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escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

http://maregina-arte.blogspot.com/

terça-feira, 23 de abril de 2024

exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único - Farol Santander - SP

Ministério da Cultura e Santander Brasil apresentam:

exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único

De 19/04/2024 (sexta-feira) a 14/07/2024 (domingo)

 

  • No Farol Santander São Paulo, mais de mil itens e objetos raros diversos serão reunidos em uma exposição pela primeira vez;
  • Maquetes arquitetônicas, cartões postais, ex-votos, banquinhos brasileiros, instrumentos musicais, óculos, xícaras bigodeiras, máquinas de escrever, bonecos Star Wars e até mesmo bicicletas estão entre alguns dos destaques da exposição;
  • Objetos do Século XVII, início do Século XX e itens pessoais pertencentes e personalidades como Elis Regina, Rita Lee e Jô Soares serão exibidos ao público;
  • Mostra conta com acervo cedido por colecionadores como Adélia Borges, Sergio Type, Gilberto Sá e Mário Figueroa, e instituições culturais, como Instituto Ricardo Brennand.

Colecionismo: s/m, prática de guardar,

organizar, selecionar, trocar e expor

diversos objetos classificados por

categorias ou por interesses pessoais.


O Farol Santander São Paulo - centro de cultura, lazer, turismo e gastronomia - inaugura no dia 19 de abril (sexta-feira), a exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único, com curadoria de Carlos Faggin e Diana Malzoni. Inédita, a mostra aborda a prática e o conceito milenar de colecionar, exibindo mais de mil objetos diversos, provenientes de colecionadores particulares e instituições. 

Entre as coleções estão: bandejas de faiança, de Sandra Gorski; bancos brasileiros, de Adélia Borges; bicicletas, de Marcos Perassollo; bonecos do Star Wars, de Rodrigo Moreno; canetas, de Carlos Augusto Faggin; carimbos, de Carlos Matuck; cartões postais, de Mário Figueroa; colheres, de Ricardo Marques; ex-votos, de Gilberto Sá, maquetes de arquitetura, de Marcio Mazza; máquinas de escrever, de Sergio Type; bandejas Rio de Janeiro e sanfonas, de Sergio Campos; óculos, do Museu dos Óculos Gioconda Giannini; e xícaras bigodeiras, do Instituto Ricardo Brennand.

“Esta é uma exposição que, assim como o ato de colecionar, fascina a todos os públicos. Desperta a nostalgia daqueles que conhecem e se lembram dos objetos expostos, bem como acende o interesse de quem descobre novos universos nas coleções. E ainda traz uma diversidade cultural que prezamos muito no Farol Santander”, afirma Maitê Leite, Vice-presidente institucional do Santander Brasil. 

O ato de colecionar é uma atividade reconhecida já há mais de 500 mil anos, como expressão de grupos de objetos com familiaridade formal, funcional, cromática ou de constituição material. Há razões para o ato de colecionar que vão desde o desejo da preservação de objetos significativos para a vida de indivíduos ou de grupos sociais, até o extremo patológico da dificuldade de se desfazer das coisas, nisso incluído o desejo de materializar a memória.

Há sinais arqueológicos de coleções datados de até 600 mil anos. Colecionava-se fragmentos de pedra, torrões de terra endurecidos ou de cores inusitadas, lascas de ossos, pedras ou calcários com desenhos.

“Essa exposição foi concebida para evidenciarmos e apresentarmos o belo, o raro e o único, agrupados dentro dessa arte de guardar o mundo. Praticamente todos nós já colecionamos algo em algum momento, que seja na infância, com brinquedos, figurinhas, futebol de botão. É uma prática milenar que pode ter os mais variados aspectos e motivos e que se tornou inerente a nossa sociedade”, contam os curadores Carlos Faggin e Diana Malzoni.

Colecionismo: o belo, o raro, o único:

Com cenografia assinada pelo arquiteto Fernando Brandão para ocupar toda a galeria do 20º andar no icônico edifício do Farol Santander São Paulo, a mostra reunirá um acervo com aproximadamente 1,1 mil peças. São itens e objetos diversos, das mais variadas épocas. Entre os mais antigos, estão os óculos pertencentes à coleção do Museu dos Óculos, de São Paulo, já que alguns dos modelos datam do século XVII. Há ainda uma série de objetos do início das primeiras décadas do século XX, como cartões postais, carimbos, bandejas, máquinas de escrever, sanfonas e bicicletas. Confira abaixo os destaques:

Bandejas e sanfonas – Coleção Sergio Campos

Além das sanfonas, Campos trás para essa mostra um acervo com 34 bandejas raras, com iconografia de paisagens do Rio de Janeiro. Estes modelos foram majoritariamente elaborados em países como Áustria e a antiga Tchecoslováquia, no início do Século XX, com desenhos que representavam a imagem exótica e paradisíaca da então capital do Brasil.

“Nessa coleção, uma peça se destaca pela sua raridade e beleza singular: uma miniatura da Pedra da Gávea. Esse monólito de rocha à beira-mar, o maior do mundo, é retratado com esplendor na bandeja, capturando sua imponência e beleza natural.”; comenta o colecionador.

Não poderia faltar um espaço dedicado aos instrumentos musicais. Serão exibidas 21 sanfonas pertencentes a coleção de Sergio Campos, com peças produzidas em variadas épocas. Destaca-se um modelo criado pelo italiano Mariano Dallape, um dos precursores na produção de acordeons, conforme explica abaixo Sergio Campos:

“Minha paixão por sanfonas me levou a colecionar diversos modelos ao longo dos anos, e entre as minhas preciosidades, está uma das primeiras peças fabricadas por Dallapé. Composta por botões de madrepérola, antes mesmo da introdução do teclado, e ricamente decorada em fino trabalho de marchetaria no final do século XIX, essa sanfona é uma verdadeira joia.”

Banquinhos Brasileiros – Coleção Adélia Borges

A mostra conta com parte da coleção da jornalista especializada em desgin Adélia Borges, somando 30 bancos genuinamente produzidos no Brasil, em diversas décadas e locais. Muitos deles foram feitos por povos indígenas em madeira maciça, como os Menihako, Karajás, Suyás e Wajampis. Entre os destaques está também um modelo de banco Mocho, elaborado por Sérgio Rodrigues, em 1953. A inspiração para essa peça foi nos bancos de fazendas para ordenhar vacas.

“Minha paixão por banquinhos começou em meados dos anos 1980, quando me tornei uma jornalista especializada em design. Essa tipologia de móveis está profundamente enraizada na cultura brasileira. Ele está presente entre os povos originários, em cada etnia com sua linguagem própria; e disseminado em mil feições, materiais e acabamentos pelos interiores do país, do Oiapoque ao Chuí”.; explica Adélia Borges.

Bicicletas, escudos e buzinas – Coleção Marcos Perassollo

Com um acervo de 221 itens, a exposição terá uma ala dedicada a bicicletas e itens relacionados, como escudos de fabricantes e os mais variados tipos de buzinas para bikes. Destaca-se uma réplica de bicicleta modelo Stella Bianca, do ano de 1937, com medidas de 190 x 105 cm, construída pelo próprio colecionador, Marcos Perassollo.

“Após um acidente, o ciclismo se tornou parte da minha recuperação. Fascinado pela qualidade e história das bicicletas, comecei a comprar e restaurar outras, de maneira espontânea. Sem perceber, me tornei um colecionador, acumulando 30 anos de história. A Stella Bianca, inspirada na Litorina da Fratelli Vianzone, é fruto do isolamento da pandemia. Uma bicicleta esporte típica italiana dos anos 30, com tubos do quadro, garfo, guidom e aros em madeira, que representa a minha visão de como seria a bicicleta dos meus sonhos.”; comenta o colecionador.

Bonecos Star Wars – Coleção Rodrigo Moreno

Na exposição, serão apresentadas 30 peças, representando o fruto de uma antiga curiosidade sobre a fabricação de brinquedos que se transformou em dedicação à coleção. Ao tornar-se consultor da linha Star Wars da Iron Studios, Rodrigo Moreno contribuiu para projetos notáveis, como a estátua Darth Vader - 1/4 Legacy, que tem seu protótipo em miniatura apontado como um dos destaques do seu acervo exibido na mostra. Esta obra foi premiada internacionalmente como Estátua do Ano em 2017.

“A paixão por colecionar floresceu na infância, quando brinquedos eram mais que diversão, eram "aventuras" a serem colecionadas. Hoje, esses mesmos brinquedos, cuidadosamente preservados, integram minha coleção”, relata o colecionador.

Canetas Tinteiro – Coleção Carlos Faggin

Esta coleção é a reunião de objetos que deu origem a ideia da exposição. Pertencente ao curador Carlos Faggin, serão exibidas um total de 140 peças de canetas tinteiro, algumas com medidas de até 15cm. Se hoje esse modelo não pode ser considerado o mais utilizado ou popular, ainda há países como Japão e Alemanha que buscam alfabetizar as crianças com as canetas tinteiros. Faggin explica que começou a colecionar este item ainda na faculdade:

“Sempre gostei de canetas tinteiro e fui alfabetizado com uma Parker 21. A coleção propriamente dita se iniciou durante o começo dos anos 1970, portanto são mais de 50 anos!”.

Carimbos – Coleção Carlos Matuck

Os carimbos são itens popularmente conhecidos também por serem objetos de coleção e certamente ganhariam espaço nessa exposição. São 60 modelos pertencentes ao acervo do artista plástico e colecionador Carlos Matuck.

“Não consigo lembrar uma razão específica para o impulso de colecionar carimbos de borracha. A verdade é que sempre fui fascinado pelas imagens gravadas, infinitamente reproduzíveis. Ao me tornar artista visual, descobri o potencial dos carimbos na criação de obras, inspirado por Saul Steinberg. Iniciei essa coleção ainda na década de 1970”, comenta Carlos Matuck.

Bandejas em faiança – Coleção Sandra Gorski

Complementando a ala das coleções de bandejas, 22 peças dos mais variados tamanhos e estilos, feitas em faiança, podem ser conferidas pelos visitantes. Os modelos raros são pertencentes a colecionadora Sandra Gorski, que comenta:

“Aos domingos, indo à feira do MASP, ganhei de meu marido uma bandeja desenhada em cerâmica, com bordas de estanho. A partir daí, minha família sempre procurou me presentear com alguma dessas peças. Tomei interesse e passei a procurar as exclusivas, e agora, com a exposição, voltei no tempo e percebi o quanto elas são importantes para mim. Foi assim que tudo começou; hoje, a minha coleção possui aproximadamente 130 bandejas.”

Cartões Postais – Coleção Mário Figueroa

Também tradicionais objetos de coleção, os cartões postais do acervo do arquiteto Mário Figueroa serão exibidos aos visitantes da mostra. São 120 modelos que retratam décadas passadas de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de outros exemplares que abordam a construção de Brasília. Entre os destaques está um postal de 1911, que realça uma paisagem emblemática do centro da capital paulista, conforme explica o colecionador:

“Olhar para um cartão postal como este é viajar no tempo. Mais que memória, é testemunho vivo de uma cidade efervescente que se transformava em metrópole. Em primeiro plano, o Viaduto do Chá, o primeiro da cidade, inaugurado em 1892. Ao fundo, o Theatro Municipal, de Ramos de Azevedo, do mesmo ano do envio do postal.”.

Colheres – Coleção Ricardo Marques

Há oito décadas na família de Ricardo Marques, a coleção de mais de 90 colheres apresentada na mostra guarda segredos e histórias. Sua origem remonta ao início do século XX, quando o marquês Francesco de Canella, um expert e colecionador italiano, mudou-se para o Brasil, trazendo consigo o núcleo da coleção, composta por peças raras e de notável virtuosismo artesanal, desde as primeiras versões rudimentares até as obras de arte em miniatura. 

“Através da variedade de formas e origens, podemos viajar no tempo e explorar culturas e costumes. A coleção vai além de um mero conjunto de objetos, representa a paixão e a herança cultural da família. Cada colherinha conta uma história, um capítulo de um passado rico em detalhes e encantamento”, comenta o colecionador.

Ex-votos – Coleção Gilberto Sá

O ex-voto, tipo de expressão artística de caráter religioso, é mais um item colecionado a ser exibido aos visitantes dessa mostra. Pertencentes a coleção de Gilberto Sá, os ex-votos esculpidos em madeira do sertão nordestino representam a fé, a arte e a tradição de um povo. São 43 peças que registram a religiosidade popular e a criatividade artesanal da região.

“No início do século XX, ex-votos de madeira surgiram no sertão nordestino como expressão de fé e agradecimento por graças alcançadas. Esculpidos pelos próprios penitentes em madeiras locais, representavam partes do corpo humano a serem curadas por intervenção divina”, explica o colecionador Gilberto Sá.

Maquetes de Arquitetura – Coleção Marcio Mazza

Mais de 110 miniaturas arquitetônicas serão exibidas, divididas em dois conjuntos. Entre os destaques estão uma maquete do prédio do Farol Santander São Paulo e outra do Centre Pompidou (França), ambas com 18x12 cm.

Arquiteto, Marcio Mazza ressalta:

“Minha coleção de maquetes começou em 1980, em Paris, com a compra impulsiva de uma miniatura do Centro Georges Pompidou. Desde então, acumulei mais de 120 peças, que para mim transcendem souvenirs de viagens, tornando-se testemunhas da importância da arquitetura em nossa cultura.”.

Máquinas de Escrever – Coleção Sergio Type

As máquinas de escrever são objetos raros hoje em dia, muitas vezes desconhecidos das mais novas gerações, mas que certamente provocam nostalgia e memorias afetivas de quem as utilizou como uma grande invenção desde o final do Séc. XIX. O redator e colecionador Sergio Type apresenta nessa exposição um acervo com 14 peças de sua coleção, iniciada no ano de 2015, com ênfase para modelos Hermes 3000 (1960) e Olivetti Lettera 35 (1960).

“De uma forma orgânica, as máquinas de escrever mexeram com a minha memória afetiva. Não por nostalgia ou saudosismo, mas pela sensação de interagir com coisas reais, repletas de sensibilidade, emoção e histórias, muitas histórias”, afirma Sergio Type.

Óculos – Coleção Museu dos Óculos Gioconda Giannini (SP)

A exposição exibe uma coleção com mais de 80 óculos, de variados estilos e épocas, de grau e de sol. Em evidência está um modelo chinês original do Séc. XVII, feito em cobre, com medidas de 15 x 6cm. Além dele, o acervo do Museu cedeu à mostra peças originais utilizadas por personalidades brasileiras como Rita Lee, Elis Regina e Jô Soares.

Fundado em 1996 por Miguel Giannini, o Museu dos Óculos Gioconda Giannini abriga um acervo de mais de 900 peças, desde os primórdios até a atualidade. A coleção é uma homenagem à paixão de Miguel Giannini pelos óculos. Por ela, podemos conhecer essa história, apreciar a beleza das peças e entender como esse objeto se tornou parte essencial da vida de milhões de pessoas.

Xícaras Bigodeiras – Coleção Instituto Ricardo Brennand (PE)

Ao todo, 50 peças de xícaras bigodeiras feitas em porcelana policromada, pertencentes ao acervo do Instituto Ricardo Brennand, serão exibidas ao público na exposição Colecionismo. Peças raras e que nunca foram exibidas em São Paulo, as xícaras de bigode começaram a se destacar na Era Vitoriana (1837 a 1901). Naquela época, ostentar os bigodes era símbolo de status e elegância entre os homens e, para proteger a cera e os penteados do vapor do chá, o engenheiro inglês Harvey Adams adaptou as xícaras com uma saliência em forma de meia-lua, que permitia a degustação sem molhar os pelos faciais.

Este acervo foi reunido e cuidadosamente colecionado pela professora e desembargadora pernambucana Margarida Cantarelli, até ser adquirido por Ricardo Brennand. No Museu, em Pernambuco, são mais 1,2 mil peças que revelam a diversidade de designs e funcionalidade das xícaras.

Sobre Carlos Augusto Faggin

Carlos Augusto Mattei Faggin nasceu em São Paulo em 1948. Arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, tem cursos de especialização na Universidade de Harvard, em Cambridge, e no Institute for Housing Studies, em Rotterdam. Mestre, doutor e professor livre docente pela FAU/USP, é professor de História da Arquitetura e da História do Design nessa mesma faculdade desde 1983.

Colaborou com os escritórios de Miguel Juliano e Silva, Jorge Wilheim no IPT-SP. Atuou como consultor de arquitetura na Technique Projetos Industriais e da ESCA, Engenharia de Sistema de Controle e Automação, ATECH - Fundação Aplicações de Tecnologias Críticas, foi coordenador de projetos da Sperry Vickers S/A e do Grupo Eldorado.

Mantém seu próprio escritório de projetos de arquitetura, design e patrimônio histórico desde 1970. Recebeu premiações em concursos nacionais. Foi conselheiro do CONDEPHAAT por sete mandatos e é o atual presidente. Vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB-SP, diretor técnico da AsBEA Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura.

Sobre Diana Malzoni

Diana Malzoni se formou pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1973. Desde 1981, ela comanda seu próprio escritório. Com uma carreira de sucesso que já ultrapassa 40 anos.

Diana acredita que a parceria entre escritório e cliente é fundamental para alcançar resultados personalizados, tanto à nível pessoal como institucional. Possui um portfólio diversificado, incluindo projetos de grande porte e de diferentes naturezas.

Entre outros projetos notáveis, Diana Malzoni realizou:

  • Escolas públicas e privadas, entre elas, o projeto e direção da escola de artes “Circo das Artes”, voltado às artes plásticas, circenses, teatro, música e dança;
  • Hospital Infantil Sabará em São Paulo;
  • Requalificação do Museu Lasar Segall;
  • Trabalhos sociais como a Casa da Criança; coordenando projetos de 36 escritórios de arquitetura no Recanto Primavera, em Paraisópolis (SP).

Também foi presidente da Associação de Amigos do Museu da Casa Brasileira / MCB/ São Paulo, e lecionou Introdução à Arquitetura nas escolas OMC e Belas Artes.

Sobre Fernando Brandão

Nasceu na cidade de São Paulo em 1960, formando-se em Arquitetura e Urbanismo pela FAU / Universidade de Santos em 1983. Atua nas áreas comercial, corporativa, promocional desde então, recebendo os prêmios IAB, AsBEA, Abedesign, IF, IDEA, Red Dot, IAI AsiaPacific e inúmeros outros em sua carreira.

Foi diretor e vice-presidente da AsBEA (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura). Em 2009, foi vencedor do concurso para o Pavilhão Brasileiro na Expo Universal 2010 Shanghai / China. Desde 2010 leciona na DeTao Masters Academy em Shanghai / China em parceria com a Peking University e Fudan Shanghai University.

Desde 2012 possui escritório em Shanghai / China na SIVA / Shanghai Institute of Visual Arts. Atualmente é diretor do escritório Fernando Brandão Architecture and Design atuando nos mercados Chinês e Brasileiro. No ano de 2019, a revista AD Architecture Digest China o elegeu entre os 100 arquitetos mais influentes da China.

Em 2020, foi incluído no livro “The Most Beaultiful Rooms of the World”, publicado pela AD Architecture Digest e Editora RIzzoli NY.

Sobre o Farol Santander São Paulo.

Desde sua inauguração, em janeiro de 2018, o Farol Santander São Paulo - centro de cultura, turismo, lazer e gastronomia - já recebeu mais de 1,7 milhão de visitantes e apresentou mais de 48 exposições nos eixos temáticos e imersivos. 

Construído para preservar o passado, iluminar o presente e transformar o futuro, o Farol Santander tem atrações que ocupam 17 dos 35 andares do edifício de 161 metros de altura que, por décadas, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul. 

As visitas começam pelo Hall do térreo, que surpreende com o famoso lustre de 13 metros de altura, pesando mais de 1,5 tonelada, passando pela Loja da Cidade e seguindo até o 26° andar. No Mirante do 26, o visitante poderá apreciar deliciosos cafés por Mag Café, enquanto admira uma das vistas mais famosas de São Paulo. 

Do 24° ao 19° andar estão as galerias de arte que recebem exposições temporárias, apresentando trabalhos de diversos artistas nacionais e internacionais. E do 5º ao 2º andar, no Espaço Memória, os visitantes podem conhecer a história do prédio e da própria cidade de São Paulo. Esses andares preservam mobiliário original, executado pelo Liceu de Artes e Ofícios, expostos nas salas de reuniões, diretoria e presidência, ambientadas sonoramente para simular o funcionamento de uma instituição bancária na primeira metade do século XX. Na galeria do 4º andar fica a obra Vista 360°, feita pelo artista brasileiro Vik Muniz exclusivamente para o Farol Santander São Paulo. 

No subsolo do edifício, onde funcionava o cofre do Banco, está instalado o Bar do Cofre por SubAstor. O bar é ambientado com as características da época e pitadas contemporâneas em design e mobiliários, com carta de drinks especiais e aperitivos.

Outro espaço conectado a gastronomia é a Cozinha do 31 por Accademia Gastronomica, que mantém uma agenda semanal de cursos e aulas de gastronomia ministradas por renomados chefes de cozinha. E no 28º andar, o Boteco do 28 por Bar da Cidade, com um menu em referência à culinária da antiga Paulistânia, nascida da união entre ingredientes e costumes indígenas e portugueses. 

Mais um diferencial da instituição é a inusitada Pista do 21 por Rajas Skatepark, um dos maiores complexos esportivos, nomeada pelo Guinness Book como a mais alta do mundo para prática do skate do país, com instrutores homologados pela Federação Paulista da modalidade indoor. A pista de skate fica localizada no 21º andar do edifício e pode ser reservada para livre circuito de até sete skatistas por bateria, além de oferecer agendamento de aulas. 

Além dos andares culturais e gastronômicos, o prédio possui dois espaços exclusivos para eventos. No 25° andar, um incrível ambiente de 400m² decorado com elegante design, o Loft do 25 é um local sofisticado e contemporâneo que se adapta a diversos formatos de evento. E, no 8° andar, a Arena do 8 é o espaço ideal para palestras, encontros e debates, oferecendo equipamentos de áudio e vídeo, além da linda vista para o Vale do Anhangabaú e Avenida São João. 

A exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único é apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio Santander Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço exposição Colecionismo: o belo, o raro, o único

Endereço: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Quando: 19/04/24 a 14/07/24

Funcionamento: terça-feira a domingo

Horários: 09h às 20h

Ingressos: R$ 40,00 (R$ 20,00, meia-entrada) 

Cliente Santander: 10% de desconto comprando com o cartão Santander (em até 8 ingressos).

Cliente Santander Select: 10% de desconto comprando com o cartão Santander Select (em até 8 ingressos), e prioridade na fila de entrada para o Farol.

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Telefone Farol Santander: (11) 3553-5627

Compra online:  https://www.farolsantander.com.br/#/sp (vendas também na bilheteria local)

Classificação: livre    

fonte: 

MARRA COMUNICAÇÃO

exposição “Como medida: uma coleção” - Adalgisa Campos - Chácara Lane - SP

 

Imagem:  divulgação

Adalgisa Campos expõe coleção de mais de 20 anos de medições de seu corpo, objetos e lugares 

“Como medida: uma coleção” reúne obras produzidas por onde a artista paulistana passou e a partir de protocolos e convenções de esquadrinhamentos 


Um recorte da intensa produção da artista visual paulistana Adalgisa Campos está em exposição na Chácara Lane/Museu da Cidade de São Paulo (MCSP) localizada na Rua da Consolação. A mostra Como medida: uma coleção fica em cartaz até junho e apresenta mais de uma centena de obras de uma série iniciada no fim dos anos 1990. São trabalhos realizados a partir de esquadrinhamentos que têm o corpo da artista como um referencial de dimensão.

A coleção reúne registros de objetos e locais por onde Adalgisa Campos passou ao longo das últimas décadas: de lugares da infância aos espaços onde expôs seus trabalhos, como França e Alemanha. Sua habilidade para registros é tão instigante quanto subversiva, explica a curadora da exposição, Talita Trizoli. "Adalgisa utiliza uma variedade de técnicas e suportes vinculados ao vocabulário formal do desenho, do gráfico, do construto”.

"Aos poucos fui me apropriando de uma técnica que permite me relacionar com os lugares e as coisas da minha memória de uma forma objetivável e compartilhável", explica. "A cidade, os espaços e os objetos são coisas construídas, portanto, passíveis de serem desconstruídas e reconstruídas. Isso é muito presente na minha prática", completa a artista.  

De acordo com a curadora, a coleção foi poucas vezes exibida e a escolha da Chácara Lane é resultado de um encontro fortuito entre o local onde já funcionou o Gabinete do Desenho (na cidade de São Paulo) e uma produção que propõe, no âmbito do desenho, uma reflexão sobre elementos e estruturas compositivas.

As primeiras medições

Um dos primeiros trabalhos da série Medições foi um projeto exposto na Alemanha, no fim dos anos 1990. “Não conhecia o local e pedi que me descrevessem sem apresentação de fotos e outras imagens. Foi ali que surgiu a ideia de construir um desenho do lugar na escala do lugar. 

“Podia ter pego a cor, o cheiro, os relatos de quem morou lá, mas optei pelas medidas e construí um desenho na escala real daquele espaço. Essa construção não podia ser no papel. Então decidi costurar. Fiz essa peça em tecido e levei para lá. Foi minha primeira medição”, relembra a artista. 

A partir daí, Adalgisa começou a medir outros espaços das cidades por onde passou. “Abri uma caixinha na minha cabeça. O que me interessa não é a medida, mas o ato de medir. É a medição, portanto. Daí o nome da coleção”. 

Apesar desses trabalhos serem independentes, Adalgisa começou a considerá-los um conjunto de medições, espaços, objetos e modos de medir. "Essas medidas me permitem justapô-las e construir um novo lugar, de uma forma muito concreta, como colocar o vestíbulo da minha casa ao lado da casa onde meu pai nasceu e da casa em que minha mãe nasceu, todos lugares de cidades diferentes.”

Na exposição da Chácara Lane o público poderá conferir a obra “Apartamento imaginário (os 10 quartos)”, um desenho digital impresso em papel fine art. “As informações dessa obra estão no título: são dez quartos e o apartamento é imaginário. É isso o que eu quero que o público saiba. Para mim é o tipo de informação que basta.”


Coleção de Medições Apartamento imaginário (os 10 quartos), 2015 

Desenho digital impresso em papel fine art 

Imagem: divulgação

 

A curadora destaca que a mostra reúne obras na escala 1 para 1 do corpo e trabalhos da escala do espaço ocupado. "E tem papeizinhos, de dez centímetros por dez. É uma variedade de dimensões que também dialoga com a lógica da produção". Os materiais são díspares: um caderno, um jornal, desenhos técnicos, papéis gigantes, grafite, lonas, papeis vegetais milimetrados, bastão a óleo, feltro e fotografias.

 

Corpo e feminismo

Um dos espaços mapeados na coleção é o próprio corpo da artista, que começou a incluir suas medidas em obras a partir de 2015. “Me interesso pelos eixos de alcance, o espaço ocupado em relação ao meu corpo", destaca. "Quem visitar a exposição também tem um corpo e pode observar meu eixo, meu alcance como algo partilhável”.

“Os protocolos de arquitetura foram historicamente estabelecidos por homens. Todo nosso código de medida e linguagem está fundamentado em uma lógica patriarcal. Ainda que a casa seja posta como o grande território da feminilidade, as mulheres não projetam, historicamente, as próprias casas. Quando a Adalgisa migra para o corpo, ela participa de forma subversiva desse jogo de medição”, destaca a curadora.

Nascida em São Paulo, em 1971, a artista é graduada em Arquitetura pela FAU-USP e pós-graduada em Pesquisa Cromática pela École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs (Paris). Cursou artes visuais na Universidade de Paris VIII entre 1997 e 1998 e obteve em 2012 o mestrado em Artes pelo Instituto de Artes da Unicamp. Nos últimos 20 anos, desenvolveu obras em que o desenho constitui o eixo estrutural de sua produção. Embora não exerça a profissão de arquiteta, Adalgisa usa metodologias da arquitetura para pensar a relação do espaço. 

 

Sobre o Museu da Cidade de São Paulo

O Museu da Cidade de São Paulo é composto de 12 edifícios e um logradouro construídos entre os séculos 17 e 20, incluindo o conjunto formado pelo Solar da Marquesa de Santos, o Beco do Pinto, a Casa da Imagem e a Chácara Lane, na região central. Essa rede de imóveis é de interesse histórico e estão distribuídos na malha urbana do município, representando um diverso acervo arquitetônico.

Vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, o Museu é um espaço de reflexão que tem como objeto principal a cidade de São Paulo, considerando suas manifestações artísticas e culturais, seus bairros, suas ruas, suas tensões sociais e suas edificações como registros documentais da história e das memórias de seus habitantes.

A Chácara Lane foi incorporada pelo Museu da Cidade em 2012 e nela implantou-se o Gabinete do Desenho com o propósito de expor as obras em papel da Coleção de Arte da Cidade. Com o retorno desse acervo ao Centro Cultural São Paulo, a programação de exposições priorizou projetos que apresentem o desenho como forma de pensamento, desdobrando a aplicação do conceito em outras linguagens, como a arquitetura e o design.


SERVIÇO

Como medida: uma coleção

Data:  até 09/06/2024

Funcionamento: Terça a domingo, das 09h às 17h

Local: Chácara Lane 

Endereço: Rua da Consolação, 1024 – Consolação – São Paulo 

http://www.museudacidade.prefeitura.sp.gov.br/

 

fonte: Agência Galo 

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Exposição Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte - Caixa Cultural - SP

 

Exposição Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte 

mostra celebra o trabalho de dois expoentes das artes visuais da Amazônia

A exposição caminha em consonância com a campanha lançada pelo Governo Federal, via Ministério dos Povos Indígenas no ano passado em função da celebração do Dia 19 de abril que agora é denominado Dia dos Povos Indígenas. “Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte” portanto, possui um slogan complementar “Nunca Mais um Brasil sem Nós”, tema da campanha nacional que propõe dar visibilidade à luta dos povos indígenas que resistem e existem o Brasil, preservando suas 274 línguas faladas. A campanha celebra a força da ancestralidade, que persiste, luta e existe.


Um recorte da produção dos artistas visuais indígenas amazonenses Duhigó e Dhiani Pa’saro entra em cartaz em nova exposição em São Paulo. A Caixa Cultural apresenta Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte, mostra com obras reunidas de parte da coleção pertencente à ‘Associação de Educação do Homem de Amanhã do Brasil – HABRA’, organização não governamental dedicada a projetos de proteção social, educação, direitos humanos e cultura. O acervo perfaz um compêndio de referências históricas produzidas pelos dois artistas e reforça as relações entre os trabalhos e a preservação do patrimônio cultural material e imaterial dos povos Tukano e Wanano do Amazonas. “Eu pinto o que não existe mais, e isto é muito importante para o meu povo. Quando Duhigó fechar os olhos, a minha arte contará minha história e dos Tukano”, declara a artista premiada em 2023 como Mestra das Artes Visuais pela Funarte e Ministério da Cultura, Governo Federal.

 

Dhiani Pa’saro do povo Wanano, produz quadros em marchetaria e pintura e tem como base de inspiração a técnica ancestral de fazer trançados com fibras e cipós da Floresta amazônica. "Com a marchetaria, eu trago os trançados feitos pelos meus antepassados", afirma Pa’saro. Os dois artistas estiveram em 2023/2024 participando da exposição temática "Histórias Indígenas", no Masp, Museu de Arte de São Paulo e possuem obras nos acervos permanente, tanto do Masp, quanto da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina).

 

“Dois Indígenas da Amazônia - “Nunca mais um Brasil sem Nós” tem curadoria de Nei Vargas e busca questionar uma sociedade muitas vezes moldada por perspectivas e narrativas eurocêntricas e desafiar a distância e o apagamento cultural vividos pelos povos originários brasileiros, com destaque especial para estes artistas indígenas que vivem na Amazônia.


Texto curatorial

 

Ritualística, mitologia, cosmogonia, cosmologia, memória, herança e sacralidade. O extenso conjunto de atribuições ao corpo de trabalho desenvolvido por Duhigó e Dhiani Pa’saro está regido pelo signo da ancestralidade. As obras reunidas na exposição “Dois Artistas da Amazônia - Vida e Arte” compõem a Coleção Associação de Educação do Homem de Amanhã do Brasil - HABRA, Organização Não Governamental dedicada a projetos de proteção social, educação, direitos humanos e cultura. O acervo perfaz um compêndio de referências históricas produzidas pelos dois artistas, concentrando da excelência artística ao acesso a um poderoso conhecimento longevo e ainda pouco visto.

 

Originários dos povos que compõem as unidades do sistema social indígena que vivem às margens do Rio Uaupés e seus afluentes como o Rio Tiquié, Papuri, Querari e outros que compõem a região do Alto Rio Negro, a descendência destes artistas deita suas raízes na região da Colômbia e do Noroeste da Amazônia brasileira, mais precisamente no município fronteiriço de São Gabriel da Cachoeira. Seus mitos de origem e regime de comunicação são transmitidos por meio da família linguística tukano oriental, composto por um grupo com mais de dez povos, entre os quais os Tukano, do Povo Yepá Mahsã representados pela Duhigó, e os Wanano, ao qual pertence Dhiani Pa’saro.

 

O cruzamento da história de vida de cada um deles já possuía sólidas bases nas suas ancestralidades, mas adensou com novos capítulos no encontro ocorrido no Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia (IDC). Ali iniciava um outro caminho em que as artes visuais teceriam vínculos ainda mais estreitos rumo a camadas de projeção e reconhecimento mais amplos. Voltada ao ensino de História da Arte, Pintura e Marchetaria, o projeto da Escola de Artes do IDC foi instituído para oferecer novas oportunidades profissionais à população de indígenas que vivem em Manaus.

 

Seus estudos permitiram que Duhigó e Dhiani erguessem arcabouços conceituais tomando como fundamento uma visualidade escavada na memória. As experiências na aldeia, no princípio de suas vidas, são trazidas para seus trabalhos artísticos a fim de revelar elementos culturais e preencher lacunas na construção de um projeto de país mais diverso e justo.

 

Duhigó está interessada nas cenas do cotidiano do seu povo, tanto que compôs uma série de pinturas e gravuras em que a maloca se configura como elemento central, disparador de todo tipo de relação social. Nesta exposição, há um recorte de seu trabalho com gravuras, pinturas de muiraquitãs, máscaras ritualísticas e cocares dos seus ancestrais e outros povos amigos dos Tukano. Vale o destaque para sua grande obra presente o acervo do MASP que trata de uma parturiente sentada na rede, mostrando a complexa ritualística do parto, na obra “Nepũ Arquepũ”. Máscaras ritualísticas também dançam a dança de seus ancestrais, como a Máscara de Ritual presente no acerco da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina).

 

Os seres que estruturam a mitologia Tukano perfazem outro grupo de investigação, colocando em evidência deusas e deuses responsáveis pela criação do mundo, da natureza e da vida humana. Ainda, as indumentárias presentes na rotina ou nos ritos de passagem, como as máscaras que tanto servem para o uso em cerimônias celebrativas quanto podem aparecer nas vestimentas funerárias. Por fim, os ouriços de onde se extraí a Castanha-do-pará servem de suporte para uma infinidade de grafismos e dão sentido artístico a um elemento da natureza comumente descartado.

 

Dhiani vai na mesma toada ao retratar o universo que constituiu seu povo Wanano. Exímio pintor, o artista se destaca também nas sofisticadas marchetarias elaboradas com apuro técnico raramente encontrado neste tipo de meio. Dhiani Pa’saro é o mais importante marcheteiro da contemporaneidade amazônica, não sendo equivocado estender o título a um dos grandes mestres do país. A riqueza dos trançados feitos com uma diversidade de fibras naturais que marcam a cultura de seu povo, aparecem quando ele elabora na tessitura de inúmeras peças de madeiras seu repertório visual.

 

Dhiani traduz por meio de suas marchetarias animais geometrizados do ecossistema amazônida, solicitando uma observação atenta para fazer surgir bichos preguiça, besouros, peixes e borboletas. Além disso, os grafismos são encontrados nas cestarias que armazenam alimentos, como os balaios onde se guarda a mandioca ou as peneiras usadas para comida, como na obra “Suophoka”, que compõe o acervo do MASP e a obra “Arara Azul”, presente no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nesta exposição, o visitante terá uma apurada seleção destas marchetarias já consagradas. Aparece ainda uma lança que carrega um chocalho, usada pelo cacique da aldeia, como símbolo de respeito para saudar caciques de outras malocas.

 

Aos povos nativos deste vasto país continental coube elaborar estruturas de resistência para que pudessem manter suas vidas e seus legados. Duhigó e Dhiani Pa’saro avançam neste sentido ao incorporarem a arte como forma de existência. Por meio dela, criaram um rico e elucidativo compendio que ilustra os elementos da sua ancestralidade, sem o qual seria muito mais difícil obter acesso e compreensão de como são seus modos de ser e estar no mundo. Ela e ele são mais que artistas, são guardiões de suas culturas. Suas vidas vão perdurar por meio da arte.


 

 

Serviço

Exposição Dois Indígenas da Amazônia – Vida e Arte

Duhigó e Dhiani Pa’saro


Período expositivo: De 15 de Abril a 01 de junho de 2024

Horários: terça a sábado de 10h às 18h

Domingo: de 9h às 17h


Local: Caixa Cultural

Praça da Sé, 111 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo

Entrada gratuita

Apoio: HABRA

Local com acessibilidade


fonte: Agência Catu

Projeto “Família no Museu” conecta gerações na Casa de Portinari, em Brodowski

 


Fabiano Cruz | ACAM Portinari sistemas@comuniquese6.com.br 
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Projeto “Família no Museu” conecta gerações na Casa de Portinari, em Brodowski

Educadores do museu propõem atividades de leitura, jogos e brincadeiras no sábado (20) e no domingo (21)


Imagem: Divulgação


O Museu Casa de Portinari, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em Brodowski (SP), promove no próximo fim de semana mais uma edição do projeto “Família no Museu”, que traz atividades que conectam gerações por meio de jogos, brincadeiras e leituras compartilhadas.


Curiosidades do acervo do museu divulgadas nas redes sociais também é um dos destaques da programação para os próximos dias. Confira, abaixo, a agenda completa.


Família no Museu - Atividades Intergeracionais


A ação “Família no Museu” acontece no terceiro fim de semana do mês, nos jardins da Casa de Portinari. Propõe momentos de interação entre membros da família e valoriza a iniciativa dos pais em levarem seus filhos para conhecer museus e outras instituições culturais. Educadores acompanham as atividades, que vão desde leituras compartilhadas até jogos e brincadeiras que remetem aos tempos de infância do menino Candinho.


O projeto “Família no Museu” leva os visitantes a mergulhar no lado familiar do artista, que levou a cidade de Brodowski para suas obras.


Segundo o gerente do museu, Matheus Maia, “Brodowski e Portinari são indissociáveis. A cidade respira Portinari e vemos que o artista se voltava para sua terra natal a todo momento. Isso se exemplifica nas cores utilizadas para os céus pintados por Portinari, o solo avermelhado, as expressões dos retratados e, principalmente, na temática escolhida pelo pintor, que muitas vezes se relacionava com sua infância sofrida no povoado”.


Ao final da atividade, os participantes recebem o certificado de “Família Legal” e podem fazer uma foto e compartilhar nas redes sociais.


Data: 20 e 21 de abril (sábado e domingo)

Horário: das 10h às 16h

Gratuito


Acervo em Segundos


O Acervo em Segundos apresenta detalhes e curiosidades do Museu Casa de Portinari e sua coleção. Nesta edição, as informações são sobre ferramentas de trabalho de Candido Portinari. Acompanhe o vídeo nas mídias sociais.


Data: 21 de abril (domingo)

Horário: às 10h

Local: redes sociais

Instagram: @museucadeportinari

Facebook: /museucasadeportinari


Exposição fotográfica “Nós Mulheres”


A exposição da fotógrafa Lola Paola Martins foi prorrogada por todo o mês de abril. A mostra apresenta retratos de mulheres em diferentes fases da vida, tendo obras de Portinari como inspiração.


São retratos de mulheres no trabalho, cuidando da casa, sendo amamentadas, retratos posados, espontâneos, artísticos ou mostrando a realidade do dia a dia em suas lutas, glórias, alegrias e tristezas.


Data: até 28 de abril

Horário: das 9h às 17h

Local: Galpão das Artes – Rua João Brisotti, 128, Centro, Brodowski (SP)

Entrada gratuita


Confira a programação completa do Museu Casa de Portinari no site da instituição.


Museu Casa de Portinari


Inaugurado em 14 de março de 1970, em Brodowski, o Museu Casa de Portinari, instituição do Governo do Estado de São Paulo administrada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo em parceria com a ACAM Portinari - Organização Social de Cultura, tem como edificação a antiga residência de Candido Portinari e representa a forte ligação do pintor com sua terra natal, origens e laços familiares.


É o local onde ele realizou suas primeiras experiências com pinturas murais e se aprofundou na técnica ao passar dos anos. Entre os ambientes que mais se destacam, estão o ateliê, com os objetos de trabalho do artista, e a “Capela da Nonna”, que Portinari pintou para sua avó.


Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h; às quartas-feiras, o horário é estendido até às 20h.


Entrada: gratuita


Endereço: Praça Candido Portinari, nº 298 – Centro, em Brodowski (SP).

Informações: (16) 3664-4284


YouTube: /casadeportinari

Instagram: @museucadeportinari

Facebook: /museucasadeportinari


ACAM Portinari – Organização Social de Cultura

Assessoria de Imprensa

Fabiano Cruz

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