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escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Mural de Eduardo Kobra na fachada da ONU convida à reflexão: "que futuro deixaremos para os nossos filhos?"

 


 Mural de Eduardo Kobra na fachada da ONU convida à reflexão: "que futuro deixaremos para os nossos filhos?"  

A ação inédita de levar a arte de rua à parede externa da ONU, em Nova York, foi aprovada pelo Comitê de Artes da organização, que reconheceu que a arte de Kobra "é alinhada com os ideais das Nações Unidas". O mural surge em um momento importantíssimo, já que de 20 a 26 de setembro acontece na ONU a Semana de Alto Nível da 77.ª Assembleia Geral, que reúne líderes de todo o mundo. No mural "O Futuro é Agora!", com cerca de 336 metros quadrados, o brasileiro Eduardo Kobra convida à reflexão sobre qual é o futuro que queremos deixar às próximas gerações.

 

O conhecido muralista brasileiro Eduardo Kobra, 47 anos, inaugurou um mural, de 24 metros de comprimento por 14 metros de altura (336 metros quadrados), em uma das fachadas da Organização das Nações Unidas, em Nova York. O mural “O Futuro é Agora!” (The Future is Now!) - nome escolhido por Kobra nesta segunda-feira, 19 de setembro - está situado na E 42nd St & 1St Ave (https://goo.gl/maps/oUc1krDgqpuGfVtbA).

O mural surge em um período importantíssimo, já que de 20 a 26 de setembro acontece na ONU a Semana de Alto Nível da 77.ª Assembleia Geral, a primeira totalmente presencial desde o início da epidemia do Covid-19. Sob o tema “Um Momento Divisor De Águas: Soluções Transformadoras Para Desafios Interligados”, representantes de 193 países, a maioria líderes mundiais, vão discutir questões como a reconstrução pós-Covid, Guerra na Ucrânia, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.

A iniciativa inédita de levar a arte de rua ao muro externo da ONU foi aprovada - há pouco mais de uma semana, dez dias antes do início da Semana de Alto Nível- pelo Comitê de Artes da organização, que reconheceu que a arte de Kobra "é de acordo com os ideais das Nações Unidas." Na última quarta-feira, 14 de setembro, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, a nigeriana-britânica Amina Mohammed, visitou o mural de surpresa. Admirada, disse que “é uma obra magnífica, que fala da nossa geração e das gerações futuras e que representa todas as cores das pessoas” do mundo. “Adorei o mural”, exclamou para Kobra. Na sexta-feira, Kobra recebeu em frente ao mural a visita de Catherine Pollard, presidente do Comitê das Artes da ONU e subsecretária-geral das Nações Unidas para Estratégia, Diretriz e Conformidade de Gestão, que elogiou a qualidade do mural, as cores e a escolha do tema.

“Após receber o convite, pesquisei o tema da Assembleia Geral e vi que convergia para os assuntos que cada vez mais fazem parte do meu trabalho, especialmente a sustentabilidade. Pensei em um mural onde um pai entrega a Terra à filha. Desta forma, busco contribuir para a reflexão sobre qual é o planeta que queremos entregar às próximas gerações”, diz o artista, que para realizar a obra contou com o apoio cultural da The House of Arts, plataforma de negócios contemporâneos que conecta todas as formas de manifestações culturais e autoexpressões em arte e moda, mesclando criadores, pintores, designers, visionários e empreendedores.

Segundo Kobra, todos devem se perguntar como é que estamos cuidando do nosso planeta. “O futuro é agora! O futuro já começou e a responsabilidade é de todos nós. Foi por isso que coloquei no mural, que está situado em um local que recebe tantos líderes importantes, um brasileiro comum, que realiza essa ação de entregar o planeta a sua filha. É responsabilidade de todos cuidar da nossa casa, que é o Planeta Terra. E lá no epicentro, coloquei a América Latina, para reforçar a mensagem do cuidado que devemos ter em cuidar e preservar a nossa querida floresta amazônica.”

 

Trajetória do artista

O novo mural, na ONU, segue a linha de temáticas utilizadas pelo artista ao longo de sua trajetória, como paz, tolerância, diversidade, segurança, desenvolvimento sustentável, refugiados e direitos humanos. O artista urbano foi convidado para pintar o mural pela Missão do Brasil na ONU, como marco da celebração do Bicentenário da Independência do País. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Artes da ONU, que reconheceu que a arte de Kobra “é alinhada com os ideais das Nações Unidas”. 

Kobra é autor de projetos como “Greenpincel”, onde mostra imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e “Olhares da Paz”, onde pinta personalidades que se destacaram na temática da paz e na produção artística, como Nelson Mandela, Anne Frank, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, John Lennon, Malala Yousafzai, Maya Plisetskaya e Frida Kahlo.  

O artista também fez murais que celebram a diversidade, como o icônico “Etnias – Todos Somos Um”, no Rio de Janeiro”, “A Linha da Vida, no km 44 da rod. Castelo Branco, São Paulo; e “Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19”, em São Paulo.

Em 2015, Kobra fez um incrível e intenso projeto “São Paulo: uma realidade aumentada”, com dez intervenções em dez dias. As ações tinham como base a temática social.  Em uma dela, o mural “Desaparecida” estampou na av. Pedroso de Morais, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, o rosto da menina Ana Júlia Alves Tomás, então com cinco anos de idade, que estava desparecida desde 2013.  Diversas mães da ONG “Mães em Luta”, associação nacional de prevenção e busca a pessoas desaparecidas, compareceram à inauguração da obra para distribuir panfletos e conversar com as pessoas.

Em uma calçada da rua Helvétia, na região conhecida como Cracolândia, no Centro de São Paulo, Kobra expôs dez quadros. Além disso, usuários de drogas pintaram com o artista um quatro, que foi depois leiloado, com o valor integralmente revestido para o programa “De Braços Abertos”. Como parte do projeto “São Paulo: uma Realidade Aumentada”, Kobra pintou o mural “A Menina Bailarina”, como um presente para a comunidade de Paraisópolis. Na obra, retratou Daniela Oliveira de Sousa, jovem bailarina do Balé Paraisópolis, que mora na comunidade. 

Uma das ações mais comentadas do projeto foi quando abordou um dos problemas mais graves do País, no mural “Desemprego”. Kobra pintou em um muro da Praça Roosevelt o currículo do então desempregado Adriano da Silva Pereira. Muitas pessoas interagiram com a obra e colocaram seus próprios currículos no muro. Também foi impactante a intervenção onde o artista urbano desenhou em uma calçada uma cama em 3D, para falar sobre a situação dos moradores de rua em São Paulo.

Na segunda quinzena de abril de 2017, Eduardo Kobra esteve em Blantyre, na África, a convite da cantora Madonna, para realizar dois murais em um hospital para crianças, que estava em construção pela Raising Malawi Foundation, instituição fundada em 2006 por Madonna e Michael Berg. A viagem surgiu depois que a cantora viu uma obra de Kobra (“Fight for Steet Art”), no Brooklyn, em Nova York, sobre Jean-Michel Basquiat e Andy Warhol e convidou o muralista brasileiro. No hospital, obra pintou os murais “Nelson Mandela” e “Desmond Tutu”, dentro de sua série “Olhares da Paz”.

Em 2019, Kobra percorreu 12 bairros de São Paulo, dez deles na periferia da cidade, com o projeto “Galeria Circular”, em que transformou em galeria itinerante de arte um ônibus adaptado. Na exposição, o artista apresentou 14 de suas obras, que estiveram ou ainda estavam expostas em diversos locais pelo mundo. O artista idealizou e participou de todos os dias do projeto, interagindo intensamente com o público.

No dia 27 de agosto de 2022, Kobra inaugurou uma nova e impactante obra no muro em frente à fachada do Museu da Imigração, no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. Com 736 m² (5,8 m de altura por 127 m de extensão), o mural “Janelas Abertas para o Mundo” mostra oito migrantes e refugiados, de diferentes origens, todos personagens reais retratados pelo artista urbano com as cores que caracterizam sua obra. Ao longo do mural, em janelas pintadas, estão Andres Samuel Peralta Guedez, 15 anos, da Venezuela; Mafueni Delfina, 9 anos, e Mabanza Victor James Henoe, 6 anos, de Angola; Noura Bader, 35 anos, Palestina; Priscília Mbuku Bazonga, 12 anos, da Líbia; Vijay Bavaskar, 52 anos, e Deepali Bavaskar, 49 anos, da Índia; e Seema Bashar Hameed Aluqla, 8 anos, do Iraque.

Kobra conversou com cada um dos refugiados para conhecer suas histórias e personalidades. No prédio em que o museu está situado, havia originalmente uma hospedaria que recebia migrantes, muitos deles refugiados, que ficavam em suas janelas observando o movimento na nova cidade. Agora, quem está nos jardins do Museu pode ver as janelas que existem no muro e, como se fossem portais, “conversar” com essas pessoas e se interessar por suas histórias e pela questão dos milhões de refugiados no mundo inteiro. 

“Simbolicamente, o muro é um impedimento, aquilo que não precisamos no mundo. É o que separa, o que demarca as diferenças e o que impede o ir e vir.  Por isso, escolhi mostrar os personagens nas janelas abertas, olhando para fora, para as pessoas que passam, muitas vezes indiferentes”, diz Kobra.

De acordo com o artista, tão nociva quanto o ódio e o preconceito contra o migrante e o refugiado é a indiferença, é passar por seres humanos sem enxergá-los, como se não existissem. “Mais do que nunca as cores que utilizo nas obras têm um significado bem especial aqui. As pessoas, com suas origens, culturas e características diversas, tornam o País - e o mundo! - mais bonito. É preciso abrir as janelas, mas também as portas, os olhos e os corações para acolher essas pessoas que abdicaram de suas pátrias e precisaram, por diversas razões, se desloca”, afirmou Kobra, que acrescentou: “que sejam felizes e consigam reconstruir suas vidas no solo brasileiro”.

 

Sobre Eduardo Kobra

           Kobra, 47 anos, é um expoente da neo-vanguarda paulistana. Começou como pichador, tornou-se grafiteiro e hoje se define como muralista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade e pelo mundo. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou - com o Studio Kobra, criado em 95 - para um muralismo original - inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e norte-americanos, beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo "transformismo" grafiteiro.

             Muitos críticos afirmam que a característica mais marcante de Kobra é o domínio do desenho e das cores. Mas o que é fundamental para o artista é o olhar. Kobra foi desde cedo apresentado às adversidades da vida. Viu amigos sucumbirem às drogas e à criminalidade. Alguns foram presos. Outros perderam a vida. Foi o olhar que o salvou.

             Kobra é autor de projetos como "Muro das Memórias", em que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade; Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e “Olhares da Paz”, onde pinta figuras icônicas que se destacaram na temática da paz e na produção artística, como Nelson Mandela, Anne Frank, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, John Lennon, Malala Yousafzai, Maya Plisetskaya, Salvador Dali e Frida Kahlo.  Em meio ao caos urbano, buscou resgatar o patrimônio histórico que se perdeu. Em um contexto repleto de desigualdade social e injustiças, buscou se inspirar em personagens e cenas que servem de exemplo para um mundo melhor. 

            Hoje, Kobra tem 3.000 murais, em cerca de 35 países e em diversas cidades e estados brasileiros – como “Etnias – Todos Somos Um”, no Rio de Janeiro, “Oscar Niemeyer”, em São Paulo; “The Times They Are A-Changin” (sobre Bob Dylan), em Minneapolis; “Let me be Myself” (sobre Anne Frank), em Amsterdã; “A Bailarina” (Maya Plisetskaia), em Moscou; “Fight For Street Art” Basquiat e Andy Warhol), em Nova York; e “David”, nas montanhas de Carrara. Em todos os trabalhos, o artista busca democratizar a arte e transformar as ruas, avenidas, estradas e até montanhas em galerias a céu aberto.  Dois desses murais entraram no Guinness Word Record como o “maior mural do mundo”. Primeiro “Etnias – Todos Somos Um”, no Rio de Janeiro, com cerca de 3.000 metros quadrados e, depois, o “Mural do Chocolate”, localizado na rodovia Castelo Branco, em Itapevi, em São Paulo, com 5.742 metros quadrados.

Inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos. Em 2018, pintou 20 murais nos Estados Unidos, 18 deles em Nova York.

           Cada vez mais conhecido, Kobra fica, é claro, orgulhoso quando vê uma multidão que observa um de seus murais, mas costuma dizer que o que o comove de verdade é descobrir alguém que para no meio da correria da cidade para observar, mesmo que por um minuto, os detalhes dessa obra. Apesar dos murais monumentais, Eduardo Kobra faz sua arte para despertar a consciência e a sensibilidade de cada um de nós.

 

Sobre a The House of Arts

Patrocinar e criar projetos impactantes faz parte da história de vida de Jade Matarazzo, como fundadora e cofundadora de diversos projetos internacionais com foco em questões culturais, sociais e educacionais. Como membro da família Matarazzo, Jade cresceu cercada de arte e artistas. A família Matarazzo fundou a Bienal de Arte de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, que abriga sua antiga coleção particular com artistas como Picasso, Candido Portinari e Tarsila do Amaral. 

A The House of Arts, criada por Jade e Giuliana Brandão, é uma inspiradora plataforma de negócios contemporâneos que conecta todas as formas de manifestações culturais e autoexpressões em arte e moda, mesclando criadores, pintores, designers, visionários e empreendedores.

            Amiga próxima de Eduardo Kobra e admiradora de seu trabalho, Jade apoiou desde o início o projeto de Eduardo Kobra na ONU, como marco inicial de uma parceria. O artista Kobra doou uma obra de arte exclusiva para a The House of Arts, que será leiloada em Miami durante a Art Basel, em dezembro deste ano. O lucro da venda da obra será doado para causas ambientais.

            Patronas das artes de longa data, Matarazzo e Giuliana Brandão expandiram a The House of Arts e uniram forças com parceiros igualmente apaixonados: o nova-iorquino Sam Bernstein e as brasileira Alessandra Gold. Surgiu a The Power House, que mescla arte e moda em um espaço inovador e futurista em Miami.

           

Obras de Eduardo Kobra realizadas no contexto da Pandemia

Em 2021, o artista urbano fez o mural “Seja Luz”, mais uma obra com o tema da pandemia do Covid-19. O mural de 30 m de altura por sete de largura fica na rua Oscar Freire, nos Jardins. Segundo o artista, que no mural pintou “O Pensador”, de Auguste Rodin (1840 a 1917), dentro de uma lâmpada, esse trágico momento de pandemia deve levar a humanidade a repensar valores. “Cada um precisa refletir sobre que tipo de entrega e atitude deve ter para ser luz na escuridão”, diz o muralista. “Acima de tudo é preciso ser luz na vida de alguém e fazer a diferença. É fundamental, mais que só ficar nas palavras e nas Redes Sociais, ouvir o outro, pensar no outro e fazer o bem”, afirmou.

Em maio do mesmo ano, Kobra lançou em São Paulo, na rua Henrique Schaumann, em frente à Igreja do Calvário, o mural “Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19”, onde retrata crianças de cinco religiões – Islamismo, Budismo, Cristianismo, Judaísmo e Hinduísmo. A obra traz uma mensagem de fé e de esperança, ao mesmo tempo em que lembra as vítimas do Covid-19 e destaca a importância da Ciência, simbolizada pelo fundamental uso de máscaras.

Pouco antes, no início de fevereiro de 2021, na primeira ação do então recém-criado Instituto Kobra, que tem como base a premissa de que a arte é um instrumento de transformação, o artista paulistano transformou um cilindro de oxigênio, em desuso, de 1m30, em uma obra de arte, exemplar único, chamada “Respirar”.  Kobra pintou o cilindro como se fosse um recipiente transparente, com uma árvore plantada dentro. “A mensagem central é a importância da vida. Que o sopro da minha arte ajude a levar um pouco de oxigênio para os hospitais mais necessitados e, ao mesmo tempo, provoque a reflexão sobre a importância de usar máscaras, lavar as mãos constantemente, manter o isolamento social e, claro, de preservar a natureza, que é um patrimônio de toda a humanidade”, disse.

A obra foi adquirida por 700 mil reais. Os recursos obtidos com a venda da peça foram aplicados integralmente na construção de duas usinas de oxigênio no Amazonas. Na prática, isso significou que 20 leitos de UTI’s beneficiados 24h por dia, numa ação perene, que ficaram como legado. Em um dia, a usina gera 480 horas de oxigênio. Em um mês, são 14.400 horas. “A título de comparação, um cilindro abastece um leito de UTI com oxigênio por até 10 horas. Ou seja, para fazer uma entrega equivalente à usina, seriam necessários mais de 1.400 cilindros por mês. Com 700 mil seria possível comprar 350 cilindros, o que equivaleria a 3.500 horas”, contou o muralista.

No final de fevereiro do mesmo ano, o muralista Kobra doou ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dois painéis (um para cada instituição) de um metro e oitenta por um metro e oitenta, que fez meses antes, inspirado na esperança do desenvolvimento de vacinas para imunizar as pessoas contra o Covid-19.

Em 2022, Eduardo Kobra (que durante os dois primeiros anos de pandemia reduziu drasticamente o número de trabalhos e adiou ou cancelou 39 dos 40 convites que tinha para pintar no Exterior) presenteou o Hospital das Clínicas, em São Paulo, com o mural Metamorfoses, entregue em 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue. O novo mural ocupa uma imensa parede que começa no Espaço de Convivência, no primeiro andar do Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas de São Paulo (onde está situada a Hematologia e a Fundação Pró-Sangue, maior banco de sangue da América Latina, com 10 mil doadores por mês) e se estende até o 8º e último andar. Antes, em janeiro do mesmo ano, Kobra inaugurou no Hospital das Clínicas, à rua Dr. Eneias de Carvalho Aguiar, 255, mural “Ciência e Fé”. Na obra, com as cores que caracterizam boa parte de suas obras, mostra as mãos de um médico, com o jaleco e o estetoscópio, em posição de oração. “A obra mostra que Ciência e Fé caminham lado a lado. Cada uma nos fornece algo que não se pode obter a partir da outra. Acredito demais na Ciência e na Medicina e agradeço aos médicos, enfermeiros e demais profissionais da Saúde que colocam suas vidas à nossa disposição. Eu e a maioria dos brasileiros também colocamos nossa fé em ação e o coração em Deus, para que ele abençoe nossas vidas e as vidas das pessoas que amamos e também a Ciência, para que ela encontre a cura. Não existe essa contradição, que tentam criar, entre Ciência e Fé. Não há por que acreditar só em uma ou na outra”, afirmou.

 

Veja algumas das obras de Kobra no Brasil e no Exterior

 

Exterior:

 

1 - O Beijo, na High Line, em Nova York, EUA

2 - Arthur Rubinstein, em Lodz, na Polônia

3 - Artistas, em Wynwood, Miami, Flórida, EUA

4 - A Bailarina (Maya Plisetskaya), em Moscou, Rússia

5 - Malala, em Roma, Itália

6 - Olhar a Paz, em Los Angeles, Califórnia, EUA

7 - Sarasota Antiga, em Sarasota, Flórida, EUA

8 - Abraham Lincoln, em Lexington, Kentucky, EUA

9 – Fight for Street Art (releitura da cena clássica de Andy Warhol e Jean Michael Basquiat), em Williamsburg, Brooklyn, EUA

10 – Alfred Nobel, na cidade de Boras, Suécia

11 – MariArte, em San Miguel de Allende, México

12 – Ritmos do Brasil, em Tóquio, Japão

13 – O Beduíno, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

14 – Mural ainda sem nome, Papeete, Taiti

15 - Bob Dylan, The Times They Are a-Changin. Minneapolis, Minnesota, EUA

16 – Hamlet, West Palm Beach, Florida, EUA

17 – Einstein vai à Praia, West Palm Beach, Flórida, EUA

18 – Give Peace a Chance, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

19 – Stop Wars, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

20 – The Fallen Angel (O Anjo Caído), Wynwood, Miami, Flórida, EUA

21 – Muddy Waters, Chicago, Illinois, EUA.

22 – Rio, Tóquio, Japão

23 – Bossa Nova (Vinícius de Moraes e Tom Jobim), Tóquio, Japão

24 – Armstrong (nome não definitivo), Cincinnati, Ohio, EUA 

25 – Dante Alighieri, Ravenna, Itália

26 – Let me be myself, Amsterdã, Holanda

27 - Ziggy Stardust (sobre David Bowie), Jersey City, New Jersey, EUA.

28 – Sonho de um Menino, Dubai, Emirados Árabes Unidos.

29 – Mandela (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi

30 – Desmond Tutu (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi 

31 – Dalí, em Múrcia, Espanha

32 – Davi, em Carrara, Itália

33 – Cacique Raoni (ainda sem nome definitivo), em Lisboa, Portugal.

34 – Etnias – Todos Somos Um, em Sandefjord, Noruega.

35 – Locomotiva, em Londres, Reino Unido

36 – Família Monet (dois murais que conversam entre si), em Boulogne-sur-Mer, na França.

37 – Imagine, em Bristol, Inglaterra.

38 – Em 2018 o artista fez 20 murais nos EUA, 18 deles em Nova York (Liberty – 519 Broome Street; The Braves of 9/11 – 780 3rd Avenue; SoulPhia – 16 Clarkson Street; War is Hell – 219 Bedford Avenue; Black or White (Michael Jackson) – 180 1st Avenue; Walk This Way Run-D.M.C. – Corner of 12th Street and 191 Avenue A; Genial is riding a bike – 171 E 48th St, New York, NY; Stop Wars – 391 West Street & Christopher Street; Clube 27 – 36 Rivington Street; Christ the Redeemer – 833 Dekalb Avenue; Mount Rushmore – 10th Avenue and 22nd Street; Ellis Island – 16 Clarkson Street; American Dreamers – 14 Watts Street; Frida Kahlo – 360 Prospect Place; We Love NY – 212 8th Avenue; Tolerance (Madre Teresa & Mahatma Gandhi) – 130 10th Avenue, Manhattan; Stop Guns – 231 Eldridge Street; Roy Lichtenstein: Peace Through Liberty – 221 East 44th Street; Fight for Street Art - 167 N 9th St; e St; Ziggy Stardust - 837 Jersey Ave)

39 – Ayrton Senna, Ímola, Itália.

 

Brasil

 

1 – Oscar Niemeyer, Praça Oswaldo Cruz, av. Paulista, em São Paulo, São Paulo

2 - A Arte do Gol (projeto Muro das Memórias), av. Hélio Pellegrino com av. Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo

3 - Belém Antigo, esquina da rua Castilhos França com a rua Portugal, em Belém, Pará

4 - Candango, no Complexo Bancário, em Brasília.

5 - Chico e Ariano, na avenida Pedroso de Morais, Pinheiros, em São Paulo, São Paulo.

6 - Novos Ventos, nos tanques da Linde Gases, na rodovia Cônego Domênico Rangoni, no trecho do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga Cubatão a Guarujá, São Paulo.

- Mural da 23 de Maio (projeto Muro das Memórias), próximo ao viaduto Tutóia, em São Paulo, São Paulo.

8 - Murais do Parque do Ibirapuera, ao lado do MAM, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP.

9 - Pensador, Senac Tatuapé, em São Paulo, São Paulo.

10 – Muro das Memórias Caixa d’água, Senac Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo.

11 – AltaMira (projeto Greenpincel), rua Maria Antônia, São Paulo, São Paulo.

12 - Muro das Memórias, Senac Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

13 – Gonzagão, Recife, Pernambuco.

14 - Viver, Reviver e Ousar, Igreja do Calvário, em Pinheiros, São Paulo, São Paulo.

15 - Brasil!, muro da usina termelétrica de Macaé, Rio de Janeiro.

16 – Sem Rodeio (Projeto Greenpincel), av. Faria Lima, em São Paulo, São Paulo.

17 – Muro das Memórias Senac Tiradentes, av. Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

18 – Racionais MC’s, Capão Redondo, São Paulo, São Paulo

19 – Genial é Andar de Bike, Oscar Freire, São Paulo, São Paulo

20 – A Lenda do Brasil, rua da Consolação, São Paulo

21 – Etnias – Todos Somos Um, Boulevard Olímpico, Rio de Janeiro, RJ

22 – Sobre Bike e mobilidade, rua Tavares Cabral, São Paulo, SP.

23 – Mural do Chocolate, km 35 da rod. Castelo Branco, em Itapevi, São Paulo;

24 – Escadão das Bailarinas, em Pinheiro, São Paulo, São Paulo

25 – Mario Quintana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

26 – Ayrton Senna – Superação, em Interlagos, São Paulo.

27 – Escola Professor Raul Brasil (ainda sem nome definitivo), em Suzano,

São Paulo.

28 – Coração Santista, em Santos, São Paulo.

29 – A Mão de Deus, São Paulo, São Paulo

30 – A Linha da Vida, - km 44 da rod. Castelo Branco, São Paulo

31 – Escadateca, em Sorocaba, São Paulo.

32 - Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19, São Paulo, SP.

33 – Seja Luz, em São Paulo, São Paulo.

34 – Ciência e Fé, em HC de São Paulo, São Paulo.

35 – Metamorfoses, HC de São Paulo, São Paulo.

36 – Janelas Abertas para o Mundo, em frente ao Museu da Imigração, em São Paulo, São Paulo.

 

Atualmente, 21 murais de Kobra podem ser visitados

em Nova York, além do mural “O Futuro é Agora!”, nas Nações Unidas,

Liberdade – 519 Broome Street; Os Bravos de  9/11 – 780 3rd Avenue; SoulPhia – 16 Clarkson Street; Guerra é um ínfero – 219 Bedford Avenue; Preto ou Branco  (Michael Jackson) – 180 1st Avenue; Vá por Aqui -D.M.C. – Corner of 12th Street and 191 Avenue A; Genial é andar de Bicicleta – 171 E 48th St, New York, NY; Pare com as guerras  – 391 West Street & Christopher Street; Clube 27 – 36 Rivington Street; Cristo Redentor  – 833 Dekalb Avenue; Monte Rushmore – 10th Avenue and 22nd Street; Ilha Ellis – 16 Clarkson Street; Sonho Americano  – 14 Watts Street; Frida Kahlo – 360 Prospect Place; Nós Amamos Nova York  – 212 8th Avenue; Tolerância (Madre Teresa & Mahatma Gandhi) – 130 10th Avenue, Manhattan; Pare com as Armas  – 231 Eldridge Street; Roy Lichtenstein: Paz através da Liberdade  – 221 East 44th Street; Lutando pela arte de Rua - 167 N 9th St; WCT - 285 Fulton St; e Ziggy Stardust - 837 Jersey Ave.

 

 

Mais sobre a Assembleia Geral da ONU.

https://media.un.org/en/search/categories/meetings-events/general-assembly)

https://www.un.org/sustainabledevelopment/unga-high-level-week-2022/

 

Mais sobre Eduardo Kobra

Website: https://www.eduardokobra.com/

Instagram: @kobrastreetart

Facebook: https://www.facebook.com/kobrastreetart/

Twitter: https://twitter.com/kobrastreetart

 

Mais sobre a The House of Arts

Website: www.thehouseofarts.net

Instagram: @thehouseof.arts

Twitter: @thehouseof_arts

Phone: (786) 300-2658

E-mail: thehousegiubrandao@gmail.com


fonte: Gontof Comunicação

Exposição: Caminhão Museu UFMG - várias unidades do SSC em São Paulo

 Exposição: Caminhão Museu UFMG fica até sábado (18) no Sesc Interlagos e de 22 a 25 de setembro encerra passagem por SP, no Sesc Itaquera

E no dia Dia 5 de outubro, o livro Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá - que dialoga com a pesquisa para a exposição - será lançado no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc

Itinerários da Independência - Caminhão Museu UFMG

Exposição estaciona no Sesc Interlagos entre os dias 15 e 18   e finaliza temporada na capital paulista no Sesc Itaquera, de 22 a 25 de setembro

Dia 5 de outubro, o livro Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá – que dialoga com a pesquisa para a exposição - será lançado no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc

 Grátis

Veja o vídeo do caminhão: https://www.youtube.com/watch?v=5x69jLsQoYs

  Clique aqui para ver as imagens

 Pense em um caminhão moderno que percorre todo o país, carregando histórias do Brasil e de sua gente. E que, quando chega a uma cidade, comunidade ou vila, se desdobra em múltiplos ambientes e, durante alguns dias, transforma-se em um centro de difusão de conhecimento, exercício da imaginação, experimentação da pluralidade cultural brasileira, reflexão e lazer. Pois é exatamente isso que acontece com o Caminhão Museu UFMG – que, desde 2013, já percorreu mais de 20 cidades em 4 regiões do Brasil e atualmente abriga sua terceira exposição.

Durante o mês de setembro, o Sesc São Paulo recebe em três de suas unidades o Caminhão Museu UFMG, que atualmente abriga a exposição Itinerários da Independência, como parte do projeto Diversos 22 - Projetos, Memórias, Conexões, que realiza ações que refletem sobre o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e ao bicentenário da Independência do Brasil, em 1822.  De 07 a 11 de setembro, o caminhão fez sua primeira parada na unidade do Sesc Campo Limpo; agora, de 15 a 18, estaciona no Sesc Interlagos e, em sua parada final, chega à zona leste, no Sesc Itaquera, onde o público poderá conferir a exposição em quatro rodas de 22 a 25 de setembro.

Desenvolvida pelo Projeto República | UFMG entre as atividades da Comissão Especial Curadora do Bicentenário da Independência do Brasil no Senado Federal, a exposição Itinerários da Independência usa diferentes recursos expo gráficos, audiovisuais e bibliográficos para contar a história dos vários projetos e conflitos políticos que existiram em torno da Independência do Brasil.

Vista do Rio de Janeiro, a Independência concebeu a ideia de Império. Um meio eficaz de manter a unidade territorial da antiga colônia, concentrar poder e preservar a escravidão – criou a matriz de configuração do Estado brasileiro. Mas não foi o nosso único projeto de Independência. Em 1817, Pernambuco abriu o ciclo revolucionário da Independência. Sustentou um programa de emancipação libertário e radical: federalista, republicano e voltado para a garantia do princípio de autogoverno provincial. O ciclo revolucionário da Independência se estendeu até 1824, com a Confederação do Equador. É a nossa outra Independência, como definiu o historiador Evaldo Cabral de Mello.  No Sul, a Banda Oriental já enfrentava uma conjuntura de guerra antes mesmo de ser incorporada ao Reino do Brasil, tornando-se a província Cisplatina (atual Uruguai). Na Bahia, uma guerra contra as tropas portuguesas dominou o cenário da Independência e se estendeu até 1823. No Piauí, numa das batalhas mais sangrentas da Independência, 200 brasileiros foram mortos a tiros de canhão, no leito seco do rio Jenipapo. O Grão-Pará e o Maranhão recusaram a Independência. Seu projeto político defendia permanecer na condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.

A exposição Itinerários da Independência apresenta ao visitante diversas oportunidades para conhecer um pouco mais sobre essa história.  O Caminhão Museu reúne recursos como uma biblioteca equipada com livros e HQs sobre a Independência, além de oito computadores, onde o visitante poderá escutar podcasts e acessar o site Itinerários Virtuais da Independência – realização da UFMG em conjunto com a Comissão Especial Curadora do Bicentenário da Independência do Brasil no Senado Federal; sala de cinema com projeções de vídeos curtos, como videoanimações; uma sala de realidade virtual onde o visitante poderá ser fotografado como participante dos momentos históricos destes itinerários; painéis instagramáveis com dois personagens exemplares da luta pela Independência no Brasil, além de onze painéis com reproduções de obras de artistas, brasileiros e estrangeiros, que remetem a eventos emblemáticos nas diferentes províncias e nas Independências das Américas que, de alguma maneira, tiveram ressonância no Brasil.

Vale destacar ainda o “Vira-Vira” As mulheres que estavam lá, uma sequência de painéis informativos sobre mulheres decididas a governar as próprias vidas, que ameaçavam as convenções morais e sociais estabelecidas e dispostas a desafiar o mundo proibido da participação política. Também levaram a sério um projeto de Independência para o Brasil. Viveram esse projeto de maneiras diferentes, partiram de patamares sociais desiguais, e atuaram de forma diversa: algumas dessas mulheres empunharam armas, outras se engajaram no ativismo político. Mas todas elas recusaram o lugar subalterno que lhes era reservado. Apesar disso, até hoje sabemos pouco – ou quase nada – sobre a história dessas mulheres e o modo como se posicionaram de diferentes maneiras no centro da cena pública durante a Independência do Brasil. Seu protagonismo continua esquecido. São elas: Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, Bárbara de Alencar, Ana Maria José Lins, Maria Felipa de Oliveira, Maria Clemência da Silveira Sampaio, Maria Quitéria de Jesus, Imperatriz Leopoldina, Uma menina baiana.

A pesquisa sobre essas mulheres e o modo como ocuparam a cena pública, tomando parte nesses combates também é apresentada ao público no livro Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá, organizado por Heloisa Starling e Antonia Pellegrino, com textos de Cidinha da Silva, Marcela Telles, Patrícia Valim, Socorro Acioli e Virgínia Siqueira Starling. Dando destaque a essas heroínas que atuaram politicamente nos movimentos de independência para participar, com justiça, das celebrações de seus duzentos anos, o livro será lançado no dia 5 de outubro, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, com a presença das organizadoras.

Sobre o projeto Diversos 22 

Diversos 22 - Projetos, Memórias, Conexões é uma ação em rede do Sesc São Paulo, em celebração ao Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e ao Bicentenário da Independência do Brasil em 1822, com atividades artísticas e socioeducativas, programações virtuais e presenciais em unidades na capital, interior e litoral do estado de São Paulo, com o objetivo de marcar um arco temporal que evoca celebrações e reflexões de naturezas diferentes, mas integradas e em diálogo, acerca dos projetos, memórias e conexões relativos à efeméride, no sentido de discuti-los, aprofundá-los e ressignificá-los, em face dos desafios apresentados no tempo presente. A programação teve início em setembro de 2021, com a realização do Seminário “Diversos 22: Levantes Modernistas”, e encerra-se em dezembro de 2022. Mais informações em sescsp.org.br/diversos22

 SERVIÇOS DAS UNIDADES

Sesc Campo Limpo 

Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, Campo Limpo, São Paulo. 

Funcionamento: terça a sexta, das 13h às 22h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h. 

Entrada: grátis.

Sem estacionamento.
Itinerário da Independência - Caminhão Museu

Período: 7 a 11 de setembro. Terça a sexta, das 13h às 20h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h.

Protocolo Covid-19: recomendamos o uso de máscara.
www.sescsp.org.br/campolimpo
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instagram.com/campolimpo

Sesc Interlagos  

Endereço: Av. Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial, São Paulo.  

Funcionamento: quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h  

Entrada: grátis.  
Estacionamento: R$ 12,00 (credencial plena) e R$ 24,00 (outros públicos).
Itinerário da Independência - Caminhão Museu
Período: 15 a 18 de setembro. Quinta a domingo, das 9h às 17h.
Local: Espaço Raiz
Protocolo Covid-19: recomendamos o uso de máscara.
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Sesc Itaquera    

Endereço: Av. Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 - Gleba do Pêssego, São Paulo.

Funcionamento: quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h.  
Entrada: grátis.  

Estacionamento: Quarta a sábado: R$ 6,00 (credencial plena) e R$ 12,00 (demais públicos). Domingos e feriados:  R$ 12,00 (credencial plena) R$ 24,00 (demais públicos).  

Itinerário da Independência - Caminhão Museu
Período: 22 a 25 de setembro. Quinta a domingo, das 9h às 17h.
Local: Praça de Eventos
Protocolo Covid-19: recomendamos o uso de máscara.
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Centro de Pesquisa e Formação

Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4° andar

Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 10h às 18h

Entrada: grátis.

Lançamento Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá. Com Heloisa Starling e Antonia Pellegrino.

Dia: 05 de outubro. Quarta, das 19h30 às 21h30

Inscrições a partir de 27 de setembro

Grátis

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Exposição ReviraVolta - Coleção Ema Klabin - SP

 

Galeria semicircular une todos os ambientes da Casa e apresenta pinturas de grandes mestres. Foto: Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Exposição ReviraVolta apresenta novo olhar sobre a Coleção Ema Klabin

24 de setembro a 16 de dezembro

                                                                                          Curadoria Paulo Costa

Obras importantes que nunca chegaram a ser emolduradas serão expostas e outras que estavam dispostas em locais de pouca visibilidade ganharão destaque na casa

De 24 de setembro a 16 de dezembro, a Casa Museu Ema Klabin promove a exposição ReviraVolta, com curadoria de Paulo de Freitas Costa. O público poderá apreciar obras importantes que nunca foram expostas e ver partes da coleção reposicionadas pelos ambientes da casa museu.


“De um lado, buscamos arranjos inéditos, que tragam novos significados e permitam uma compreensão mais ampla da coleção. Por outro, em alguns pontos da casa, retomamos a distribuição exatamente como era no final da vida de Ema, para que possamos avaliar, junto ao público, as escolhas feitas na época da abertura da casa”, explica o curador da exposição, Paulo Costa, que também foi responsável pela catalogação e pesquisa da Coleção Ema Klabin.

O quadro Rio de Janeiro (1923), de Tarsila do Amaral, vai ganhar destaque na galeria principal. Foto: Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Várias são as peças que nunca foram expostas ao público nesses 15 anos de abertura da Casa Museu. Como é o caso de uma rara ânfora de alabastro que recentemente foi restaurada, pois havia sido quebrada em várias partes quando Ema Klabin se mudou para a casa da rua Portugal.


O público também poderá conferir, pela primeira vez, duas folhas de pergaminho que revelam a criatividade de um dos maiores falsificadores da história, o Falsificador Espanhol, cuja verdadeira identidade nunca foi revelada. Suas obras estão espalhadas em grandes museus pelo mundo, comercializadas e leiloadas por valores semelhantes aos das obras autênticas. Uma exposição online dedicada ao Falsificador Espanhol em 2021 ainda está disponível no site da Casa Museu, mas agora será possível ver as obras no quarto principal da Casa Museu.


Pablo Picasso, Goya

Litogravura Fauno Músico N.3 (1948), de Pablo Picasso, será apresentada pela primeira vez. Foto: Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Outras obras que devem chamar a atenção do público são gravuras raras como a litogravura Fauno Músico N.3, de um dos mais importantes artistas do século XX, o espanhol Pablo Picasso. Além da gravura As Tábuas de Moisés (séc. XX) da artista Isabel Pons e as gravuras Enterrar y Callar e Caridad da série Os Desastres da Guerra (c.1810) de Francisco de Goya, que trazem um relato dos horrores da invasão napoleônica na Espanha. 

Página Iluminada de um Livro de Canções (1900 – Falsificador Espanhol). Foto: Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Ganhando destaque

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 foi construída pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker em meados dos anos 1950, para abrigar a Coleção de Ema Klabin e foi decorada pelo célebre Lotteringhi Della Stufa. Mas a coleção dobrou de tamanho até o final da vida da colecionadora e muitas obras importantes acabaram sendo dispostas em locais de pouca visibilidade na casa. Com a exposição ReviraVolta, muitas dessas obras ganharão destaque na casa.


Rio de Janeiro (1923), de Tarsila do Amaral, deixa o quarto de hóspedes para entrar na galeria principal, ao lado da Vista de Olinda (c. 1650), de Frans Post. A tela No Campo (À la campagne, 1925), de Marc Chagall, deixa a sala de música para decorar o quarto principal. Até mesmo o Jardim da Casa Museu Ema Klabin, projetado por Roberto Burle Marx, vai participar da ReviraVolta. A escultura japonesa em bronze fundido Eva (1964), do artista Kakei Goro, entra na casa para decorar o pátio interno.

A exposição ReviraVolta conta com o patrocínio da Klabin S.A.


Bazar da Cidade na Casa Museu Ema Klabin

No próximo final de semana, a Casa Museu Ema Klabin recebe também, em seu jardim projetado por Roberto Burle Marx, a segunda edição do Bazar da Cidade, dando continuidade à parceria que prevê a realização de uma edição por mês até dezembro. Em agosto, na primeira edição, quase 2,5 mil pessoas estiveram na casa museu conferindo os produtos autorais do Bazar: roupas, acessórios, artigos de design e arte. O público terá agora uma nova oportunidade para conhecer produtos originais, valorizando pequenos produtores, artesãos, povos indígenas e refugiados, além de se deliciar com a gastronomia de diferentes origens. O Bazar da Cidade funciona neste sábado (24/09), das 11h às 20h, e no domingo (25/09), das 11h às 18h.


Serviço:

Exposição ReviraVolta

24 de setembro a 16 de dezembro de 2022

De quarta a sexta-feira em grupos acompanhados por educador. Finais de semana e feriados, visitas livres. Sempre em quatro horários: 11h, 14h, 15h15 e 16h30.

Não é necessário agendamento prévio.

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa - São Paulo, SP

Bazar da Cidade

24 e 25 de setembro

22 e 23 de outubro

26 e 27 de novembro

17 e 18 de dezembro

sábados das 11h às 20h, domingos das 11h às 18h

Entrada franca 

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Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os nossos eventos gratuitos, convidamos quem aprecia a Casa Museu Ema Klabin e pode contribuir para a manutenção das nossas atividades a nos apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

fonte:

Mídia Brazil Comunicação Integrada

exposição Habitare - Alejandra Dawi - Instituto Cervantes - SP


 Instituto Cervantes de São Paulo recebe a exposição Habitare a partir do dia 24 de setembro.

Mostra da argentina Alejandra Dawi tem visitação gratuita até o dia 21 de outubro.

Com 27 obras em cerâmica, todas com modelagem manual e queima em forno elétrico, a artista visual Alejandra Dawi apresenta entre os dias 24 de setembro e 21 de outubro, no Instituto Cervantes de São Paulo, a exposição “Habitare”. Com visitação gratuita, a mostra produzida durante a pandemia do novo coronavirus, apresenta duas temáticas: A visão externa de homem atual, como habitante do fim do mundo, e a realidade interna de homem, que habita o universo feminino receptivo e criativo. Segundo a artista, as duas realidades se convergem no renascimento, onde há outros horizontes quando reconhecemos o sagrado na vida, um lugar para onde voltar e habitar na consciência da união e o amor.

Utilizando suportes em madeira, ferro terra, tecido e areia, Habitare é a segunda exposição individual de Alejandra Dawi, que vive no Brasil desde 1999.

A mostra é um convite a uma reflexão sobre como me habito, como habito o mundo, transformo ou me habituo a ele – Explica a artista - Posso falar que cada escultura nasceu de uma autêntica necessidade de ressignificar o que estava vivenciando durante a pandemia.  Por meio de imagens poéticas compartilho com o público meu olhar resiliente nestes tempos extraordinários, tempos de aprendizados e superação.

Com o apoio do instituto Cervantes de São Paulo e a Embaixada da Espanha, Habitare consagra a diversidade da arte de cerâmica e apresenta entre outras peças:

1) Isolamento - Instalação feita em cerâmica esmaltada e ferro com dimensões de 90x70x40cm. A peça nasceu no começo da reclusão pandêmica e representa o distanciamento social com cada pessoa habitando e ressignificando uma nova realidade.

2) Refugiados - Instalação feita em terracota, paperclay esmaltada e tecido com dimensões de 200x200x30cm. É uma versão redimensionada dos refugiados refeitos pela artista em 2019.  Sem terra onde habitar, sem terra onde plantar uma semente.

3) Homem virtual - Instalação em cerâmica esmaltada e madeira de demolição, inspirada na obra literária “La Resistência” do escritor argentino Ernesto Sábato. A obra é representada por uma fileira de nove cabeças que se comunicam no vácuo de uma tela. Representa a nossa realidade atual.

4) Entre lençóis - Escultura em paperclay esmaltada em madeira com dimensões de 50x50x20cm, a obra mergulha no universo feminino, no tempo, no imaginário e no presente de um corpo amadurecido.

5) Acrobatas – Peça em cerâmica esmaltada, ferro e madeira com dimensões de 35x20x60cm, faz parte de uma série de esculturas que representa a artista que nasceu no universo da dança. Tem movimento livre e busca equilíbrio, uma forma de memória corporal.

 

Sobre a artista:

Alejandra Dawi nasceu em Buenos Aires numa família de artistas, desde criança a dança, a música e a cerâmica foram parte do seu cotidiano. Vive a arte como uma oportunidade de conexão com o universo criativo que desde cedo fala através dela.

No percurso da sua vida a dança contemporânea e a bioenergia influenciaram fortemente na forma como ela entra no processo criativo da cerâmica. Buscando o equilíbrio e originalidade no desenho, encontra na argila a beleza do movimento orgânico onde surgem imagens poéticas que dão sentido às esculturas.

Mudou-se para o Brasil em 1999, onde achou na cerâmica um espaço de manifestação artística. Nessa trajetória agradece aos mestres Lila Diaz (Buenos Aires), Maria Helena Saparolli e Alice Yamamura (Curitiba) por todo seu apoio e incentivo à arte.

Em 2009 mudou-se para Atibaia, interior de São Paulo, participou de diversas exposições, feiras, e eventos culturais, onde conseguiu desenvolver seu trabalho autoral em escultura e joia cerâmica.

Em maio de 2019 realizou a sua primeira exposição individual, Entre o Céu e a Terra, projetado para ser itinerante. Nesta exposição conseguiu reproduzir uma síntese da sua vivência, onde a alma e a poética do barro se uniram para deixar sua mensagem de reflexão para os tempos extraordinários que hoje vivemos.

 

Serviços:

Exposição Habitare

Quando: De 24 de setembro a 21 de outubro

Visitação: De segunda a sexta das 16 às 20h

Abertura: 24 de setembro 11h

Onde: Instituto Cervantes de São Paulo

Av Paulista, 2439

Quanto: Grátis

Para saber mais sobre a artista acesse: https://alejandradawiceramicas.com

Bienal de Arte Digital do FAD abre inscrições para seleção de trabalhos

 

Bienal de Arte Digital do FAD abre inscrições para seleção de trabalhos

EVENTO SERÁ REALIZADO NO Oi FUTURO, NO RIO DE JANEIRO, A PARTIR DE 5 DE NOVEMBRO, COM PATROCÍNIO DA Oi


INTERESSADOS TÊM ATÉ 10 DE OUTUBRO PARA SE CANDIDATAR POR MEIO DE FORMULÁRIO DISPONÍVEL NO SITE

Bienal de Arte Digital do Festival de Arte Digital (FAD) retorna em 2022 para sua segunda edição. Realizada em 2018 com sucesso e público de cerca de 70 mil visitantes no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, desta vez ocorrerá apenas na capital carioca entre 5 de novembro de 2022 a 22 de janeiro de 2023, no Oi Futuro, no Flamengo. O patrocínio é da Oi, com incentivo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A correalização é do Oi Futuro.


Com inscrições gratuitas até 10 de outubro sob o tema CONDIÇÕES DE EXISTÊNCIA, podem participar profissionais de diversas áreas, brasileiros ou estrangeiros, artistas, criadores, produtores ou coletivos artísticos. Em formato híbrido, com exibição presencial e digital, a Bienal irá priorizar modelos mais sustentáveis com trabalhos que contemplem áreas artísticas e científicas, desde que atuem dentro do segmento de novas mídias e tenham como resultado arte e cultura em transversalidade com outros campos e ciências. Serão aceitas obras audiovisuais por meio de telas, ecrãs, aplicações em realidade aumentada, realidade virtual, metaversos, além de eventos e ações em modelo virtuais, exclusivamente.


O objetivo do processo seletivo é democratizar e ampliar o acesso à produção digital, refletir sobre a produção criativa, artística e intelectual e promover a difusão da cultura digital, além de estabelecer relações com novos produtores e artistas nacionais e internacionais.


Os trabalhos serão inscritos nas categorias performances (projetos audiovisuais dedicados à apresentação artística autoral); galeria (instalações audiovisuais de arte tecnológica, trabalhos que desenvolvam conteúdo conceitual, criativo e artístico aliados à tecnologia, seja ela digital, analógica ou híbrida, e que possam propor a interação do espectador/usuário); intervenções públicas interativas (trabalhos com base tecnológica que intervenham, ocupem, utilizem e permaneçam com conteúdo conceitual, criativo e artístico no espaço urbano); laboratório (oficinas e workshops de pequena duração com temática livre) e simpósio internacional (palestras, painéis, apresentação de estudos, ensaios científicos e conceituais, resultados de pesquisas podendo ser do aspecto teórico de práticas técnicas).


Podem se inscrever maiores de 18 anos. O edital completo, o FAQ, e o formulário de inscrição estão disponíveis no site da bienal (www.bienalartedigital.com).

Para tirar dúvidas, o canal é a plataforma Discord em https://discord.gg/JgCf6DVs9u na qual foi criada a comunidade Bienal de Arte Digital. Outras redes sociais são:


https://www.instagram.com/festivalfad/

https://www.facebook.com/festivalfad

https://vimeo.com/festivalfad

https://www.linkedin.com/company/festivalfad/


O tema:: Condições de Existência

A segunda edição da Bienal de Arte Digital quer refletir sobre as nossas condições de existir no mundoJá inseridos em uma época em que as ‘Linguagens híbridas’ – o tema da primeira Bienal - são realidade, como convivemos com a tecnologia em um mundo completamente digital? 


Em seu texto de apresentação da Bienal de Arte Digital, Tadeus Mucelli, curador artístico e criador do Festival de Arte Digital, explica: “uma bienal é como um livro que, através de capítulos, tentamos dar voz a narrativas e visões, formas de 'ser' e 'ver' no mundo com as coisas sencientes. E quando dizemos "coisas" estamos incluindo uma ontologia digital (da vida) em interseção ou sobreposição a ontologia humana (de estar no mundo). Onde formas, processos e modos de existir convivem quase que onipresente com o que entendemos por 'sersientes', numa aproximação além de biorgânica e biotecnológica. Um olhar mais holístico que considera as terceiras partes (algoritmos, computação inteligente, formas digitais de 'vida') muito presentes em nosso cotidiano. 


Se tratamos das “Linguagens Híbridas” como a impossível separação entre arte, ciência e tecnologia, produtoras de ferramentas capazes de produzir novas realidades, novas experiências de vida, em CONDIÇÕES DE EXISTÊNCIA buscamos compreender, pensar e propor as formas de COEXISTÊNCIA.


Como coexistir, 'viver, 'ser ' na dimensão de um mundo biotecnológico e pós-digital?

O questionamento é abrangente quando se dá conta de que existência se dá sob perspectivas distintas e múltiplas. Os olhares sobre o 'como existir' e suas 'condições' são de uma forma um infinito exercício da própria maneira de perceber e viver o mundo. Um olhar em direção a coexistência.


Existir, coexistir. Condições de existência.

Quais são as formas de existência possíveis em nosso presente?

Quais as condições humanas frente ao mundo técnico e digital?

O quão estamos inseridos para uma ontologia digital da vida que redireciona o sentido humano de ser e viver? 

No avanço das sociedades biotecnológicas e digitais onde coexistimos?


Arte, ciência e tecnologia são campos ricos do conhecimento e da produção humana. Sobretudo, são lugares de nossa existência e produzem formas e sentidos de viver. Somos imensamente diversos se considerarmos que as condições de existência se escaldam desde a geografia, política, economia, culturas e costumes, mentalidades.


Mas na aproximação de um mundo habitado por dados, informação, inteligência artificial, máquinas inteligentes e relações biocíbridas estamos em uma rede muito mais complexa do 'estar no mundo'. As humanidades digitais, como campo de estudo, vêm tentando mitigar os efeitos disso e potencializar nossa forma de lidar com formas de existir e operar no digital, por exemplo.


Em sua segunda edição, a Bienal de Arte Digital busca proposições para as adversidades, mas também em meio as potencialidades das condições de existir, trabalhos artísticos-científicos com o uso de tecnologias digitais nas mais diversas formas de expressão como discursos, textos, imagens, formas audiovisuais, virtuais, além de fazeres diversos que possam integrar um capítulo importante de nossa produção artística, intelectual, social e política nesse momento”.


BIENAL DE ARTE DIGITAL:

Realizada em 2018 no Rio e em Belo Horizonte com um público de mais de 70 mil pessoas, a Bienal de Arte Digital foi promovida pelo FAD, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro. A programação contou com artistas do Brasil, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, México e Reino Unido, apresentando exposições, performances e simpósios com o tema “Linguagens Híbridas”. A proposta da Bienal é se tornar uma agenda nacional de arte digital e mostrar a cada dois anos obras e exposições que reflitam temas sociais importantes, evidenciando que a arte possibilita à tecnologia exibir suas experiências sociais.


Oi FUTURO:

O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação e Cultura. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade. Há 17 anos, o Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a convergência entre arte contemporânea e tecnologia. O espaço também abriga o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, com acervo de mais 130 mil peças. Há 18 anos o Oi Futuro gerencia o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores.


SERVIÇO

2ª Bienal de Arte Digital do Festival de Artes Digital (FAD)

Rio de Janeiro - de 5 de novembro de 2022 a 22 de janeiro de 2023- Oi Futuro, no Flamengo

Inscrições de trabalhos:

Até dia 10 de outubro de 2022 via formulário digital em: www.bienalartedigital.com

Dúvidas na comunidade Discord em https://discord.gg/JgCf6DVs9u 


fonte: agência FEVRE