| Grupo de estudos e acompanhamento de projetos em fotografia com ênfase na produção de fotolivro. Datas e Horários Quartas-feiras, das 19h às 22h (2ª e 4ª semanas do mês) | ||
|
concursos, exposições, curiosidades... sobre arte
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)
http://maregina-arte.blogspot.com/
escolhidos por MARIA PINTO
(Maria Regina Pinto Pereira)
http://maregina-arte.blogspot.com/
terça-feira, 16 de abril de 2019
Grupo de Estudos: narrativas visuais e o fotolivro
Diálogos em Papel
Pinta-me a curva destes céus… Agora,
Ereta, ao fundo, a cordilheira apruma:
Pinta as nuvens de fogo de uma em uma,
E alto, entre as nuvens, o raiar da aurora.
Solta, ondulando, os véus de espessa bruma,
E o vale pinta, e, pelo vale em fora,
A correnteza túrubida e sonora
Do Paraíba, em torvelins de espuma.
(BILAC, 2007, P.43)
Ereta, ao fundo, a cordilheira apruma:
Pinta as nuvens de fogo de uma em uma,
E alto, entre as nuvens, o raiar da aurora.
Solta, ondulando, os véus de espessa bruma,
E o vale pinta, e, pelo vale em fora,
A correnteza túrubida e sonora
Do Paraíba, em torvelins de espuma.
(BILAC, 2007, P.43)
Corre o lápis ou o pincel no despovoado espaço, em busca de formas e de cores, averiguando os mundos que habitam o criativo espírito do artista.
Desprendem-se de sua consciêcia, esses mundos, saltam aleatórios e aflitos
pelos campos da obra, que emerge e que irrompe. Ávida por florescer em
significado e em cores, a obra desponta, ora por sinuosas linhas, ora por retas;
seu feitio vai tomando corpo e ela se torna ela própria, com personalidade e
com o entalhe que a mão do artista cunhou.
Mas os encantos da Arte precedem a obra; tem inicio no espaço da criação, onde a mão de quem faz irá repousar seu pensamento, seu mundo e suas cores. Possivelmente esse caminho foi percorrido pelos artistas da Mostra Diálogos em Papel, sob curadoria da artista plástica Rita Caruzzo. A exposição tem o apoio da empresa de papéis Moinho Brasil e o texto de abertura é de Enock Sacramento. O projeto conta com uma instalação de obras de 32 artistas, cada qual com sua linguagem própria e sua forma de trabalhar com a
Arte. Todas as obras foram elaboradas em papéis da empresa, confeccionados
especial e artesanalmente, a pedido de cada artista, com texturas e gramaturas
diferenciadas, para que a criatividade fluísse sobre a superfície adequada a
cada linguagem e técnica.
A empresa Moinho Brasil se localiza no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Assis e foi fundada em 1985 por Renata Telles e por Antônio Eduardo Bosquê (in memoriam) com o propósito de reciclar resíduos agrícolas obtendo as mais diversas fibras para a confecção de papéis artesanais. O trabalho sempre se fundamentou em pesquisas e na sustentabilidade unindo o universo agrícola ao urbano nas etapas de recuperação de áreas rurais; na agricultura integrada; na extração de fibra para papéis; e na confecção de papéis. A empresa desenvolveu uma metodologia para a produção de papéis em escala, área em que é pioneira no país. A parceria com a Izumi Comércio de Papéis Artesanais reforçou a proposta de sustentabilidade.
A exposição tem abertura marcada para o dia 13 de abril, de 2019, às 15 horas, na Beto Damasceno Galeria de Arte, Shopping Golden Square, São Bernardo do Campo, onde ficará até o dia 30 de abril.
Entre as mãos que executaram as obras estão as dos artistas Ana Bittar, Alexandre Augusto, Betto Damasceno, Daniella Guarda, Dircea Mountfort,
Fátima Lourenço, Iolanda Cimino, Isa Godoy, Jorge Luis Mendez, Júlia Matos/Gustavo Conti, Juliane Mai, Junco Matsuoka, Kazuhe Shizuru, Luiz Carlos Officina, Mlu Montesino, Marcela Amaro, Marilda Passos, Omar Jee, Patrícia Amato, Paulo Sayeg, Rafael Murió, Rogério Carnaval, Rosane Viegas, Rosângela Vig, Sandra Lozano, Sérgio Biro, Silvana Ran, Soso Botture, Suzana Meyer, Titina Corso, Vera Ranzini e Vilma Kano. A abertura contará com apresentação musical e de dobradura.
Sempre presente no cotidiano, “o papel é um material tão importante na vida moderna, que a gente até esquece que ele não existiu sempre” (ROCHA, 1992, p.4). Sua história remonta o Egito Antigo, quando o papel foi inventado, a partir do papiro, uma planta da região. O material servia de suporte para a escrita e foi utilizado largamente nos países do Mediterrâneo, por milhares de anos. Em outros lugares, devido ao clima, surgia o pergaminho, feito a partir da raspagem e polimento da pele de animais. Entre os gregos e os romanos, da Antiguidade, eram comuns as tábuas de madeira cobertas com gesso ou cera.
Na China antiga, a invenção do pincel de pelos levou à escrita em seda, mas como a seda era muito dispendiosa, houve a necessidade de se criar as primeiras folhas de papel, a partir de fibra vegetal de cascas de árvores. Depois de oitocentos anos mantida em segredo, a fabricação do papel pelos chineses
ultrapassou fronteiras e chegou à Europa e a países árabes. O papel como
conhecemos hoje passou a ser utillizado em larga escala com a invenção da
imprensa.
E o papel passa por essa modernidade afobada, em seu ocupado dia a dia; é tão necessário em tantas fases da vida, dos primeiros desenhos e letrinhas da infância; aos mais importantes documentos e registros da fase adulta.
Aqui, o papel é artesanal, feito especialmente para cada artista. É matéria prima para a produção de obras, em suas diversificadas técnicas. O papel deixa então de ser uma simples folha, adquire o encanto, que tem princípio no toque das mãos do artista a lhe sentir a textura, a densidade, as saliências. O papel passa então a percorrer outros caminhos, destina-se a trafegar pela mente inventiva que por ele se debruça. Eis que a Arte desponta, floresce e encanta.
Desprendem-se de sua consciêcia, esses mundos, saltam aleatórios e aflitos
pelos campos da obra, que emerge e que irrompe. Ávida por florescer em
significado e em cores, a obra desponta, ora por sinuosas linhas, ora por retas;
seu feitio vai tomando corpo e ela se torna ela própria, com personalidade e
com o entalhe que a mão do artista cunhou.
Mas os encantos da Arte precedem a obra; tem inicio no espaço da criação, onde a mão de quem faz irá repousar seu pensamento, seu mundo e suas cores. Possivelmente esse caminho foi percorrido pelos artistas da Mostra Diálogos em Papel, sob curadoria da artista plástica Rita Caruzzo. A exposição tem o apoio da empresa de papéis Moinho Brasil e o texto de abertura é de Enock Sacramento. O projeto conta com uma instalação de obras de 32 artistas, cada qual com sua linguagem própria e sua forma de trabalhar com a
Arte. Todas as obras foram elaboradas em papéis da empresa, confeccionados
especial e artesanalmente, a pedido de cada artista, com texturas e gramaturas
diferenciadas, para que a criatividade fluísse sobre a superfície adequada a
cada linguagem e técnica.
A empresa Moinho Brasil se localiza no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Assis e foi fundada em 1985 por Renata Telles e por Antônio Eduardo Bosquê (in memoriam) com o propósito de reciclar resíduos agrícolas obtendo as mais diversas fibras para a confecção de papéis artesanais. O trabalho sempre se fundamentou em pesquisas e na sustentabilidade unindo o universo agrícola ao urbano nas etapas de recuperação de áreas rurais; na agricultura integrada; na extração de fibra para papéis; e na confecção de papéis. A empresa desenvolveu uma metodologia para a produção de papéis em escala, área em que é pioneira no país. A parceria com a Izumi Comércio de Papéis Artesanais reforçou a proposta de sustentabilidade.
A exposição tem abertura marcada para o dia 13 de abril, de 2019, às 15 horas, na Beto Damasceno Galeria de Arte, Shopping Golden Square, São Bernardo do Campo, onde ficará até o dia 30 de abril.
Entre as mãos que executaram as obras estão as dos artistas Ana Bittar, Alexandre Augusto, Betto Damasceno, Daniella Guarda, Dircea Mountfort,
Fátima Lourenço, Iolanda Cimino, Isa Godoy, Jorge Luis Mendez, Júlia Matos/Gustavo Conti, Juliane Mai, Junco Matsuoka, Kazuhe Shizuru, Luiz Carlos Officina, Mlu Montesino, Marcela Amaro, Marilda Passos, Omar Jee, Patrícia Amato, Paulo Sayeg, Rafael Murió, Rogério Carnaval, Rosane Viegas, Rosângela Vig, Sandra Lozano, Sérgio Biro, Silvana Ran, Soso Botture, Suzana Meyer, Titina Corso, Vera Ranzini e Vilma Kano. A abertura contará com apresentação musical e de dobradura.
Sempre presente no cotidiano, “o papel é um material tão importante na vida moderna, que a gente até esquece que ele não existiu sempre” (ROCHA, 1992, p.4). Sua história remonta o Egito Antigo, quando o papel foi inventado, a partir do papiro, uma planta da região. O material servia de suporte para a escrita e foi utilizado largamente nos países do Mediterrâneo, por milhares de anos. Em outros lugares, devido ao clima, surgia o pergaminho, feito a partir da raspagem e polimento da pele de animais. Entre os gregos e os romanos, da Antiguidade, eram comuns as tábuas de madeira cobertas com gesso ou cera.
Na China antiga, a invenção do pincel de pelos levou à escrita em seda, mas como a seda era muito dispendiosa, houve a necessidade de se criar as primeiras folhas de papel, a partir de fibra vegetal de cascas de árvores. Depois de oitocentos anos mantida em segredo, a fabricação do papel pelos chineses
ultrapassou fronteiras e chegou à Europa e a países árabes. O papel como
conhecemos hoje passou a ser utillizado em larga escala com a invenção da
imprensa.
E o papel passa por essa modernidade afobada, em seu ocupado dia a dia; é tão necessário em tantas fases da vida, dos primeiros desenhos e letrinhas da infância; aos mais importantes documentos e registros da fase adulta.
Aqui, o papel é artesanal, feito especialmente para cada artista. É matéria prima para a produção de obras, em suas diversificadas técnicas. O papel deixa então de ser uma simples folha, adquire o encanto, que tem princípio no toque das mãos do artista a lhe sentir a textura, a densidade, as saliências. O papel passa então a percorrer outros caminhos, destina-se a trafegar pela mente inventiva que por ele se debruça. Eis que a Arte desponta, floresce e encanta.
Sê apenas uma presença silenciosa.
Todas
Todas
Sê apenas uma presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem,
Sem lhe falares.
(MEIRELES, 1982, p.XXIII).I/
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem,
Sem lhe falares.
(MEIRELES, 1982, p.XXIII).I/
sábado, 13 de abril de 2019
curso de desenho e monotipia - Ateliê GOPER - SP
| |||||||||||||||||||||
|
exposição de FELIPE SEIXAS - SP
| ||||||||||
ZIP`UP: MARILDE STROPP Tempo Quando - SP
|
exposição Amarras - Entre nós - Paula Chimanovitch
Paula Chimanovitch é uma jovem artista visual que mescla em seu trabalho as vivências trazidas de seu trabalho enquanto tatuadora com a criação plástica através de desenhos, pinturas, objetos e instalações. Os trabalhos da artista brincam com estados corpóreos opostos, como tensão/relaxamento e prazer/dor; seja em campo bidimensional, com pinceladas bastante expressivas, ou através de objetos construídos à partir de materiais que encontra em suas caminhadas urbanas.
Radicada em São Paulo, onde atualmente mora e trabalha, nasceu em Brasília e formou-se artista visual pela Unicamp. Habituou-se, desde cedo, à estrada e às mudanças frequentes de casa, o que despertou o interesse pelas dinâmicas e transformações que corpos se sujeitam pelos espaços que ocupam.
Pela primeira vez, Paula Chimanovitch expõe individualmente suas criações em São Paulo. Antes, foi premiada pelo Salão de Artes de Vinhedo, participou de coletiva no Museu de Arte Contemporânea de Campinas sob a curadoria de Sérgio Niculitcheff, e ilustrou o livro "Legenda erotica", pela editora Kazuá.
A mostra “Amarras - Entre nós” acontece entre os dias 5 e 21 de Abril, na Casa Bonita Colab, espaço cultural no Brooklin.
Serviço:
Serviço:
Exposição: “Amarras - Entre nós”
Local: Casa Bonita Colab
Abertura: 5 de abril, sexta-feira, das 18h às 23 horas
Período expositivo: de 05/04 a 21/04/2019
Casa Bonita Colab São Paulo
Rua Indiana, 1006, Brooklin – São Paulo - SP
(11) 3467-7004
Horários: segunda, terça, quarta e sexta-feira, das 10h às 18h; quinta-feira, das 10h às 22h.
Entrada gratuitafonte:
Luiza Pastor
INTERVENÇÃO URBANA DE EDUARDO SRUR TRAZ AMSTERDÃ PARA SÃO PAULO
EDUARDO SRUR TRAZ AMSTERDÃ PARA SÃO PAULO
Premiado mundialmente, Srur inaugura duas instalações na cidade fazendo alusão à utilização dos rios e aos símbolos da capital holandesa
Eduardo Srur vive na maior parte do tempo em São Paulo, embora viaje constantemente para mostrar seu trabalho em outros países. Formado em artes plásticas, começou a carreira com a linguagem de pintura nos anos 90 e ganhou a atenção do público com obras que utilizam do espaço público para chamar a atenção para questões ambientais e para o cotidiano nas metrópoles, sempre com o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade e aproximá-la da vida das pessoas.
Agora, o artista está prestes a iniciar um novo projeto artístico na cidade. No próximo domingo, dia 7 de abril, Eduardo Srur
inaugura duas novas instalações - no Largo da Batata, em Pinheiros, e no Parque do Povo, no Itaim Bibi. Serão dois grandes barcos laranjas, que ganham, dias depois (dia 9), milhares de tulipas e coroas, e uma representação da bandeira de Amsterdã. “Parte das minhas obras tem a água como elemento de criação. Neste projeto, os barcos estarão apoiados sobre o concreto e na grama do parque para nos lembrar dos rios enterrados da cidade. A vida é melhor quando navegamos."
A cor laranja é minha predileta e é a cor de Amsterdã, cidade que soube explorar melhor os seus rios e canais dentro do crescimento urbano”, explica o artista. “Mas sou otimista e acredito num futuro melhor, onde nossa sociedade possa usufruir uma São Paulo mais cidadã e democrática. Este projeto será lindo para os olhos do público”, explica.
As tulipas reforçam o símbolo do país europeu, e a Coroa remete ao King´s Day (Dia do Rei), comemorado dia 27 de abril na Holanda. A data é o maior feriado no país, e a celebração pode ser comparada ao Carnaval de rua brasileiro.
No dia 19 de abril, a obra do Largo da Batata será transportada para praça Victor Civita, em Pinheiros, onde fará parte de uma ativação que vai apresentar o melhor de Amsterdã em São Paulo. As intervenções urbanas ficam expostas até o dia 28 de abril e, ao final, o público poderá levar as tulipas que compõe a instalação.
fonte: Renato Coelho
exposição de fotografias - Uma Crônica Munduruku - Marcelo Oséas - SP
Uma Crônica Munduruku
Fotógrafo Marcelo Oséas apresenta exposição fotográfica de aldeia indígena da Amazônia, com registros pigmentados com elementos naturais
Numa viagem ao coração da Amazônia, o fotógrafo Marcelo Oséas mergulhou no imenso mar de cultura da aldeia Munduruku localizada no Baixo Tapajós. Durante essa imersão ele estabeleceu uma relação prévia com a comunidade, respeitando as regras, instituições locais e principalmente, o tempo das pessoas. Assim Marcelo trouxe na bagagem muito mais que o simples dia a dia. As fotografias transmitem os valores da aldeia que sofre diversos tipos de pressão para a mudança de seu cotidiano. Com essa luta dos indígenas para a preservação de seus valores e forma de vida, construiu imagens em tons de crônica, simples e diretas.
Como faz da fotografia uma forma de contribuir para a preservação e divulgação das comunidades tradicionais, os registros da aldeia deram origem à exposição fotográfica “Uma Crônica Munduruku”, que acontece até o dia 18 de abril, em São Paulo. As imagens vividas e registradas por Marcelo fora, impressas e colorizadas manualmente com elementos naturais amazônicos, representando mais uma etapa de sua pesquisa fotográfica.
Além do objetivo de propagar a cultura da aldeia, a exposição nasce também com uma meta de vendas que, uma vez atingida, ajudará a construir a Escola de Cultura, Floresta e Medicina Munduruku. Essa escola atende a manutenção do ambiente de floresta da aldeia, assim como da cultura tradicional. Ao adquirir as imagens, todos terão a certeza de que ali se completa um ciclo, pois promoverão a conservação da história de uma das aldeias mais antigas do Amazonas. “É impossível mensurar o quanto um trabalho fotográfico realmente contribui para algum tipo de preservação (quando ele tem esse objetivo). E isso sempre me incomodou. Por isso entendo que para um trabalho fotográfico estar completo, ele necessita propor uma contrapartida direta, que gera uma preservação visível e, dentro das possibilidades, mensurável. E o projeto da Escola de Cultura, Floresta e Medicina Munduruku atende totalmente essa premissa”. diz o fotógrafo.
Aldeia Munduruku
Os Munduruku são de tradição guerreira. Foram assim denominados pelos Parintintins, um povo rival que estava localizado na região entre a margem direita do rio Tapajós e o rio Madeira. Este nome significa “formigas vermelhas”, fazendo uma alusão aos guerreiros Munduruku que atacavam em massa os territórios rivais. Como o povo mundurucu foi se dispersando e ocupando diferentes espaços geográficos, a situação sociolinguística é diversificada. Além do contato com as frentes de colonização em diferentes momentos da história. A maioria do povoado das pequenas aldeias às margens do Tapajós é bilíngue. Nas aldeias localizadas próximas aos afluentes do Tapajós, crianças, mulheres e idosos falam, na maioria das vezes, somente a língua materna. Já as aldeias do Mangue e Praia do Índio, localizadas na periferia da cidade de Itaituba, e nas comunidades da Terra Indígena Coatá-Laranjal, no Amazonas, a língua Munduruku passa por processo de desuso, perdendo espaço para o Português.
Durante o século XIX os indígenas dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, mas atualmente lutam para garantir a integridade de seu território. Estão ameaçados pela pressão das atividades ilegais do garimpo, projetos hidrelétricos e a construção de uma hidrovia no Tapajós.
Uma Crônica Munduruku
O trabalho é uma associação das imagens com uma produção artística que reflete a busca por uma fotografia brasileira. E também como forma de manifestar a identidade da comunidade, para esta exposição Marcelo Oséas optou por colorizar as imagens com pigmentos naturais, todos vindos de florestas tropicais. “Neste trabalho eu aprofundei a pesquisa de materiais, trazendo para a estética das imagens a negação da nitidez, valores tipicamente comerciais no campo da fotografia, e incluindo elementos que convergem para o etéreo, valor muito presente na realidade indígena”.
As imagens foram impressas em PB via Fine Art. Para a pigmentação Marcelo usou as quatro cores da escala CMYK. A cor preta vem do carvão e do açaí. O magenta vem da folha de um cipó, o crajiru, muito encontrada na floresta Amazônica. Já amarelo será extraído da cúrcuma, também conhecida como açafrão brasileiro ou ainda mangarataia. E, por fim, o azul que vem do índigo natural.
Esse método de pigmentação vem de encontro com o processo de valorização da cultura indígena brasileira. “Eu busco através da fotografia mostrar saberes de culturas tradicionais, uma vez que pesquiso em meu cotidiano os processos pelos quais a sociedade de consumo, que estamos imersos, elimina ou assimila culturas tradicionais”.
Marcelo Oséas
Fotógrafo autoral, Marcelo reside na cidade de São Paulo. Estudou Ciências Econômicas pela Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP) e atuou por nove anos em grandes companhias brasileiras, assim como no terceiro setor. Migrou integralmente para a fotografia em 2012. Sua produção está relacionada às expressões artísticas autóctones Latino-americanas, assim como culturas tradicionais, como a indígena, caiçara e andina. Mantém como campo de pesquisa os processos de assimilação da sociedade de consumo dos elementos culturais nativos, com sua consequente integração ou eliminação.
Foi convidado a manter um portfólio vitalício no LensCulture Street Photography Awards. Em 2017 lançou seu primeiro livro, uma autopublicação intitulada "O Agridoce Agrestino". Em 2018 foi finalista do Prêmio Paraty em Foco com a fotografia intitulada "Iluminação", componente do livro.
Serviço:
Data: até dia 18 de abril
Local: Rua Professor Filadelfo Azevedo, 521
Entrada: Gratuita
Horário de visitação: das 14h Às 18h
Sábado e domingo: Visita com hora marcada
Tel: (11) 97995-1241
Programação Gratuita EAV Parque Lage - RJ
Governo do Rio de Janeiro
Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Projeto de pesquisa: Paulo Freire, Arte Contemporânea e Educação

Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Programação
SEG . 15 ABR . 19:00 . GRATUITO . ENCONTROS QUINZENAIS
Projeto de pesquisa: Paulo Freire, Arte Contemporânea e Educação
Círculos de Cultura, Movimento de Cultura Popular e Extensionismo
O grupo de estudos “Paulo Freire, Arte Contemporânea e Educação: influências e traduções” pretende dar lugar a um processo contínuo de investigação sobre o legado político e pedagógico de Paulo Freire nas práticas de educadores, artistas e curadores na contemporaneidade.
Debate do texto: FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Trad. Rosisca Darcy de Oliveira. ed. 13. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.
Debatedores: Gleyce Kelly Heitor, Guilherme Dias, Luana Moura
Saiba mais
Debate do texto: FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? Trad. Rosisca Darcy de Oliveira. ed. 13. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.
Debatedores: Gleyce Kelly Heitor, Guilherme Dias, Luana Moura
Saiba mais
QUA . 17 ABR . 18:00 . GRATUITO . ENCONTROS MENSAIS
Hospedando Lélia Gonzalez com Aline Valentim
Nesse encontro, entramos na pesquisa por uma discussão coletiva de um dos textos mais conhecidos de Gonzalez, “Racismo e Sexismo na cultura brasileira”, originalmente palestra do 1980. Os participantes são convidados a ler o texto antecipadamente e trazer comentários e pensamentos para contribuir para uma conversa aberta. Após a discussão, haverá uma breve introdução à dança afro-brasileira, liderada por Aline Valentim, que trará exercícios simples em grupo.
Este encontro combina uma abordagem discursiva e corpórea para explorar o legado de Lélia Gonzalez, ex-professora do Parque Lage que ministrou um curso de cultura negra e também introduziu diversas iniciativas para a escola como capoeira, dança afro-brasileira e apresentações de candomblé.
Saiba mais
Este encontro combina uma abordagem discursiva e corpórea para explorar o legado de Lélia Gonzalez, ex-professora do Parque Lage que ministrou um curso de cultura negra e também introduziu diversas iniciativas para a escola como capoeira, dança afro-brasileira e apresentações de candomblé.
Saiba mais
Rua Jardim Botânico, 414
Jardim Botânico Rio de Janeiro - RJ |
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Já não pesa mais que o ar | curadoria Yago Toscano - Estúdio Dezenove - RJ

Nessa exposição na Galeria do Estudio Dezenove com curadoria
de Yago Toscano pretende-se refletir as relações construídas
e a produção de estranheza constante no habitar nas superfícies,
no entre e na pobreza de mundo extrema; como na vida de um
carrapato. É no momento em que é criada essa estranheza
amorfa do olhar, do que está entre o plano e a coisa, que são
refletidas, a partir das brechas e das fugas, questões políticas,
poéticas, materiais, sociais e estéticas, sobre habitar no mundo
possibilitando o esvaziamento de uma presença da linguagem,
sob a precariedade do olhar.
Área de anexos
Pivô Research – Artus Grant
Pivô in partnership with Artus is delighted to announce the open call for Pivô Research – Artus Grant, a grant for a Peruvian artist aged between 25 – 40 years old to take part at Pivô’s residency programme in Brazil.
Applications will be open from 17 March to 15 May 2019.
Residency period goes from 27 August to 9 December 2019 (13 weeks).
Residency period goes from 27 August to 9 December 2019 (13 weeks).
Artists are asked to send a portfolio with resume and additional material (up to 25 pages and 10 MB) along with the application form.
Applications will only be accepted in English.
Applications will only be accepted in English.
The selected artist will be informed on 14 June.
Pivô Research – Artus Grant provides
1. Roundtrip Airfare (economy class), in time and date to be determined in due course by Pivô;
2. Housing in a private room in a shared apartment located in a walking distance from Pivô, to be determined by Pivô at its sole discretion;
3. R$3.600,00 that will be managed by the selected artist to cover living expenses such as food, transportation and work material;
4. 25 sqm studio at Pivô;
5. Participation in the activities of the programme Pivô Research.
Pivô Research – Artus Grant provides
1. Roundtrip Airfare (economy class), in time and date to be determined in due course by Pivô;
2. Housing in a private room in a shared apartment located in a walking distance from Pivô, to be determined by Pivô at its sole discretion;
3. R$3.600,00 that will be managed by the selected artist to cover living expenses such as food, transportation and work material;
4. 25 sqm studio at Pivô;
5. Participation in the activities of the programme Pivô Research.
Please, check out the detailed open call in the document beside.
For other information, please write to editais@pivo.org.br
For other information, please write to editais@pivo.org.br
fonte: Editais e Afins
Assinar:
Postagens (Atom)



