipe.
Para ler a notícia completa clique aqui ou acesse www.olholatino.com.br e fique por dentro das novidades!

Exposição: Agregados: Gravuras do Grupo Olho Latino (Grupo de Arte do Museu Olho Latino)
Expositores: Alex Roch, Celina Carvalho, Cibele Marion Sisti, Elika Ito, Flávia Bresil Palhares, Lisa França, Maricel Fermoselli, Paulo Cheida Sans, Regiane Capp Couto Buccioli, Suely Arnaldo, Walcirlei Siqueira, Young Koh.
Curadoria: Paulo Cheida Sans.
Período da mostra: 14 de novembro a 13 de dezembro de 2013.
Encontro com os artistas: 23 de novembro, às 11h.
Local:Espaço Cultural da Biblioteca Nadir Kfouri
Endereço:Rua Monte Alegre, 984, Perdizes – São Paulo, SP
Informações: Fone: (11) 3670-8267 - videoteca@pucsp.br
Horário de visitação:De segunda a sexta, das 9h às 22h e sábado, das 9h às 17h. Entrada gratuita.
Organização: Interarte Cultura PUCSP
Apoio: Videoteca PUCSP

Museu Olho Latino
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Presépios: Um Olhar, uma História - Museu Arte Sacra - SP



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O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, seguindo uma das mais fortes tradições cristãs nas festas de fim de ano, inaugura a exposição Presépios: Um Olhar, uma História. Com curadoria de Cristina Ferraz, texto de Cesar Giobbi e expografia de Antonio Ferreira Jr., esta representa a maior mostra sobre o tema já realizada no MAS/SP e conta com um seleto grupo de 42 pessoas – entre designers, arquitetos, artistas plásticos, colecionadores e nomes da sociedade paulistana -, os quais foram convidados a montar suas próprias versões deste símbolo natalino, resultando em 35 presépios. A exposição traz, ainda, uma sala do museu toda ambientada com peças de arte barroca e presépios do acervo da família Landmann, montados por Jorge e Julio Landmann em homenagem à sua mãe, Edith Landmann.

Com toda sua sensibilidade, Cristina Ferraz fez o convite a alguns amigos para eles reproduzirem, nesta mostra, as emoções e as memórias afetivas envoltas em seus rituais familiares de montagem dos presépios. Unindo pessoas com diferentes crenças, histórias e tradições, um traço de extrema delicadeza permeia a exposição, pois leva tais informações emotivas recriadas em presépios que podem ser considerados verdadeiras obras de arte.

As boas vindas à exposição são dadas por Gica Mesiara com a instalação Poder Divino, Poder Humano, onde projeta uma imagem de Jesus em um jardim vertical de estrutura metálica com os dizeres “...aquele que crê em mim, esse fará também as obras que eu faço e fará ainda maiores...”. Os painéis de textos da mostra contam com delicados traços de Paulo von Poser, alusivos a data.

Um epaço especial - Sala Edith Landmann – é uma homenagem do MAS/SP à matriarca da família Landmann, composta por itens de sua coleção de arte barroca e de presépios. Seus filhos, Jorge e Julio Landmann, fazem a curadoria dessas peças, de forma a mostrar ao público um pouco das tradições de seus familiares. A coleção de presépios foi iniciada há cerca de 35 anos, sendo muitos desses objetos adquiridos em viagens ou recebidos como presente de amigos e de membros da família. Sobre as lembranças dessa época festiva, Julio Landmanndescreve: “Estes presépios eram colocados um mês antes do Natal, ao longo de toda a sala de estar no apartamento dos meus pais. Era um trabalho que ela mesma (Edith) fazia questão de executar pessoalmente e o fazia com muito amor, carinho e bom gosto. A mensagem do presépio era sempre renovada, Natal após Natal, para todas as crianças, sejam netos ou bisnetos”.

Compostos tanto por peças de coleções particulares como por itens do acervo do MAS/SP, estão em exibição presépios de nacionalidades e épocas distintas, feitos de diferentes materiais como argila, madeira, papel, tecido, barro cozido, aniagem, etc. Presépios: Um Olhar, uma História é o resultado de um esforço coletivo, onde cada convidado abre seu coração e representa uma história universal do nascimento de Jesus.

Convidados:
Alessandra Campiglia, Angelo Derenze, Antonio Ferreira Jr., Baba Vaccaro, Beatriz Moura Andrade Araujo, Beatriz Monteiro de Carvalho, Bruna Carvalho, Brunete Fraccaroli, Chris Ayrosa, Eduardo Machado, Esther Giobbi, Esther Schattan, Fatima Salton, Francesca Alzati, Glorinha Baungart, Graziella Leonetti, Irene Ravache, Jóia Bergamo, Jorge Brandão, Lilian Bomeny, Lourdes Bottura, Marcelo Lima, Margarethe Abussamra, Maria Adelaide Amaral, Maria Pia Trussardi, Maria Thereza McNair, Olga Krell, Pedro Ariel, Priscila Pacey, Regina Carvalho, Roberto Sansão, Sabina de Libman, Sandra Penteado, Simone Goltcher, Sonia Diniz, Toninho Mariutti, Valéria Beraldin, Vic Meirelles, Vilma Eid, Virginia Lamarco, Wair de Paula e Walkiria Tesssari Derenze.


Exposição: Presépios: Um Olhar, uma História
Curadoria: Cristina Ferraz
Texto: Cesar Giobbi
Expografia: Antonio Ferreira Jr.
Desenhos: Paulo von Poser
Instalação: Gica Mesiara
Crédito de Imagem: Victor Tronconi e Sonia Balady
Abertura: 26 de novembro de 2013 – terça-feira – às 19h
Período: 27 de novembro de 2013 a 06 de janeiro de 2014
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326.5393 – agendamento/ educativo para visitas monitoradas
Horário: terça a sexta das 9h às 17h, sábado e domingo das 10h às 18h
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes pagam meia); grátis aos sábados

Filigranas - Carolina Ponte e Fuleragem Polissistêmica - Camila Soato - SP


Carolina Ponte | Filigranas
Abertura: Terça-feira, 19 de Novembro, das 19h às 22h

Na terça-feira, 19 de novembro, das 19h às 22h, a Zipper Galeria inaugura a mostra Filigranas, deCarolina Ponte. Na mostra, a artista, natural de Salvador e radicada em Petrópolis, apresenta desenhos sobre papel e esculturas em crochê. O texto critico é de Marcelo Campos.
Os desenhos apresentados em sua segunda individual na Zipper Galeria são produzidos com caneta, nanquim e tinta acrílica sobre papel. As criações em crochê são uma expansão do trabalho da artista com o desenho: as esculturas ganham o espaço com suas formas fluidas e exibem figuras concêntricas, feitas de minúsculas unidades, como os pontos que se desprendem da agulha.
As obras de Filigranas reforçam o interesse de Carolina Ponte na retomada das referências populares ornamentais e dão continuidade ao vocabulário pictórico que a artista vem desenvolvendo ao longo de sua carreira. Seus desenhos estão intimamente ligados a sua pesquisa de padronagens, algumas desenvolvidas pela própria artista, outras apropriadas de diversas culturas – egípcia, orientais, latino-americanas e brasileiras. Juntas, elas compõem uma espécie de léxico particular.
Carolina Ponte
Carolina Ponte é graduada pela UFRJ (2005) em gravura, mídia que exige o respeito à duração dos processos e a perseverança por semanas num único trabalho. Desde então, já expôs em São Paulo (Realidades Impossíveis, 2009, Ateliê 397), Rio de Janeiro (Abre Alas, 2006, A Gentil Carioca / AH, 2006, Escola de Artes Visuais do Parque Lage), Brasília (Pontos de Encontro: Pedro Varela e Carolina Ponte, 2008, ECCO) e Veracruz, no México (Realidades Imposibles, 20 artistas brasileños trabajando com fotografia hoy, 2008, Fototeca Juan Malpica Mimendi).


Quando?Abertura: Terça-feira, 19 de Novembro, das 19h às 22h
Até 21 de dezembro de 2013
Segunda a sexta das 10h às 19h
Sábados das 11h às 17h
Onde?
Zipper Galeria 
Rua Estados Unidos, 1494
Jardins - São Paulo - SP
Veja como chegar
 


Camila Soato | Fuleragem Polissistêmica Nº 05
Abertura: Terça-feira, 19 de Novembro, das 19h às 22h

Também no dia 19 de novembro, a Zipper abre, no espaço Zip’Up, a exposição Fuleragem Polissistêmica Nº 05, de Camila Soato, com curadoria de Mario Gioia. Em sua primeira individual em São Paulo, a artista brasiliense, que ganhou destaque como uma das finalistas do Prêmio Pipa deste ano – um dos mais relevantes no âmbito das artes visuais no país –, apresenta pinturas em variadas escalas para reforçar certo aspecto malfeito, precário e que flerta com o escatológico de sua produção, bastante particular, num campo onde a pintura por vezes se mostra muito reverente a cânone.
Quando?Abertura: Terça-feira, 19 de Novembro, das 19h às 22h
Até 21 de dezembro de 2013
Segunda a sexta das 10h às 19h
Sábados das 11h às 17h
Onde?
Zipper Galeria 
Rua Estados Unidos, 1494
Jardins - São Paulo - SP
Veja como chegar

Mãos delicadas que desnudam realidades desconfortáveis - Márcio Pannunzio


Pannunzio compara a técnica empregada em seu trabalho ao ofício de um joalheiro - Divulgação

Virtuose da técnica da gravura em madeira, artista sorocabano Márcio Pannunzio fala de sua produção e de sua recente paixão pela fotografia


Juliana Simonetti
juliana.simonetti@jcruzeiro.com.br


É preciso desacelerar o olhar para dar conta de tantas informações dispostas em pequenos suportes que medem, em média, 10 cm X 10 cm. Em um mundo inundado de informações rápidas e imagens facilmente digeríveis, os trabalhos do artista plástico Márcio Pannunzio só se entregam aos mais pacientes observadores, aptos a desvendar narrativas complexas e cheias de detalhes em papéis que medem menos do que a capinha de um CD. O que torna tudo ainda mais impressionante é que esses labirínticos, pequenos e finos traços são feitos por meio da técnica de xilogravura, o que ressalta o virtuosismo de Pannunzio. Explicando de maneira resumida e didática, na xilogravura o artista utiliza um instrumento de desbaste - como goivas, facas e buris - para criar traços a partir de sulcos na madeira. Depois de entalhadas as imagens, a matriz em madeira torna-se uma espécie de carimbo, que será besuntada de tinta e, posteriormente, passará pelo processo de impressão. "Realmente é uma técnica muito apurada", reforça Pannunzio, que compara seu ofício ao de um joalheiro. É preciso muita concentração para trabalhar na madeira em uma escala tão pequena. Pannunzio utiliza o papel arroz para fazer a impressão de seus trabalhos, o que requer novamente muita precisão, delicadeza e concentração. "É um papel superdelicado, fragilíssimo", ressalta.

Mas não é preciso apenas o olhar vagaroso e paciente para desvendar os trabalhos de Pannunzio. É preciso um olhar corajoso para encarar uma realidade desconfortável, de difícil digestão. Pois por trás de toda essa apurada e delicada técnica existe um universo grotesco, ácido, violento, escatológico e carregado de críticas sociais. São temas incômodos, como a morte, a velhice, o consumismo, a corrupção... O expressionismo dialoga intimamente com os trabalhos. "Uma gravura, enfim, que definitivamente não se presta ao embelezamento de paredes, mas pode proporcionar, a quem se dispuser a vê-la, uma experiência única no contexto de uma vida tão submetida à padronização e ao imediatismo como é a nossa", diz o crítico de arte João Vergílio Gallerani Cuter, em texto publicado nos sites do artista (fica aqui a sugestão para uma visita mais vagarosa aos locais: www.marciopan.com ou ainda www.marciopan.art.br).

REPRODUÇÃO
bebeno2
"A ânsia de amar a ânsia". Técnica: Xilografia de topo. 9,5 cm X 10,9 cm e "Tristes trópicos". Técnica: Xilografia de topo. 13,6 cm X 15,5 cm
Também no site, o escritor e crítico de arte Paulo Klein assim descreve o trabalho de Pannunzio: "Os jogos de poder, o assédio, a promiscuidade e a banalização sexual são motes recorrentes no fabulário de Pannunzio. Em seus labirintos, que refletem a banda podre dos meandros sociais, parece não haver lugar para vacilo, piedade ou para atos gentis (...) Suas imagens corrosivas desnudam o homem contemporâneo de forma crua e impiedosa."

Dez dessas gravuras brevemente descritas nesta matéria fazem parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, o Macs. Aliás, essas foram as primeiras obras a comporem o acervo do museu. "Fui o primeiro doador do Macs e meu sonho é fazer uma grande exposição por aí. O espaço do Macs é maravilhoso", comenta o artista. Apesar de não ter nascido em Sorocaba, Pannunzio considera a cidade sua terra natal e se apresenta como sorocabano. "Fui o único filho que não nasceu em Sorocaba; nasci em Casa Branca. Com três anos, mudei para Sorocaba, onde fiquei até os dezoito. Fui aluno do Padilha e do Estadão. Fiz meus melhores amigos e conheci minha cara metade, a Tana, em Sorocaba. Os meus anos mais importantes, os da formação da minha personalidade, vivi aí. Apesar de estar longe há muito tempo, é Sorocaba que aparece nos meus sonhos, sempre. De certa forma, é como se minha alma estivesse ainda habitando a cidade, visitando os locais que marcaram minha infância e adolescência", comenta o artista, que atualmente mora em Ilhabela.

Aliás, foi no Padilha que Pannunzio teve seu primeiro reconhecimento artístico "oficial". "Desde pequeno tenho facilidade para desenhar. Participei de um concurso de desenho no Padilha e ganhei. O prêmio foi uma enciclopédia", relembra o artista, que ganhou seu primeiro kit de gravura em 1980 e nunca mais abandonou a técnica, que já lhe rendeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Logo em 1981, veio o primeiro de muitos salões de gravura. Pannunzio diz que a facilidade de transporte da gravura foi um dos aspectos que o levou a investir ainda mais nessa técnica. "É mais fácil despachar as gravuras pelo correio. E há salões de gravura no mundo inteiro."

Desde 1989, o artista de fala mansa e doce escolheu Ilhabela para ser sua morada. "Por mais longe que eu esteja, agora, literalmente, ilhado, é como se ainda permanecesse vinculado a Sorocaba, como se houvesse um inquebrantável cordão umbilical nos unindo." Anteriormente a Ilhabela, Pannunzio estava morando em São Paulo e bastante cansado com a estressante vida urbana. Ilhabela foi a saída encontrada. "Quando vim pra cá, o céu de noite tinha uma luminosidade impressionante. Parecia que a gente poderia tocar as estrelas com as mãos." Passados mais de 20 anos, a ilha já não é mais a mesma, mas mesmo assim "é bela e ainda segue calma, especialmente, onde resido". E é em uma chácara cercada de Mata Atlântica - "um lugar rodeado de paz", onde apenas os borrachudos podem quebrar a calmaria - que nascem as figuras tão perturbadoras das xilogravuras de Pannunzio. "As pessoas que veem meu trabalho às vezes ficam mesmo surpresas ao me conhecer. Falam: puxa, você parece tão calmo", diverte-se. "Pois é. Mas minha alma vive em rebuliço e é do fundo dela que extraio essa figuras grotescas, na verdade, arquetípicas, vicejando em todas as almas, inclusive, na sua", responde à jornalista. Peço licença para acrescentar uma observação: vicejando em todas as almas, inclusive, na sua, caro leitor.

"A fotografia é parente da gravura e sua tradução é gravar com luz"

Além da gravura, Márcio Pannunzio desenvolve trabalhos em desenho, pintura e recentemente tem investido mais em fotografia. "A fotografia é parente da gravura e sua tradução é gravar com luz." Na verdade, o artista fotografava com câmaras mecânicas desde a década de 1970. "Porém, fotograva pouco porque meu foco era a xilo. Com o advento da fotografia digital, comecei a clicar muito mais e também a pesquisar melhor sobre equipamento e técnica." O abandono é um dos temas recorrentes na fotografia de Pannunzio e pode ser verificado em séries como Olvidados e Vestígios. "O abandono das coisas na via pública, o abandono que o tempo imprime nas fachadas me seduzem porque me contam histórias que estimulam minha imaginação e o meu desejo de criar", explica o artista.

DIVULGAÇÃO: MÁRCIO PANNUNZIO

sofa
Trabalho da série "Vestígio"
Outra série fotográfica bastante emblemática é Crisálidas, em que o artista retrata fotos de grandes prédios em construção e que têm suas fachadas cobertas por aquelas telas translúdicas de proteção. Cenas bastante comuns em grandes cidades. "Eles têm uma dimensão poética mas não é uma poesia que me agrade. Muito ao contrário, vejo neles o sepultamento duma vida bucólica com seus valores humanistas em nome da especulação imobiliária que impinge em suas megalomaníacas obras, pernósticos nomes americanizados ou afrancesados, buscando ostentar um requinte embusteiro. Essas edificações demolem, quase sempre, sólidas casas com décadas de vida. Uma vida de crianças crescendo felizes em ruas livres do tráfego criminoso dos carros pretos, brancos e prateados; de curiosos observando letárgicos, a vida passar na janela; de vizinhos amigos transformando a calçada em sala de bate papo no final das tardes." A metaformose dessas "crisálidas" fotografadas por Pannunzio revelam transformações bastante sombrias. "São parecidos com as crisálidas, mas diferentes delas, não originam belas e delicadas borboletas, mas sim, aberrações arquitetônicas com nome pomposos e fúteis."

Uma coleção de prêmios

Vencedor de 12 prêmios internacionais, Márcio Pannunzio foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e figurou entre os vencedores dos editais ProAc (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) em 2008, 2010 e 2011. Realizou 28 individuais, cinco delas no exterior. No Brasil foi premiado em cerca de quarenta ocasiões; entre elas: no 10º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 50º Salão Paranaense, na 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba.

Associação de artistas plásticos busca apoio para projetos de reafirmação da identidade afro-brasileira - Salvador - BA

“Somos negros todos os dias”, afirma presidente da Onipé Eró sobre dia da Consciência Negra

16.11.2013 | Atualizado em 16.11.2013 - 13:39


Carla Trabazo
Buscando definir o conceito do que seria a manifestação da arte afro brasileira, onze artistas plásticos se reuniram em 2010 para formar a Associação Afrobrasileira de Artistas Plásticos, também chamada de Onipé Eró, uma expressão em iorubá para “defensor da arte”.

Jone Santos, presidente da Associação desde 2010. 
“Com a associação, buscamos defender o artista afro brasileiro. Resgatamos a expressão dessa arte e a divulgamos na cidade. No entanto, o apoio é extremamente precário, quase inexistente e temos que cuidar uns dos outros”, explica o presidente da associação Jone Santos, que além de artista plástico, atua na área de design e estamparia.
De acordo com Jone, a Onipé Eró promove seminários, debates, exposições e, ainda, realiza projetos de arte educação nas escolas, buscando trazer a cultura afro brasileira para a população. O projeto Indústria de Carnaval, por exemplo, ensina em oficinas de estamparia e design os jovens a serem autossustentáveis e produzirem o que necessitam nos blocos afros sem apoio.
“É imprescindível que um país apoie a arte, mas isso não acontece aqui. Temos mais de 50 entidades entre blocos e afoxés que deveriam ter incentivo, mas o Estado ignora essa importância. Eles são a representação da arte afro brasileira em Salvador. Mas ninguém sabe disso porque as entidades não são divulgadas”, conta, indignado, Jone.
O artista plástico comenta, ainda, que o dia da Consciência Negra “deveria ser todos os dias, um trabalho contínuo, de mais valorização. Somos negros todos os dias”. Em consideração à data, Jone e outro artista plástico da associação, Lucas Batatinha, levaram sua exposição “Áfricas” à Casa do Benin, no Pelourinho. Os quadros pintados são um registro das artes plásticas e visuais dentro da indústria do carnaval, inspiradas em designs de estamparia e com destaque para a cultura do Benin.
A exposição, assim como a Onipé Eró, busca reafirmar a identidade afro brasileira, utilizando-se de muitas cores e arte geométrica, com presença forte de elementos de Orixás. “Sou inspirado pela religiosidade dos Orixás. Eu acho lindo, é meu encantamento, é o que me emociona”, revela Jone.

Museu de Artes e Ofícios recebe mostra itinerante de peças sacras barrocas - BH - MG


Poliana Reis

Peça do século XVII (à esq.) e oratório que decorou o quarto de João Paulo II no Brasil (à dir.): raridades

Exposição reforça as homenagens ao mestre Aleijadinho

por Raíssa Pena | 20 de Novembro de 2013
Novembro é um mês para nenhum fã de arte barroca botar defeito. Na segunda (18), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai celebrar o Dia do Barroco Mineiro, lançar a edição póstuma do último número da revista Barroco, criada pelo poeta mineiro Affonso Ávila (1928-2012), e instituir a comissão curadora das comemorações do bicentenário da morte de Aleijadinho (1738-1814), o maior expoente desse estilo artístico no Brasil. O Museu de Artes e Ofícios entra no embalo dos festejos barrocos e exibe uma mostra gratuita de oratórios, objetos e outras imagens sacras produzidos entre os séculos XVII e XX. A exposição Oratórios — Relíquias do Barroco Brasileiro conta com 115 peças pertencentes ao acervo do Museu do Oratório, instalado em Ouro Preto desde 1998. O destaque do conjunto é um "oratório de salão" — que, como o nome indica, era usado nas salas principais das residências — que decorou o quarto do papa João Paulo II em sua visita ao Brasil em 1997.

Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro, ☎ 3248-8600. Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até 6 de janeiro de 2014.


Exposições: programação para os dias 16 a 22 de novembro

› ÚLTIMA SEMANA
✪✪✪✪ Candido Portinari
Não se pode deixar de ver de perto a dupla de painéis Guerra e Paz, do célebre pintor de Brodowski (1903-1962). As visitas estão organizadas em sessões que apresentam um vídeo de dez minutos sobre a vida do artista antes de revelar os murais. Não se preocupe, pois a introdução não é entediante. Felizmente, as intervenções tecnológicas só potencializam a complexidade e a beleza dos traços da obra-prima de Portinari. No 7º andar ainda estão expostos mais de setenta estudos preparatórios e alguns documentos históricos da época de produção das telas monumentais (1952-1956).
Cine Theatro Brasil Vallourec. Praça Sete, Centro, ☎ 3201-5211. Terça a domingo. Sessões a cada hora, entre 10h e 19h. Grátis. Até domingo (24).

✪✪✪ A Magia de Escher
Mais de 165 000 pessoas passaram pelas galerias do Palácio das Artes e fizeram desta a mostra mais visitada de Belo Horizonte nos últimos dez anos. Conhecido por inserir truques e enigmas visuais em suas gravuras, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) desenhou perspectivas ilógicas, paisagens espelhadas, edificações impossíveis e padrões geométricos surpreendentes. Na exposição foram reunidos mais de 85 desenhos, gravuras originais e fac-símiles desse pioneiro das artes gráficas. Também foram criadas instalações interativas que permitem ao visitante entender melhor as brincadeiras óticas imaginadas por Escher. Aproveite: é permitido fotografar dentro das galerias.
Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7363. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Até este domingo (17).

✪✪✪ As Origens do Fotojornalismo no Brasil: um Olhar sobre O Cruzeiro (1940-1960)
O semanário, que circulou de 1928 a 1975, marcou a memória dos brasileiros e influenciou a maneira de fazer jornalismo impresso no país. Talvez a mais importante inovação do veículo tenha sido permitir que os ensaios fotográficos dividissem o protagonismo da página com o texto. Em mostra organizada pelo Instituto Moreira Salles, estão expostas cerca de 400 imagens, que retratam desde as incursões indígenas dos irmãos Villas Bôas até a vida privada de Carmen Miranda. Vale a pena subir ao mezanino para ver de perto três câmeras fotográficas usadas entre as décadas de 20 e 50 e a famosa reportagem de 1952 sobre a viagem de Guimarães Rosa pelo sertão mineiro.
Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até este domingo (17).

Paisagem Submersa
Em 2005, sete municípios do nordeste mineiro foram parcialmente inundados para formar o lago da hidrelétrica de Irapé, no leito do Rio Jequitinhonha. Durante o processo de instalação da usina, João Castilho, Pedro David e Pedro Motta registraram as pessoas, paisagens e memórias das 42 comunidades afetadas. As fotografias formaram uma narrativa bela e melancólica sobre o impacto da obra naquela região. Os três artistas decidiram doar à instituição dezessete imagens. Quinze serão exibidas gratuitamente até o fim do mês.
Museu Mineiro - Sala de Exposições Temporárias. Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, ☎ 3269-1103. Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Até sábado (23).


› EM CARTAZ

✪✪✪✪ Amilcar de Castro - Repetição e Síntese
A nova mostra do CCBB traz um respeitável panorama da carreira do artista mineiro. Ao lado de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, Amilcar (1920-2002) é um ícone do movimento neoconcreto e tornou célebre a técnica de escultura em chapas de ferro que chamou de "corte e dobra". Ocupando todo o 3º andar e o pátio interno do prédio, a exposição, uma das maiores já realizadas no país, traz 500 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas. As peças vieram das três principais fontes do acervo do artista: o Instituto Amilcar de Castro e as coleções de Marcio Teixeira e Allen Roscoe.
Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 27 de janeiro de 2014.

Binho Barreto
Os traços delicados do artista belo-horizontino estão em diversas vias públicas da cidade, mas não nas mais badaladas. Seu trabalho em grafite costuma ocupar paredes de fábricas abandonadas, vilas, escolas e muros em regiões periféricas da capital. Olhares melancólicos, atmosfera atemporal e uma visão crítica do modo de vida contemporâneo são marcas do trabalho de Barreto. Na mostra Nado Raso, ele exibe vinte desenhos recentes e fotos de grafites feitos nas ruas, além de imagens sobre seu processo de criação em estúdio.
Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 1º de dezembro.

Elizabeth Jobim
Sim, ela é filha do cantor e compositor Tom Jobim (1927-1994). Mas há tempos o sobrenome famoso deixou de ser o fator mais relevante na carreira de Elizabeth Jobim. Aos 56 anos, a artista plástica carioca já expôs em importantes museus dentro e fora do país e, em Belo Horizonte, é representada pela prestigiada galeria Celma Albuquerque. Em seu novo trabalho, as cores chapadas e a brincadeira visual com o volume dos objetos saíram da tela e viraram uma instalação penetrável. Na mostra Blocos, a artista apresenta uma série de paralelepípedos de até 2 metros de altura. Pintados a óleo sobre madeira, os totens formam um grande labirinto que pode ser percorrido livremente pelo visitante. Tons vibrantes e terrosos se alternam com o branco e criam diferentes noções de volume.
Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪ GTO - 100 Anos
Geraldo Teles de Oliveira (1913-1990) foi um homem humilde que descobriu tardiamente sua vocação artística. Depois de trabalhar em plantações e até como vigia noturno de um hospital, GTO (como gostava de ser chamado) disse ter tido uma série de visões que o incitavam a fazer esculturas. Autodidata, começou a produzir entalhes em madeira aos 55 anos. Em totens, mandalas e peças de formatos variados, ele retratou figuras religiosas, festas e costumes mineiros. Em homenagem ao centenário de seu nascimento, o mestre ganha mostra de trinta obras de madeira e uma peça rara esculpida em pedra-sabão.
Centro de Arte Popular — Cemig. Rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários, ☎ 3222-3231. Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado e domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 29 de dezembro.

João Castilho
Na individual Caos-Mundo, o fotógrafo mineiro apresenta fotografias, vídeos e instalações recentes. Produzidos entre 2012 e 2013, os trabalhos abordam questões aparentemente desconectadas, como a relação entre homem e natureza, sequestros e escravidão. O artista explica, no entanto, que todos os temas tratam de violência e de conflitos visíveis e invisíveis. Em uma imagem da série Vade Retro, por exemplo, uma tartaruguinha que parece se debater de barriga para cima desperta sentimentos de impotência e agonia. Sensações parecidas são incitadas pela série de vídeos Morte Súbita, que mostram o sofrimento de reféns em telejornais. "Não sei fazer arte sem conteúdo político", resume Castilho. Ele também está em cartaz na cidade com a coletiva Paisagem Submersa, ao lado dos colegas Pedro Motta e Pedro David.
Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-3084. Terça a sábado, 13h às 21h. Grátis. Até 6 de dezembro.

✪✪✪ Narrativas Poéticas
Com montagem e iluminação caprichadas, a mostra ocupa os três pisos do Museu Inimá de Paula com 89 obras de grandes nomes, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Farnese de Andrade. No 2º andar, vale a pena demorar em frente à delicada aquarela de Kichizaemon Takahashi e ao óleo Terra e Lua, de Wega Nery. O destaque do 3º piso é a exuberância de três telas em vermelho de Tomie Ohtake. A oportunidade de ver de uma só vez tantos trabalhos importantes e significativos para a história da arte brasileira torna quase desnecessários alguns áudios e projeções colocados nos salões.
Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 8 de dezembro.

✪✪ Ricardo Burgarelli
Na exposição América, Sacco e Vanzetti Não Podem Morrer, o artista apresenta intervenções feitas sobre reproduções de antigos jornais que noticiaram a condenação à morte dos anarquistas italianos Sacco e Vanzetti, nos Estados Unidos, em 1927. Na série Guerra dos Perdidos, ele se junta a Luísa Horta para produzir uma narrativa de guerra fictícia com base em textos, fotos antigas e outros objetos. Nos dois trabalhos é possível perceber a memória como fio condutor.
Memorial Minas Gerais - Vale (Sala de Exposições - 3º andar). Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 1º de dezembro.

✪✪✪ Tomie Ohtake
Nascida no Japão e naturalizada brasileira, ela é considerada a dama das artes plásticas no país e segue em atividade aos 99 anos de idade. Em homenagem a seu centenário, que será completado no dia 21, foram organizadas mostras em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Por aqui, cinquenta obras encontram-se montadas em ordem cronológica e ilustram diversas fases de sua carreira. Só o primeiro quadro é figurativo. O que se vê nas telas seguintes é o uso crescente e mais livre de manchas de cor e formas circulares, ovais e retangulares. No fim do corredor estão uma bela série de gravuras e, dependuradas no teto, cinco esculturas de ferro, quatro produzidas neste ano. Com 412 metros quadrados e uso inteligente da luz natural, paredes, piso e teto brancos, a galeria projetada por Paulo Pederneiras e Fernando Maculan é uma atração à parte.
Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 2 de fevereiro de 2014.

melancolia - Eduardo Verderame


Abre na terça feira dia 26 de novembro as 20 horas minha nova mostra MELANCOLIA.
A mostra rende uma homenagem a célebre gravura de Albrecht Dürer que completará 500 anos em 2014.
A exposição fica em cartaz no Instituto Volusiano até o dia 10 de janeiro de 2014
Rua Heitor Penteado, 1971
visitação das 8 as 20hs
mais em
http://institutovolusiano.blogspot.com.br/