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| O curso tem como objetivo introduzir os alunos no mundo da aquarela, desde noções básicas até uma maneira divertida de expressar a criatividade e investigar novos territórios da arte. | ||
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2 fev (ter) 16h | |||||
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| 3 fev (qua) 16h publicação experiências poéticas: exercícios de criação artística Neste encontro será apresentada a publicação online do mam educativo sobre as experiências poéticas que permearam as redes sociais do museu em 2020. Será discutida a ideia de experiência poética como didática artística pedagógica no processo educativo do mam por meio da arte. | |||||
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| 4 fev (qui) 16h visita virtual à exposição Clube de colecionadores de fotografia do mam: 20 anos A partir de um recorte singular da exposição Clube de colecionadores de fotografia do mam: 20 anos, destacando obras cujo os autores não são fotógrafos e fotógrafas, discutiremos a ideia de “fotografia de artista” e sua potência em práticas pedagógicas. Esta visita faz parte de uma apresentação de possibilidades de relação com o museu no virtual, pensando a mediação e o trabalho educativo em plataformas digitais. | |||||
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5 fev (sex) 16h visita virtual à exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias Nesta visita virtual à exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias, conheceremos o artista a partir da coleção de obras formada pelo mesmo ao longo da vida. Permearemos as diferentes fases do trabalho de Antonio Dias por meio de propostas e estratégias de mediação no virtual. Esta visita faz parte de uma apresentação de possibilidades de relação com o museu no virtual, pensando a mediação e o trabalho educativo em plataformas digitais. | |||||
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9 fev (ter) 16h encontro sobre Projeto Parede roçabarroca, com Cristina Fernandes Partindo da obra de Thiago Honório exposta no Projeto Parede, serão explorados temas como a memória, as visões da natureza e suas relações com a arte, expandindo assim as nossas referências sobre tecnologia e as infinitas possibilidades do barro. | |||||
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11 fev (qui) 16h Antonio Dias e escrita criativa: a poética de si, com Luna Souto Neste encontro, iremos entrar em contato com algumas das obras da exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias a partir da escrita e da auto reflexão sobre as nossas palavras. Dessa sensibilização, os participantes serão convidados a desenvolverem suas escritas criativas por meio de temas que conectam a exposição às suas memórias singulares. | |||||
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19 fev (sex) 16h O corpo da escultura através do corpo do artista, com Rogério Ratão e Victor Dantas Uma conversa sobre processos de criação e a importância da modelagem em argila na construção de trabalhos tridimensionais, tendo como referência a relação espaço-sensorial que se estabelece entre o corpo do artista com o corpo do objeto sendo modelado. | |||||
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25 fev (qui) 16h Palavra Palavra, com a artista Lucia Koch Se a arte é lugar da possibilidade de uma linguagem não-verbal e esta vocação parece essencial hoje, porque tantos artistas trazem a palavra para o campo da arte e o fazem com potência, sentido e radicalidade que nos parecem também fundamentais? A palavra como forma, objeto, matéria, signo. Na disputa, no desvio, no discurso, no confronto e na poesia, vamos observar e discutir sobre como as palavras operam na obra de artistas contemporâneos a partir da leitura de imagens de trabalhos. | |||||
É com muito prazer que convidamos a todes a enviarem seus trabalhos para a mostra virtual "Entre Lobo e Cão", criada pelos estudantes de Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Diante de um contexto de pandemia, a mostra virtual abre a chamada para artistas pensarem e discutirem o que será daqui para frente, e sobretudo como imaginamos coletivamente nossas pautas e nossas lutas em um cenário pós pandêmico.
Entre o que vivemos e o futuro incerto, o mundo se separa. O que fica entre nós é a noite. Em corda bamba, sob uma linha tênue, caminhamos. O dia de amanhã nunca foi tão pouco tangível ou concreto. Entre conformismo e esperança, o que resta é a incerteza quanto ao nosso rumo. Se nem Leonilson conseguiu mudar o mundo, e nós, o que faremos? Apesar de uma noite silenciosa e vazia, os ruídos pelas margens permanecem. O futuro, mesmo distante, se escreve. O que emerge? Nós conseguimos nos ouvir? O que nossos olhos desejam ver? Aprendemos alguma coisa? Quando voltaremos às ruas? O que vamos abandonar e o que vamos deixar como legado? Que lugar é esse que se desmancha para um outro tomar forma? Mesmo por trás das telas, nosso enfrentamento político permanece. Nesta bifurcação temos o caminho do mundo como era antes e o caminho não imaginado, que a cada passo vemos construir diante de nós.
A chamada é aberta a todos os artistas e a coletivos de arte, podendo ser nacionais ou internacionais.
Os trabalhos selecionados serão publicados na plataforma oficial da exposição e nas redes sociais do projeto.
Instagram: @entreloboecão
CRONOGRAMA
– Inscrições: até 7 de fevereiro de 2021, via on-line
– Taxa de inscrição: não
– Edital + Inscrição: http://bit.ly/3ryAG6h
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O arquiteto negro Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, ganha escultura afro-futurista na região da Praça da Sé, em São Paulo
A obra do artista plástico Lumumba Afroindígena e da arquiteta Francine Moura reverencia a importância histórica de Tebas, o construtor à frente de seu tempo que comprou a própria alforria, aos 57 anos de idade – 110 anos antes da abolição da escravatura – e foi responsável por conceber marcos arquitetônicos importantes no triângulo histórico paulistano
A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo entrega à cidade, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, uma estátua na Praça Clóvis Bevilácqua – face leste da Praça da Sé – que celebra a grandiosidade do legado arquitetônico de Joaquim Pinto de Oliveira (1721-1811). O ex-escravizado ficou célebre com a alcunha de Tebas, ‘alguém de grande habilidade’ na língua quimbundo. A sua aclamação profissional oficial ganhou relevância, nos últimos anos, tendo, inclusive, em 2018, sido chancelado pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp) – ocasião que datava mais de dois séculos de sua existência. A inauguração oficial do monumento será em 5 de dezembro, como atividade da programação da sexta edição da Jornada do Patrimônio, que, neste ano, terá como tema “Nossa Cidade, Nossas Memórias”.
Originário da cidade de Santos, Tebas foi trazido para a capital pelo mestre pedreiro português Bento de Oliveira Lima, seu senhor, em 1740, com exímia habilidade na técnica da cantaria, o talhar de blocos de pedras, logo passou a ser disputado pelos templos católicos, na São Paulo do Brasil-Colônia. A ideia das ordens religiosas era substituir a taipa de pilão – método construtivo tradicional – para adornar com detalhamento mais requintado as fachadas das igrejas do triângulo histórico paulistano. Ele construiu a primeira torre da Matriz da Sé (1750) e, em 1769, reforma a mesma Torre da Sé e, em feito inédito, compra a própria alforria, aos 57 anos de idade, 110 anos antes da abolição da escravidão. Os ornamentos originais dos conventos da Ordem 3ª do Carmo (1775-1778), Ordem 3ª do Seráfico Pai São Francisco (1783) e Mosteiro de São Bento (1766 e 1798) também são de sua autoria. Ele ainda construiu uma fonte pública mais conhecida como o “Chafariz de Tebas”, (1791) no Largo da Misericórdia, onde, atualmente, está o cruzamento das ruas Direita, Quintino Bocaiúva e Alvares Penteado, na região central de São Paulo.
O projeto da escultura que será incrustada alicerçando a imagem de Tebas na memória contemporânea e resgatando sua importância ancestral é afro-centrado, conceituado e desenvolvido pelo artista plástico Lumumba Afroindígena e pela arquiteta Francine Moura. A obra tem o objetivo de firmar e reverberar a expertise e modernidade do legado de Tebas, revelar de modo artístico a sua produção tecnológica sofisticada para a época e propor, acima de tudo, uma reflexão que recobra a relevância da ocupação territorial preta em área central da cidade que foi fragmentada ao longo dos séculos.
Com sobrenome herdado da bisavó congolesa, Lumumba, 40 anos, além da ascendência africana direta, também carrega em suas veias a herança indígena. O artista autodidata multifacetado tem repertório extenso que passeia por diversos suportes das artes plásticas. Seu trabalho já ocupou espaços como Funarte, Matilha Cultural, também assinou a cenografia de óperas infantis, no Theatro Municipal de São Paulo – caso das montagens, “O Rouxinol”, de Igor Stravinsky e "O menino e os sortilégios”, obra de Maurice Ravel contemplada com o Prêmio Carlos Gomes e esculpiu personagens do desenho Madagascar para o Beto Carrero World.
“Estou muito centrado na minha carreira e tenho uma visão muito clara sobre a pujança que o meu trabalho reverbera no universo das artes e na sua representatividade afro-indígena. A cada avanço da escultura e das minhas inquietações entro em um deslocamento temporal. Perpasso toda a minha trajetória e sei exatamente aonde quero chegar e quem estará ao meu lado nessas realizações. Assinar essa obra fomenta conceitos ancestrais da minha existência que são amálgama da minha base como realizador”, expressa Lumumba.
Curiosamente, a memória e preservação já faziam parte do início da trajetória da arquiteta Francine Moura, 43 anos, mulher preta formada em Arquitetura e Urbanismo no Mackenzie. Com 20 anos de carreira, seus primeiros passos foram na conservação do painel de azulejos do Largo da Memória, quando estagiou no DPH - Departamento de Patrimônio Histórico. Francine é especialista em Projeto de Arquitetura na Cidade Contemporânea e pesquisa espaços públicos e coletivos. Também possui especialização em Educação, Relações Étnico-Raciais e Sociedade e investiga as percepções construídas sobre o corpo da mulher negra e a busca por ressignificações. “Participar do monumento ao Tebas após convite irrecusável do meu amigo Lumumba tem dimensão simbólica muito forte para mim enquanto arquiteta negra. Contribuir para o reconhecimento do trabalho deste arquiteto nos impulsiona a seguir seu legado. Olhando para a minha produção recente, nos últimos dois anos meu amor, energia e técnica foram dedicados a projetos arquitetônicos e artísticos afro-referenciados em 99% das experiências”, reforça Francine, que também atua profissionalmente como carnavalesca, cenógrafa e diretora de arte audiovisual. Seu último projeto entregue é o da Casa Preta Hub, no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo.
Coube à paulistana Rita Teles, do Núcleo Coletivo das Artes Produções, alinhavar a produção executiva e artística do aquilombamento e, para demarcar a arte e o protagonismo negro na centralidade da proposta, compôs uma equipe com 90% de profissionais negros para a realização do monumento. A paulistana é formada em Educação Artística – Artes Cênicas e trabalha como atriz, produtora cultural, arte educadora, pesquisadora, além de ser reconhecida como ativista e articuladora de políticas culturais.
“A ideia principal desta empreitada é afastar, de uma vez por todas, a aura de invisibilidade que repousava sobre a história de Tebas. Um monumento que projeta, em grande escala, a contribuição negra para a cidade em que uma criança, ao passar no local, possa se sentir representada com aquela escultura que pode remeter a um super-herói ou, simplesmente, a um homem importante que existiu e lutou dignamente por sua afirmação e espaço", ressalta Rita.
Os autores – Lumumba e Francine – conectaram-se à fluidez das ideias e, juntos, possuem uma força potente que deságua em um rio de criatividade e expertise, seja de tecnologias, seja na arquitetura, justamente em uma cidade coberta de asfalto e concreto que guarda em seu subterrâneo mais de 200 cursos d’água catalogados pela prefeitura. O resultado dessa união entre o artista e a arquiteta é uma equação cujas variáveis convertem o atual momento dos criadores – a dupla, em suas trajetórias individuais celebram neste ano (2020), 20 anos de carreira, e criam a representatividade de um Tebas que passou por este plano há mais de 200 anos.
“Ter Francine Moura na concepção desse monumento público é muito importante para mim. Assim como Tebas esteve à frente de seu tempo, a presença desta mulher preta e arquiteta, neste território central, é de extrema relevância para esse diálogo permanente entre o patrimônio e a sociedade”, afirma Lumumba.
Outro tópico relevante para o desfecho da narrativa é o fato de Lumumba estar dedicado à uma nova fase de pesquisas no universo dos super-heróis de HQ’s. O flerte com este tipo de linguagem foi um caminho natural para a concepção da escultura afro-futurista – estética cultural que combina ficção científica, fantasia, história e arte africana. Vale ressaltar que o apagamento, o reconhecimento e a alforria, de modo subversivo, também agregam à somatória que fundamenta todo o conjunto da obra.
O processo do desenvolvimento da escultura, em si, foi feito em imersão dentro de prazo desafiador, de dois meses de trabalhos, no Quimera Atelier, no bairro dos Campos Elíseos, em São Paulo.
“A obra suspensa no ar dará uma ideia de ascensão, como se ela emergisse para fora, do período da escravidão, desse universo perverso, ao mesmo tempo em que temos a presença do high tech, que faz um contraponto ao componente perecível, da corrente de ferro comum, que ficará na base da estrutura ao inox que é um material mais contemporâneo”, contextualizam os autores.
Essa forte simbologia de opressão para o povo preto, ao longo do tempo, será propositalmente deteriorada uma vez que, o ferro da corrente, não resiste às intempéries da natureza. Os artistas pretendem com este signo dialogar com as próximas gerações, de modo a quebrar paradigmas e não definir interpretações estáticas. O intuito é que a partir deste ponto consigam traçar perspectivas e paralelos entre o passado histórico de resistência e o avanço das pautas étnico-raciais no Brasil e no mundo de forma fluída e contundente.
Serviço
fonte: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e assessoria de imprensa da PMSP
Exposição Caipirismo reúne obras dos pintores José Antônio da Silva e Jocelino Soares no Sesc Bom Retiro | ||||||||||
Por meio de um panorama vívido de paisagens, retratos, temas religiosos e alegóricos, mostra reúne obras que representam universos culturais e sociais do interior paulista. Público poderá visitar gratuitamente mediante agendamento prévio feito na página da unidade na internet. No Sesc a retomada de atividades presenciais segue protocolo de órgãos de saúde pública para evitar o contágio e disseminação da Covid-19. Imagens - Drive Google O retrato de um centro urbano que floresceu na região hoje conhecida como "sertão", espaço no qual surge o sertanejo e se manifesta o caipirismo, é o fio condutor da exposição Caipirismo - José Antônio da Silva e Jocelino Soares, com curadoria de Odécio Visintin Rossafa Garcia e Romildo Sant'Anna, em cartaz de outubro de 2020 a janeiro de 2021 no Sesc Bom Retiro. Inicialmente prevista para acontecer entre os meses de março e julho deste ano, a mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, agora pode ser visitada gratuitamente pelo público de terça a sexta, das 15h às 21h, e aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/bomretiro. As visitas à exposição Caipirismo - José Antônio da Silva e Jocelino Soares têm duração máxima de 45 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas, durante toda a visita. Caipirismo faz referência a uma maneira de viver que foi aos poucos se agregando às transformações trazidas pelo crescimento e avanço das cidades, levando ao sertão novos conhecimentos e costumes. Todavia, as transformações tecnológicas e culturais não apagaram a memória afetiva, familiar e artística cultivada pela tradição destas regiões. Com o êxodo rural, milhares de famílias migraram do campo para as cidades levando consigo lembranças, danças, poemas, culinária e histórias que são transmitidas de geração em geração. O público poderá ver de perto cerca de 25 obras de José Antônio da Silva, pinturas criadas de 1952 a 1990, e 22 trabalhos de Jocelino Soares, telas produzidas de 2010 a 2020, artistas que por um considerável período de tempo dividiram o mesmo espaço geográfico no interior do estado, a cidade de São José do Rio Preto. São conjuntos que estabelecem um diálogo a partir de temas como o mundo rural, desmatamentos, chuvas, florais, colheitas, o mundo das águas, árvores de ypê e aspectos do trabalho no campo. São abordados, também, os encontros com as tradições folclóricas, festas, religiosidades e o sentimento de saudade da vida no campo. Segundo Odécio Visintin Rossafa Garcia, a mostra foi pensada para sensibilizar o público e incentivá-lo a conhecer a ideia de caipirismo tão presente nas obras de Silva e Soares. “Pintado em suas belas cores, carregadas de saudades e lembranças da terra que, cada vez mais, se entranha no imaginário das pessoas por meio das danças e cantos em versos e prosas”, pontua o curador. José Antônio da Silva nasceu e cresceu no meio agropastoril e é considerado um pintor de arte naïf de grande relevância no Brasil. Suas obras, conforme define Romildo Sant’Anna, também curador da exposição, são “esperançosas, idílicas, desmesuradas, prenhes de doidices, impulsos quiméricos e persecutórios, contemplativos e boquiabertos, um tanto delas lancinantes; outro tanto, de fulgurantes impulsos inventivos nascidos de espírito interrogante, talentoso e arrebatador”. Também estão presentes obras políticas de autoria de Silva, nas quais discute certos aspectos do mundo da arte, além de destacar as diferenças entre campo e a modernidade urbana a partir do olhar cultural caipira. As telas de Jocelino Soares, por sua vez, retratam o campo, as roças, as festas e colheitas das famílias caipiras, além de seu cotidiano de trabalho árduo. Vale ressaltar a relação estabelecida entre as próprias obras e a vivência e origem do artista no trabalho rural, além da presença, sempre renovada, da memória e admiração pela cultura popular. O historiador Lelé Arantes descreve Jocelino como “um artista do povo simples da roça; é um mago que empresta vida aos anônimos personagens das histórias dos homens e das mulheres do campo”. Além das pinturas produzidas por José Antônio da Silva e Jocelino Soares, a exposição traz livros de autoria dos artistas. São romances ambientados no mundo rural, que resgatam características do universo caipira do interior do estado de São Paulo.
Sobre os artistas: José Antônio da Silva (Sales de Oliveira, 1909 - São Paulo, 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP, adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O MAM/SP também edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Jocelino Soares (Neves Paulista, 1955). Participou em 1974 do 15º Salão de Arte Juvenil na Casa de Cultura S. J. Rio Preto - SP, da qual viria a ser diretor, em 2001. É artista plástico pós-graduado em Arte Educação, tendo participado de diversas mostras coletivas e individuais e salões de arte nas cidades de S. J. do Rio Preto, Limeira, Presidente Prudente, Barretos, Marília, São Carlos, Araçatuba, Penápolis, entre outras. Em 2003 é criado o Instituto Cultural “Jocelino Soares”, em S. J. do Rio Preto e lançado o livro “O criador de sacis”, seguido de uma série de publicações sobre sua trajetória artística. Suas publicações “Brincando com arte” e “Contando a arte de Jocelino Soares” são adotadas, em 2005, por 86 escolas da rede municipal de ensino de S. J. do Rio Preto. Em 2011, quando já atua como curador de museus do município de S. J. do Rio Preto e detém cadeira da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura, publica o livro “Sentimento Caipira”. O livro é uma coletânea de artigos publicados no Jornal Diário da Região – contando causos e curiosidades da vida do homem da roça.
Orientações de segurança para visitantes O Sesc São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal. Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 6 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local. A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do Sesc São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes. Serviço: Estacionamento: Alameda Cleveland, 529 Valores Estacionamento: com apresentação de Credencial Plena - R$ 5,50 até uma hora; R$ 2,00 adicional por hora. Não credenciados - R$ 12,00 até uma hora; R$ 3,00 adicional por hora. Para mais informações, acesse o portal: sescsp.org.br/
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fonte: Site: sescsp.org.br/bomretiro | ||||||||||