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escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

exposição Decupagem - Iole de Fretas - PA - RS

 


Exposição Decupagem no Instituto Ling
Crédito da foto: Carlos Stein/ Viva Foto

Instituto Ling reabre nesta quinta-feira, dia 4, com nova exposição de Iole de Freitas

Fechado desde março por causa da pandemia, o centro cultural de Porto Alegre volta a receber o público gradualmente com protocolos sanitários e agendamentos de visitas guiadas à mostra Decupagem, que reúne 29 obras e 90 documentos da artista plástica mineira

Dez meses depois de cancelar atividades presenciais por conta da pandemia, o Instituto Ling inicia sua reabertura gradual no dia 4 de fevereiroquinta-feira, seguindo protocolos sanitários e recebendo uma nova exposição: a mostra cronológica Decupagem, da artista plástica mineira Iole de Freitas. Para garantir a segurança do público e dos colaboradores, o acesso ao centro cultural será feito somente com agendamentos pelo site da instituição, com horários disponíveis para quintas, sextas e sábadosàs 14h, 15h30 ou 17h, sendo permitida a entrada de grupos de até cinco pessoas por vez.
 
As visitas serão gratuitas, guiadas pela equipe do programa educativo do centro cultural e terão duração total de uma hora, podendo incluir também uma passagem pelas obras do acervo permanente de arte contemporânea do Instituto Ling. Haverá intervalos de 30 minutos entre cada visitação, para que possa ser feita a higienização adequada dos espaços e para que os diferentes grupos não se cruzem, respeitando o limite de capacidade reduzida do local. Além disso, a distribuição dos catálogos da exposição será feita virtualmente, com o envio da versão digital para o e-mail dos visitantes.
 
As medidas preventivas e os protocolos sanitários foram definidos a partir dos regulamentos e orientações emitidos até o momento pela Organização Mundial da Saúde, autoridades nacionais, estaduais e locais, e também com recomendações de profissionais da área da saúde do Hospital Santa Casa de Porto Alegre, que prestou consultoria para o centro cultural.
 
Mesmo após a reabertura do prédio, o Instituto Ling manterá a intensa agenda de atividades on-line que vem sendo oferecida para o público desde maio de 2020. A maior parte da programação virtual é gratuita, e inclui aulas, bate-papos, painéis e palestras que abordam temas como literatura, música e cinema. Entre as programações virtuais já confirmadas está o projeto Mini Cine, que está disponível no site do centro cultural, com uma seleção de curtas-metragens escolhidos dentro do maior festival de cinema on-line do mundo: o My French Film Festival. São cinco produções com a temática da família, eleitos por Manu Fetter, da LORA, plataforma de curadoria e experiência de cinema independente. Os curtas podem ser assistidos gratuitamente até o dia 15 de fevereiro.
 
Já as atividades musicais estão sendo planejadas no formato híbrido, com a possibilidade do público escolher se prefere acompanhar ao vivo, no conforto de casa, ou diretamente do Salão de Eventos do Instituto Ling, que opera com capacidade reduzida. Nesse formato, devem ser realizados shows e concertos mensais, com artistas internacionais, nacionais e locais selecionados a partir da curadoria da Branco Produções. O primeiro deles já está confirmado para o dia 6 de fevereiro, sábado, às 20h, com uma apresentação inédita do projeto Violões do Sul, que reúne três referências gaúchas do instrumento, representantes de diferentes gêneros: Mathias 7 Cordas e o choro brasileiro, Neuro Júnior e o violão nativista e Thiago Colombo com o violão erudito. As Audições Comentadas de Jazz, programação apresentada pelo jornalista Paulo Moreira, que conta com canjas musicais ao vivo, também estreará no formato híbrido no próximo dia 18, às 19h30, com aula musical em homenagem a Tom Jobim e pocket show com o casal de músicos James Liberato e Ana Cris Bizarro interpretando alguns clássicos do maestro. Os ingressos podem ser adquiridos no site www.institutoling.org.br.
 
Além das atividades musicais, o Instituto Ling também terá uma programação inédita em formato híbrido: um programa de formação em arte e tecnologia, realizado em parceria com o Tecnopuc Crialab, laboratório do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS. Com a intenção de formar novos públicos e refletir sobre a potencialização da arte nos ambientes digitais, o projeto será oferecido de forma gratuita. A primeira etapa será realizada de abril a julho, com aulas teóricas, expositivas e dialogadas, que serão transmitidas ao vivo e on-line semanalmente, abordando temas como consumo da cultura em tempos de transformação digital e o impacto das novas tecnologias no desenvolvimento de produtos e serviços da economia criativa. Já o segundo semestre contará com encontros presenciais, com aulas práticas em laboratórios de criação e o desenvolvimento de um novo produto, serviço ou negócio envolvendo arte e tecnologia.
 
A volta das atividades presenciais no centro cultural ainda inclui a reabertura da loja Pra Presente, que valoriza e comercializa peças feitas à mão, idealizadas e produzidas por artesãos, artistas e designers de diferentes regiões do Brasil. O acesso à loja será feito somente com agendamento prévio com a proprietária Elisa Craidy pelo WhatsApp 51 3061.5186. Também estão disponíveis as locações dos espaços do prédio para eventos corporativos de até 45 pessoas, seguindo os protocolos municipais e estaduais. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail atendimento@institutoling.org.br.
 

A nova exposição
 
Com curadoria de João BandeiraDecupagem reúne 29 obras e 90 documentos que refazem o percurso artístico de Iole de Freitas em mais de 40 anos de atuação. A mostra contempla desde os primeiros trabalhos da artista mineira, criados na década de 1970 em Super 8; passando pelas investigações do espaço real, que buscavam a integração das obras com o ambiente arquitetônico na década de 1980; e pelas produções mais recentes, em estrutura de aço inox recortado. Há ainda esculturas em diversos outros materiais, como fio de cobre e latão, além de fotografias, maquetes e desenhos.
 
A exposição itinerante estreou em 2018 no Instituto de Arte Contemporânea de São Paulo, o IAC, e ocupou também a Casa Firjan, no Rio de Janeiro, em 2019. Em Porto Alegre, a mostra cronológica chega com três novas obras, sendo uma delas inédita, criada no início de 2020, em aço inox com pintura artesanal, especialmente para ocupar a galeria do Instituto Ling.
 
Por conta da pandemia, o processo de montagem da exposição foi realizado em um novo formato, com a presença apenas da equipe do Instituto Ling no prédio e com participação remota, feita por ligações de vídeo, da artista, do curador, assim como do arquiteto Marcus Vinícius Santos, responsável pela expografia. O resultado são 25 obras fixadas nas paredes da galeria, uma escultura sobre base e cinco vitrines, dispostas no espaço de exposição, que abrigam a documentação. Já os três filmes que também fazem parte da mostra serão exibidos em outro espaço do centro cultural, dedicado somente à projeção.
 
“A noção de decupagem, significando ações que produzem continuidades a partir de recortes, poderia caracterizar sumariamente a extensa produção de Iole de Freitas, em mais de quatro décadas de atividade artística – e, paralelamente, a proposta da curadoria. Como se pode ver nas obras e documentos desta exposição, desde os anos 1970 seu trabalho se desdobra em continuidades que, em boa parte, vivem de sua disposição entrecortada. Da faca que avança rompendo um tecido, em um de seus filmes daquela época, até os desvios que tubos metálicos e placas de policarbonato impõem a si mesmos, recortando os grandes espaços onde se instalam enquanto se lançam vigorosamente neles, em obras mais recentes”, destaca Bandeira em seu texto curatorial (o texto completo está disponível em bit.ly/2JTyaGd).
 
 
SERVIÇO
Exposição Decupagem
Artista: Iole de Freitas
Curadoria: João Bandeira
Período de visitação: de 4 de fevereiro a 29 de maio de 2021
Local: Galeria do Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – Porto Alegre/RS)
Horários: quintas, sextas e sábados, às 14h, 15h30 ou 17h
Gratuito, mediante agendamento prévio pelo site www.institutoling.org.br

 
As visitas têm duração de 60 minutos e podem receber grupos de até cinco pessoas em cada horário. Os encontros serão guiados pela equipe do programa educativo do centro cultural e podem incluir também uma visita às obras do acervo permanente de arte contemporânea do Instituto Ling. Após o agendamento da visita, o público receberá a versão digital do catálogo da exposição por e-mail.
 
Sobre a artista
Iole de Freitas produz e expõe seu trabalho artístico desde 1973. Sua trajetória está amplamente documentada em publicações e textos de renomados críticos de arte. Participou da 9ª Bienal de Paris (1975), da 15ª Bienal de São Paulo (1981) e de muitas outras mostras coletivas importantes, entre elas a Documenta (Kassel, 2007), além de realizar exposições individuais e instalações de grande porte no Brasil e no exterior, como no átrio da Fundação Iberê Camargo (2008) e na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2010). Além de DecupagemO Peso de Cada Um (MAM-RJ, 2015) e Dobradura Curva (Galeria Raquel Arnaud, São Paulo, 2017) são algumas de suas individuais mais recentes.
 
Sobre o curador
João Bandeira foi coordenador de Artes Visuais do Centro Maria Antonia da USP, em São Paulo (2005 a 2016), e atualmente dirige o Espaço das Artes da ECA-USP. Escreveu textos para exposições de artistas como Waltercio Caldas, Regina Silveira, Jac Leirner, David Batchelor e Terry Winters e curou mostras de, entre outros, Evgen Bavcar (Itaú Cultural, 2003), Cildo Meireles, Nuno Ramos (Maria Antonia, 2012), Lina Bo Bardi (Sesc Pompeia, 2014), Décio Pignatari (Galeria Millan, 2017), Geraldo de Barros, Rubens Gerchman e Antonio Dias (Sesc Pinheiros, 2018).
                                                                                                                                          
Informações úteis
institutoling.org.br
www.facebook.com/InstitutoLing
www.instagram.com/Instituto.Ling
twitter.com/@InstitutoLing
www.youtube.com/c/InstitutoLingCultural
Fone: 51 3533-5700
Email: instituto.ling@institutoling.org.br

curso de aquarela - Lilian Arbex

 

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O curso tem como objetivo introduzir os alunos no mundo da aquarela, desde noções básicas até uma maneira divertida de expressar a criatividade e investigar novos territórios da arte.
 
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atividades no MAM - SP

 

visita virtual jardim
Foto: InfoArtSP e Frontera Filmes

2 fev (ter) 16h

visita virtual ao Jardim de Esculturas



Percurso lúdico pelo Jardim de Esculturas do mam, com propostas poéticas e práticas pedagógicas de interação com as obras do acervo do museu a céu aberto. O Jardim de Esculturas é a exposição mais acessível e de interesse dos mais diversos públicos, podendo ser visitado também virtualmente. Esta visita faz parte de uma apresentação de possibilidades de relação com o museu no virtual, pensando a mediação e o trabalho educativo em plataformas digitais.

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publicação experiência poética
divulgação
3 fev (qua) 16h

publicação experiências poéticas: exercícios de criação artística


Neste encontro será apresentada a publicação online do mam educativo sobre as experiências poéticas que permearam as redes sociais do museu em 2020. Será discutida a ideia de experiência poética como didática artística pedagógica no processo educativo do mam por meio da arte.
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baixe a publicação aqui
Exposição Clube da Fotografia do MAM_20 anos
Foto:Karina Bacci
4 fev (qui) 16h

visita virtual à exposição Clube de colecionadores de fotografia do mam: 20 anos


A partir de um recorte singular da exposição Clube de colecionadores de fotografia do mam: 20 anos, destacando obras cujo os autores não são fotógrafos e fotógrafas, discutiremos a ideia de “fotografia de artista” e sua potência em práticas pedagógicas. Esta visita faz parte de uma apresentação de possibilidades de relação com o museu no virtual, pensando a mediação e o trabalho educativo em plataformas digitais.
inscreva-se aqui
Exposição Antonio Dias
Foto: Karina Bacci
5 fev (sex) 16h

visita virtual à exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias

 
 
Nesta visita virtual à exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias, conheceremos o artista a partir da coleção de obras formada pelo mesmo ao longo da vida. Permearemos as diferentes fases do trabalho de Antonio Dias por meio de propostas e estratégias de mediação no virtual. Esta visita faz parte de uma apresentação de possibilidades de relação com o museu no virtual, pensando a mediação e o trabalho educativo em plataformas digitais.
inscreva-se aqui
Roçabarroca_Projeto Parede
Foto: Karina Bacci
9 fev (ter) 16h

encontro sobre Projeto Parede roçabarroca, com Cristina Fernandes

 
 
Partindo da obra de Thiago Honório exposta no Projeto Parede, serão explorados temas como a memória, as visões da natureza e suas relações com a arte, expandindo assim as nossas referências sobre tecnologia e as infinitas possibilidades do barro.
inscreva-se aqui
Exposição Antonio Dias derrotas e vitórias
Foto: Karina Bacci
11 fev (qui) 16h

Antonio Dias e escrita criativa: a poética de si, com Luna Souto

 
 
Neste encontro, iremos entrar em contato com algumas das obras da exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias a partir da escrita e da auto reflexão sobre as nossas palavras. Dessa sensibilização, os participantes serão convidados a desenvolverem suas escritas criativas por meio de temas que conectam a exposição às suas memórias singulares.
inscreva-se aqui
corpo e escultura
Foto: Karina Bacci
19 fev (sex) 16h

O corpo da escultura através do corpo do artista, com Rogério Ratão e Victor Dantas

 
 
Uma conversa sobre processos de criação e a importância da modelagem em argila na construção de trabalhos tridimensionais, tendo como referência a relação espaço-sensorial que se estabelece entre o corpo do artista com o corpo do objeto sendo modelado. 
inscreva-se aqui
foto Karina Bacci
Foto: Karina Bacci
25 fev (qui) 16h

Palavra Palavra, com a artista Lucia Koch

 
 
Se a arte é lugar da possibilidade de uma linguagem não-verbal e esta vocação parece essencial hoje, porque tantos artistas trazem a palavra para o campo da arte e o fazem com potência, sentido e radicalidade que nos parecem também fundamentais? A palavra como forma, objeto, matéria, signo. Na disputa, no desvio, no discurso, no confronto e na poesia, vamos observar e discutir sobre como as palavras operam na obra de artistas contemporâneos a partir da leitura de imagens de trabalhos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

chamada - Mostra Virtual Entre Lobo e Cão


É com muito prazer que convidamos a todes a enviarem seus trabalhos para a mostra virtual "Entre Lobo e Cão", criada pelos estudantes de Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Diante de um contexto de pandemia, a mostra virtual abre a chamada para artistas pensarem e discutirem o que será daqui para frente, e sobretudo como imaginamos coletivamente nossas pautas e nossas lutas em um cenário pós pandêmico.
Entre o que vivemos e o futuro incerto, o mundo se separa. O que fica entre nós é a noite. Em corda bamba, sob uma linha tênue, caminhamos. O dia de amanhã nunca foi tão pouco tangível ou concreto. Entre conformismo e esperança, o que resta é a incerteza quanto ao nosso rumo. Se nem Leonilson conseguiu mudar o mundo, e nós, o que faremos? Apesar de uma noite silenciosa e vazia, os ruídos pelas margens permanecem. O futuro, mesmo distante, se escreve. O que emerge? Nós conseguimos nos ouvir? O que nossos olhos desejam ver? Aprendemos alguma coisa? Quando voltaremos às ruas? O que vamos abandonar e o que vamos deixar como legado? Que lugar é esse que se desmancha para um outro tomar forma? Mesmo por trás das telas, nosso enfrentamento político permanece. Nesta bifurcação temos o caminho do mundo como era antes e o caminho não imaginado, que a cada passo vemos construir diante de nós.
A chamada é aberta a todos os artistas e a coletivos de arte, podendo ser nacionais ou internacionais.
Os trabalhos selecionados serão publicados na plataforma oficial da exposição e nas redes sociais do projeto.

Instagram: @entreloboecão

CRONOGRAMA
– Inscrições: até 7 de fevereiro de 2021, via on-line
– Taxa de inscrição: não
– Edital + Inscrição: http://bit.ly/3ryAG6h

exposição Da Natureza das Coisas Paula Juchem e Andrey Zignnatto - SP

 


 

Esculturas em cerâmica de Paula Juchem, com desenhos da artista ao fundo: alegorias e afetividades 
Da Natureza das Coisas 
Paula Juchem e Andrey Zignnatto

12/12 a 05/02

Janaina Torres Galeria
Apresentamos com alegria Da Natureza das Coisas, mostra realizada em dois momentos, que promove encontros de afinidades e diálogos estéticos. 
 
O primeiro encontro estreia com Paula Juchem e Andrey Zignnatto e em fevereiro é a vez dos artistas Os Manus (Daniela Scorza e Caio de Medeiros) e Kika Levy.

Paula Juchem e Zignnatto exibem poéticas construídas a partir da força expressiva do barro, argila e cerâmica, explorados em suportes como a escultura (Paula) e fotografia (Zignnatto), promovendo “um encontro de afinidades através da força expressiva do material cerâmico e da sua essência cultural milenar, testemunho da trajetória humana”, como define a curadora Heloisa Amaral Peixoto, colaboradora da mostra.

“O pó, a água, o fogo, os pés e as mãos. Fazer e desfazer, modelar e então surgir da argila a forma e o gesto. Em diálogo, os objetos escultóricos de Paula, que reúnem um vocabulário formal tridimensional singular, repleto de alegorias e afetividades e a relação quase mística de Zignnatto com o barro, nas suas imagens fotográficas, impressas de energia, que reafirmam o caráter físico e arqueológico do material natural”, diz Heloisa.

Paula e Zignnatto também foram selecionados para o edital Arte Como Respiro, do ItauCultural. 

Leia mais: A cerâmica de Paula Juchem, por Lívia Debbané

Tríptico de Andrey Zignnatto, sobre esculturas em cerâmica de Paula Juchem

Esculturas de Paula Juchem (Abacaxi, à esq., e Galo); XE RAPÓ, políptico de Andrey Zignnatto, ao fundo

Paula Juchem, Caatinga, 2020, esculturas em cerâmica, 11 x 23 cm diam 

Da Natureza das Coisas
12/12 a 05/02 - Paula Juchem e Andrey Zignnatto
20/02 a 20/03 - Kika Levy e Os Manus 

Horário de funcionamento: 
Terça a sexta , das 11h às 18h e sábados das 11h às 15h.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

arquiteto negro Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, ganha escultura afro-futurista na região da Praça da Sé, em São Paulo

 

arte criada pela Google em homenagem ao Joaquim Pinto de Oliveira (Tebas)

O arquiteto negro Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, ganha escultura afro-futurista na região da Praça da Sé, em São Paulo 


Francine e Lumumba - foto de Marcel Farias

 

A obra do artista plástico Lumumba Afroindígena e da arquiteta Francine Moura reverencia a importância histórica de Tebas, o construtor à frente de seu tempo que comprou a própria alforria, aos 57 anos de idade – 110 anos antes da abolição da escravatura – e foi responsável por conceber marcos arquitetônicos importantes no triângulo histórico paulistano

A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo entrega à cidade, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, uma estátua na Praça Clóvis Bevilácqua – face leste da Praça da Sé – que celebra a grandiosidade do legado arquitetônico de Joaquim Pinto de Oliveira (1721-1811). O ex-escravizado ficou célebre com a alcunha de Tebas, ‘alguém de grande habilidade’ na língua quimbundo. A sua aclamação profissional oficial ganhou relevância, nos últimos anos, tendo, inclusive, em 2018, sido chancelado pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp) – ocasião que datava mais de dois séculos de sua existência. A inauguração oficial do monumento será em 5 de dezembro, como atividade da programação da sexta edição da Jornada do Patrimônio, que, neste ano, terá como tema “Nossa Cidade, Nossas Memórias”.


Originário da cidade de Santos, Tebas foi trazido para a capital pelo mestre pedreiro português Bento de Oliveira Lima, seu senhor, em 1740, com exímia habilidade na técnica da cantaria, o talhar de blocos de pedras, logo passou a ser disputado pelos templos católicos, na São Paulo do Brasil-Colônia. A ideia das ordens religiosas era substituir a taipa de pilão – método construtivo tradicional – para adornar com detalhamento mais requintado as fachadas das igrejas do triângulo histórico paulistano. Ele construiu a primeira torre da Matriz da Sé (1750) e, em 1769, reforma a mesma Torre da Sé e, em feito inédito, compra a própria alforria, aos 57 anos de idade, 110 anos antes da abolição da escravidão. Os ornamentos originais dos conventos da Ordem 3ª do Carmo (1775-1778), Ordem 3ª do Seráfico Pai São Francisco (1783) e Mosteiro de São Bento (1766 e 1798) também são de sua autoria. Ele ainda construiu uma fonte pública mais conhecida como o “Chafariz de Tebas”, (1791) no Largo da Misericórdia, onde, atualmente, está o cruzamento das ruas Direita, Quintino Bocaiúva e Alvares Penteado, na região central de São Paulo.


O projeto da escultura que será incrustada alicerçando a imagem de Tebas na memória contemporânea e resgatando sua importância ancestral é afro-centrado, conceituado e desenvolvido pelo artista plástico Lumumba Afroindígena e pela arquiteta Francine Moura. A obra tem o objetivo de firmar e reverberar a expertise e modernidade do legado de Tebas, revelar de modo artístico a sua produção tecnológica sofisticada para a época e propor, acima de tudo, uma reflexão que recobra a relevância da ocupação territorial preta em área central da cidade que foi fragmentada ao longo dos séculos.


Com sobrenome herdado da bisavó congolesa, Lumumba, 40 anos, além da ascendência africana direta, também carrega em suas veias a herança indígena. O artista autodidata multifacetado tem repertório extenso que passeia por diversos suportes das artes plásticas. Seu trabalho já ocupou espaços como Funarte, Matilha Cultural, também assinou a cenografia de óperas infantis, no Theatro Municipal de São Paulo – caso das montagens, “O Rouxinol”, de Igor Stravinsky e "O menino e os sortilégios”, obra de Maurice Ravel contemplada com o Prêmio Carlos Gomes e esculpiu personagens do desenho Madagascar para o Beto Carrero World.


“Estou muito centrado na minha carreira e tenho uma visão muito clara sobre a pujança que o meu trabalho reverbera no universo das artes e na sua representatividade afro-indígena. A cada avanço da escultura e das minhas inquietações entro em um deslocamento temporal. Perpasso toda a minha trajetória e sei exatamente aonde quero chegar e quem estará ao meu lado nessas realizações. Assinar essa obra fomenta conceitos ancestrais da minha existência que são amálgama da minha base como realizador”, expressa Lumumba.


Curiosamente, a memória e preservação já faziam parte do início da trajetória da arquiteta Francine Moura, 43 anos, mulher preta formada em Arquitetura e Urbanismo no Mackenzie. Com 20 anos de carreira, seus primeiros passos foram na conservação do painel de azulejos do Largo da Memória, quando estagiou no DPH - Departamento de Patrimônio Histórico. Francine é especialista em Projeto de Arquitetura na Cidade Contemporânea e pesquisa espaços públicos e coletivos. Também possui especialização em Educação, Relações Étnico-Raciais e Sociedade e investiga as percepções construídas sobre o corpo da mulher negra e a busca por ressignificações. “Participar do monumento ao Tebas após convite irrecusável do meu amigo Lumumba tem dimensão simbólica muito forte para mim enquanto arquiteta negra. Contribuir para o reconhecimento do trabalho deste arquiteto nos impulsiona a seguir seu legado. Olhando para a minha produção recente, nos últimos dois anos meu amor, energia e técnica foram dedicados a projetos arquitetônicos e artísticos afro-referenciados em 99% das experiências”, reforça Francine, que também atua profissionalmente como carnavalesca, cenógrafa e diretora de arte audiovisual. Seu último projeto entregue é o da Casa Preta Hub, no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo.


Coube à paulistana Rita Teles, do Núcleo Coletivo das Artes Produções, alinhavar a produção executiva e artística do aquilombamento e, para demarcar a arte e o protagonismo negro na centralidade da proposta, compôs uma equipe com 90% de profissionais negros para a realização do monumento. A paulistana é formada em Educação Artística – Artes Cênicas e trabalha como atriz, produtora cultural, arte educadora, pesquisadora, além de ser reconhecida como ativista e articuladora de políticas culturais.


“A ideia principal desta empreitada é afastar, de uma vez por todas, a aura de invisibilidade que repousava sobre a história de Tebas. Um monumento que projeta, em grande escala, a contribuição negra para a cidade em que uma criança, ao passar no local, possa se sentir representada com aquela escultura que pode remeter a um super-herói ou, simplesmente, a um homem importante que existiu e lutou dignamente por sua afirmação e espaço", ressalta Rita.


Os autores – Lumumba e Francine – conectaram-se à fluidez das ideias e, juntos, possuem uma força potente que deságua em um rio de criatividade e expertise, seja de tecnologias, seja na arquitetura, justamente em uma cidade coberta de asfalto e concreto que guarda em seu subterrâneo mais de 200 cursos d’água catalogados pela prefeitura. O resultado dessa união entre o artista e a arquiteta é uma equação cujas variáveis convertem o atual momento dos criadores – a dupla, em suas trajetórias individuais celebram neste ano (2020), 20 anos de carreira, e criam a representatividade de um Tebas que passou por este plano há mais de 200 anos.


“Ter Francine Moura na concepção desse monumento público é muito importante para mim. Assim como Tebas esteve à frente de seu tempo, a presença desta mulher preta e arquiteta, neste território central, é de extrema relevância para esse diálogo permanente entre o patrimônio e a sociedade”, afirma Lumumba.


Outro tópico relevante para o desfecho da narrativa é o fato de Lumumba estar dedicado à uma nova fase de pesquisas no universo dos super-heróis de HQ’s. O flerte com este tipo de linguagem foi um caminho natural para a concepção da escultura afro-futurista – estética cultural que combina ficção científica, fantasia, história e arte africana. Vale ressaltar que o apagamento, o reconhecimento e a alforria, de modo subversivo, também agregam à somatória que fundamenta todo o conjunto da obra.


O processo do desenvolvimento da escultura, em si, foi feito em imersão dentro de prazo desafiador, de dois meses de trabalhos, no Quimera Atelier, no bairro dos Campos Elíseos, em São Paulo.


“A obra suspensa no ar dará uma ideia de ascensão, como se ela emergisse para fora, do período da escravidão, desse universo perverso, ao mesmo tempo em que temos a presença do high tech, que faz um contraponto ao componente perecível, da corrente de ferro comum, que ficará na base da estrutura ao inox que é um material mais contemporâneo”, contextualizam os autores.


Essa forte simbologia de opressão para o povo preto, ao longo do tempo, será propositalmente deteriorada uma vez que, o ferro da corrente, não resiste às intempéries da natureza. Os artistas pretendem com este signo dialogar com as próximas gerações, de modo a quebrar paradigmas e não definir interpretações estáticas. O intuito é que a partir deste ponto consigam traçar perspectivas e paralelos entre o passado histórico de resistência e o avanço das pautas étnico-raciais no Brasil e no mundo de forma fluída e contundente.

Serviço

Obra Joaquim Pinto de Oliveira
Praça da Sé - Rua Anita Garibaldi, região central de São Paulo
Entrega – 20 de novembro de 2020
Inauguração oficial – 5 de dezembro de 2020
Descrição Técnica do projeto
Título: "JOAQUIM PINTO DE OLIVEIRA"
Artista: Lumumba Afroindígena
Co-autora: Francine Moura
Material estátua: Aço inox

Material corrente: Ferro

Material base: Concreto aparente
Dimensões: Altura 3.60m
Largura: 1.50m 
Profundidade: 2.60m
 
Ficha técnica equipe:
Artista: Lumumba Afroindígena
Co-autora e arquiteta responsável: Francine Moura
Engenheira (projeto estrutural): Mabi Elu
Projeto de fundação: GPDE – Guimarães Dias Projetos Estruturais
Produção: Núcleo Coletivo das Artes Produções - Rita Teles
Registro fotográfico e audiovisual: Marcel Farias


fonte: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e assessoria de imprensa da PMSP

sobre Joaquim Pinto de Oliveira, Tebas
Mais conhecido como Tebas, o arquiteto negro nascido em Santos permaneceu escravizado até os 57 anos, 110 anos antes da abolição da escravatura. Trazido para a São Paulo, em 1740, o mestre pedreiro português Bento de Oliveira Lima, seu senhor, lhe ensinou o ofício de talhar pedras.  A habilidade para os adornos, numa época em que, na capital paulista, a técnica construtiva vigente era a taipa de pilão, fez com que Tebas gozasse de prestígio junto às ordens religiosas pertencentes ao triângulo histórico paulistano: os carmelitas, os franciscanos e os beneditinos.  Algo inimaginável para um escravizado, a sua expertise rendeu contratação e pagamento por estas instituições. A primeira torre da igreja Matriz da Sé (1750), bem como os ornamentos das fachadas dos conventos: Ordem 3ª do Carmo (1775-1778), Ordem 3ª do Seráfico Pai São Francisco (1783) e Mosteiro de São Bento (1766 e 1798) fazem parte de seu repertório.
 
sobre Lumumba Afroindígena
Mineiro, artista autodidata, 40, tem na conta duas décadas dedicadas ao universo das artes plásticas. Descendente de congoleses, um caso raro de terceira geração, nascido no Brasil, herdou o sobrenome da bisavó escravizada, a congolesa Tereza Lumumba, e também carrega a herança indígena, da etnia Puri-Guarani, da Serra do Caparaó. Sua trajetória começou na pintura de orixás, no suporte juta, em que traduzia os mitos yorubás.  Em 2009, ele passa a se dedicar à cenografia como escultor em eventos como: a parada "Momentos Mágicos Disney - Brasil", Óperas Infantis para o Teatro Municipal de São Paulo, – venceu o Prêmio Carlos Gomes de cenografia com "O menino e os sortilégios" de Ravel– Beto Carrero World, Dreamworks e Oktoberfest, Da visita em 2018, ao Parque Indígena do Xingú, quando foi honrado e participou da cerimônia Kuarup nasceram as sete obras, feitas na aldeia com pigmentos naturais e que foram exibidas, na expo individual, na galeria Matilha Cultural, de São Paulo.
  
sobre Francine Moura
Mulher negra, natural de Angra dos Reis (RJ), 43 anos, graduada em Arquitetura e Urbanismo, 20 anos de carreira. No campo da arquitetura, interiores e construção civil, tem experiência em projeto, obra e manutenção predial tanto comerciais, corporativas quanto residenciais. Já atuou com pesquisa e preservação de patrimônio histórico. Possui vivências no campo das artes visuais em direção de arte e cenografia na criação, planejamento, execução e montagem de projetos artísticos e audiovisuais em expressões como evento, exposição, carnaval, espetáculo, cinema, documentário, websérie, videodança, videoclipe, programa de TV e ensaio fotográfico. E também cria e desenvolve figurinos e adereços para espetáculos em geral. É especialista em Educação, Relações Étnico-Raciais e Sociedade com investigação das percepções construídas sobre o corpo da mulher negra e a busca por ressignificações. Também possui especialização em Projeto de Arquitetura na Cidade Contemporânea com pesquisa sobre espaços públicos e coletivos. Tem capacitação em Gestão de Projetos, curso de extensão em Folclore e Cultura Popular e oficinas de Conservação de Obras de Arte e de Produção Cultural. Ama criar espaços, imagens e imaginários e encontra nas formas e cores a melhor maneira de se comunicar com o mundo.

exposição Caipirismo - Sesc Bom Retiro - SP


Exposição Caipirismo reúne obras dos pintores José Antônio da Silva e Jocelino Soares no Sesc Bom Retiro

 

Por meio de um panorama vívido de paisagens, retratos, temas religiosos e alegóricos, mostra reúne obras que representam universos culturais e sociais do interior paulista.

Público poderá visitar gratuitamente mediante agendamento prévio feito na página da unidade na internet. No Sesc a retomada de atividades presenciais segue protocolo de órgãos de saúde pública para evitar o contágio e disseminação da Covid-19.

Imagens - Drive Google

O retrato de um centro urbano que floresceu na região hoje conhecida como "sertão",  espaço no qual surge o sertanejo e se manifesta o caipirismo, é o fio condutor da exposição Caipirismo - José Antônio da Silva e Jocelino Soares, com curadoria de Odécio Visintin Rossafa Garcia e Romildo Sant'Anna, em cartaz de outubro de 2020 a janeiro de 2021 no Sesc Bom Retiro.

Inicialmente prevista para acontecer entre os meses de março e julho deste ano, a mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, agora pode ser visitada gratuitamente pelo público de terça a sexta, das 15h às 21h, e aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/bomretiro.  As visitas à exposição Caipirismo - José Antônio da Silva e Jocelino Soares têm duração máxima de 45 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas, durante toda a visita.

Caipirismo faz referência a uma maneira de viver que foi aos poucos se agregando às transformações trazidas pelo crescimento e avanço das cidades, levando ao sertão novos conhecimentos e costumes. Todavia, as transformações tecnológicas e culturais não apagaram a memória afetiva, familiar e artística cultivada pela tradição destas regiões. Com o êxodo rural, milhares de famílias migraram do campo para as cidades levando consigo lembranças, danças, poemas, culinária e histórias que são transmitidas de geração em geração.

O público poderá ver de perto  cerca de 25 obras de José Antônio da Silva, pinturas criadas de 1952 a 1990, e 22 trabalhos de Jocelino Soares, telas produzidas de 2010 a 2020, artistas que por um considerável período de tempo dividiram o mesmo espaço geográfico no interior do estado, a  cidade de São José do Rio Preto. São conjuntos que estabelecem um diálogo a partir de temas como o mundo rural, desmatamentos, chuvas, florais, colheitas, o mundo das águas, árvores de ypê e aspectos do trabalho no campo. São abordados, também, os encontros com as tradições folclóricas, festas, religiosidades e o sentimento de saudade da vida no campo.

Segundo Odécio Visintin Rossafa Garcia, a mostra foi pensada para sensibilizar o público e incentivá-lo a conhecer a ideia de caipirismo tão presente nas obras de Silva e Soares. “Pintado em suas belas cores, carregadas de saudades e lembranças da terra que, cada vez mais, se entranha no imaginário das pessoas por meio das danças e cantos em versos e prosas”, pontua o curador.

José Antônio da Silva nasceu e cresceu no meio agropastoril e é considerado um pintor de arte naïf de grande relevância no Brasil. Suas obras, conforme define Romildo Sant’Anna, também curador da exposição, são “esperançosas, idílicas, desmesuradas, prenhes de doidices, impulsos quiméricos e persecutórios, contemplativos e boquiabertos, um tanto delas lancinantes; outro tanto, de fulgurantes impulsos inventivos nascidos de espírito interrogante, talentoso e arrebatador”. Também estão presentes obras políticas de autoria de Silva, nas quais discute certos aspectos do mundo da arte, além de destacar as diferenças entre campo e a modernidade urbana a partir do olhar cultural caipira.

As telas de Jocelino Soares, por sua vez, retratam o campo, as roças, as festas e colheitas das famílias caipiras, além de seu cotidiano de trabalho árduo. Vale ressaltar a relação estabelecida entre as próprias obras e a vivência e origem do artista no trabalho rural, além da presença, sempre renovada, da memória e admiração pela cultura popular. O historiador Lelé Arantes descreve Jocelino como “um artista do povo simples da roça; é um mago que empresta vida aos anônimos personagens das histórias dos homens e das mulheres do campo”.

Além das pinturas produzidas por José Antônio da Silva e Jocelino Soares, a exposição traz livros de autoria dos artistas. São romances ambientados no mundo rural, que resgatam características do universo caipira do interior do estado de São Paulo.

 

Sobre os artistas:

José Antônio da Silva (Sales de Oliveira, 1909 - São Paulo, 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP, adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O MAM/SP também edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

Jocelino Soares (Neves Paulista, 1955). Participou em 1974 do 15º Salão de Arte Juvenil na Casa de Cultura S. J. Rio Preto - SP, da qual viria a ser diretor, em 2001. É artista plástico pós-graduado em Arte Educação, tendo participado de diversas mostras coletivas e individuais e salões de arte nas cidades de S. J. do Rio Preto, Limeira, Presidente Prudente, Barretos, Marília, São Carlos, Araçatuba, Penápolis, entre outras. Em 2003 é criado o Instituto Cultural “Jocelino Soares”, em S. J. do Rio Preto e lançado o livro “O criador de sacis”, seguido de uma série de publicações sobre sua trajetória artística. Suas publicações “Brincando com arte” e “Contando a arte de Jocelino Soares” são adotadas, em 2005, por 86 escolas da rede municipal de ensino de S. J. do Rio Preto. Em 2011, quando já atua como curador de museus do município de S. J. do Rio Preto e detém cadeira da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura, publica o livro “Sentimento Caipira”. O livro é uma coletânea de artigos publicados no Jornal Diário da Região – contando causos e curiosidades da vida do homem da roça.

 

Orientações de segurança para visitantes

O Sesc São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 6 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do Sesc São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:
Caipirismo - José Antônio da Silva e Jocelino Soares
Local: Sesc Bom Retiro
Curadoria: Odécio Visintin Rossafa Garcia e Romildo Sant'Anna
Período expositivo: de 15 de Outubro de 2020 a 31 de Janeiro de 2021
Funcionamento: Terça a sexta, das 15h às 21h. Sábados, das 10h às 14h
Tempo de visitação: Até 45 minutos
Agendamento de visitas: 
www.sescsp.org.br/bomretiro
Classificação indicativa: livre
Grátis

Sesc Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro
Estacionamento: Alameda Cleveland, 529
Valores Estacionamento: com apresentação de Credencial Plena - R$ 5,50 até uma hora; R$ 2,00 adicional por hora. Não credenciados - R$ 12,00 até uma hora; R$ 3,00 adicional por hora. Para mais informações, acesse o portal: 
sescsp.org.br/bomretiro. 


Visitas gratuitas mediante emissão de ingresso 
Para visitar a exposição é preciso emitir um ingresso virtual no site sescsp.org.br/bomretiro e apresentá-lo na entrada da Unidade, todos os protocolos de segurança e distanciamento no espaço são respeitados.
 Credito: Ricardo Ferreira 
   
 
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